Goiás

Policiais militares acusados de homicídio são absolvidos em júri popular, em Goiânia

Militares foram presos em 2011 na Operação Sexto Mandamento da PF.
11/06/2019, 19h17

Os policiais militares (pms) presos durante a Operação Sexto Mandamento da Polícia Federal (PF) deflagrada em fevereiro de 2011, que investiga a participação dos militares em um grupo de extermínio, foram absolvidos pelo júri popular nesta terça-feira (11/6) em Goiânia.

A sessão teve início às 8h30 da manhã de hoje e o encerramento por volta das 17h. O juiz Jesseir Coelho de Alcântara foi quem presidiu o julgamento. Os cabos Cláudio Henrique Camargos, Ricardo Rodrigues Machado, Alex Sandro Souza Santos e o Tenente Vitor Jorge Fernandes foram submetidos ao julgamento acusados de matar Murilo Alves de Macedo, de 26 anos, no dia 27 de agosto de 2010.

Durante  o julgamento na data de hoje, os representantes do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) pediram a absolvição dos réus, negando que os quatro cometeram o crime. Após a apresentação do pedido dos membros do MPGO, a defesa dos acusados, sustentou que os clientes agiram em legítima defesa no cumprimento do seu dever legal.

Após a discussão dos méritos, o juiz Jesseir Coelho proferiu a sentença. “Face, pois, a decisão soberana do Conselho de Sentença, ficam os réus Vitor Jorge Fernandes, Cláudio Henrique Camargos, Alex Sandro Souza Santos e Ricardo Rodrigues Machado, já qualificados Absolvidos da imputação que lhes foi feita”, traz o documento da sentença após o julgamento.

Suposto confronto com a vítima levou policiais militares ao julgamento

Um dia antes da morte de Murilo, a vítima teria roubado um veículo da tenente Almeida no momento que esta saia de uma clínica médica no setor Bueno em Goiânia. Um dia após o veículo do modelo Honda Civic ser tomado de assalto, os subtenente da Ronda Ostensiva Metropolitana (Rotam), Fritz Figueiredo e Hamilton Neves estavam de folga e prestavam um serviço, no momento que avistaram o carro que poderia ser da tenente.

Após visualizarem o carro, os militares entraram em contato com o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) e o soldado Mauro confirmou que a placa do Honda Civic avistado na GO-060 era o do veículo levado pelos suspeitos. Durante a ação policial, os militares continuaram em contato com a equipe, e foram informados que a equipe do Tenente Vitor composta com os cabos Camargos estava a caminho do local indicado.

Os celulares dos pms já estavam grampeados pela PF, para as investigações da Operação Sexto Mandamento. Em determinado momento, os policiais perderam contato com o Copom, mas foi possível captar os áudios da abordagem, quando eles pedem para os suspeitos pararem o carro, ficarem de joelhos e colocar as mãos na cabeça e é possível ouvir um disparo. Após ser restabelecido o contato com a Copom, foi constatado que os policiais da equipe do tenente Vitor chegam no local por volta das 19h53 da noite.

Conforme as investigações do caso na época, Murilo foi morto e o outro suspeito que estava com ele não tem o nome e nem o paradeiro conhecido até hoje.

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Goiás

Filho é preso suspeito de matar e enterrar o corpo da mãe, em Inhumas

Idosa estava desaparecida há 23 dias, corpo foi encontrado pela cachorrinha de estimação da vítima.
11/06/2019, 20h06

O corpo de Rosália Teixeira Alves, de 65 anos, que estava desaparecida há 23 dias, foi encontrado na tarde desta terça-feira (11/6) pela cachorrinha de estimação da idosa, em um lote do lado da casa onde ela vivia, em Inhumas, na região metropolitana da capital. O filho de Rosália, foi preso como principal suspeito de matar e enterrar a mãe ao lado da casa.

O delegado do caso, Miguel Mota, afirmou em entrevista ao G1 que Lindomar Teixeira Alves, de 46 anos, confessou ter enterrado o corpo da mãe, mas negou ser o responsável pela morte da idosa.

“Na versão que ele contou, ele enterrou o corpo da mãe, pois segundo ele, ela caiu, escorregou, bateu a cabeça, teve afundamento craniano na região da nunca. E afirmou que ficou com medo e por isso enterro o corpo dela, mas é óbvio que ele está mentindo”, declarou o delegado ao periódico.

Familiares deram roupas da idosa para a cadelinha cheirar e encontraram o corpo

De acordo com familiares da idosa, o corpo de Rosália foi encontrado em um lote baldio, após a cadela da vítima indicar o local. Os parentes da idosa contaram que pegaram uma roupa dela e deram para a cachorrinha cheirar. Após andar com o animal nas proximidades da casa, a cadela foi ao local onde o corpo estava enterrado e começou a cavar.

Miguel Mota afirmou que os parentes da idosa perceberam que a terra estava meio fofa e que entulho havia sido jogado por cima de onde o buraco foi feito. O desaparecimento de Rosália era investigado pela polícia e o filho da idosa figurava como principal suspeitos. Os familiares de Rosália haviam feito campanhas nas redes sociais para encontrar a idosa.

De acordo com o delegado o filho da vítima foi preso em flagrante por ocultação de cadáver, porém o investigador informou que vai pedir a prisão preventiva Lindomar por homicídio. Miguel Mota afirmou que a perícia foi chamada e encontrou sangue na casa da idosa. “O perito relatou que a vítima foi atingida por uma pancada, pelo menos é o que indica a posição das manchas de sangue”, explica o delegado.

Via: G1 
Imagens: G1 

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Economia

Procon-SP multa Enel SP em R$ 5,019 milhões por conduta abusiva

A entidade explica que a autuação baseia-se em reclamações de consumidores que procuraram o atendimento da fundação.
11/06/2019, 20h35

A Fundação Procon-SP informou ter multado a Enel Distribuição São Paulo (ex-Eletropaulo) em R$ 5,019 milhões por “condutas que estão em desacordo com o Código de Defesa do Consumidor”. A entidade explica que a autuação baseia-se em reclamações de consumidores que procuraram o atendimento da fundação.

Conforme o Procon, que é vinculado à Secretaria da Justiça e Cidadania, a distribuidora de energia efetuou cobrança pela média de consumo mensal em casos não comprovados de impedimento à leitura, em casos em que o medidor estava aferido e em bom estado de funcionamento e sem apresentar cálculos que comprovassem os valores.

“Em todas essas situações, o valor das contas foi faturado acima da média do consumo mensal”, diz a fundação, que afirma também que a concessionária negou segunda via de conta solicitada pelo consumidor, não concedendo acesso a informações existentes em cadastro em seu nome e realizou leitura de consumo em medidor com erro.

“Tais condutas demonstram-se abusivas, colocam os consumidores em desvantagem, violam o seu direito de acesso ao banco de dados e caracterizam falha na prestação dos serviços”, defende a entidade de defesa do consumidor.

Procurada, a Enel Distribuição São Paulo afirmou ter sido notificada pela Fundação Procon SP e disse que tem até 15 dias para prestar os devidos esclarecimentos. A Distribuidora acrescenta que mantém canais regulares de relacionamento com o Procon-SP, para atender todas as solicitações.

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Goiás

Presídio de Cristalina deve ser desocupado em dez dias, segundo liminar

Unidade deve ser totalmente interditada até que as novas instalações sejam construídas. Em caso de descumprimento, foi determinada multa diária de R$ 50 mil.
12/06/2019, 08h18

O juiz Carlos Arthur Ost Alencar concedeu, nesta terça-feira (11/6), liminar que determina a interdição total do presídio de Cristalina, até que as novas instalações sejam construídas. Conforme a determinação, a direção tem dez dias, corridos e improrrogáveis, para transferir todos os presos para outras unidades e desativar a cadeia, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

Na decisão, além da precariedade do local, o magistrado levou em consideração a situação de insalubridade tanto para servidores quanto para acautelados, além de relatos de incidentes como fugas, mortes e apreensão de drogas e celulares. No último dia 27, as condições na unidade foram expostas depois que 18 presos fugiram, pulando o muro de um terreno próximo ao presídio. Um veículo esperava por eles na porta.

A fuga foi registrada por moradores. Reveja o exato momento, divulgado no Jornal do Meio Dia, na TV Serra Dourada:

Prédio onde funciona presídio de Cristalina oferece risco aos moradores

Segundo denúncia do Ministério Público de Goiás (MP-GO), o prédio onde funciona o presídio de Cristalina demonstra “total falta de vocação para o estabelecimento penitenciário”, uma vez que nas instalações funcionava uma fábrica de laticínios. Ainda de acordo com a denúncia, a construção tem graves problemas elétricos, que poderiam ocasionar uma tragédia, com potencial para afetar moradores próximos. Um dos acautelados chegou a relatar que, em dias de chuva, as grades ficam energizadas e causam choques.

O magistrado reforçou ainda várias questões que justificam sua decisão, como acontecimentos que violam direitos e garantias constitucionais que comprometem o funcionamento da unidade, como prática de crimes sexuais, homicídios e tentativas de homicídios, além de ser corriqueira a prisão de mulheres, geralmente esposas e companheiras dos reclusos, tentando ingressar na unidade com drogas.

Em nota, a Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) informou que aguarda notificação judicial para tomar as medidas cabíveis em relação ao presídio da cidade.

Novo presídio de Cristalina

A unidade é projetada para 32 internos, mas atualmente abriga 166 encarcerados. No documento, Carlos Arthur Ost Alencar enfatiza que não está determinando, de maneira indireta, ao Estado a construção de um novo presídio, uma vez que, conforme ressaltado pelo próprio Ministério Público, há um projeto para instalação de novo prédio, cujo terreno já foi doado pelo Executivo local, com projeto elaborado pelo Conselho da Comunidade. Os recursos já somam mais de R$ 2 milhões. 

Imagens: TJ-GO 

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Goiás

Pacientes passam mal em princípio de incêndio em maternidade de Goiânia

A maternidade precisou ser evacuada, e alguns funcionários passaram mal por causa da fumaça que se espalhou.

Por Ton Paulo
12/06/2019, 08h26

Um princípio de incêndio em uma maternidade de Goiânia, registrado no final da tarde da última terça-feira (11/6), fez com que o local precisasse ser evacuado às pressas. De acordo com os bombeiros, alguns pacientes passaram mal devido à fumaça que se espalhou nas alas do hospital.

O começo de incêndio ocorreu no Hospital e Maternidade Dom Bosco, no Setor Marechal Rondom, em Goiânia, e o Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 17h40. A corporação conta que, conforme testemunhas, uma solda feita em uma maca teria espalhado faíscas e começado o fogo na sala de tomografia.

Sete crianças tiveram que ser retiradas do local, assim como três funcionários que passaram mal por causa da fumaça. Os trabalhadores foram levados para um Pronto Socorro próximo da maternidade e as chamas foram contidas pelas equipes dos bombeiros.

A reportagem do Dia Online entrou em contato com o hospital, que confirmou a ocorrência das chamas. Entretanto, a funcionária não soube especificar a ocorrência do incidente.

Além de caso de princípio de incêndio em maternidade de Goiânia, chamas em apartamento deixaram feridos

Em março deste ano, um incêndio em um apartamento de Goiânia deixou dois homens feridos. A ocorrência foi registrada na madrugada de domingo (17/3). Segundo o Corpo de Bombeiros na ocasião, as vítimas, de 22 e 28 anos, tiveram várias queimaduras e foram levadas ao hospital, onde foram internadas em estado grave. A suspeita da corporação é que o fogo tenha sido causado intencionalmente, durante uma briga, pelo vazamento de gás de cozinha.

O caso aconteceu por volta das 4h50, no primeiro dos seis andares do edifício, localizado no Setor Pedro Ludovico. O imóvel ficou bastante destruído e foi interditado pela Defesa Civil.

De acordo com o coordenador de operações dos bombeiros na época, Major Adely Henrique de Souza, moradores ouviram uma discussão antes da explosão.

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