29/maio/2019

Delegacia apura caso de pit bull enfurecido em Goiânia

A Delegacia Estadual de Meio Ambiente (Dema), apura o caso de um possível cão enfurecido, que teria atacado uma mulher e outro animal, no Residencial Olinda, em Goiânia. Os casos foram registrados em vídeos. O dono do pit bull foi identificado e prestou depoimento nesta quarta-feira, 29. Ele contou detalhes sobre os fatos, mas foi orientado pela delegacia, que segue a investigação.

O marceneiro, de 37 anos, que mora no bairro onde teriam acontecido os casos, detalhou a primeira situação, quando o cão é gravado enquanto morde o pescoço de outro. “Um amigo do dono passeava com o cachorro e um cão de rua o atacou. O homem chegou a segurar o pit bull, que fugiu e mordeu o animal”, descreve a delegada Lara Menezes Melo Oliveira, adjunta da Dema, que colheu o depoimento. Não existem informações sobre o cão que foi atacado.

Pit bull ataca mulher no meio da rua

A delegada conta o outro fato, também registrado por imagens: “Ele reconhece que é o mesmo cachorro, e disse que a mulher gravada é uma vizinha”. Na cena, de uma câmera de segurança, o animal, pelo vídeo, não consegue morder a mulher. Ele chega a subir, e toca no cotovelo dela, mas volta para o mesmo ponto de quando surge no vídeo. Veja o vídeo do momento que o cachorro avança na mulher: 

Em outro vídeo o cachorro da raça Pit Bull ataca um outro cão no meio da rua veja:

Denúncia e redes sociais alertaram para caso

A delegacia tomou conhecimento do caso depois que as imagens passaram a circular nas redes sociais desde o início da semana. A delegada contou que chegou a receber denúncias anônimas, e que por isto abriu um procedimento de apuração. Os agentes de polícia chegaram a identificar o dono do animal, e foram até a casa dele para intimar. Entre os investigadores, uma veterinária percebeu, na casa do proprietário, que o pit bull estava bem tratado, e não apresentava comportamento agressivo.

O dono se comprometeu a usar focinheira, e intensificar os cuidados para que não hajam mais fugas, e disse que um vizinho, com rixa antiga, seria responsável pelas denúncias. A delegada Lara Menezes confirmou que até o momento, nenhuma vítima prestou queixa. Por este motivo o caso pode não acarretar em uma ação criminal. A situação ainda continua sendo investigada.