Brasil

Mortes por meningite antes do inverno põem em alerta cidades paulistas

Em Indaiatuba, três pessoas - um adolescente de 17 anos e dois bebês, com 8 meses e 1 ano e 2 meses respectivamente - morreram este ano após contrair a doença.
11/06/2019, 14h08

A ocorrência de mortes por meningite antes do inverno, estação mais propícia para a doença, põe em alerta os serviços de saúde em cidades do interior de São Paulo. Em Indaiatuba, três pessoas – um adolescente de 17 anos e dois bebês, com 8 meses e 1 ano e 2 meses respectivamente – morreram este ano após contrair a doença.

A última morte aconteceu em maio. Dois óbitos decorreram de meningite bacteriana, o outro foi causado por meningite viral. Uma quarta morte, possivelmente por meningite viral, de um bebê de 1 ano e 2 meses, está em investigação. Houve outros 20 casos em que os pacientes se recuperaram.

A Secretaria da Saúde realiza uma ação em escolas infantis do município e, quando necessário, faz a vacinação dos alunos. Os agentes conferem as carteiras de imunização e orientam os pais sobre as formas de prevenção. O Departamento de Vigilância Epidemiológica afirma que não há razão para alarme, pois os casos em 2019 estão dentro da média histórica. Em 2018, foram 43 casos e três óbitos e, em 2017, houve 51 casos e dos óbitos. A prefeitura informou que acompanha rigorosamente todos os casos suspeitos e confirmados, seguindo os protocolos do Ministério da Saúde.

Em Sorocaba, foram confirmados 58 casos de meningites este ano, sendo 13 de meningites bacterianas, 36 casos virais e 9 de outras etiologias. Do total, quatro evoluíram para óbitos. Apesar dos números, a Vigilância Epidemiológica municipal informou que não há surto na cidade. “Toda suspeita de meningite deve ser notificada para a Vigilância Municipal, que monitora os casos e indica medidas de bloqueio quando necessárias”, informou a prefeitura.

Em Mairinque, um estudante de 11 anos morreu em abril, após contrair a forma bacteriana da doença. A criança havia sido internada com suspeita de picada de animal peçonhento, mas os exames confirmaram a meningite. A Vigilância Epidemiológica fez o bloqueio do caso.

Em São José do Rio Preto, entre as vítimas da meningite está o jornalista Fabiano Fresneda, de 34 anos. Ele morreu em abril deste ano, após permanecer cerca de 50 dias internado na unidade de terapia intensiva do Hospital de Base.

Em Ribeirão Preto, um bebê de 8 meses morreu de meningite bacteriana, no mês passado. Foi a segunda morte pela doença no ano na cidade. Em abril, um bebê de 7 meses foi a óbito após contrair meningite meningocócica. Conforme a Secretaria da Saúde, a cidade teve outros 23 casos da doença este ano.

A cidade de Ilhabela, litoral norte do Estado, o surgimento de cinco casos de meningite levou à suspensão das aulas nas escolas em que as crianças, com idades entre 2 e 4 anos, estudavam. Quatro casos eram virais e um bacteriano, mas todos os pacientes evoluíram para a cura.

Surtos

O Centro de Vigilância Epidemiológica (CEV) da Secretaria de Saúde do Estado informou que não há evidência de anormalidade no cenário epidemiológico da meningite até o momento. “Em casos de surtos localizados, sempre que necessário, as vigilâncias epidemiológicas são acionadas para agir imediatamente na investigação dos casos e providenciar a vacinação de grupos específicos com o objetivo de conter efetivamente a transmissão”, disse o órgão, em nota.

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Goiás

Adolescente é morto no Case Vera Cruz, em Goiânia

Caso é o segundo na unidade num período de cinco dias.
11/06/2019, 14h42

Menos de uma semana após um adolescente do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) no Conjunto Vera Cruz, em Goiânia, ser encontrado morto em uma das celas, outro jovem foi morto no Case nesta quinta-feira (11/6).

De acordo com as informações publicadas pelo O Popular, a vítima foi identificada como Bruno Victor Vicente Alcântara, de 18 anos, e o corpo dele foi encontrado pelos funcionários do Case na troca de turno.

De acordo com a publicação, o corpo do interno estava na cela onde ele dormia com várias perfurações. O suspeito do crime é um colega de 17 anos, que cumpre medida por roubo. Em entrevista ao periódico, o delegado titular da Delegacia de Apuração de Atos Infracionais (Depai), Luiz Gonzaga Júnior, afirmou que apenas os dois adolescentes dormiam na cela e que não há indícios de terceiros no homicídio.

Conforme Luiz Gonzaga, o adolescente apreendido suspeito de cometer o crime afirmou em depoimento que Bruno contou na segunda-feira (10/6) que teria estuprado uma mulher fora do Case e isso teria o motivado a matar o interno.

Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Social informou que o jovem foi morto na madrugada de hoje. De acordo com os primeiros levantamentos, Bruno teria sido enforcado e perfurado com uma chave de fenda pelo jovem L.S.N.C, de 17 anos na ala II do Case.

Outro adolescente foi morto estrangulado no Case Vera Cruz há cinco dias

Na noite do dia 6 de junho deste ano, um outro adolescente de 15 anos foi morto no Case Vera Cruz, em Goiânia. Na ocasião, a polícia levantou que o suspeito do crime é outro interno de 17 anos, que dividia a cela com o jovem assassinado.

Durante as investigações, o suspeito chegou a afirmar que o colega de cela cometeu suicídio, hipótese que foi descartada pela perícia da Polícia Técnico-Científica feita no local. No dia do crime o delegado da Delegacia Estadual de Investigação de homicídios, Francisco José Silva esteve no local e explicou que a perícia informou que como não houve interrupção do fluxo de sangue na região da nuca, a cena do crime é compatível com estrangulamento.

O menor após a perícia no local confessou ser o autor do crime e foi apreendido pela polícia.

Via: O Popular 

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Economia

Câmara Municipal de Goiânia aprova reajuste salarial para servidores

O projeto aprovado fixa o reajuste de 4,67%, dividido em duas parcelas: 1º de maio e 1º de outubro.

Por Ton Paulo
11/06/2019, 15h42

O plenário da Câmara Municipal de Goiânia aprovou, em segunda e última votação, a data-base do servidor municipal. Em sessão realizada nesta terça-feira (11/6), foi votado e aprovado o projeto do prefeito Iris Rezende (MDB) que concede revisão geral dos salários dos servidores públicos do município. O projeto fixa o reajuste em 4,67%, e agora segue para sanção ou veto do prefeito.

No projeto aprovado, foi acrescido também uma emenda do vereador Izidio Alves (PR), estendendo o benefício aos servidores da Companhia de Urbanização de Goiânia, a Comurg.

Conforme a Câmara, no último dia 4/6, quando foi votado em primeira discussão, os vereadores da base de apoio do Paço votaram contra o acolhimento de duas emendas da vereadora Tatiana Lemos (PCdoB), em que ela propunha um reajuste de 4,94% (piso nacional) e em parcela única. Entretanto, foi aprovado o reajuste de 4,67%, dividido em duas parcelas: 1º de maio e 1º de outubro.

As emendas haviam sido aprovadas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

Vereadoras da Câmara Municipal de Goiânia criticam parcelamento do reajuste salarial

A vereadora Dra. Cristina, do PSDB, e Tatiana Lemos criticaram o índice proposto pelo Paço e o parcelamento do pagamento em duas parcelas. De acordo com Garcêz, o parcelamento é um prejuízo para o servidor. “A reposição é uma obrigação constitucional, e o prefeito não está fazendo nenhuma graça ao funcionalismo. Ademais, se quisesse fazer justiça ele deveria pagar os dois anos que deixou de cumprir”, disse a tucana.

Já Sabrina Garcêz, do PTB, disse que o parcelamento é “uma cusparada na cara do servidor”. “Pagar o reajuste é um direito e não uma benesse. Parece que para o prefeito só vale o discurso da austeridade para o servidor, enquanto a máquina da Prefeitura contrata sem parar comissionados”, declarou.

Por sua vez, Tatiana Lemos, que teve duas não acolhidas pelo plenário, garantiu que o servidor  não irá o índice de 4,67% proposto pelo prefeito. “Pelos cálculos que fizemos, a média desse reajuste será de 3,5%, sem contar o abuso desse aumento não ser retroativo. É mais um calote do Paço contra o servidor. É triste, lamentável. Defendo um aumento de 4,94% em parcela única”.

O líder do prefeito na Câmara, Oséias Varão (PSB) considera “politicagem” sem fundamento criticar o aumento concedido pelo prefeito. “O projeto é consciente na aplicação do índice local. Também não é contra o servidor o parcelamento do pagamento. É apenas uma medida de cautela e responsabilidade para se adequar às finanças da Prefeitura”, finaliza.

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Economia

Cade inicia análise de acordo proposto pela Petrobras para venda de refinarias

O acordo prevê ainda critérios para os compradores, entre eles que sejam independentes da Petrobras e que os ativos não podem ser adquiridos em conjunto por um mesmo comprador.
11/06/2019, 16h04

O superintendente-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) levou nesta terça-feira, 11, ao conselho proposta da Petrobras de acordo para vender refinarias e encerrar investigação contra a estatal no órgão. Como antecipou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, a proposta representa a venda de refinarias que correspondem a cerca 50% da capacidade de refino da empresa e o acordo segue o que foi divulgado pela própria estatal e aprovado em seu conselho de administração como plano de desinvestimento para o setor.

“Não há nada melhor para a concorrência do que a competição. O acordo representa a abertura do mercado de refino no Brasil e as expectativas são menores preços e maiores investimentos do setor”, afirmou o superintendente, Alexandre Cordeiro. “É um jogo que só tem vencedores.”

A proposta, defendida por Cordeiro, está sendo analisada pelo tribunal no Cade, que tem que votar antes de homologá-la. Os ativos incluídos são: Refinaria Abreu e Lima (Rnest), Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), Refinaria Landulpho Alves (Rlam), Refinaria Gabriel Passos (Regap), Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), Refinaria Isaac Sabbá (Reman) e Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor).

As oito refinarias representam a produção de 1,1 milhão de barris por dia, que, de acordo com o entendimento, têm que ser vendidas até 31 de dezembro de 2021, prazo que poderá ser prorrogado por um ano. A Petrobras manterá as refinarias de São Paulo, Rio de Janeiro e uma no Nordeste.

O acordo prevê ainda critérios para os compradores, entre eles que sejam independentes da Petrobras e que os ativos não podem ser adquiridos em conjunto por um mesmo comprador.

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Goiás

Mãe de bebê sequestrado em Goiânia na maternidade quer criança de volta

A diarista Antônia Lopez e o pedreiro Taysson Rodrigo, pais do bebê, estão sendo atendidos por um advogado voluntário para recuperar a criança.

Por Ton Paulo
11/06/2019, 16h26

A mãe que deixou um recém-nascido na Maternidade Nascer Cidadão, em Goiânia, para ser adotado, e depois teve o bebê sequestrado por uma técnica de enfermagem do hospital, resolver pedir sua guarda. A diarista Antônia Lopez e o pedreiro Taysson Rodrigo, pais do bebê, estão sendo atendidos por um advogado voluntário para recuperar a criança, que havia sido deixada para ser adotada.

Conforme um jornal local, o casal está desempregado e passa por maus-bocados financeiros, motivo que fez com que a mulher, ao ter o bebê, o deixasse na maternidade para ser adotado.

Entretanto, o marido de Antônia e pai do bebê, Taysson, não sabia das intenções da esposa e só descobriu que o bebê havia sido doado depois do ato concretizado. O caso da criança ganhou repercussão após ela ser roubada de dentro do hospital por uma técnica de enfermagem que queria dá-lo de presente a uma prima, que havia perdido um bebê no sexto mês de gestação.

Na casa do casal, com eles, vivem dois filhos dela, de 24 e 13, e um filho dele, de 10. Um advogado está cuidando do caso sem cobrar nada do casal. Ao jornal local, o pai do bebê disse que “tudo o que quer é conseguir emprego e recuperar seu filho”.

Relembre o caso do bebê sequestrado em Goiânia

O bebê sequestrado na Maternidade Nascer Cidadão foi encontrado na tarde de quinta-feira (30/5) no setor Três Marias, em Goiânia. A suspeita, a técnica de enfermagem Elenita Aparecida Lucas, e uma tia chegaram a ser presas.

O recém-nascido foi sequestrado na noite de 29/5. Elenita teria pedido para sair mais cedo de seu plantão na maternidade, e levou o bebê às escondidas.

Na ocasião, a defesa dos acusados informou que Elenita quis ajudar uma prima, que havia perdido seu próprio bebê no sexto mês de gestação. Enquanto os advogados dos outros envolvidos afirmou que eles não tinham conhecimento da ação de Elenita. Os quatros respondem por subtração de incapaz.

Via: O Popular 

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