Goiás

Empresa reciclagem destruída por incêndio não tinha estrutura para o trabalho, em Aparecida de Goiânia

Responsáveis pela empresa de reciclagem podem ser indiciados por homicídio culposo ou doloso.
12/06/2019, 20h47

A Defesa Civil divulgou nesta quarta-feira o laudo sobre a empresa de reciclagem EcoVR de Aparecida de Goiânia, destruída por um incêndio no dia 30 de maio deste ano, que matou três e deixou outros três funcionários feridos. Conforme o laudo divulgado a empresa não tinha estrutura adequada para o trabalho no local.

Segundo o delegado Diogo Luiz Barreira Gomes declarou ao O Popular a empresa não tinha equipamentos, pessoal treinado e equipamento de segurança do trabalho. Conforme o delegado, a empilhadeira onde o fogo começou não poderia estar naquele local.

Cezar Ribeiro de Souza é um dos sobreviventes do incêndio, ele declarou a polícia, que os funcionários da empresa não era preparados para fazer aquele tipo de tarefa. Em vídeos divulgados recentemente sobre o caso, mostra o momento que os funcionários da empresa de reciclagem manuseiam aerossóis e a empilhadeira se aproximando, momentos depois houve a explosão.

Responsáveis pela empresa de reciclagem podem ser indiciados por homicídio culposo ou doloso

Em virtude do ocorrido e conforme o laudo divulgado pela Defesa Civil, o dono, os gerentes da EcoRV e o operário que dirigia a empilhadeira podem ser indiciados por homicídio culposo ou doloso, mas isso depende da investigação ser concluída.

O incêndio ocorreu no dia 30 de maio deste ano, era possível ver as chamas que chegaram a oito metros de altura de longe. Durante a ocorrência, o Corpo de Bombeiros uitlizou 19 viaturas e 49 brigadistas para controlar o fogo.

Após apagar as chamas, a equipe de resgate encontrou o corpo de um funcionário que morreu no local. Outros cinco haviam sido encaminhados para o Hospital de Urgências da Região Noroeste Governador Otávio Lages de Siqueira (Hugol).

Dos cinco levados ao Hugol, dois deles morreram na unidade de saúde poucos dias depois do incêndio. Cezar foi o primeiro a receber alta e a prestar depoimento na polícia, Adriano Silva Castro e Lucas Paca da Silva seguem internados no Hugol.

Via: O Popular 

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Economia

Deputados aprovam processo que autoriza extração de amianto em Goiás

Matéria, aprovada em 1ª votação, tem como objetivo ampliar a geração de recursos e empregos para o Estado, por meio da exportação que seguirá padrões e normas internacionais.
13/06/2019, 08h22

Foi aprovado pelos deputados goianos, em primeira votação, o projeto que autoriza a extração de amianto em Goiás, com fins exclusivos para a exportação. O objetivo principal da matéria é ampliar a geração de recursos e empregos para o Estado, através da exportação que seguirá rigorosamente os padrões e normas internacionais. O projeto será apreciado em segunda votação na próxima sessão ordinária.

Para o deputado Rubens Marques (Pros), autor da proposta nº 2488/19, a aprovação da matéria é importante para a economia estadual, uma vez que o mineral “sempre ocupou posição de destaque no ranking de produtos exportados”. O texto do projeto esclarece que existem diferenças significativas entre o amianto crisotila produzido no Brasil, utilizado em mais de 150 países, em relação ao amianto anfibólio, que foi proibido em todo mundo após ter sido largamente utilizado na Europa e Estados Unidos no passado.

Na justificativa, ele ressalta Goiás possui a única reserva mineral de amianto crisotila no Brasil, a maior no continente americano e a terceira maior no mundo. O deputado reforça que entende que o enorme potencial deve ser explorado em favor do povo goiano.

Extração de amianto em Goiás

Atualmente, de acordo com o texto do projeto, o Brasil é o terceiro maior exportador do mundo de fibras de amianto crisotila, comercializando para mais de 30 países e as reservas deste mineral disponíveis em solo goiano sendo suficientes para abastecer à demanda atual por aproximadamente 35 anos. O deputado reforça que, hoje, a atividade de mineração é a principal fonte de recursos e maior geradora de empregos no município de Minaçu, na região norte do estado.

Segundo a proposta, a extração do mineral é feita de forma segura, uma vez que são utilizadas técnicas avançadas de segurança e rígidos controles de saúde ocupacional. Com essas medidas, a atividade de extração e beneficiamento do amianto crisotila, feita em Goiás, se tornou referência mundial no segmento.

Exploração de mineral em Goiás

O estado de Goiás tem em abundância algo que o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), indicou estar bem interessado em explorar. Em dezembro do ano passado, Bolsonaro anunciou que está analisando o potencial de exploração de reservas de cálcio no país. Goiás é um dos estados que contam com as maiores reservas de calcário, rocha fonte do cálcio, do Brasil. Além de Goiás, se destacam também Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná.

O anúncio foi feito pelo Twitter. Na publicação, o presidente eleito diz que está analisando o potencial de exploração de reservas de potássio, cálcio e magnésio no país junto com os futuros ministros de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque, e da Agricultura, Tereza Cristina. Ele ainda declara que “hoje, mesmo com as maiores reservas, dependemos [os brasileiros] de matéria-prima importada para produzir fertilizantes”.

Imagens: Viva Bem 

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Goiás

CMTC apresenta proposta que reduz valor da passagem para R$ 2,83

A proposta foi apresentado durante um workshop na sede do Conselho Regional de Engenharia de Goiás (CREA-GO).

Por Ton Paulo
13/06/2019, 09h04

O presidente da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) apresentou, na última quarta-feira (12/6), uma proposta alternativa para o transporte público que diminuiria o valor pago pelos usuários para R$ 2,83 reais. A proposta foi apresentado durante um workshop na sede do Conselho Regional de Engenharia de Goiás (CREA-GO).

Conforme a proposta apresentada pelo presidente Benjamin Kennedy, no modelo atual vigente a tarifa pública cobre 100% dos custos operacionais, gratuidades, benefícios e remuneração do operador. Entretanto, o modelo ideal, apresentado no workshop, seria onde a receita para cobertura dos custos totais seria igual à receita da tarifa pública somada à receita extra tarifária “que assegura a modicidade e desoneração da tarifa pública, assim como expansão dos serviços e investimentos”.

Uma das alternativas propostas para a redução da tarifa do transporte seria a criação de taxa sobre o licenciamento de veículos de transporte individual. De acordo com Kennedy, o próximo passo após a apresentação da proposta será envolver diretamente tanto os prefeitos de todas as cidades que compõem a Região Metropolitana de Transporte Coletivo bem como o governador de Goiás. “Estaremos apresentando a nossa proposta da formatação de um projeto de lei para que o governo possa enviá-lo a Assembleia e que ele seja aprovado, essa  é a nossa expectativa”, explica o presidente.

Quando questionado sobre o acréscimo da taxa sobre o licenciamento dos veículos de transporte individual, Kennedy, explica que “conforme diz a Lei do Plano Nacional de Mobilidade no artigo 23, que estabelece parâmetros para que receitas extra-tarifarias possam ser criadas dentro de cada município e de cada Região Metropolitana, entende-se que essa taxa a ser acrescida poderá ser questionada, mas nada mais é do que o cumprimento das determinações das Leis existentes”.

“Teremos após a divulgação e também o entendimento do usuário do transporte coletivo, e principalmente do proprietário  de veículo individual, de que esses R$ 64 anuais vai representar R$5 mensais que poderá ser diluído inclusive na própria utilização do transporte coletivo por esse proprietário de veículo. A concessão de um crédito para ser utilizado pelo proprietário do veículo individual”, esclarece.

Projeto da CMTC agradou prefeito Iris Rezende

Segundo o presidente da CMTC, o projeto, para caminhar, agora depende de uma agenda com o governador. Ele revela que ainda não foi possível se reunir com Ronaldo Caiado, mas espera que isso seja feito em breve. Entretanto, as conversas com o prefeito de Goiânia já parecem estar encaminhadas. “Já conversamos com o prefeito de Goiânia e a proposta agradou bastante, já que ele também busca a solução imediata para o transporte coletivo.  O usuário subsidia 100% do transporte coletivo, e nessa reunião com o governador nós mostraremos como é o transporte hoje e como poderá ser no futuro breve com a atuação do governo estadual”, diz.

A um veículo local, o especialista em finanças públicas Jeovalter Correia, responsável pela elaboração da proposta, disse que a  proposta da taxa sobre licenciamento é pioneira com possibilidade de ser estendida para os demais países. “A ideia é buscar uma receita que seja regular, ou seja, todo mês tem uma parte dos carros que são financiados de acordo com o final da placa, tem uma tendência de média anual, porque não pode ser uma receita que seja sazonal demais. Então, o licenciamento é o que mais se aproxima disso, tem regularidade, potencial de arrecadação e o cidadão é obrigado a licenciar anualmente o seu veículo. Essa proposta pode ser usada em outros Estados e países”, diz.

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Trânsito

Motoristas morrem em batida entre carro e carreta na BR-070, em Cocalzinho de Goiás

Grave acidente ocorreu na tarde desta quarta-feira (12/6), no quilômetro 34 da rodovia. Ainda não se sabe o que teria provocado a batida.
13/06/2019, 09h12

Um acidente envolvendo um carro de passeio e uma carreta bitrem deixou dois motoristas mortos, na tarde desta quarta-feira (12/6), na BR-070, em Cocalzinho de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, após a batida, o caminhão saiu da pista e caiu em uma ribanceira de cerca de dez metros.

O grave acidente ocorreu no quilômetro 34 da rodovia. Ainda segundo o Corpo de Bombeiros de Águas Lindas, que atuou na ocorrência, o carro de passeio e a carreta bitrem bateram de frente. Com o impacto, o caminhão saiu da pista e caiu em uma ribanceira de aproximadamente dez metros. O veículo menor continuou na via.

Os dois motoristas morreram no local, sendo que o condutor do caminhão ficou preso às ferragens. Para retirar o corpo, os bombeiros utilizaram um desencarcerador e técnicas de salvamento terrestre. Após o resgate, os dois corpos ficaram aos cuidados da Polícia Rodoviária Federal (PRF)  até a chegada do Instituto Médico Legal (IML).

Ainda não se sabe o que teria provocado o acidente.

BR-070

Depois de receber diversas denúncias de passageiros revoltados com superlotação de ônibus, a PRF abordou um ônibus que seguia de Águas Lindas de Goiás, cidade do Entorno do Distrito Federal, para Águas Claras, no DF. O veículo, que tem capacidade para 78 passageiros, transportava 113.

A abordagem ocorreu em maio, na BR-070, em Ceilândia, também no Entorno. De acordo com informações da corporação, os passageiros relataram que a situação é recorrente da linha Morada da Serra, entre Águas Lindas de Goiás e Águas Claras. Foi solicitada à empresa responsável que um novo veículo fosse enviado para transportar os passageiros em excesso. A empresa foi autuada pela infração de excesso de passageiros, sendo que transportava 35 pessoas acima do limite permitido.

Para o usuário que deseja fazer alguma denúncia à PRF do Distrito Federal, basta entrar em contato pelos telefones 191 ou (61) 98625-7857.

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Saúde

Aumento em planos de saúde chegou a 382% em 18 anos

Segundo o levantamento, mais de 3 milhões de pessoas deixaram de ter planos de assistência médica em função do aumento do desemprego e da queda de renda nos últimos quatro anos.
13/06/2019, 09h23

Os reajustes dos planos de saúde individuais chegaram a 382% entre 2000 e 2018, mais do que o dobro da inflação no setor de saúde no mesmo período (108%). As taxas foram divulgadas em estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com o levantamento, mais de 3 milhões de pessoas deixaram de ter planos de assistência médica em função do aumento do desemprego e da queda de renda nos últimos quatro anos.

Os pesquisadores fizeram críticas ao modelo de cálculo da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que, segundo conclusão, falhou na tentativa de regulação do serviço. A metodologia analisada teve início em 2001. “É preciso que a sociedade discuta o assunto, a fim de assegurar que os brasileiros não sejam prejudicados, principalmente porque a maioria do mercado continua desprotegida”, diz o pesquisador Carlos Ocké, coautor do estudo.

A análise aponta que a metodologia de cálculo do reajuste dos planos individuais era “cercada de controvérsias”. “Imaginou-se que os consumidores dos planos coletivos teriam capacidade de barganha para negociar os contratos com as operadoras e as administradoras de benefícios, mas, na prática, não foi isso que aconteceu. Observou-se, ao contrário, um aumento sistemático dos preços dos planos coletivos, os quais, por sua vez, embora não regulados, serviam de referência para o núcleo da política de reajuste de preços dos planos individual e familiar da ANS”, conclui o estudo do Ipea.

Para a melhoria do sistema de cálculo, os pesquisadores propõem estudos para a criação de outro índice de preços para todas as modalidades de planos de saúde. A proposta é que o novo índice tome como base a produção dos serviços médico-hospitalares, para servir de parâmetro, e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do setor da saúde como referência para a política de reajuste.

A ANS alterou a metodologia de cálculo em 2018 – válido para este ano. O novo Índice de Reajuste dos Planos Individuais (IRPI) se baseia na variação das despesas médicas das operadoras nos planos individuais e na inflação geral da economia.

Reação

A ANS considera tecnicamente inadequadas as comparações feitas entre o índice de reajuste dos planos de saúde individuais e índices de preços ao consumidor, sejam eles gerais, como o IPCA, ou específicos.

Cabe destacar ainda que a nova metodologia de cálculo do índice anual de reajuste dos planos individuais, proposta pela ANS e vigente desde dezembro de 2018, já contempla, segundo o órgão, aspectos abordados pelos autores do estudo do Ipea.

A ANS reitera, por fim, que ouviu e debateu com todos os setores da sociedade as mudanças que resultaram no aperfeiçoamento da metodologia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: Bidu 

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