Política

Após caso de estupro, projeto propõe que equipe feminina atenda mulheres em UTIs de Goiânia

Proposta, apresentada nesta terça-feira (4/6) na Câmara Municipal de Goiânia, segue em tramitação.
05/06/2019, 08h20

Um projeto de lei apresentado nesta terça-feira (4/6), na Câmara Municipal de Goiânia, propõe que mulheres internadas em UTIs de hospitais públicos e privados da capital sejam atendidas por equipes femininas. A proposta chega para discussão depois que uma paciente foi estuprada dentro de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Goiânia Leste. Câmeras de segurança da unidade de saúde registraram a agressão, cometida por um técnico de enfermagem.

O objeto da matéria, de autoria da vereadora Léia Klebia (PSC), é oferecer mais segurança às mulheres que precisam de atendimento médico. De acordo com o projeto de lei nº 2019/00232, as pacientes internadas nas unidades de monitoramento intensivo ou em locais onde não se permita a permanência de acompanhantes, deverá ser realizado sempre na presença de uma profissional do sexo feminino.

“Recentemente foi noticiado o caso de uma jovem de 21 anos vítima de abuso sexual enquanto estava internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de um hospital da cidade. Na tentativa de evitar situações como esta, bem como ampliar as políticas de proteção às mulheres e enfatizar as condições de um atendimento humanizado é que apresentamos a presente proposta”, explicou a vereadora.

Projeto de lei também busca ampliar o atendimento humanizado às mulheres

Léia defende ainda no projeto a ampliação das condições de atendimento humanizado às mulheres que se encontram hospitalizadas, considerando a “unidade de cuidado”, que pressupõe a união entre a qualidade do tratamento técnico e a qualidade do relacionamento desenvolvido entre paciente, familiares e equipe.

“Quando em tratamento, nossa adesão e confiança dependerão da nossa segurança na equipe que cuida da gente. E, neste aspecto, muitos estudos mostram que a relação paciente-família e equipe é tão importante quanto a qualidade do tratamento técnico que nos é oferecido”, argumentou a autora do projeto. “Desta forma, garantir o atendimento às mulheres por profissionais do sexo feminino, além de trazer maior conforto em qualquer situação de saúde e doença, amplia as condições de segurança das mulheres que, por motivo de saúde, se encontram em situação de vulnerabilidade”, justificou.

Caso de estupro em hospital de Goiânia

A estudante Susy Nogueira, de 21 anos, morreu depois de ser abusada sexualmente dentro da UTI do Hospital Goiânia Leste, onde ele estava internada desde o dia 16 de maio. As agressões foram cometidas por um técnico de enfermagem, que se entregou à polícia dois dias depois da morte da jovem.

O caso é apurado pela Polícia Civil, que também investiga a causa da morte da jovem, apontada inicialmente como sendo por uma parada cardiorrespiratória.

O hospital se pronunciou por meio de nota. Leia abaixo o texto na íntegra:

NOTA OFICIAL

No dia 17 de maio de 2019, os responsáveis pela UTI do Hospital Goiânia Leste receberam a denúncia de abuso sexual da paciente de 21 anos por meio de uma das técnicas de enfermagem da equipe. No mesmo momento, a direção tomou as primeiras medidas com o objetivo de proteger a paciente e investigar o ocorrido.

O técnico de enfermagem acusado pela paciente foi imediatamente suspenso e afastado da sua função. Um boletim de ocorrência com a denúncia foi registrado pelos responsáveis da UTI na Delegacia da Mulher, no dia 21/05/2019 e o funcionário foi demitido por justa causa nesse mesmo no dia.

Posteriormente, também por iniciativa da empresa de UTI, o vídeo que mostra o suposto assédio do ex-funcionário, consistente num possível toque nas partes íntimas da paciente, também foi entregue à delegada responsável pelo caso. Cada um dos 20 leitos geridos pela UTI possui câmera individualizada, que funciona e grava toda a movimentação da UTI, 24 horas por dia. Ao ex-funcionário foi dada a oportunidade de ver as imagens, o que foi recusado por ele.

Além de ter tomado as medidas necessárias sobre a denúncia, coube aos diretores da empresa de UTI comunicar aos pais da paciente sobre o fato e sobre as medidas já tomadas. Esclarece, por fim, que a causa da morte da paciente, em 26/05/2019, não possui qualquer relação com os tristes fatos ocorridos. A empresa está à disposição das autoridades para fornecer qualquer informação adicional que possa ajudar na investigação da denúncia.

Imagens: Veja 

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Brasil

Projeto do governo dobra validade da CNH e número de pontos para cassação

As duas medidas eram promessas feitas por Bolsonaro a caminhoneiros ainda durante a campanha.
05/06/2019, 08h29

O presidente Jair Bolsonaro entregou nesta terça-feira, 4, à Câmara dos Deputados um projeto de lei que muda o Código de Trânsito Brasileiro. A proposta amplia de 20 para 40 pontos o limite para suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e elimina exames toxicológicos para motoristas profissionais.

As duas medidas eram promessas feitas por Bolsonaro a caminhoneiros ainda durante a campanha. Segundo especialistas, a ampliação do limite de pontos traz risco de elevar o número de acidentes e mortes no trânsito.

O presidente foi pessoalmente apresentar a proposta ao lado dos ministros da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. Os dois são responsáveis, respectivamente, pela articulação política e pela interlocução com os caminhoneiros, que chegaram a ameaçar novas paralisações, mas recuaram após o governo mudar a política de preço de combustíveis e sinalizar com as mudanças na lei de trânsito.

Para que as mudanças entrem em vigor, o projeto precisará ser discutido no âmbito das comissões e, depois de aprovado, apreciado pelo plenário da Câmara e do Senado. A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), espera que seja criada uma comissão especial e a proposta fique em análise por 45 dias antes de ir à votação no plenário.

A decisão da tramitação é do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). “É um projeto que parece simples, mas atinge todos do Brasil. Todo mundo é motorista ou anda de uma forma ou de outra em um veículo automotor”, disse Bolsonaro.

As modificações vinham sendo anunciadas pelo governo nas últimas semanas, em agendas públicas e nas redes sociais. Segundo Freitas, a atual “complexidade” do trânsito no País tem criado mais riscos para condutor levar uma autuação. “Estamos desburocratizando.” O Código, diz, é antigo e precisa de atualização. “Dois terços das penalidades são graves ou gravíssimas. Acaba sendo muito fácil para o cidadão perder a carteira. E isso tem se mostrado ineficaz. Os Detrans não têm estrutura para atender os casos.”

Freitas negou que a mudança vá causar aumento de acidentes e mortes. “Há muita ilação e pouca base jurídica para isso (esse argumento).” Questionado pela reportagem sobre estudos técnicos que embasem a proposta, o governo não apresentou nenhum material.

Mais mudanças

A proposta também aumenta automaticamente de cinco para dez anos a validade da CNH para motoristas até 65 anos. Para idosos, o prazo passa de dois anos e meio para cinco anos.

A proposta não prevê anistia às CNHs já suspensas. Segundo o Ministério da Infraestrutura, hoje o processo de suspensão em casos de infrações graves e gravíssimas passa por até seis instâncias. Pela proposta, seriam três instâncias até o motorista perder o direito de dirigir.

O texto acaba com multa para condutores que guiem sem farol baixo ligado de dia. DO VEÍCULOO mesmo vale para o uso de cadeirinhas para crianças – haverá só advertência por escrito.

No entendimento do governo, o projeto também acaba com a exclusividade de Departamentos Estaduais de Trânsito na definição de clínicas que podem dar atestado de saúde para emitir a CNH. Os atestados, incluindo os profissionais, poderão ser emitidos por qualquer médico, diz o governo. Para especialistas, isso não está explícito no texto.

O texto ainda dá poderes ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran) de uniformizar a interpretação e os procedimentos quanto às leis de trânsito e determina a competência para Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) centralizar documentos eletrônicos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Trânsito

Após beber meia garrafa de conhaque, caminhoneiro faz zigue-zague na BR-060, em Jataí

Um casal filmou o momento em que o motorista ia de um lado para o outro na pista.

Por Ton Paulo
05/06/2019, 08h36

Parece que a máxima “se beber, não dirija”, apesar de antiga, até hoje não foi incorporada por todos os motoristas. Um caminhoneiro foi preso na tarde da última terça-feira (4/6) na BR-060, no município de Jataí, após ser fazendo zigue-zague pela pista. O motivo: o motorista da carreta havia ingerido meia garrafa de conhaque.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o motorista, de 45 anos, conduzia uma carreta bitrem vazia e seguia de Rio Verde com destino a Caiapônia, em Goiás, quando foi acompanhado por um casal que filmaram, por cerca de dez minutos, o veículo ziguezaguendo na rodovia.

Ainda conforme informações do casal e das imagens divulgadas pela PRF, o carreteiro andava em alta velocidade, em alguns momentos o autocarga invadia a pista contrária e em outros, entrava na faixa de domínio, colocando em risco a vida dos usuários da BR.

Veja o vídeo:

Assustados com a situação eles comunicaram com a Central de Informações da PRF em Goiânia e pouco tempo depois o veículo foi abordado, chegando a Jataí.

Ao ser fiscalizado, o motorista foi submetido ao teste de bafômetro e foi reprovado com teor alcoólico de 0,80 mg/l, no interior do veículo foi encontrada uma garrafa de conhaque com metade do líquido já consumido.

O homem foi preso e encaminhado à Central de Flagrantes local.

Além de caso de caminhoneiro bêbado em Jataí, motorista de ambulância também foi flagrado embriagado na BR-060

No dia 18 de maio deste ano, um motorista de ambulância foi preso pela Polícia Rodoviária Federal  por dirigir bêbado na BR-060, em Anápolis. Segundo a PRF, ele realizou o teste do bafômetro, que apontou embriaguez com teor alcoólico de 0,37 mg/l. O motorista saiu de Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, transportando um paciente e duas enfermeiras com destino a Goiânia.

De acordo com a PRF na época, o homem também não tinha habilitação própria para conduzir um veículo de emergência. Aos policiais, ele contou ter passado o dia bebendo.

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Saúde

Apreendidos em Goiânia materiais médicos e estéticos vendidos sem aval da Anvisa

Também foi apreendido um aparelho falsificado usado na aplicação de anestesia. Dono da loja responderá por crime contra a saúde pública.
05/06/2019, 09h46

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor de Goiás (Decon), apreendeu nesta terça-feira (4/6) equipamentos médicos e estéticos que eram vendidos em uma loja de Goiânia sem registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com apuração dos policiais civis, os materiais eram comercializados em uma loja de informática localizada na Avenida Milão, no Residencial Celina Park, na capital. A fiscalização apreendeu termômetros, estetoscópios, aparelhos aferidores de pressão, componentes de implantes dentários, instrumentos para limpeza de pele entre outros. Todos os produtos eram vendidos sem registro devido junto à agência reguladora.

Na ação policial, também foi apreendido um aparelho falsificado usado na aplicação de anestesia. Segundo informações da PC, todos os equipamentos foram retirados do mercado e o proprietário do estabelecimento será autuado administrativamente e deve responder pela prática de crime contra a saúde pública, cuja pena máxima de prisão é de 15 anos.

Loja onde materiais médicos e estéticos foram apreendidos “defende o meio ambiente”

Em descrição no perfil oficial em uma rede social, a loja, onde os produtos ilegais foram apreendidos, é descrita como um local que visa “defender o meio ambiente e pensando nas gerações futuras”. No local, de acordo com o texto, funciona “um dos únicos pontos de descartes de lixo eletrônico” da capital. “Com dedicação e honestidade, seguimos inovando no mercado com profissionais experientes e serviços de qualidade”, diz a descrição.

A loja é especializada em eletro-eletrônicos e assistência técnica em geral, e é “reconhecida pela qualidade no atendimento, melhores produtos e serviços prestados.” O estabelecimento funciona há nove anos no mercado. Ainda não se sabe há quanto tempo o local comercializava os materiais médicos e estéticos apreendidos na fiscalização.

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Economia

ANTT marca para 18 de setembro leilão da BR-364/365 entre Goiás e Minas Gerais

Prazo da concessão será de 30 anos.
05/06/2019, 09h57

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) avisa no Diário Oficial da União (DOU) que realizará o leilão de concessão da BR-364/365, entre Goiás e Minas Gerais, no dia 18 de setembro deste ano. A sessão ocorrerá às 10 horas na B3 em São Paulo. O empreendimento faz parte do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal. Segundo a agência, a tarifa-teto definida para o leilão é de R$ 7,02 para cada uma das sete praças de pedágio.

O edital e outros documentos do leilão estarão disponíveis no site da ANTT a partir desta quarta-feira, 5, e, segundo o aviso, os pedidos de esclarecimento sobre o edital deverão ser feitos até as 18h do dia 12 de julho.

A rodovia a ser concedida consiste em um trecho de 437 quilômetros, que compreende onze municípios do Estado de Goiás (Aparecida do Rio Doce, Cachoeira Alta, Jataí, Paranaiguara e São Simão) e seis de Minas Gerais (Santa Vitória, Gurinhatã, Ituiutuba, Canópolis, Monte Alegre de Minas e Uberlândia).

O prazo da concessão será de 30 anos. No período, estão previstos investimentos de R$ 2,06 bilhões em obras e de R$ 2,51 bilhões em custos operacionais.

Imagens: R7 

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