A Polícia Civil de Goiás cumpriu 71 mandados judiciais nesta quarta-feira (28), durante uma operação contra uma organização criminosa suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas. Até o momento, 26 pessoas foram presas.
A ação, denominada Operação Excidium, é realizada em seis municípios goianos e integra a 19ª fase da Operação Destroyer, estratégia de combate ao crime organizado no estado.
Ao todo, são cumpridos 36 mandados de prisão e 35 de busca e apreensão domiciliar em Trindade, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Goianira, São Luís de Montes Belos e Rialma.
Segundo a investigação, o grupo atuava na comercialização de entorpecentes, principalmente maconha, cocaína e skank, e utilizava redes sociais para alcançar milhares de pessoas, incluindo menores de idade.

Grupo usava redes sociais para vender drogas
As investigações apontaram que a organização criminosa utilizava plataformas digitais para ampliar a distribuição de drogas. De acordo com a Polícia Civil, as redes sociais ligadas ao grupo alcançavam mais de 15 mil pessoas.
Os investigadores também identificaram estratégias utilizadas pelos suspeitos para dificultar o trabalho policial. Entre elas estavam a troca frequente de aparelhos telefônicos e o monitoramento da movimentação de viaturas por meio de aplicativos de mensagens.
Prints de conversas em um grupo de WhatsApp mostram suspeitos tentando acompanhar as atividades policiais em Trindade.

Segundo as informações da investigação, os integrantes também estabeleciam regras para impedir a prática de crimes patrimoniais nas áreas onde comercializavam entorpecentes.
Investigação identificou lideranças e fornecedores
A operação desta quarta-feira é resultado do aprofundamento de investigações iniciadas em outras duas etapas da Operação Destroyer: a Destroyer II — Delivery do Crime, realizada em fevereiro, e a Destroyer VII — Cobrança Final, deflagrada em maio.
A primeira fase terminou com 10 prisões, enquanto a segunda resultou em outras 22. As apurações permitiram identificar diferentes níveis da estrutura criminosa, incluindo lideranças, fornecedores e integrantes responsáveis pela distribuição das drogas.
De acordo com a Polícia Civil, o principal líder do grupo investigado está escondido no estado do Rio de Janeiro.
As investigações continuam. Os alvos são suspeitos de participação no esquema criminoso, e as responsabilidades individuais deverão ser apuradas no decorrer do processo.




