Uma mulher foi presa em flagrante nesta terça-feira (20), em Goiânia, suspeita de comercializar irregularmente medicamentos e substâncias utilizados em procedimentos estéticos.
Segundo a Polícia Civil de Goiás (PCGO), ela é investigada por supostamente fornecer os produtos a uma fisioterapeuta que responde por lesões corporais gravíssimas sofridas por pacientes após procedimentos estéticos.
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência da suspeita, os policiais encontraram ampolas de medicamentos injetáveis, toxinas botulínicas, seringas e outros insumos utilizados em procedimentos estéticos. Também foram apreendidos perfumes de procedência estrangeira e produtos cuja comercialização é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
De acordo com a investigação, a suspeita teria adquirido parte dos medicamentos no Paraguai para revendê-los no Brasil. Ela informou aos policiais que comprou os produtos no país vizinho e não possuía notas fiscais.
Investigação identificou possível fornecimento de medicamentos

A operação foi realizada pela 7ª Delegacia Distrital de Polícia de Goiânia, com apoio do Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC) da 1ª Delegacia Regional de Polícia (DRP).
A investigação é um desdobramento do caso da fisioterapeuta presa preventivamente em 21 de setembro, suspeita de provocar lesões graves em pacientes submetidas a procedimentos estéticos.
A partir da análise de elementos reunidos durante as diligências, os investigadores identificaram a mulher presa nesta terça-feira como uma possível fornecedora de medicamentos, toxinas botulínicas e outras substâncias utilizadas nos atendimentos.
Segundo a Polícia Civil, foram identificadas negociações envolvendo compra e revenda de medicamentos, manutenção de estoques, definição de preços, pagamentos e organização de entregas. Os indícios também apontam para a aquisição de parte dos produtos no Paraguai e posterior comercialização em território brasileiro.
Com base nas informações reunidas, a corporação solicitou à Justiça um mandado de busca e apreensão, que foi autorizado pelo Poder Judiciário.
Os materiais apreendidos serão submetidos a exames periciais para verificar a composição, a autenticidade, a origem e as condições de armazenamento, além da regularidade sanitária dos produtos.

Caso da fisioterapeuta tem 24 vítimas registradas
Até o momento, 24 vítimas registraram ocorrências policiais relacionadas aos procedimentos realizados pela fisioterapeuta investigada. Duas mulheres permanecem internadas em decorrência de lesões consideradas gravíssimas.
As denúncias contra a profissional incluem relatos de mutilação de partes íntimas e queimaduras nas mamas. Ela responde por lesão corporal gravíssima.
Segundo o delegado Alex Rodrigues, responsável pela investigação, a mulher possui formação na área de estética, mas não teria autorização para realizar os procedimentos que são alvo das denúncias.
A Polícia Civil informou que a apuração identificou suspeitas de que, em determinados atendimentos, teriam sido realizados cortes, retirada de tecidos e alterações na anatomia das pacientes, além de prescrição ou fornecimento de medicamentos. Conforme a corporação, essas condutas teriam ultrapassado os limites técnicos e legais da atuação profissional.




