Goiás

Vereador de Goiás é acusado de assediar sexualmente adolescente

Defesa do parlamentar confirmou enviou das mensagens e que o conteúdo foi enviado por um "vacilo" do vereador.
10/06/2019, 14h52

O vereador João de Jesus (PR), conhecido como “João Pezão” de Aurilândia a 130 quilômetros de Goiânia, foi denunciado por assediar sexualmente um adolescente de 13 anos, para o qual o parlamentar enviou por 10 dias mensagens de pornográficas através das redes sociais. A defesa do vereador confirmou o envio do conteúdo, mas nega que o vereador tenha aliciado o menor, que as mensagens foram enviadas ao adolescente por “um vacilo do parlamentar”.

O delegado do caso, Antônio Machado de Azevedo, informou em entrevista ao G1 que recebeu as denúncias contra o parlamentar em fevereiro deste ano. Antônio Machado explicou que durante um período de 10 dias, várias mensagens de cunho sexual foram enviadas para o jovem. Conforme o delegado do caso, o adolescente procurou o pai e contou sobre as mensagens, que informou a polícia na sequência.

“O vereador usou as redes sociais para ter contato com o menino e ficava o tempo inteiro passando áudio, vídeo pornográfico, cenas de sexos. Nos intervalos das mensagens, ele dizia palavras ligadas a atos libidinosos, e durante vários dias deu em cima do garoto, instigando ele”, explica o delegado.

Vereador foi indiciado por assédio sexual e aliciamento

Antônio Machado afirmou que todos os procedimentos foram feitos pela polícia, com a coleta do conteúdo das mensagens pornográficas encontradas no telefone do adolescente para a conclusão do inquérito.

O delegado afirmou que concluiu as investigações no fim do mês de maio e indiciou o parlamentar por distribuição de material pornográfico e aliciamento ou assédio de menores, respectivamente. Caso condenado, o vereador pode pegar até nove anos de prisão pelos dois crimes. João Pezão passou a ser réu no processo e uma audiência preliminar está marcada para o dia 11 de julho.

Advogado de defesa de João Pezão, Rafael Borges, admitiu que o enviou das mensagens ao adolescente ocorreu, mas nega que o parlamentar assediou o rapaz e que o vereador está arrependido. Conforme o defensor, o político segue cumprido o mandado normalmente.

Via: G1 

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Economia

Em resposta a Joice, Doria diz que SP atrai investimentos antes mesmo da reforma

Antes da fala de Doria, Joice havia falado para o presidente da CNI, Robson Andrade, que não há como os empresários investirem em uma economia instável.
10/06/2019, 14h59

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou na manhã desta segunda-feira, 10, que o Estado de São Paulo tem conseguido investimentos de grande monta, mesmo antes da aprovação da reforma da Previdência. A afirmação foi uma resposta à líder do governo federal na Câmara, Joice Hasselmann (PSL-SP), que, junto com o tucano, participa do 8º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria, promovido hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), na capital paulista.

Antes da fala de Doria, Joice havia falado para o presidente da CNI, Robson Andrade, que não há como os empresários investirem em uma economia instável.

A líder do governo federal na Câmara comparou a economia sem estabilidade a uma mangueira furada, que joga fora toda a água nela colocada e destacou que o conserto dessa mangueira será a reforma da Previdência. Pouco antes, Andrade havia pedido aos empresários presentes que não desanimem e que invistam no País.

Para reiterar que o Estado que administra vem recebendo investimentos, antes mesmo da aprovação da reforma previdenciária, Doria lembrou que a General Motors, que no começo do ano ameaçara deixar o País, acabou por se comprometer com investimentos de R$ 10 bilhões ao longo de quatro anos e com a geração de mais 1,2 mil empregos.

O governador contou ainda para os presentes ao evento que a CSN, do empresário Benjamin Steinbruch, anunciou na semana passada investimentos de R$ 1 bilhão no âmbito do Programa Polos de Investimentos, lançado há 15 dias. “Os Polos de Investimentos têm apenas 15 dias e já receberam investimentos de R$ 1 bilhão. E isso, Joice, antes da reforma da Previdência”, emendou, continuando: “Os empresários não estão esperando a reforma da Previdência para investir em São Paulo.”

Na avaliação do tucano, os investimentos tendem a crescer ainda mais depois da conclusão da reforma previdenciária. Segundo ele, esses investimentos estão chegando também sem a necessidade de o Estado fazer guerra fiscal com os outros entres da federação. “E tudo isso sem guerra fiscal. Nós condenamos a guerra fiscal. Não é preciso guerra fiscal”, disse o governador, arrancando aplausos da plateia.

Para os empresários, Doria quis deixar claro que São Paulo está comprometido com a indústria 4.0 e comprometido também com o apoio ao comércio e com os serviços, com o desenvolvimento. “Reduzimos a burocracia em São Paulo, onde hoje é possível abrir uma empresa em três dias. Mas queremos o padrão China, onde uma empresa pode ser aberta em apenas um dia”, disse Doria.

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Goiás

Organização especializada em roubo a carros-fortes e bancos é desarticulada, em Goiás

Durante a operação foram apreendidos fuzis, munições e R$ 109 mil em espécie.
10/06/2019, 15h05

O resultado da Operação Sem Divisas, deflagrada em conjunto entre a Polícia Militar e Polícia Civil (PM e PC) e que que desarticulou uma organização especializada no roubo de carros-fortes e a bancos, foi apresentado na manhã desta segunda-feira (10/6) na sede da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Goiás (SSP-GO).

Um suspeito foi preso identificado como Wanderson Mendes de Oliveira, conhecido como Chapolin, foi preso no Residencial São Marcos, em Goiânia. De acordo com a polícia, os investigadores chegaram a Chapolin após descobrirem que ele é membro de uma quadrilha que atacou dois carros-fortes no Tocantins.

Os policiais do Grupo Antirroubo a Banco da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (GAB/DEIC) encontraram na residência em que o suspeito estava cerca de R$ 109 mil em espécie, munições e dois carros usados pelo grupo nas ações criminosas.

Quadrilha especializada em roubo a carro fortes e bancos é desarticulada, em Goiânia
Foto: Cristiano Araújo

Membro da organização indicou que armas estavam em uma casa em Redenção no Pará

De acordo com a polícia, Chapolin confessou que guardava armas de grosso calibre na cidade de Redenção no Pará. Após a confissão do suspeito, os investigadores contaram com o apoio do Serviço Aéreo da Secretaria de Estado da Casa Militar e se deslocaram até o local indicado pelo membro da organização. A polícia contou ainda com a PM e PC do Pará durante a operação. Foram encontrados três fuzis na residência indicada por Chapolin.

Conforme o membro do grupo, o restante do dinheiro ficou com outros integrantes da quadrilha. Durante a coletiva que apresentou o resultado da operação, a delegada Mayana Rezende afirmou que as informações fora repassadas à Polícia Civil do Tocantins para dar continuidade as investigações.

Mayana Rezende afirmou também que Chapolin tinha mandados de prisão em aberto contra ele por roubo, tráfico de drogas e receptação. “Além dos crimes citados, o suspeito vai responder também por posse ilegal de arma de fogo, uso de documentação falsa, pois usou uma carteira de habilitação falsificada durante abordagem policial”, explica a delegada.

O comandante do 42º Batalhão da PM (BPM), tenente-coronel Durvalino Câmara, afirmou que a quadrilha atua diversas ações e que é um grupo extremamente violento e faz o uso de armamento pesado durante os crimes. Conforme o comandante, outras seis pessoas que fazem parte do grupo criminoso já foram identificadas pela polícia.

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Goiás

Conselho Tutelar vê maus-tratos contra menino de 3 anos achado em matagal, em Goiânia

Além dele, o irmãozinho de 5 anos também apresenta marcas de agressões pelo corpo.

Por Ton Paulo
10/06/2019, 15h48

O menino de 3 anos que foi encontrando andando sozinho na madrugada desta segunda-feira (10/6), em um matagal do Residencial Santa fé, em Goiânia, pode ter sido vítima de maus-tratos por parte dos pais. Essa é uma possibilidade levantada pelo Conselho Tutelar Centro-Sul da capital, que está acompanhando o caso. Além dele, o irmãozinho de 5 anos também apresenta marcas de agressões pelo corpo.

As lesões corporais nos dois meninos filhos do casal, que também tem uma menina, foram detectadas no exame de corpo de delito realizado no Instituto Médico Legal (IML). A um jornal local, o pai, um vendedor de 38 anos, justificou as marcar no corpo dos filhos dizendo que havia se excedido na tentativa de “corrigir os filhos”.

Conforme a Polícia Civil, os pais não possuem antecendentes criminais, mas vizinhos do casal já haviam registrado boletins de ocorrência contra os dois por abandono. O Conselhor Tutelar segue tentando contato com algum familiar dos meninos que possa ter a guarda temporária das crianças até que as investigações do caso seja concluídas.

Menino de 3 anos foi encontrado zanzando em matagal

Um motorista de App, ao passar perto de um matagal localizado no Residencial Santa Fé, em Goiânia, nesta madrugada, notou um vulto, e ao parar para ver, descobriu ser uma criança de 3 anos zanzando sozinha. O menino, que tinha marcas de agressão e estava completamente sozinho na madrugada, no meio do matagal, foi levado para a Central de Flagrantes.

Em depoimento nesta manhã, o pai da criança disse que tem costume de caminhar por esse horário porque a mãe das crianças tem insônia, diabetes e enxaqueca. Para aliviar, eles costumam andar pelo bairro antes de dormir.

O pai contou que foi trocar a fralda do caçula e, quando percebeu, não viu o menino. Em seguida, foi para casa pegar o carro para procurá-lo pelas ruas do bairro. Como não achou, chamou a polícia.

Via: G1 

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Goiás

PMs suspeitos de participar de grupo de extermínio vão a júri popular, em Goiás

PMs foram presos durante a Operação Sexto Mandamento da Polícia Federal (PF) deflagrada em fevereiro de 2011.
10/06/2019, 16h39

Presos durante a Operação Sexto Mandamento, os policiais militares (pms) suspeitos de integrarem um grupo de extermínio vão a júri popular, nesta terça-feira (11/6). A decisão é do juiz Jesseir Coelho de Alcântara da 3ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida, que vai presidir o júri, marcado para às 8h30 desta terça-feira.

Entre os policiais que vão a júri estão o tenente Vitor Jorge Fernandes, de 35 anos, os cabos Cláudio Henrique Carmargos de 48, Alex Sandro Souza Santos de 44 e Ricardo Rodrigues Machado de 38. Os quatros são suspeitos de participarem da morte de Murilo Alves Macedo, de 26 anos.

Os pms foram presos durante a Operação Sexto Mandamento, deflagrada no dia 15 de fevereiro de 2011, durante uma investigação da Polícia Federal (PF) que prendeu policiais militares suspeitos de integrarem um grupo de extermínio.

Durante a operação os policiais acusados de participarem do grupo insistiram para retirar Fritz Figueiredo e Hamilton Neves da abordagem que culminou na morte de Murilo, e que o jovem teria sido morto durante um confronto com policiais da equipe da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam).

Policias da Rotam estavam de folga quando avistaram o veículo roubado

Conforme a ação, no dia 26 de agosto de 2010, Murilo teria roubado um carro do modelo Honda Civic, no Setor Bueno, em Goiânia, da tenente Almeida, no momento que ela manobrava o veículo para sair do estacionamento de uma clinica médica. Além do carro, uma pistola portada por outro pm que estava no carro também foi levada.

Um dia após o roubo do carro, os policiais Fritz e Hamilton que integram a Rotam, estavam de folga, mas prestavam um serviço particular e estavam com os telefones grampeados em virtude da investigação da PF sobre o grupo de extermínio. Durante o serviço os policiais entraram em contato com o Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM), para solicitar a verificação da placa de um veículo.

De acordo com a denúncia, os policiais estavam na GO-060 no momento que avistaram o carro e entraram em contato com o Copom. Na ocasião o soldado Mauro confirmou que o carro se tratava do veículo roubado da tenente Almeida, ao que os subtenentes pediram para estabelecer contato com a militar.

Após repassar a informação, os policiais iniciaram uma perseguição ao carro e solicitaram reforço policial durante o trajeto. O cabo Camargos atendeu a solicitação dos colegas e afirmou que estava se deslocando para o apoio enquanto era monitorado pela equipe da Delegacia da Polícia Federal (DPF).

No dia por volta das 19h45, na altura do Jardim Real, na Chácara Caveira, os subtenentes atiraram contra Murilo Macedo. De acordo com a denúncia, a equipe do tenente Vitor, cabos Camargos, Alex e Machado que participaram do crime, chegaram no local às 19h53 e assumiram que a vítima foi morta em um confronto inexistente.

Com o celulares grampeados, a PF conseguiu ter acesso aos áudios dos pms que abordaram o veículo. De acordo com o áudio captado pela polícia, Fritz após abordar os suspeitos manda os ocupantes parar o carro, dá ordem para eles colocarem a mão na cabeça e em seguida atira. Após atirar em um dos suspeitos na abordagem, os policias questionam ao segundo abordado sobre a arma que estava na bolsa, momento que o Copom perde o sinal com os policiais.

PMs alteraram a cena do crime para indicar que houve confronto entre eles e os envolvidos

Após reestabelecer contato com o Copom, Fritz afirma que o veículo pinou, entretanto o subtenente manteve contato por telefone com o cabo Camargos para indicar a equipe da Rotam o local em que o suposto confronto ocorreu. A equipe comandada pelo tenente Vitor chegou ao local e assumiu a ocorrência, durante as investigações foi constatado que os policiais alteraram o local do crime para mostrar que houve confronto entre o jovem e os policiais.

Os envolvidos alegaram forte escuridão, muita poeira e distância do vulto que resistiu à abordagem, porém apesar das alegações, eles conseguiram alvejar Murilo com muita precisão. Segundo as informações a trajetória dos projéteis foram descendentes, como aponta o laudo e reforça que a vítima foi executada.

A participação de Fritz Figueireido e Hamilton Neves na abordagem foram omitidas pelos polícias envolvidos na ação. Segundo os áudios o segundo ocupante que estava com Murilo no dia foi retirada do véiculo e levada pelos subtenentes, cujo paradeiro e identidade são desconhecidos.

O tenente Vitor Fernandes, os cabos Cláudio Camargo, Alex Santos e Ricardo Machado são acusados de homicídio, por motivo torpe, sem chance de defesa da vítima e execução sumária após a abordagem.

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