Goiás deve terminar 2026 com uma taxa de desemprego de 3,6%, enquanto a estimativa para o Brasil é de 4,5%.
A diferença representa um índice 20% menor no estado, segundo projeções do Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB), divulgadas no boletim do terceiro trimestre.
Taxa de desemprego em Goiás

A previsão indica a manutenção de um cenário mais favorável no mercado de trabalho goiano. Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, no segundo trimestre de 2026, a desocupação em Goiás ficou em 4%, ante 5,4% na média brasileira. No mesmo período de 2025, o estado registrava taxa de 4,4%.
Além do menor índice de desemprego, Goiás também apresentou rendimento médio superior ao nacional. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), o trabalhador goiano recebeu, em média, R$ 3.946 por mês entre abril e junho de 2026. O valor ficou 5,6% acima da média brasileira, de R$ 3.738.
A evolução dos salários também foi mais expressiva no estado. Em relação ao segundo trimestre de 2025, o rendimento médio dos trabalhadores goianos cresceu 9,1% em termos reais, passando de R$ 3.618 para R$ 3.946. No país, a alta foi de 2,8%, com o valor médio avançando de R$ 3.635 para R$ 3.738.
O levantamento também aponta que Goiás contabilizou aproximadamente 3,88 milhões de pessoas ocupadas no segundo trimestre deste ano. Os serviços concentraram a maior parcela dos trabalhadores, com 1,95 milhão de pessoas, o equivalente a 50,2% do total. Na sequência aparece o comércio, que reunia 867 mil ocupados, ou 22,3%.

Na comparação anual, o comércio foi um dos segmentos que ampliaram a participação no mercado de trabalho estadual, com crescimento de 5,8% no número de pessoas ocupadas.
Para o encerramento de 2026, o IMB estima que a taxa de desemprego goiana fique entre 3,5% e 3,7%. Já a projeção nacional varia de 4,3% a 4,6%. Os cálculos foram elaborados a partir de indicadores da PNAD Contínua e de modelos estatísticos próprios do instituto.
Por se tratar de projeções, os percentuais podem sofrer alterações com a divulgação de novos resultados sobre o mercado de trabalho.




