Brasil

Mãe joga a filha de 4 anos enrolada em lençol do 5° andar do prédio

A menina caiu no para-brisa de um carro. Enquanto era atendida, a mãe pulou do prédio.
24/05/2019, 11h33

Por pouco a madrugada de sexta-feira (24/5) não termina em uma grande tragédia em um prédio de São Paulo. Uma mãe, que segundo a polícia estava transtornada, jogou a própria filha de 4 anos do 5° andar, colocou fogo em cortinas e depois se jogou.

Não fosse um carro que estava sendo manobrado para estacionar, que amorteceu a queda, a criança teria sofrido gravemente à queda.

A polícia investiga o caso que ocorreu em um prédio na Avenida Corifeu de Azevedo Marques, no Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo.

Segundo informações do G1 São Paulo, a Polícia Militar foi acionada às 0h30. Pelo 190, pessoas diziam que a menina havia sido lançada do prédio pela mãe.

Segundo o registro dos policiais militares, a menina poderia ter sido jogado enquanto dormia porque estava enrolada em um lençol depois que a mãe cortou a rede de proteção.

Carro que amorteceu queda de menina em prédio na Zona Oeste de São Paulo — Foto: Reprodução/Polícia Militar
Carro em que a menina caiu e evitou uma tragédia maior. Foto: Reprodução/Polícia Militar de São Paulo

Depois de jogar a própria filha do 5° andar do prédio, mãe se joga

O caso não para por aí. Após a queda da criança, a polícia e os bombeiros tentaram negociar para que ela não pulasse.

A menina era socorrida quando a mãe, transtornada, colocou fogo no apartamento. Quando os bombeiros tentaram entrar na residência, ela se jogou da janela às 2h30.

A mãe e a menina foram encaminhadas pelo Corpo de Bombeiros ao Hospital das Clínicas (HC).

Enquanto a criança apresenta ferimentos leves, a mãe, por conta da queda que não foi amortecida, está em estado grave, segundo informações divulgados pelo Hospital das Clínicas.

Mãe e filha moram, segundo vizinhos, há pouco tempo no prédio. Algumas pessoas disseram que a mulher havia surtado outras vezes. Ela pode ser indiciada por tentativa de homicídio.

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Brasil

Família brasileira asfixiada no Chile voltaria para velar matriarca que morreu de câncer

Quando souberam da morte da mãe de dois dos brasileiros, os turistas já passavam mal.
24/05/2019, 12h32

As férias da família de brasileiros no Chile não acabou quando um vazamento de gás sufocou os pulmões e levou à morte seis pessoas em um prédio dentro de um apartamento alugado a turistas na quarta-feira (22/5). Poucas horas antes, a mãe de dois deles havia morrido de câncer em Florianópolis (SC).

Familiares os comunicaram sobre a morte, momento em que já estavam passando mal.

Conforme parentes contaram à imprensa catarinense, o grupo de turistas comentaram sobre o mal-estar que estavam sofrendo por causa de um gás que vazava invisivelmente.

Antes da chegada dos corpos, a mãe Iete Isabel Muniz Nascimento foi velada e cremada na manhã de quinta-feira.

Iete era mãe de Jonathas Nascimento Krueger, 30 anos, e Débora Muniz Nascimento de Souza, 38. Enquanto Débora era casada com Fabiano de Souza, 41, e mãe dos dois adolescentes, também mortos na tragédia, Jonathas era casado com a goiana Adriane Kruger. O casal morava em Hortolândia.

A comemoração dos 15 anos de brasileiros no Chile que terminou em asfixia

Os brasileiros viajaram ao Chile para comemorar o aniversário da adolescente de 15 anos Caroline Nascimento de Souza. Com a morte da avó, o grupo decidiu retornar ao Brasil. Mas o gás não permitiu.

Amanda Silva Rosa, amiga da família, disse ao G1 de Santa Catarina que a família não está conseguindo lidar com a situação. “Só aqui é um valor muito alto com o velório da dona Iete. A família está pedindo socorro”, disse.

Segundo Amanda, foi Débora quem falou pela última vez com os familiares.  “A Débora entrou em contato com a família e foi a última a falecer. Mas ela viu todos morrerem. Ela achou que eles estavam tendo uma crise convulsiva. O pequeno de 13 anos ele estava totalmente roxo. Ele conseguiu mandar foto do marido. Mas a gente deletou porque foi muito forte”, afirmou a amiga ao G1.

A família está arrecadando dinheiro para conseguir pagar o traslado de todos os seis corpos.

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Goiás

Assalto em distribuidora de Aparecida de Goiânia termina em morte

Um dos suspeitos, na tentativa de fugir pulando um muro, trocou tiros com a polícia e acabou sendo atingido.

Por Ton Paulo
24/05/2019, 15h57

Um assalto numa distribuidora de Aparecida de Goiânia, no Setor Vila Brasília, terminou com a morte de um dos suspeitos do crime, no fim da tarde da última quinta-feira (23/5). Um dos suspeitos, na tentativa de fugir pulando um muro, trocou tiros com a polícia e acabou sendo atingido.

De acordo com a polícia, quatro homens participaram do assalto à distribuidora. Além do que morreu, dois foram presos e um, o quarto, conseguiu fugir.

Ainda conforme informações da Polícia Militar, os homens entraram armados no estabelecimento e anunciaram o assalto. Uma equipe do Grupo de Intervenção Rápida e Ostensiva (Giro), que estava próxima ao comércio, foi acionada e iniciou acompanhamento aos suspeitos.

Durante a fuga do local do crime, houve um confronto entre os policiais do Giro e os criminosos que assaltaram a distribuidora. De acordo com a PM a um veículo local, no cruzamento da rua Bela Vista com a Quarta Radial, no setor Pedro Ludovico, um dos suspeitos tentou fugir pulando muro e disparou contra a equipe. No revide, o homem foi atingido e morreu no local.

Outros dois suspeitos se entregaram e foram encaminhados à Central de Flagrantes. Um quarto envolvido no assalto conseguiu fugir. O carro utilizado na fuga foi abandonado. Segundo a PM, o veículo foi roubado no último sábado (18/5).

Assaltante à distribuidora de Aparecida de Goiânia morreu em confronto com a polícia, mas em outro caso foi morto pelo dono do estabelecimento

Em julho do ano passado, o dono de uma distribuidora de bebidas reagiu a um assalto e matou um suspeito, no Setor Sudoeste, em Goiânia. Segundo informações da Polícia Civil na ocasião, o rapaz que foi baleado estava com uma arma falsa.

O crime aconteceu por volta de 22h do dia 9/7 de 2018. A corporação explicou que o suspeito anunciou o assalto e, em seguida, o dono da distribuidora pegou uma arma e atirou várias vezes contra o homem. O Corpo de Bombeiros foi até o local, mas ele já estava morto.

Via: G1 

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Goiás

Ao ser abordado, motorista de caminhão com contrabando foge para matagal, em Morrinhos

Em desespero e pelo medo de ser preso, o motorista abandonou o veículo que dirigia e empreendeu fuga pelo matagal próxima da rodovia ao receber ordem de parada.

Por Ton Paulo
25/05/2019, 09h35

Uma abordagem de rotina feita pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) terminou em fuga e perseguição na noite da última sexta-feira (24/5) na BR-153, no município de Morrinhos. Um homem conduzindo uma carreta abarrotada de caixas de cigarros contrabandeados, em desespero e pelo medo de ser preso, abandonou o veículo que dirigia e empreendeu fuga pelo matagal próxima da rodovia ao receber ordem de parada dos agentes da PRF. O caminhão com contrabando foi apreendido.

De acordo com a PRF, tudo começou quando agentes da corporação que estavam em fiscalização na área da unidade operacional da PRF em abordagens de rotina, em Morrinhos, e deram sinal de parada para o condutor de uma carreta. O condutor chegou a sinalizar que pararia, acatando a ordem da PRF, mas em vez disso, ele percorreu cerca de 500 metros e para não ser preso e abandonou o veículo com a chave na ignição, fugindo por um matagal logo em seguida.

Ao ser abordado, motorista de caminhão com contrabando foge para matagal, em Morrinhos
Foto: PRF

O autocarga foi conduzido para a base da PRF local onde, após ser fiscalizado, os policiais descobriram o motivo do desespero do fujão: os agentes encontraram encontraram grande quantidade de cigarros contrabandeados. Conforme estimativa, as cerca de 1.000 caixas do produto vindo do Paraguaia estavam estimadas em torno de R$ 2,5 milhões de reais.

O veículo foi apreendido e será encaminhado à Receita Federal em Senador Canedo.

Além de caso de caminhão com contrabando apreendido em Morrinhos, PRF fez outra grande apreensão

No dia 7/5, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) fez uma outra grande apreensão fruto de contrabando em rodovias este ano em Goiás. Avaliada em R$ 2 milhões de reais, uma carga de cigarros contrabandeados foi apreendida no município de Alexânia, interior do estado.

Conforme informações da PRF na época, a apreensão da carga, que vinha do Paraguai, foi feita na BR-060, e estava numa carreta abordada pelos policiais.

O veículo que saiu de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, com destino a Brasília, Distrito Federal, transportava cerca de 900 caixas de cigarros, contrabandeados do Paraguai. O autocarga, que tinha placa do Estado do Paraná era conduzido por um homem de 30 anos de idade que informou à polícia que receberia três mil reais pelo serviço.

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Brasil

'Quero ser uma voz para alunos brasileiros', diz vencedora de prêmio da Isef

Juliana Estradioto conquistou a premiação máxima na categoria de Ciência dos Materiais da Intel International Science and Engineering Fair (Isef), uma das maiores feiras de Ciências do mundo.
25/05/2019, 10h20

Juliana Estradioto conquistou a premiação máxima na categoria de Ciência dos Materiais da Intel International Science and Engineering Fair (Isef), uma das maiores feiras de Ciências do mundo. O resultado foi anunciado ontem, nos EUA. Como prêmio, ela poderá batizar um asteroide com seu nome. Vencedores do Prêmio Nobel já foram laureados com o Isef, como Paul Modrich. E Juliana está credenciada para participar de uma cerimônia da entrega do Nobel.

Confira o depoimento de Juliana a Isabela Palhares:

Desde pequena, sempre gostei muito de estudar, ainda que às vezes achasse o conteúdo ensinado na escola longe da minha realidade. Quando estava terminando o ensino fundamental, minha mãe me incentivou a ir estudar no Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), muito conhecido na minha cidade, Osório, pela excelência do ensino.

Fui aprovada para fazer o curso técnico em Administração, integrado ao ensino médio, mesmo não me vendo trabalhando nessa área. Fui para o curso pela qualidade do aprendizado e foi a melhor decisão que tomei. Como não existe a oferta de muitos cursos – são só duas opções -, os professores de todas as disciplinas nos incentivam a ir atrás dos nossos interesses. Mostram que não precisamos ficar restritos ao que é ensinado em uma área específica. No meu caso, foi a professora de Gestão da Produção e Qualidade que me despertou para a pesquisa.

Quando estava no 2.º ano do ensino médio, entrei para um programa de iniciação científica e me apaixonei pela área, mesmo com todas as dificuldades e o fato de muitas vezes não ter o básico para a pesquisa. Não havia espaços específicos, então usava o laboratório de panificação para os meus experimentos. Tudo sempre foi improvisado e só pôde ser feito por causa da criatividade e dedicação que aprendi a ter com os meus professores.

Foi com base na demanda de uma cooperativa de produtores de noz macadâmia que comecei a pensar em como poderia aproveitar a casa da noz, em vez de jogá-la no lixo. Pesquisei muito sobre material biológico e produzi uma farinha com a casca. Descobri que a membrana da macadâmia possui características como flexibilidade e resistência, o que a torna ótima para substituir o plástico.

Eu sou vegetariana e comecei a pensar em usar a farinha para fazer casacos veganos, em substituição ao couro animal. Descobri que dava certo para essa finalidade, mas continuei pensando em mais utilidades para a minha descoberta. Um dia, passeando com meu cachorro, fui recolher as fezes da calçada com um saquinho plástico e percebi que não há uma forma totalmente adequada de descartar esse material, se seria no lixo seco ou orgânico. Então, tive a ideia de usar a casca da noz para produzir embalagens biodegradáveis.

Eu adorei o processo de descoberta, apesar de todas as dificuldades. Tive de comprar reagente com meu próprio dinheiro, vi material básico faltar nas aulas. No meu câmpus, por exemplo, não havia nem um moinho para triturar a casca da noz e eu tinha de quebrá-la com um martelo. Depois fizemos parceria com outras instituições, que tinham equipamentos mais avançados, mas, como estão em Porto Alegre, muitas vezes minha orientadora me levava até lá por conta própria.

Meu sonho é seguir como cientista, como pesquisadora. Estou estudando para entrar em Química em uma boa universidade pública. Estou testando o uso desse material que produzi como curativo em cicatrizes de pele. É a parte mais desafiadora e que vai demandar mais investimento.

Me assusta ver os cortes que estão acontecendo na educação e ciência, mas o prêmio me incentivou a lutar, a ser uma voz para os alunos brasileiros. Somos capazes de fazer grandes e importantes descobertas, não podemos nos esquecer disso.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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