O Ministério da Saúde anunciou que a vacina que previne o herpes-zóster não será oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) neste momento. A determinação foi oficializada nesta segunda-feira (12), por meio de publicação no Diário Oficial da União.
A decisão segue recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), responsável por analisar a eficácia e o impacto financeiro de medicamentos e imunizantes antes de sua disponibilização na rede pública.
O parecer avaliava o uso da vacina recombinante adjuvada em dois grupos específicos: idosos com 80 anos ou mais e pessoas com sistema imunológico comprometido a partir de 18 anos.
Apesar do reconhecimento de benefícios clínicos, a Conitec concluiu que o imunizante não atende, neste momento, aos critérios estabelecidos para inclusão no SUS. O texto publicado, porém, abre a possibilidade de revisão caso surjam novos dados científicos ou condições que justifiquem outra análise.

Herpes-zóster
O herpes-zóster é provocado pela reativação do vírus varicela-zóster, o mesmo da catapora. Após o primeiro contato com o vírus, ele permanece adormecido no organismo e pode voltar a causar infecção anos depois, especialmente entre idosos ou pessoas com queda na imunidade.
O quadro frequentemente começa com sintomas como dor, coceira e sensibilidade na pele, além de febre baixa e mal-estar. Na sequência, surgem manchas e bolhas em apenas uma região do corpo, geralmente em áreas como tronco, rosto ou pescoço. A fase ativa da doença costuma durar de duas a três semanas, podendo deixar desconforto prolongado em alguns pacientes.
Mesmo sem a vacina, o SUS mantém atendimento aos casos registrados no país. Quadros leves podem ser tratados com medicamentos que aliviam dor, febre e irritação cutânea, acompanhados de orientação médica. Para pacientes mais vulneráveis ou com risco de complicações, o protocolo inclui o antiviral aciclovir.
Dados dos sistemas de saúde mostram que, entre 2008 e 2024, foram registrados 85.888 atendimentos ambulatoriais e 30.801 internações por herpes-zóster no Brasil. Em relação a óbitos, o Sistema de Informações sobre Mortalidade contabilizou 1.567 mortes ligadas à doença entre 2007 e 2023, sendo a grande maioria em pessoas com 50 anos ou mais, especialmente acima dos 80 anos.

*Com informações da Agência Brasil




