Uma mulher de 35 anos, condenada a 26 anos de prisão pela morte do próprio filho, de 2 anos, foi presa na quarta-feira (28), em Brazlândia, no Distrito Federal.
O crime aconteceu em junho de 2017, em Goiás. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a mulher estava foragida desde 2025, quando obteve progressão de regime e deixou de cumprir as determinações judiciais.
A prisão foi realizada por policiais da 35ª Delegacia de Polícia, após investigações que permitiram localizar o esconderijo da condenada. Os agentes monitoraram o endereço onde ela estava e efetuaram a abordagem.
A mulher, que está no oitavo mês de gestação, foi levada à delegacia e, posteriormente, encaminhada à carceragem da Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP), onde permanece à disposição da Justiça.
Mãe confessou ter matado o filho porque ele se parecia com o pai
De acordo com a Polícia Civil, durante as investigações realizadas em Goiás, a mulher confessou o assassinato da criança. Em depoimento, ela afirmou que matou o menino porque ele tinha semelhanças físicas com o pai, seu ex-marido.
Segundo o relato apresentado à polícia, a mãe jogou álcool sobre a criança e ateou fogo. Para impedir que o menino escapasse das chamas, ela teria usado um pedaço de madeira.
O crime ocorreu em 25 de junho de 2017, em uma propriedade rural no município de Piranhas, no oeste de Goiás. O corpo da criança foi encontrado em meio a um monte de entulho em chamas, na fazenda onde vivia com os pais e dois irmãos.

Na ocasião, a própria mãe acionou a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), informando que o filho havia morrido em uma fogueira.
Inicialmente, ela apresentou uma versão de que a morte teria sido acidental. No entanto, o delegado responsável pelo caso desconfiou da explicação, principalmente porque a criança não teria apresentado sinais de reação às chamas. As contradições no relato levaram ao aprofundamento das investigações e condenação da mulher.




