Goiás

Passageiro é preso com R$ 18 milhões em ouro no aeroporto de Goiânia

Carga de 111 quilos estava em um avião monomotor. Dono deve responder por crimes ambiental e de usurpação de bem da União.
11/06/2019, 07h55

Um passageiro foi preso no aeroporto de Goiânia com uma carga de ouro avaliada em R$ 18 milhões. De acordo com informações das Polícias Federal e Militar de Goiás, que atuaram na ocorrência, as barras eram transportadas em um avião monomotor. A prisão do homem e apreensão da carga foram realizadas na tarde desta segunda-feira (10/6).

As polícias receberam uma denúncia anônima a respeito de um avião monomotor que estava transportando ouro de forma ilegal e tinha Goiânia como destino. Com base nessas informações, a aeronave de pequeno porte foi abordada assim que pousou no Aeroporto Santa Genoveva, na capital.

Um homem, apontando como o dono da carga de ouro, foi preso e autuado por crime ambiental e crime de usurpação de bem da União. Ainda não se sabe qual a origem do ouro apreendido e de onde o monomotor teria decolado.

Ouro e avião são apreendidos no aeroporto de Goiânia

As polícias Federal e Militar apreenderam a carga que continha 111 quilos de ouro. Ao todo, conforme levantamento das corporações, o carregamento é avaliado em R$ 18 milhões.

A aeronave também foi apreendida e as investigações apuram quem é o dono do avião.

Passageiro é preso com R$ 18 milhões em ouro no aeroporto de Goiânia
Foto: Reprodução/Polícia Federal

Outro carregamento de ouro e dinheiro é apreendido em Goiás

No dia 28 de maio, um avião de pequeno porte que transportava barras de ouro e dinheiro foi apreendido no aeroporto de Aragarças, cidade do interior de Goiás na divisa com Mato Grosso. A ação foi realizada pela Polícia Militar de Goiás (PMGO), Polícia Militar do Mato Grosso (PM-MT) e a Polícia Federal (PF) de Barra do Garças (MT).

Dentro do avião havia uma mochila com cerca de 16 quilos de ouro, avaliados inicialmente em R$ 2 milhões, além de dinheiro em espécie. Informações preliminares apontam que a carga saiu de Novo Progresso no Mato Grosso com destino a São Paulo. O piloto do avião foi preso em flagrante.

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Política

Segunda Turma do Supremo deve julgar recurso de Lula nesta terça-feira

Recurso do ex-presidente começou a ser discutido em abril deste ano no plenário virtual do STF, mas foi interrompido. O processo será discutido agora presencialmente pelos ministros.
11/06/2019, 08h05

Às vésperas de o ministro Ricardo Lewandowski deixar a presidência da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o colegiado deve julgar nesta terça-feira, 11, um recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado no âmbito da Operação Lava Jato, que pode colocá-lo em liberdade.

Integrantes do Supremo ouvidos reservadamente pela reportagem acreditam que a sessão pode servir para ministros darem recados ao ex-juiz federal Sérgio Moro e à Operação Lava Jato, depois de o site The Intercept Brasil publicar o conteúdo vazado de supostas mensagens trocadas por Moro e o coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol.

As conversas supostamente mostrariam que Moro teria orientado investigações da Lava Jato por meio de mensagens trocadas no aplicativo Telegram. O site afirmou que recebeu de fonte anônima o material.

O recurso de Lula começou a ser discutido em abril deste ano no plenário virtual do STF, mas um pedido de destaque do ministro Gilmar Mendes no dia 12 do mesmo mês interrompeu o julgamento e fez com que o processo seja discutido agora presencialmente pelos ministros.

O colegiado fará nesta terça-feira sessões pela manhã e pela tarde, as últimas presididas por Lewandowski, que vai deixar o comando da turma, mas seguirá fazendo parte dela. No fim do mês, a ministra Cármen Lúcia – considerada linha dura no julgamento de investigados – vai assumir a presidência da turma e terá o controle do que será examinado nas sessões. A turma não se reunirá na próxima semana em virtude do feriado de Corpus Christi.

Em fevereiro, o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF, negou o pedido de liberdade de Lula, que está preso desde abril do ano passado na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. O julgamento suspenso no plenário virtual da 2ª Turma envolve um recurso de Lula contra essa decisão de Fachin.

A Segunda Turma é composta pelos ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Edson Fachin e pelo decano do STF, ministro Celso de Mello.

No caso em questão, Lula recorreu ao Supremo depois de o ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ter negado individualmente um recurso do petista contra sua condenação no caso do triplex do Guarujá.

No entanto, a Quinta Turma do STJ – em decisão colegiada e unânime – confirmou em abril deste ano a condenação do ex-presidente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP), mas reduziu a pena do petista de 12 anos e 1 mês de prisão para 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão.

O pedido de destaque de Gilmar Mendes no plenário virtual do Supremo foi feito antes do julgamento colegiado desse outro recurso de Lula no STJ. Ou seja: existe a possibilidade do recurso de Lula no Supremo ter “perdido o objeto” agora, já que a Quinta Turma do STJ fez ajustes na decisão monocrática de Fischer. Na prática, a decisão monocrática de Fischer, contestada por Lula no Supremo, não existe mais.

Imagens: Jornal de Brasília 

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Trânsito

Motociclista morre após cair de viaduto na Marginal Botafogo, em Goiânia

O jovem caiu de uma altura aproximada de 8 metros.

Por Ton Paulo
11/06/2019, 08h36

Um motociclista de 25 anos morreu na noite da última segunda-feira (10/6) após cair de um viaduto na Marginal Botafogo, em Goiânia. O jovem estava indo para um aniversário quando perdeu o controle da direção da motocicleta, bateu o veículo na mureta e caiu de uma altura aproximada de 8 metros.

De acordo com informações da Delegacia de Crimes de Trânsito (Dict), o jovem foi identificado Janis Ribeiro Alves. O acidente ocorreu por volta das 19h de ontem, e a ocorrência foi atendida por uma equipe de investigação da delegacia. De acordo com a Dict, a motocicleta deslizou em linha reta na lista e o corpo foi arremessado para a esquerda e caiu embaixo da ponte

Ainda conforme a Dict, Janis estava indo para o aniversário de seu sogro quando acabou perdendo o controle do veículo. Ele colidiu com a mureta do viaduto sobre a Avenida A e acabou caindo. O tráfego no local do acidente precisou ser interditado por um certo tempo.

Um jornal local informou que uma testemunha que vinha em um carro logo atrás afirmou à polícia que não havia outro veículo envolvido, e que a vítima perdeu o controle da moto, bateu na barreira e caiu.

Namorada do motociclista que morreu após cair de viaduto na Margina Botafogo chegou a ligar perguntando por ele

Os policiais relatam que após o acidente, a namorada de Janis ligou perguntando sobre ele, uma vez que ele era aguardado para o aniversário do pai dela

Familiares informaram que ele cursava educação física e trabalhava em uma loja de eletrodomésticos de um shopping de Goiânia.

Em suas redes sociais, Janis demonstrava gostar de motos. Fotos do veículo que ele pilotava enchem seu perfil no Facebook, assim como mensagens de luto que começaram a aparecer de amigos que tomaram conhecimento do acidente e morte do rapaz.

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Goiás

Débito de prêmios do Fica 2018 impede lançamento de nova edição, diz secretário

“Não tenho moral para lançar um novo Fica sem quitar os ‘restos a pagar’ do Fica de 2018”, afirmou Edival Lourenço, em audiência pública na Alego.
11/06/2019, 09h33

O Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) de 2019 ainda não foi lançado devido aos débitos dos prêmios da edição do ano passado, de acordo com o secretário estadual de Cultura, Edival Lourenço. Em audiência pública ocorrida na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), na tarde desta segunda-feira (10/6), o responsável pela pasta explicou que “não tem moral” para lançar um novo Fica antes de quitar os “restos” do festival anterior.

De acordo com o secretário, os prêmios do Fica 2018 ainda não foram pagos, incluindo valores de R$ 280 mil. “Não tenho moral para lançar um novo Fica sem quitar os ‘restos a pagar’ do Fica de 2018”, afirmou. Lourenço informou ainda que aguarda um parecer da Controladoria Geral do Estado de Goiás (CGE) para decidir o que fazer.

“O governo fez um decreto que estabelece 90 dias para colocar as prioridades dos restos a pagar, e eu já levei para o governador a preocupação de fazer o Fica de 2019. É um compromisso de Estado, então eu submeti essa questão à Controladoria e estou aguardando um parecer da CGE sobre o Fica para decidir o que fazer”, destacou o secretário. Ainda de acordo com ele, o mesmo vale para a Mostra Canto da Primavera e o Festival de Porangatu.

O Fica

O Fica ocorre desde 1999 na Cidade de Goiás, geralmente no mês de junho. O festival foi idealizado por Luiz Felipe Gabriel, Jaime Sautchuk, Adnair França e Luís Gonzaga e se tornou no marco na cultura em Goiás. Desde a primeira edição, o festival tem crescido e se consolidado. Uma das causas dessa ascensão é o fato de possuir a maior premiação da América Latina no gênero: R$ 240 mil em prêmios.

Segundo a organização, a vigésima edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), ocorrida em 2018, reuniu um público de 40 mil pessoas em seis dias de evento. Cerca de 6 mil visitantes passaram pelas salas de cinema, mesas de meio ambiente, de cinema e oficinas e minicurso realizadas na edição.

Imagens: FNA 

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Brasil

Professor é condenado a 40 anos de prisão por estupro de alunas de 12 a 14 anos

Na sentença, a juíza determinou também o pagamento de uma indenização por danos morais no valor de R$ 5 mil a cada vítima, bem como a perda do cargo público.
11/06/2019, 09h44

A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou um professor a uma pena de 40 anos de reclusão, em regime fechado, por estupro, assédio, corrupção de menores, importunação e constrangimento contra alunas da Escola Estadual Odete Ignez, em Nioaque, a 180 quilômetros de Campo Grande.

Segundo o processo judicial, os casos ocorreram em 2017, quando as vítimas tinham de 12 a 14 anos. Na sentença, a juíza Larissa Luiz Ribeiro determinou também o pagamento de uma indenização por danos morais no valor de R$ 5 mil a cada vítima, bem como a perda do cargo público.

O processo correu em segredo de Justiça. De acordo com o Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul, uma vítima narrou que o professor “a acariciou quando estava voltando do intervalo das aulas”. Uma colega de escola confirmou tal situação e disse que “o professor começou a conversar com a vítima como se tivessem algum relacionamento”.

De acordo com os autos, o acusado sempre “sondou a aluna para que ela fosse à casa dele tomar tereré, uma bebida típica de Mato Grosso do Sul”.

A vítima disse que o professor “a beijava e abraçava de modo muito diferente do normal e que (durante) um desses abraços sentiu a mão dele abaixando em seu corpo até pegar em sua nádega”.

Outra vítima, de 12 anos, disse que os fatos ocorreram depois das férias de inverno. Narrou que ele começou com “umas brincadeiras sem graça e perguntava se o tinha traído nos fins de semana de descanso”.

A adolescente contou que “teve um dia em que estavam fazendo trabalho escolar no pátio da escola e que, ao tentar tirar uma dúvida com ele, (o professor) tentou beijá-la”. “Ele chegou perto de mim e eu virei o rosto e saí”, disse a aluna.

Ela afirmou também que o acusado tinha “a mania de puxar as meninas pela cintura para chegar mais perto”. Contou que, “normalmente, o professor fazia isso dentro da sala, onde estava a turma inteira presenciando os fatos”.

Em sua defesa, o denunciado negou os crimes. Ele pediu a absolvição, por “ausência de provas robustas”.

Para a juíza Larissa Luiz Ribeiro, os documentos juntados nos autos, bem como os depoimentos individuais de vítimas e testemunhas, “comprovam absolutamente os crimes cometidos pelo professor”.

A magistrada esclareceu que o delito de estupro de vulnerável “foi perfeitamente demonstrado, já que o réu colocou a mão na cintura da vítima, desceu e apalpou sua nádega, com vítima menor de 14 anos, com intuito de satisfazer sua lascívia, e não apenas importunar a vítima”.

Imagens: Andragogia Brasil 

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