Brasil

Professor é condenado a 40 anos de prisão por estupro de alunas de 12 a 14 anos

Na sentença, a juíza determinou também o pagamento de uma indenização por danos morais no valor de R$ 5 mil a cada vítima, bem como a perda do cargo público.
11/06/2019, 09h44

A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou um professor a uma pena de 40 anos de reclusão, em regime fechado, por estupro, assédio, corrupção de menores, importunação e constrangimento contra alunas da Escola Estadual Odete Ignez, em Nioaque, a 180 quilômetros de Campo Grande.

Segundo o processo judicial, os casos ocorreram em 2017, quando as vítimas tinham de 12 a 14 anos. Na sentença, a juíza Larissa Luiz Ribeiro determinou também o pagamento de uma indenização por danos morais no valor de R$ 5 mil a cada vítima, bem como a perda do cargo público.

O processo correu em segredo de Justiça. De acordo com o Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul, uma vítima narrou que o professor “a acariciou quando estava voltando do intervalo das aulas”. Uma colega de escola confirmou tal situação e disse que “o professor começou a conversar com a vítima como se tivessem algum relacionamento”.

De acordo com os autos, o acusado sempre “sondou a aluna para que ela fosse à casa dele tomar tereré, uma bebida típica de Mato Grosso do Sul”.

A vítima disse que o professor “a beijava e abraçava de modo muito diferente do normal e que (durante) um desses abraços sentiu a mão dele abaixando em seu corpo até pegar em sua nádega”.

Outra vítima, de 12 anos, disse que os fatos ocorreram depois das férias de inverno. Narrou que ele começou com “umas brincadeiras sem graça e perguntava se o tinha traído nos fins de semana de descanso”.

A adolescente contou que “teve um dia em que estavam fazendo trabalho escolar no pátio da escola e que, ao tentar tirar uma dúvida com ele, (o professor) tentou beijá-la”. “Ele chegou perto de mim e eu virei o rosto e saí”, disse a aluna.

Ela afirmou também que o acusado tinha “a mania de puxar as meninas pela cintura para chegar mais perto”. Contou que, “normalmente, o professor fazia isso dentro da sala, onde estava a turma inteira presenciando os fatos”.

Em sua defesa, o denunciado negou os crimes. Ele pediu a absolvição, por “ausência de provas robustas”.

Para a juíza Larissa Luiz Ribeiro, os documentos juntados nos autos, bem como os depoimentos individuais de vítimas e testemunhas, “comprovam absolutamente os crimes cometidos pelo professor”.

A magistrada esclareceu que o delito de estupro de vulnerável “foi perfeitamente demonstrado, já que o réu colocou a mão na cintura da vítima, desceu e apalpou sua nádega, com vítima menor de 14 anos, com intuito de satisfazer sua lascívia, e não apenas importunar a vítima”.

Imagens: Andragogia Brasil 

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Política

Ameaça de morte e Homem de Ferro: vereadores de Caldas Novas protagonizam briga incomum

Supostas ameaças de morte num print de WhatsApp, fantasias de Homem de Ferro e pedidos de cassação permeiam a briga dentro da Câmara Municipal de Caldas Novas.

Por Ton Paulo
11/06/2019, 11h06

Uma desavença entre membros da Câmara Municipal de Caldas Novas, município a 170 quilômetros de Goiânia, está chamando a atenção dos moradores. Isso porque o presidente da Casa denuncia que foi ameaçado de morte por parte de um vereador que teria chamado os colegas parlamentares de “ladrões”, além de ter se fantasiado de Homem de Ferro dentro do Plenário da Câmara. As ameaças teriam sido registradas num print de conversa de WhatsApp, e teriam vindo depois que o presidente da Câmara autorizou a abertura de um processo de quebra de decoro contra o colega.

Os prints aos quais a reportagem do Dia Online teve acesso mostram uma suposta conversa entre o vereador Rafael Moraes (PTB), e o procurador da Câmara Municipal de Caldas Novas, ocorrida no início deste mês de junho. Nas conversas, é possível ver mensagens atribuídas ao vereador Rafael Moraes onde ele diz que o presidente da Câmara, Geraldo Pimenta (PP), “não seria presidente até o final do mês”, uma vez que “morto não preside nada”.

As supostas ameaças de morte contra o presidente da Câmara, que também é pastor da Assembleia de Deus, teriam sido motivadas por um processo aberto contra o vereador Rafael por quebra de decoro. Como confirmado tanto por Geraldo quanto por Rafael, durante uma sessão no Plenário o vereador do PTB reproduziu um trecho de uma famosa música, que diz: “Se gritar pega ladrão, não fica um, meu irmão!”.

Vereador foi à Câmara de Caldas Novas vestido de Homem de Ferro

No dia 3 de junho, na cassação do vereador Rafael por quebra de decoro, o parlamentar resolveu vestir-se como seu personagem preferido da Marvel: o Homem de Ferro. Rafael postou uma foto em suas redes sociais usando o capacete do personagem no Plenário da Câmara, usando a bandeira do município de Caldas Novas como capa.

Na época, por meio de nota, a Câmara Municipal de Caldas Novas informou que o vereador teve “práticas incompatíveis com o exercício do mandato parlamentar e ofensivo à dignidade institucional do Poder Legislativo local”. Moraes teria dito também, em sessão, que vereadores teriam recebido suposta “mesada” de uma estatal para não aprovar uma CPI.

Entretanto, o processo de cassação foi arquivado devido à falta do número mínimo na formação de uma comissão especial de investigação.

Vereador nega ameaças de morte a Presidente da Câmara

Nos prints obtidos pelo Dia Online (veja abaixo), é possível ver uma suposta conversa entre o vereador Rafael Moraes e uma pessoa que seria o procurador da Câmara. No meio da conversa, Moraes teria dito que o presidente da Câmara, Geraldo Pimenta (PP), “não seria presidente até o final do mês”, uma vez que “morto não preside nada”.

O presidente Pimenta acabou tendo acesso à conversa, e foi à delegacia da cidade, onde registrou um Termo Circunstanciada de Ocorrência (TCO) contra Rafael Moraes. Entretanto, ao Dia Online, Moraes diz que o print “não passa de uma montagem”.

“Essa é mais uma tentativa de me calar. Isso começou em março, quando notifiquei o presidente a prestar contas da Câmara, desde então ele tem tentado me calar”, declara.

Ainda conforme o vereador, a conversa com o procurador na Câmara, na verdade, foi para esclarecimentos quanto ao rito do processo que poderia fazê-lo perder o mandato, e que ele não ameaçou o vereador Pimenta de morte. “Eu posso ter dito algo como “eu vou matar ele de raiva”, uma expressão comum, mas eu jamais ameaçaria alguém de morte. Essa é uma montagem, uma tentativa de me silenciar”, diz.

O vereador contou também que o presidente da Câmara teria chegado até ele e dito: “Eu vou inventar uma denúncia de ameaça de morte contra você!”. “Ele chegou em mim, disse isso mostrando o celular e se afastou, rindo”, conta Rafael Moraes.

“Tudo o que ele faz é midiático”, diz presidente da Câmara sobre vereador

O vereador e presidente da Câmara de Caldas Novas parece discordar com veemência da versão dada por Moraes. Segundo ele, a ameaça de morte estaria provada nos prints apresentados à polícia.

Quanto à versão apresentada por Rafael Moraes, de que ele teria dito que inventaria uma denúncia contra o vereador, Pimenta diz: “Jamais. Isso não condiz com minha conduta, meus princípios. Agora, se ele diz que os prints são falsos, a investigação vai dizer”, declara.

O presidente também disse que “tudo o que o vereador Rafael Moraes faz é midiático”, e que, apenas este ano, teve que lhe dar duas advertências por quebra de decoro. “Ele não respeita ninguém dentro da Casa. Na eleição para presidente da Câmara, quando ele perdeu por um voto, foi até meu gabinete e disse que nunca mais me deixaria em paz”, revela.

Sobre a prestação de contas cobrada pelo vereador Rafael Moraes, Pimenta conta que o o balancete da Câmara foi apresentado em Plenário. “Temos o balancete de janeiro, fevereiro, março e abril, e ele sabe disso, ele tem acesso”, finaliza.

Apesar de ter feito o TCO contra Moraes, Pimenta preferiu não representar criminalmente contra o vereador pelas supostas ameaças de morte.

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Goiás

Corpo de vice-prefeito de Mimoso de Goiás é encontrado em gruta de fazenda

Manoel Ubaldino de Freitas desapareceu no último domingo (9/6) e foi encontrado na manhã desta segunda-feira (10/6), já sem vida. A causa da morte será investigada.
11/06/2019, 11h17

O corpo do vice-prefeito de Mimoso de Goiás, no interior do estado, foi encontrado dentro de uma gruta da fazenda no qual era dono. O resgate do corpo foi feito pelo Corpo de Bombeiros de Águas Lindas, que foi acionado por um vizinho. Manoel Ubaldino de Freitas desapareceu no último domingo (9/6) e foi encontrado na manhã desta segunda-feira (10/6), já sem vida.

A gruta fica localizada a aproximadamente 300 metros da sede da fazenda de Manoel, conhecido carinhosamente na cidade como ‘Né’. O corpo foi encontrado a cerca de 10 metros da entrada da caverna. De acordo com informações da corporação, o resgate foi complicado e durou aproximadamente duas horas devido a grande dificuldade de locomoção dentro da gruta.

Foram utilizadas técnicas de espeleologia, rapel e escalada para realizarem o resgate. Após o salvamento, o corpo do vice-prefeito foi deixado aos cuidados do Instituto Médico Legal (IML), de Luziânia, responsável pelas ocorrências da cidade. O Dia Online confirmou junto ao órgão se tratar do corpo de Manoel Ubaldino. A causa da morte será investigada.

O corpo já foi liberado e será velado a partir das 14h de hoje (11/6) no salão social da Prefeitura de Mimoso de Goiás. O sepultamento está previsto para ocorrer às 18h30 desta terça-feira, no Cemitério de Padre Bernardo, conforme informado pelo prefeito da cidade, Genivaldo Gonçalves Dos Reis. 

Amigos lamentam morte de vice-prefeito de Mimoso de Goiás

Nas redes sociais, amigos e parentes de ‘Né’ lamentam sua morte. Em uma das publicações, o prefeito da cidade descreve o amigo como uma pessoa bondosa e muito alegre. Veja abaixo a homenagem na íntegra publicada por Genivaldo Gonçalves Dos Reis:

Manoel Ubaldino de Freitas o popular (Né), foi vereador por 5 mandatos em Mimoso, atual vice-prefeito, prestou relevantes serviços ao povo Mimosense. Um exemplo de amor ao próximo, sempre ajudou as pessoas, trabalhador, cuidava de seu povo e principalmente dos mais humildes.

Eu sempre falava que Mimoso tinha 2 prefeitos um em Mimoso e um na zona rural, porque o Né sempre trouxe até nós as demandas da população rural, defensor do homem do campo, homem íntegro e honesto.Partiu deixando uma tristeza enorme, uma grande perca, só Deus para amenizar a dor de todos nesse momento.

Descanse em paz!

Post original:

Manoel Ubaldino de Freitas o popular (Né), foi vereador por 5 mandatos em Mimoso, atual vice-prefeito, prestou…

Posted by Genivaldo Gonçalves Dos Reis on Monday, June 10, 2019

PSDB Goiás publica nota de pesar sobre morte de vice-prefeito de Mimoso de Goiás

Em nota, presidente do PSDB Goiás e prefeito de Trindade, Jânio Darrot, também lamentou a morte do parlamentar. “Nesse momento de dor e tristeza, elevamos nossos pensamentos ao Divino Pai Eterno para que conforte os corações dos familiares, amigos e da população mimosense”, escreveu no perfil oficial do partido do Facebook.

Post original:

Nota de pesar do presidente do PSDB Goiás e prefeito de Trindade, Jânio Darrot, diante da morte do vice-prefeito do…

Posted by PSDB Goiás on Monday, June 10, 2019

Imagens: Facebook 

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Política

Gilmar Mendes confirma que suspeição de Moro no caso tríplex será julgada dia 25

Julgamento ocorrerá depois de o site The Intercept Brasil publicar o conteúdo vazado de supostas mensagens trocadas por Moro e o coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol.
11/06/2019, 11h32

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou que a Segunda Turma da Corte deve julgar no dia 25 de junho um outro habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no qual o petista acusa o ex-juiz federal Sergio Moro de agir com parcialidade ao condená-lo no caso do triplex do Guarujá (SP) e depois assumir cargo no primeiro escalão do governo de Jair Bolsonaro, conforme informou o Broadcast Político nesta segunda-feira, 10.

O julgamento ocorrerá depois de o site The Intercept Brasil publicar o conteúdo vazado de supostas mensagens trocadas por Moro e o coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol.

As conversas supostamente mostrariam que Moro teria orientado investigações da Lava Jato por meio de mensagens trocadas no aplicativo Telegram. O site afirmou que recebeu de fonte anônima o material.

“Vamos aguardar. Tem vazamentos, estão anunciando novos vazamentos, então vamos aguardar”, disse Gilmar Mendes a jornalistas, ao chegar para a sessão da Segunda Turma desta terça-feira (11).

Anulação

Indagado se eventuais provas colhidas ilegalmente podem ser anuladas, o ministro respondeu: “Não necessariamente, porque se amanhã alguém tiver sido alvo de uma condenação, por exemplo, por assassinato e aí se descobriu por alguma prova ilegal que ele não é o autor do crime, se diz em geral que essa prova é válida”.

Em dezembro do ano passado, quando o caso começou a ser discutido pela Segunda Turma, o relator da Operação Lava Jato no STF, ministro Edson Fachin, e a ministra Cármen Lúcia rejeitaram o pedido de Lula. Apesar de frustrar a defesa do ex-presidente, Fachin fez uma observação ao final do voto: “Cumpre consignar que ninguém está acima da lei, especialmente da Constituição: nem administradores, nem parlamentares, nem mesmo juízes. Procedimentos heterodoxos para atingir finalidade, ainda que legítima, não devem ser beneplacitados.”

A discussão foi interrompida por pedido de vista (mais tempo para análise) de Gilmar Mendes, que deve liberar o processo para julgamento nos próximos dias.

Mendes e o ministro Ricardo Lewandowski ainda não votaram no habeas corpus no qual Lula tenta derrubar os atos de Moro no caso do triplex.

Também falta se posicionar o quinto membro do colegiado, o decano do STF, ministro Celso de Mello, que deve ser crucial para a definição do placar, segundo avaliaram integrantes do Supremo ouvidos pela reportagem.

A Segunda Turma deve julgar nesta terça-feira um outro recurso de Lula. Esse recurso começou a ser discutido em abril deste ano no plenário virtual do STF, mas um pedido de destaque do ministro Gilmar Mendes no dia 12 do mesmo mês interrompeu o julgamento e fez com que o processo seja discutido agora presencialmente pelos ministros.

Imagens: Folha de São Paulo 

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Esportes

Árbitro da final da última Copa do Mundo vai apitar Brasil x Bolívia nesta sexta

Nestor Pitana está no quadro de árbitros da Fifa desde 2010 e tem duas Copas no currículo.
11/06/2019, 11h40

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) anunciou nesta terça-feira quem será o árbitro da estreia do Brasil na Copa América, nesta sexta, contra a Bolívia. O designado para trabalhar na partida no estádio do Morumbi, em São Paulo, será o argentino Nestor Pitana, de 43 anos, nome de destaque na arbitragem internacional e responsável por atuar em partidas importantes da última Copa do Mundo, como a abertura (Rússia x Arábia Saudita) e a final (França x Croácia).

Pitana está no quadro de árbitros da Fifa desde 2010 e tem duas Copas no currículo. No Mundial do Brasil, em 2014, o argentino trabalhou em quatro partidas – a principal delas o confronto no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, entre França e Alemanha, pelas quartas de final. Já na Rússia, no ano passado, ele atuou em cinco compromissos. O árbitro também trabalhou na Copa América do Chile, em 2015.

Antes de ser árbitro, Pitana se formou em educação física e trabalhou em variadas funções, desde esportista em times de futebol e basquete, como também segurança de casa noturna, socorrista e até participou como ator em um filme argentino chamado “La Furia”, lançado em 1997.

Além dele, estão escalados para o jogo de abertura, no Morumbi, outros dois assistentes argentinos: Hernán Maidana e Juan Belatti. O quarto árbitro será o equatoriano Roddy Zambrano. Já no comando do árbitro de vídeo (VAR) estará o argentino Patricio Loustau.

A Conmebol já definiu ainda quem vai apitar outros dois jogos da primeira rodada. O encontro neste sábado entre Venezuela e Peru, em Porto Alegre, terá o comando do colombiano Wilmar Roldán. No mesmo dia, em Salvador, Argentina e Colômbia se enfrentam na Arena Fonte Nova com a direção do chileno Roberto Tobar. A arbitragem brasileira terá como representantes na Copa América o paulista Raphael Claus, o goiano Wilton Pereira de Sampaio e o gaúcho Anderson Daronco.

Imagens: Portal 6 

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