A rede pública de saúde de Goiânia deverá ampliar a realização de cirurgias eletivas a partir da inclusão do Hospital Santa Maria em uma modalidade de crédito financeiro do programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde.
A unidade é a primeira instituição privada da capital a aderir ao mecanismo, que prevê o atendimento de pacientes encaminhados pela regulação municipal.
Cirurgias eletivas

A estimativa é de que sejam realizados mais de 620 procedimentos por mês, conforme o limite financeiro estabelecido pelo programa.
A lista inclui cirurgias nas áreas cardiovascular, ginecológica, vascular e do aparelho digestivo. Pacientes de municípios que mantêm atendimento pactuado com Goiânia também poderão ser contemplados.
O modelo permite que hospitais privados participantes utilizem créditos vinculados a débitos com a União para prestar serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Na prática, os valores deixam de ser destinados exclusivamente à quitação das dívidas e passam a ser convertidos em atendimentos, como consultas, exames e procedimentos cirúrgicos.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a medida integra outras iniciativas adotadas para reduzir a demanda acumulada por procedimentos eletivos. Entre elas estão os mutirões e a oferta de cuidados integrados.
A pasta informou que a fila por consultas oftalmológicas, que chegou a cerca de 40 mil pacientes após a pandemia de Covid-19, atualmente está abaixo de 3 mil.
A adesão do Hospital Santa Maria foi acompanhada nesta sexta-feira (4) pelo secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, e por representantes do Ministério da Saúde, durante visita técnica à unidade.
Nova ambulância
Goiânia também recebeu nesta sexta-feira uma nova ambulância para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O veículo foi destinado pelo Ministério da Saúde por meio do Novo PAC Saúde.
A ambulância faz parte de um lote de 15 veículos destinados à capital e será incorporada à frota própria do Samu. A renovação busca reduzir a necessidade de contratação de veículos alugados para manter o serviço em funcionamento.
De acordo com a SMS, atualmente 22 ambulâncias alugadas são utilizadas pelo município, com custo mensal estimado entre R$ 400 mil e R$ 450 mil. Com a substituição gradual dos veículos locados por unidades próprias, a secretaria afirma que pretende reduzir essa despesa e direcionar recursos para outras áreas do atendimento.




