Goiás registrou 147 casos confirmados de meningite e 32 mortes pela doença em 2026, até o momento. Apesar da redução no número de diagnósticos em relação a 2025, a proporção de óbitos entre os casos confirmados aumentou de 14,8% para 21,8%, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO).
Em todo o ano de 2025, foram contabilizados 237 casos e 35 mortes no estado. Os números de 2026 indicam que o total de óbitos já está próximo do registrado durante os 12 meses do ano anterior.
A meningite é uma inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser causada por vírus, bactérias, fungos e outros agentes infecciosos. As formas bacterianas estão entre as mais graves e exigem diagnóstico e tratamento rápidos para reduzir o risco de complicações e morte.
Entre os principais sintomas da meningite estão febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náuseas, vômitos, sonolência e confusão mental. Em alguns casos, também podem aparecer manchas vermelhas na pele.

Meningites bacterianas representam mais da metade dos casos em 2026
As meningites bacterianas responderam por 52,3% dos casos confirmados em Goiás em 2026, até o período analisado. Em 2025, essa proporção foi de 48,5%.
Já os registros de doença meningocócica, uma das formas de meningite bacteriana, passaram de dez casos em 2025 para sete em 2026.
No cenário nacional, foram confirmados 8.623 casos de meningite e 1.093 mortes em 2026. A letalidade foi de 12,7%, abaixo da registrada em Goiás.
Faixas etárias e municípios com mais casos
A meningite pode atingir pessoas de todas as idades, mas a distribuição dos casos em Goiás variou entre 2025 e 2026.
No ano passado, as maiores proporções de registros foram observadas entre pessoas de 40 a 49 anos, que representaram 17,7% dos casos, e de 20 a 29 anos, com 13,5%.
Em 2026, até 2 de outubro, os grupos com maior participação foram:
- Pessoas de 50 a 59 anos: 16,3%;
- Pessoas com 60 anos ou mais: 13,6%;
- Crianças menores de 1 ano: 12,9%.
Goiânia concentrou o maior número de casos nos dois períodos, com 62 registros em 2025 e 38 em 2026. Também houve notificações em Aparecida de Goiânia, com 15 casos; Anápolis, com 11; Caldas Novas, com seis; e Trindade, com cinco.
Vacinação ajuda a prevenir formas graves da doença

A vacinação é uma das principais medidas de prevenção contra as formas de meningite causadas por determinados tipos de meningococos, pneumococos e pela bactéria Haemophilus influenzae. As vacinas recomendadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são oferecidas gratuitamente na rede pública.
Segundo dados da SES-GO, entre janeiro e agosto de 2026, a cobertura vacinal em crianças menores de 1 ano foi de 89,80% para a vacina meningocócica conjugada, 92,26% para a pneumocócica conjugada e 85,39% para a pentavalente.
A atualização da caderneta de vacinação é especialmente importante para crianças, adolescentes e outros grupos mais vulneráveis. A imunização ajuda a reduzir o risco de formas graves, internações e mortes, embora não previna todos os tipos de meningite.
O infectologista Luiz Felipe Silveira Sales, do Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT), destaca a importância de manter as doses em dia. “Vacinação reduz significativamente risco de desenvolver formas graves da doença”, afirma.
A orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para verificar a situação vacinal e receber as doses indicadas pelo Programa Nacional de Imunizações.




