29/maio/2019

FCO – Sandro Mabel obtém financiamento de R$ 2 milhões e gera apenas um emprego

O presidente da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), Sandro Antônio Scodro, é o feliz beneficiário de um financiamento de pouco mais de R$ 2 milhões obtido pelo Fundo Constitucional de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FCO) para sua fazenda no município de São Miguel do Araguaia. Ele incorporou o Mabel ao nome e deixou a política para se dedicar às atividades empresariais.

O financiamento é fruto de uma Ordem de Serviço número 26454 obtida com exclusividade pela Coluna Política do Dia OnLine. Sandro Mabel informou ao Banco do Brasil, gestor da verba do FCO que usaria o recurso milionário para atividades agropecuárias em uma propriedade considerada de “pequeno-médio” porte. Essa propriedade em questão fica às margens do Rio Araguaia, em uma região de forte vocação pecuária.

Segundo o presidente da Fieg o dinheiro seria utilizado para pecuária de corte e serviria para recuperação de pastagens (400 hectares, ou 82 alqueires), construções diversas, reformas em cercas de arame liso, casa de colono, conjunto de currais e aquisição de brete de contenção, balança eletrônica e porteira de metal. A data de aprovação que consta do documento eletrônico é 23 de outubro de 2018.

Entretanto, o que chama a atenção é que para todo o investimento o que o empresário rural Sandro Mabel propõe é a criação de um único emprego direto. Isso mesmo, geração de um único posto de trabalho formal.

Juros

FCO – Sandro Mabel obtém financiamento de R$ 2 milhões e gera apenas um emprego

Os financiamentos pelo FCO Rural são consideravelmente generosos para com os felizes beneficiários dessas benesses do dinheiro púbico. Há uma carência – prazo para que o afortunado obtentor do crédito comece a pagar – de até cinco anos. Ou seja, cinco anos trabalhando para começar a pagar o financiamento. A taxa de juros em média é de até 6% ao ano, mais correção monetária.

A fazenda de Sandro Mabel é um colosso de latifúndio na beira do Rio Araguaia e a casa cinematográfica já foi alvo de investidas do Ibama e do Ministério Público Federal porque foi construída quase em cima da lâmina d’água, em uma área de preservação ambiental.