Goiás

Idosa cega cai em fosso e é resgatada por bombeiros, em Goiânia

A queda da mulher foi de uma altura de aproximadamente 2,5 metros.

Por Ton Paulo
08/06/2019, 09h37

Uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás atuou em uma ocorrência na noite da última sexta-feira (7/6) que, não fosse pela ação rápida da corporação, poderia ter terminado em tragédia. Uma idosa cega caiu em um fosso de manutenção de um centro esportivo de Goiânia, e precisou ser resgatada pelos bombeiros. A queda da mulher foi de uma altura de aproximadamente 2,5 metros.

De acordo com informações dos bombeiros, tudo aconteceu na noite de ontem em um centro esportivo no setor Jardim Brasil, em Goiânia. A corporação foi acionada para socorre a uma idosa, que possui deficiência visual, que caiu dentro de um fosse manutenção da piscina do local.

Os bombeiros contam que a queda foi de cerca de 2,5 metros. A atuação do Corpo de Bombeiros, que contou com o apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foi decisiva na imobilização e amarração da vítima à prancha especial usada nessas ocorrências, preparando a mulher para a retirada do fosso, evitando assim o agravamento das lesões e das dores.

A idosa, que não teve a identidade divulgada, foi retirada do buraco com suspeita de fratura em membro inferior e queixando-se de fortes dores na coluna lombar. A vítima foi transportada para a clínica Santa Isabel.

Além de caso de idosa cega, homem de idade foi resgatado de carro alagado, em Goiânia

Em abril deste ano, policiais da Rotam resgataram um idoso que estava preso dentro de um carro em uma rua alagada na Vila Aurora, em Goiânia, numa segunda-feira (22/4). Na ocasião, três militares arrastaram o veículo até um ponto mais alto, onde conseguiram retirá-lo do veículo em segurança. A chuva causou diversos estragos na capital nesse dia.

Conforme um veículo local na época, a água estava encobrindo as rodas do veículo e tinha atingido o motor, e o carro parou de funcionar no meio do alagamento e o idoso não conseguiu sair. Policiais que passavam pelo local puxaram o carro e abriram a porta, e o motorista se apoiou em um dos militares para sair andando até um ponto que não estava alagado.

A chuva que caiu no dia 22 de abril provocou a queda de árvore em pelo menos 12 bairros. Choveu 35 milímetros e foram registrados ventos que chegaram a 70 km/h.

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Brasil

'Eu não sei o valor de uma cadeirinha. Sei de caixão', diz aliada de Bolsonaro

"Quanto custa uma? Eu não sei o valor de uma cadeirinha. Sei quanto custa um caixão, eu paguei o caixão do meu filho. Eu sei quanto custa choro, flores.".
08/06/2019, 10h08

Aliada do presidente Jair Bolsonaro, a deputada federal Christiane Yared (PL-PR) fez um dos discursos mais duros até agora na Câmara contra o projeto do governo que afrouxa punições no trânsito. “Quanto custa uma? Eu não sei o valor de uma cadeirinha. Sei quanto custa um caixão, eu paguei o caixão do meu filho. Eu sei quanto custa choro, flores.” Seu filho, Gilmar Souza Yared, foi morto em 2009, após o carro do ex-deputado estadual José Carli Filho, que se apresentou à Justiça no último dia 28, atingir o veículo. Agora no Congresso, a deputada federal pelo Paraná diz “lutar por vidas”. “Até pedi a líderes (dos partidos) que sugerissem o meu nome (para a relatoria da proposta na Casa).”

O que mudou com a morte?

Mudou tudo. Eu era uma empresária conhecida no Paraná. Trabalhei 30 anos nessa empresa e, graças a Deus, era bem-sucedida e em uma madrugada fui acordada por dois agentes federais que traziam a informação da morte do meu filho. No IML, não deixaram meu esposo reconhecer o corpo. Falaram que nunca tinham visto nada igual e ele não dormiria mais na vida. Depois, recebi no cemitério um caixão lacrado. Normalmente (depois disso), a gente não quer fazer mais nada da vida, as famílias se desmancham. No dia que o enterrei, disse a ele que não ia enterrá-lo, ia plantá-lo. Criei uma ONG. Já dei quase 3 mil palestras na ânsia de tentar diminuir essas mortes no trânsito.

Como a senhora avalia o projeto do presidente Jair Bolsonaro?

O que sugerimos ao presidente é saídas. Vi que houve pressa na apresentação desse projeto e ele não vai passar do jeito que está no Congresso porque nós ali estamos na defesa desse trânsito mais seguro. Para alguns pontos já temos até projetos apresentados, como os 40 pontos na carteira para motoristas profissionais.

E nos demais pontos?

A preocupação é realmente com segurança. Com relação ao farol aceso de dia, é importantíssimo. A gente viu aí uma redução de 15% das mortes nas estradas, nas rodovias no País. E quanto à cadeirinha, o valor é completamente irrisório, se for comparar a um terreno no cemitério, a um caixão, ao tempo de choro e flores. Então trouxemos essa realidade para o plenário. E também vimos com preocupação a questão dos dez anos para renovar a habilitação. Veja o meu caso: o jovem que matou o meu filho, aos 18 anos teve a habilitação concedida. Quando fez a renovação estava com 23; quando fez 26, era um drogado, tinha problema sério com alcoolismo e histórico de pontos assustador na carteira. E continuava dirigindo. Matou duas pessoas. Vejo com preocupação, não a renovação da carteira, mas a renovação dos exames médicos. É um país que não tem responsabilidade… “Ah não, cada pai é responsável pelo seu filho”, dizem. A gente vê por aí todos os dias, basta parar na frente de uma escola para ver como os pais são responsáveis: as crianças chegam todas soltas, às vezes 3, 4 no carro, naquela folia. E se houver um acidente, uma colisão na traseira do carro, essas crianças serão ejetadas para fora. Depois não adianta chorar. Se morreu, tem de enterrar. E se ficar sequelas, o País inteiro paga a conta. A cada dez leitos no Brasil, sete são ocupados com acidentados de trânsito.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Caminhoneiro comunicava falsos roubos para entregar carga a quadrilha, em Goiás

O caminhoneiro, que foi preso no município de Itumbiara, teria, só nos últimos seis meses, comunicado quatro falsos roubos.

Por Ton Paulo
08/06/2019, 11h20

Uma parceria entre a Polícia Civil de Goiás, através da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (Decar), e Polícia Rodoviária Federal (PRF) levou na última sexta-feira (7/6) à prisão de um motorista profissional de Goiás que facilitava a entrega das cargas que transportava para bandidos. O caminhoneiro, que foi preso no município de Itumbiara, teria, só nos últimos seis meses, comunicado quatro falsos roubos que na verdade eram parte do esquema.

O motorista de 47 anos, de nome não divulgado, foi investigado e preso em ação integrada pelas polícias por entregar cargas que ele conduzia, para uma organização criminosa de roubo de cargas que age nas regiões sul e sudoeste do estado e falsamente comunicar o crime em delegacias se polícia.

Só nos últimos seis meses, a Polícia Civil e e a Polícia Rodoviária Federal estimam que o grupo criminoso tenha participado de quatro ações ilícitas, roubando cargas de soja, bebidas e bobinas de aço, causando um prejuízo de cerca de um milhão de reais. O motorista, que fazia parte do esquema, entrega a carga levada para os outros criminosos e, então, ia à delegacia comunicar que havia sido roubado.

Com a prisão do motorista, as polícias devem recolher à prisão mais cinco membros da organização.

Caminhoneiro que comunicava falsos roubos pode ser parte de grande quadrilha

Conforme o Inspetor Newton Morais, da PRF, o motorista que foi preso é apenas um dos vários integrantes da organização criminosa. O inspetor conta que, agora, as polícias vão investigar quem são os suspeitos de receptação da carga.

Ainda conforme o inspetor, a polícia desconfiou do motorista devido às repetidas comunicações de roubo – quatro em apenas seis meses. Ele conta que o homem é a “chave do gancho” que vai levar aos outros integrantes da quadrilha.

A reportagem do Dia Online acompanha as investigações, e esta matéria deve ser atualizada em breve.

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Goiás

Seduc entrega documentos à polícia no âmbito da Operação Mákara

A ação policial cumpriu mandados em municípios goianos contra servidores da Seduc e empresários em um esquema fraudulento de licitações.

Por Ton Paulo
08/06/2019, 12h36

A Secretaria de Estado de Educação de Goiás, a Seduc, divulgou na última sexta-feira (7/6) uma nota onde informa que entregou uma série de documentos às autoridades policiais que conduzem a Operação Mákara, cuja segunda fase foi deflagrada também na manhã de ontem. A ação cumpriu mandados em municípios goianos contra servidores da Seduc e empresários em um esquema fraudulento de licitações.

Conforme a pasta, os crimes tributários teriam sido cometidos nos últimos 8 anos (como informado pela polícia), na gestão estadual anterior. Entretanto, a secretaria pontua que o objetivo da entrega dos documentos para análise policial é colaborar com as autoridades e, caso haja comprovação de irregularidades, a secretaria pede que “todos os envolvidos sejam punidos”.

A nota não especificou quais os documentos entregues aos policiais.

Veja a íntegra da nota abaixo:

“NOTA RESPOSTA 

Em relação à segunda fase da Operação Mákara, deflagrada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT), que trata da investigação de crimes tributários cometidos nos últimos 8 anos, ou seja, na gestão passada, a atual gestão da Secretaria Estadual da Educação de Goiás (Seduc) informa que está colaborando com as investigações e que apoia a ação da Polícia Civil de Goiás.

O Governo de Goiás reforça seu posicionamento contrário a qualquer tipo de irregularidade e destaca que medidas de combate à corrupção estão sendo tomadas a cada dia de forma a garantir o bom uso do dinheiro público. A Seduc Goiás informa ainda que foram entregues às autoridades policiais uma série de documentos para serem analisados e caso haja comprovação das irregularidades, que todos os envolvidos respondam na Justiça.

A Seduc Goiás lamenta que algumas pessoas ainda não conseguiram entender que o dinheiro repassado à educação pública constitui um investimento no futuro e que atos de corrupção punem toda a sociedade.

Por fim, ressaltamos que a gestão do governador Ronaldo Caiado é pautada pelo zelo e pelo respeito ao bem público e ao erário, e que todas as medidas estão sendo aprimoradas por determinação do governador com foco na transparência e em colocar ordem na casa.”

A Operação Mákara e a Seduc

A Polícia Civil cumpriu, na manhã da última sexta-feira (7/6), mandados em três municípios goianos no âmbito da segunda fase da Operação Mákara, que visa apurar crimes e fraudes, relacionados a processos licitatórios, envolvendo servidores da Secretaria de Educação de Goiás (Seduc) e empresários.

Conforme a polícia, a segunda fase da operação cumpriu, até agora, 17 mandados de busca e apreensão contra atuais e ex-servidores da Seduc e empresários do setor de Construção Civil. Os mandados foram cumpridos nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia e São Luís de Montes Belos, todas em Goiás.

Operação Mákara apura crimes relacionados a fraudes em processos licitatórios de obras públicas da Seduc. As investigações apontam organização criminosa composta por servidores públicos e empresários que, há cerca de 8 anos, atuam nas licitações de forma fraudulenta, em combinação de resultados e mediante pagamento de propina.

A Polícia Civil também representou pelo afastamento do cargo do Gerente de Fiscalização da secretaria, e um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido na residência do ex-superintendente de Infraestrutura do órgão.

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Goiás

Projeto obriga bares de Goiás a ajudarem mulheres vítimas de assédio no local

O projeto, que visa combater o assédio contra mulheres em bares e boates, foi apresentado pela deputada Delegada Adriana Accorsi (PT), no dia 2 de maio.

Por Ton Paulo
08/06/2019, 13h21

O contínuo registro de casos de violência e assédio contra mulheres em ambientes públicos tem mobilizado tanto autoridades quanto a sociedade civil. Nesse cenário, uma deputada estadual apresentou na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), no mês de maio, um projeto de lei que determina que lugares como bares e casas noturnas do estado sejam obrigados a adotar medidas de auxílio para mulheres vítimas de assédio dentro do estabelecimento, ou seja, que se sintam em situação de risco nas dependências desses locais.

O projeto foi apresentado pela deputada Delegada Adriana Accorsi (PT), no dia 2 de maio. A proposta, dos advogados Júlio Meirelles, Nara Bueno, Thainá Curado, Bruna Giagini e Maíce Andrade, é a de que locais como casas noturnas, bares e restaurantes acolham relatos de assédio de mulheres no interior do local e tomem previdências de auxílio à vítima.

De acordo com a deputada e delegada Adriana Accorsi, conhecida por sua atuação pelos direitos de mulheres e crianças e adolescentes, o objetivo é fazer com que os locais alvos do projeto se tornem lugares seguros para as mulheres. “Nosso objetivo com a lei não é punir. Queremos que os estabelecimentos de adaptem a normativa e realmente passem a ser um local onde a mulher se sinta segura”, explica.

O texto prevê que os estabelecimentos garantam o acompanhamento de mulheres ao carro ou outro meio de transporte, além de segurança privada. No caso de situação de risco, o estabelecimento também será obrigado a acionar a polícia imediatamente. Ainda de acordo com a ideia, os estabelecimentos deverão treinar e capacitar todos os seus funcionários para a aplicação das medidas previstas na proposta.

Autora do projeto voltado às mulheres vítimas de assédio em bares e restaurantes é conhecida pelo trabalho como delegada

A deputada que apresentou a proposta, Adriana Accorsi, também é delegada de polícia e atuou por quase 20 anos junto à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), tendo ganhando notoriedade nacional em 2008 na condução do caso Lucélia – menina que era torturada pelos pais adotivos e que foi encontrada em Goiânia em situação degradante.

Segundo ela, com este projeto, a mulher ganha aliados no combate ao assédio. “Nós queremos fazer uma campanha de esclarecimento para que os bares, restaurantes e casas noturnas venham somar conosco na proteção à mulher”, comenta.

A matéria está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sob a relatoria do deputado Hélio de Sousa (PSDB).

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