O Festival Diaspóricas de Cinema e Música Negra realiza sua segunda edição em Goiânia, de 12 a 14 de novembro, no Centro Cultural da Universidade Federal de Goiás (CCUFG). Com entrada gratuita, o evento reúne cinema, música e afroempreendedorismo em uma programação que inclui mostras de curtas-metragens e videoclipes, shows, oficinas, mesas temáticas e a Feira Anadir Cezario de Afroempreendedoras.
As inscrições para cineastas negras interessadas em participar das mostras seguem abertas até o dia 27 de setembro. O festival também recebe inscrições de afroempreendedoras que desejam participar da feira, neste caso até 9 de outubro. Os regulamentos e formulários estão disponíveis no Instagram oficial do Festival Diaspóricas.
Realizado pela Coletiva Diaspóricas, em correalização com a Aniz Produções e o Labamba Estúdio, o festival tem parceria do Sebrae em atividades formativas voltadas para afroempreendedoras. A programação também inclui o 1º Encontro de Mulheres Negras do Cinema de Goiás.
Mostras de cinema e videoclipes
A programação cinematográfica do Festival Diaspóricas será formada por duas mostras, com obras produzidas nas cinco regiões brasileiras e destaque para cineastas do Centro-Oeste. A Mostra de Videoclipes, de caráter não competitivo, selecionará produções dirigidas por mulheres negras, com o som autoral de artistas independentes como elemento central das obras.
Já a Mostra Marta Cezaria de Curtas-Metragens terá caráter competitivo e receberá filmes de ficção, documentário, animação, experimental ou híbridos, dirigidos ou codirigidos por mulheres negras. As produções devem ter entre 5 e 30 minutos de duração e finalização a partir de janeiro de 2023.
As obras selecionadas receberão taxa de licenciamento. Na Mostra Marta Cezaria, os filmes também concorrerão a premiações em dinheiro e troféus assinados pela artista visual goiana Dara. As categorias são Melhor Filme, escolhido pelo júri popular, Melhor Direção, Melhor Roteiro, Melhor Montagem e Melhor Trilha Sonora.
A mostra presta homenagem a Marta Cezaria, pioneira do movimento negro feminista em Goiânia. A cineasta iniciou sua trajetória no audiovisual aos 60 anos e percorreu quilombos goianos para entrevistar 152 mulheres para o documentário Se Eu Fosse Uma Flor (2013). Marta também é fundadora da ONG Grupo de Mulheres Negras Dandara no Cerrado.
As duas mostras terão cotas regionais de seleção e debates com as realizadoras após as exibições. As cineastas selecionadas terão hospedagem, alimentação e transporte fornecidos pela organização do festival.
1º Encontro de Mulheres Negras do Cinema de Goiás
Entre as novidades desta edição está o 1º Encontro de Mulheres Negras do Cinema de Goiás, que reunirá trabalhadoras do cinema e do audiovisual goiano com integrantes da Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (Apan).
A iniciativa pretende ampliar as estratégias de ação para a valorização e a visibilidade do cinema negro produzido no Centro-Oeste. A programação do festival também terá oficinas e mesas temáticas com a participação confirmada de cineastas como Juh Almeida, Glenda Nicácio e Renata Diniz.
A música também estará presente nos três dias do Festival Diaspóricas. O Palco Afrogoianidades terá nove apresentações musicais, com protagonismo negro feminino e participação de grupos regionais e nacionais. Os shows começam sempre às 18h30, e o line-up será divulgado posteriormente pela organização.
Feira de afroempreendedorismo em Goiânia
A programação também contará com a Feira Anadir Cezario de Afroempreendedoras, que reunirá expositoras goianas de segmentos como artesanato, gastronomia, vestuário e serviços de bem-viver.
As inscrições para participar da feira são gratuitas e seguem abertas até 9 de outubro. As selecionadas terão estrutura para exposição dos produtos, ajuda de custo e participação em uma formação ministrada pelo Sebrae, parceiro do festival.
A feira homenageia Anadir Cezario, assistente social, cofundadora da ONG Dandara no Cerrado e liderança na luta contra discriminações de raça e gênero. Ela também criou o Coletivo de Mulheres da Comurg e lidera o projeto Mulheres que Transformam Lixo em Lucro, voltado à transformação de materiais recicláveis em artesanato e renda por garis e catadoras.
A Coletiva Diaspóricas é uma organização da sociedade civil formada majoritariamente por artistas negras, com atuação voltada à inclusão produtiva, capacitação e geração de renda para mulheres nos setores do audiovisual, da música e do afroempreendedorismo.
A organização surgiu a partir do Projeto Diaspóricas, criado em 2022 como uma série audiovisual de cinco episódios sobre a resistência de musicistas negras diante do racismo e do sexismo. O projeto posteriormente se expandiu para diferentes linguagens e deu origem a dois longas-metragens premiados nacional e internacionalmente, além de pesquisas acadêmicas, shows, oficinas e cine-debates realizados pelo país.
Atualmente, a Coletiva Diaspóricas é responsável pela realização do festival e por outras ações formativas e produtivas, mantendo atividades gratuitas voltadas ao fortalecimento de uma economia autônoma para mulheres negras nas artes.
Serviço: Festival Diaspóricas de Cinema e Música Negra
Quando: 12 a 14 de novembro
Onde: Centro Cultural da Universidade Federal de Goiás (CCUFG), Goiânia
Entrada: Gratuita
Inscrições para mostras de cinema e videoclipes: até 27 de setembro
Inscrições para a Feira Anadir Cezario de Afroempreendedoras: até 9 de outubro
Mais informações: @festivaldiasporicas












