Política

Presidente da Câmara Municipal não vê indícios para impeachment de Iris Rezende

Ele também declarou que o pedido da cassação do prefeito seria pautado em "críticas pontuais".

Por Ton Paulo
10/05/2019, 09h59

Em entrevista a um jornal local, o presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Romário Policarpo (Pros), disse acreditar não haver crimes que possam levar a um impeachment de Iris Rezende (MDB), prefeito de Goiânia. Ele também declarou que o pedido da cassação do prefeito seria pautado em críticas.

As declarações vieram depois que o ex-vereador e deputado estadual Alysson Lima (PRB) foi pessoalmente à Câmara Municipal, no último dia 8/5, protocolar um pedido de impeachment contra o prefeito. Na ocasião, o parlamentar chegou a afirmar que a peça tinha “fortes elementos jurídicos” que podem levar “ao impeachment do prefeito Iris Rezende”. Entretanto, o presidente da Casa parece não concordar muito com ele.

Segundo Policarpo, o pedido do impeachment protocolado será encaminhado para a Procuradoria, que irá emitir um parecer técnico sobre a peça. Entretanto, o presidente disse que “por acompanhar a gestão do prefeito”, acredita que, contra ele, só existem “críticas pontuais” e que não acredita que “haja crimes que possam levar ao impeachment”.

“Os procuradores [que darão o parecer técnico sobre o pedido de impeachment] são servidores de carreira na Câmara. Eu como vereador não consigo identificar crimes que possam atentar a permanência do prefeito no caso”.

Vereador líder do prefeito na Câmara reagiu a deputado que apresentou pedido de impeachment de Iris Rezende e disse que ele “não tinha o senso do ridículo”

A protocolização do pedido de impeachment de Iris Rezende por parte do deputado estadual Alysson Lima na manhã desta quarta-feira acendeu, além de uma confusão com bate-boca na Câmara Municipal de Goiânia, também uma rixa entre o vereador Oséias Varão (PSB) e o membro da Assembleia Legislativa. Após o deputado ir pessoalmente à Câmara para apresentar o pedido e ser impedido de usar a tribuna, Oséias chegou a dizer que Alysson era “ridículo” e que tentava usar a Câmara como “palanque político”.

Conforme o vereador, o pedido de impeachment apresentado pelo deputado Alysson Lima é “vazio de argumentos e fundamentos jurídicos”, uma vez que seria baseado apenas “numa denúncia do MPF”. A ação referida pelo vereador, que alega improbidade administrativa, foi proposta à 7ª Vara da Justiça Federal.

Em resposta ao vereador Oséias Varão, o deputado Alysson Lima chamou de “equivocadas” suas declarações, e disse que ao contrário do que foi dito pelo vereador, o processo montado por ele dispõe de três crimes de improbidade administrativa que foram reunidos em uma única peça jurídica.

Via: O Hoje 

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Goiás

Bombeiros socorrem recém-nascida engasgada com remédio, no interior de Goiás

Incidente ocorreu nesta quinta-feira (9/5), em São Miguel de Araguaia.
10/05/2019, 10h48

Uma equipe do Corpo de Bombeiros de Goiás (CBMGO) resgatou uma recém-nascida de 1 mês engasgada com remédio. O incidente ocorreu nesta quinta-feira (9/5), na Vila Renascer, em São Miguel de Araguaia, no interior do estado.

De acordo com a corporação, a mãe da pequena Isa Gabriela acionou os bombeiros pelo 193, após perceber que sua filha estava ficando roxa depois de se engasgar com um remédio. Por telefone, o soldado Luciano orientou o procedimento necessário para que a criança voltasse a respirar.

Enquanto o primeiro atendimento era feito por ligação, uma Unidade de Resgate da corporação foi até o endereço da família. No local, foi feita a limpeza de secreção da boca da bebê e a continuação da manobra de tapotagem até que a bebê retornasse totalmente à consciência.

Logo após os primeiros socorros, mãe e bebê foram encaminhadas ao Hospital Municipal de São Miguel do Araguaia para avaliação médica. A mãe agradeceu o atendimento que ajudou a salvar a vida da filha.

Por telefone, bombeiros orientam socorro a bebê engasgado com remédio

Em abril deste ano, os Bombeiros de Goiás também ajudaram no socorro de outro bebê engasgado. O caso ocorreu em Goianésia, cidade também do interior goiano. Conforme o sargento Solismar, a mãe da criança acionou a corporação por volta das 20h8. O bebê, de 36 dias de vida, de engasgou também com remédio.

Imediatamente uma viatura foi disponibilizada para ir ao local, na Rua 27, Setor Carrilho, mas a situação pedia urgência. O telefonista do Corpo de Bombeiros então, enquanto a viatura se dirigia para a ocorrência, começou a acalmar e a orientar a mulher, que estava em desespero, passando todo o procedimento padrão, passo a passo, em casos de engasgamento.

Ainda de acordo com o sargento, quando a viatura da corporação chegou ao local, a criança já tinha sido desengasgada, graças ao procedimento realizado pela mãe e repassado pelos bombeiros. Ela já amamentava a criança e teve que assinar um termo de responsabilidade, uma vez que se recusou a levar o bebê para o hospital, que já aparentava estar bem.

O que fazer em caso de engasgamento

Ao Dia Online, o sargento explicou que qualquer adulto pode realizar um procedimento de salvamento de desengasgamento numa criança, desde que siga as instruções corretas. Veja abaixo quais são:

A primeira coisa a se fazer é manter a calma e não entrar me pânico; pegar a criança engasgada nos braços, de bruços. Ela deve estar com a cabeça um pouco abaixo do resto corpo, inclinada. O adulto, então, deve dar leves tapinhas nas costas da criança, até que ela seja desengasgada.

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Educação

Audiência na Alego sobre Passe Livre é marcada por participação de estudantes

A audiência tem a presença de representantes de organizações e entidades estudantis. Deputados presentes demonstram apoio à classe.

Por Ton Paulo
10/05/2019, 11h59

Acontece na manhã desta sexta-feira (10/5), na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), uma audiência que debate a proposta com mudanças e cortes no Passe Livre Estudantil enviada pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Casa de Leis. Com o auditório Costa Lima cheio de estudantes, a audiência se desenrola com a fala de deputados (em sua maioria demonstrando apoio aos estudantes) e representantes de entidades estudantis.

A audiência, que teve início às 9h de hoje, foi uma iniciativa do deputado Talles Barreto (PSDB), e tem a presença de representantes de organizações e entidades estudantis como a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Goiás (DCE da UFG).

Para o deputado Helio de Sousa (PSDB), os estudantes encontraram na Casa o lugar certo para demonstrarem sua insatisfação e posicionamento sobre o assunto. “Além de ter a certeza de que grande maioria dos parlamentares pensa em consonância com os estudantes, aqui é também o lugar onde se ouve as demandas da sociedade”. A deputada Lêda Borges também demonstrou apoio à classe estudantil. “Vocês têm, sim, que encher a galeria da Alego para influenciar na votação desse importante projeto”, conclamou.

O presidente da Alego, Lissauer Vieira (PSB), informou que o projeto do governo chegou de forma equivocada à Casa, até porque não foi debatido antes nem mesmo com as entidades representativas dos estudantes.

Thaís Falone, diretora da UNE, disse em sua fala que o estudante precisa do Passe Livre não apenas para ir ao colégio e a universidade, mas para se locomover a locais que estão diretamente relacionados à educação, a exemplo de cinemas, teatros e museus. Ela lembrou que desde a década de 80 a UNE vem lutando por um programa que efetivamente venha ao encontro das necessidades do estudante.

Secretário de Caiado disse que novo Passe Livre, proposto por Caiado, é “mais inclusivo”

O debate acontece em razão da proposta enviada por Caiado ao Legislativo, que propões cortes e mudanças no atual Passe Livre. O governo propõe que o benefício seja restrito apenas a estudantes do Ensino Médio (atualmente ele abrange alunos de todas as categorias – Superior, Médio, Técnico e Fundamental), além de uma comprovação de renda e de condição de bolsista enquanto aluno de escolas da rede privada.

Em uma coletiva de imprensa na última quarta-feira (8/5), Marcos Cabral, titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Seds), deu declarações a respeito do projeto. Segundo Cabral, a proposta – que pretende cortar o benefício de alunos do Ensino Fundamental, Superior e Técnico – é “mais inclusiva”, e que o benefício “irá para quem realmente precisa”.

De acordo com o secretário, com o projeto Caiado quer “aprimorar a inclusão social dos jovens goianos na política de subsídios para o transporte público”. Segundo ele, para ampliar a capilaridade do programa, os novos critérios contemplam renda familiar de até três salários mínimos e participação da família do jovem em programas sociais a partir do Cadastro Único (CadÚnico).

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Goiás

Briga de vizinhos termina após cinco horas de negociação com BOPE, em Terezópolis

Confusão ocorreu na noite desta quinta-feira (9/5). Homem atirou contra policias e ameaçou quem se aproximasse de sua residência.
10/05/2019, 12h05

Uma briga entre vizinhos só terminou depois de uma negociação de cinco horas de duração com equipes do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), em Terezópolis de Goiás, a 33 quilômetros de Goiânia. A confusão ocorreu na noite desta quinta-feira (9/5), depois que um dos envolvidos, que estava armado, ameaçou atirar em quem estava no local. Com a chegada da polícia, ele se trancou em casa e as tentativas de rendição duraram ao menos cinco horas.

Segundo a corporação, a equipe foi acionada para atender uma ocorrência de desentendimento entre vizinhos. Ao chegarem, de acordo com o comandante da unidade, Coronel Giovane, quando tentaram abordar um dos envolvidos, que estava escondido em casa, os policiais foram recebidos a tiros.

BOPE negocia por cinco horas com homem armado, em Terezópolis

Um homem, de aproximadamente 60 anos, que segundo testemunhas apresenta distúrbios psicológicos, estava munido com um revólver calibre 38 e ameaçou atirar em quem se aproximasse. O homem agia com muita agressividade.

No local, dois policiais, sendo o coronel Giovane e o Major Batista, iniciaram as negociações, na tentativa da rendição do autor dos disparos. A negociação durou aproximadamente cinco horas; após intensas conversas, o homem se entregou, saindo da residência e deixando sua arma de fogo, com 19 munições, sendo 12 intactas e cinco deflagradas, em cima do sofá da sala.

O envolvido na confusão foi conduzido à delegacia para que as providências necessários fossem tomadas. Ainda não se sabe ao certo o que teria provocado o desentendimento entre os vizinhos. O morador não teve a identidade revelada.

Situações de crise

O Batalhão de Operações Especiais, mais conhecido como BOPE, é uma tropa de elite da Polícia Militar de Goiás, treinada especialmente para o combate em situações de risco, para o resgate de reféns e para atuação em situações de crise. Conforme a PMGO, os agentes são treinados para conseguirem negociar com os agentes ameaçadores.

Via: PMGO 
Imagens: Facebook 

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Goiás

Ex-governador Alcides Rodrigues é condenado a 10 anos de prisão

Conforme a sentença, Alcides foi beneficiado de esquema criminoso do qual ele tinha "pleno conhecimento do caráter ilícito".

Por Ton Paulo
10/05/2019, 13h21

O ex-governador de Goiás, Alcides Rodrigues (PRP), foi condenado a 10 anos e 10 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de associação criminosa, peculato e declaração falsa. A condenação, proferida pelo juiz eleitoral Antônio Cézar Meneses, vem de uma denúncia feita pelo Ministério Público Estadual (MPE).

Na denúncia oferecida pelo MPE e aceita pelo juiz eleitoral no ano de 2012, são relatados crimes eleitorais cometidos por Alcides durante a campanha política de 2006.

A sentença também atinge outros indivíduos, de identidades ainda desconhecidas, mas foi Alcides Rodrigues o principal acusado. O político foi eleito governador do Estado em 2006 com 1.508.024 votos, e conforme a sentença, Alcides foi “beneficiado de todo esquema criminoso”, do qual ele tinha “pleno conhecimento do caráter ilícito”.

O juiz narra no documento condenatório que os acusados contrataram a empresa Multcooper com objetivo de fazer caixa dois para a campanha de Alcides no ano de 2006. Conforme o magistrado, com essa empresa “teria havido a celebração de um contrato, no importe de R$598.575,30 visando a contratação de pessoal, cujo pagamento seria rateado, em partes iguais, entre os candidatos A R (Alcides Rodrigues) e Marconi Perillo”.

O documento atesta ainda que a prestação de contas do candidato Marconi Perillo registou pagamento, no valor de R$416.243,21 à cooperativa. O juiz concluiu então que “isso, por si só, deixa latente a utilização dessa pessoa jurídica para movimentar recursos extraoficiais (caixa dois), mas o fato de terem sido demonstrados pagamentos realizados em espécie a prestadores de serviços não deixa pairar dúvidas da prática desse delito”.

Defesa de Alcides Rodrigues pediu absolvição

Diante da condenação do ex-governador, a defesa alegou “fragilidade das provas existentes” e requereu sua absolvição. Além disso, a defesa argumenta que Alcides Rodrigues não estava à frente de sua campanha citada na sentença e, em razão de seus afazeres como o então governador do Estado e também dos compromissos como candidato à reeleição, o controle havia sido passado à outra pessoa.

Entretanto, o juiz avaliou que “essa aparente displicência também se apresenta com o pessoal que cuida da parte financeira da campanha e da prestação de contas, tanto que afirmou não saber nem quem teria sido o responsável pela preparação e entrega da prestação de contas retificadora de sua campanha ao egrégio Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO)”.

O magistrado concluiu então que “não há dúvida de que ocorreu o famigerado crime de ‘caixa dois’ na campanha do acusado, com a participação de outras diversas pessoas, vez que, pelos seus atos, existiam valores que ingressavam na contabilidade da campanha e de 2006, mas várias outras ocorriam por fora, sem declaração na prestação de contas”.

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