Economia

Ex-sócio de empresa brasileira revela suposto rombo em saques de bitcoins

Plataforma pode ter perdido ao menos 100 criptomoedas. Fundador explicou que problemas nos saques foram causados por transferência de titularidade da empresa, vendida em maio.
10/06/2019, 19h54

Um ex-sócio da empresa brasileira de criptomoedas, MyAlice Extreme, expôs, por meio de um grupo em uma rede social, um suposto rombo de ao menos 100 bitcoins que deveriam ser sacados pelos clientes. Na publicação, que Jean Kássio intitula como “a verdade sobre o caso MyAlice”, são mostradas conversas entre os então sócios da empresa, sendo um deles o fundador Diego Vellasco, sobre problemas na plataforma de investimentos.

O caso veio à tona na última semana após reclamações clientes que não conseguiam fazer saques pela MyAlice. Nesta segunda-feira (10/6), Jean Kássio se manifestou publicamente no grupo Bitcoin Brasil no Facebook, divulgando sua versão, por meio dos áudios e prints.

Ex-sócios de empresa de criptomoedas alegam falta de acessos às transações

Ele e mais dois ex-sócios, identificados apenas como Oculto e Uata, alegam desconhecer quaisquer transações que poderiam ter causado os problemas nos saques das criptomoedas. Para eles, o maior problema se dá pela ausência de informações por parte de Vellasco, sócio responsável pelos acessos dos fundos da empresa na exchange Binance.

A questão toda iniciou-se quando as informações de acesso pedidas ao Diego Vellasco sobre a Binance não foram entregues desde o começo, impedindo que os sócios pudessem verificar os saldos e operações presentes nas contas, coisa esta que incessantemente estávamos pedindo. Também questionamos quanto ao modo de administração que estava sendo tomado, até que todos nós pressionamos para obter isso e modificar o rumo que as coisas estavam tomando, e dessa forma iniciou a discussão presente. 

Jean Kássio escreveu ainda que a desconfiança começou após Vellasco “enrolar” na entrega dos acessos aos sócios, dessa forma eles não tinham conhecimentos das ordens executadas, apenas o fundador.

Desconfiamos que havia algo de errado quando ele [Vellasco] ficava de nos entregar acessos às exchanges e não cumpria com esse prometido, impedindo assim que eu pudesse criar uma função que buscava automaticamente as ordens executadas. Isso fez com que os operadores tivessem que subir as ordens manualmente por uma página que ele solicitou que fosse criada no início, a qual deveria ser temporária.

Na publicação, o ex-sócio revelou ainda que Vellasco alegou uma insolvência na plataforma e que o rombo poderia chegar a 100 bitcoins. Após a declaração, Jean Kássio explicou no texto que os sócios temiam que os clientes fossem afetados e saíssem prejudicados. Por medo de represálias, todos resolveram abandonar a sociedade da MyAlice Extreme.

Todos os sócios decidiram se retirar da sociedade por conta de não entrar em acordo com as ações do Diego Vellasco, todos os sócios ficaram com medo de ir a público com isso antes, porque colocaria em risco o capital dos clientes e a integridade e até mesmo a vida de cada um e de suas famílias. Depois de quase um mês nada foi solucionado, e isto nos fez tomar uma atitude mais extrema de vir a público acerca dessa situação, e também nos fez temer que os clientes viessem a vias de fato contra os sócios.

Fundador da MyAlice anuncia novo dono

Ainda nas conversas publicadas por Jean Kássio, o fundador e agora ex-sócio da MyAlice Extreme, revelou que havia um comprador interessado em assumir a responsabilidade da empresa. O comunicado foi oficializado por ele no dia 24 de maio, por meio da página oficial da empresa no Facebook.

Em um vídeo, Diego Vellasco explica que todos os problemas que impossibilitaram os saques foram causados pela transferência de titularidade da empresa, uma vez que a venda da MyAlice Extreme já estava andamento. Juntamente com o novo investidor, Samuel Ribeiro, Vellasco anuncia sua saída da MyAlice e comunica a abertura de uma nova empresa, a VL Capital.

Assista:

My Alice Extreme InformaVendemos a plataforma durante a semana, o que nos dá mais liberdade de trabalhar e implementar melhorias. Existia uma cláusula no contrato que impedia qualquer sócio de empreender em novos projetos com o mesmo tema, que não fosse no grupo atual. Implementações e mudanças dependia do aval de todos, o que levava um longo tempo entre reuniões e pautas, motivo este que nosso Antigo Ceo Diego Vellasco preferiu uma nova administração e investir na nova VL Capital. Foi adquirida dos antigos sócios a preço de entrada suas partes, acumulada e passada adiante para o investidor de Samuel Ribeiro, novo proprietário e administrador. os saques pedidos após sábado, foram cancelados (inclusive novos depósitos) e valores voltados às contas, Pois durante esta semana que se passou e a próxima estamos em mudança de administração, trocas de contas, APIs, chaves, carteiras e todo processo burocrático de se assumir uma plataforma de gerenciamento de capital cripto. Samuel Ribeiro novo administrador da plataforma anuncia algumas mudanças e melhorias que imaginamos ser benéficas aos clientes:1- Saques de qualquer valor agora são executados no prazo de até 24hrs, sem ter de esperar a paralisação das operações, ou seja, Qualquer dia da semana o cliente pode pedir saques, que devem ser concluídos em até 24hrs.2- Conta sub está de volta, agora sem limites mínimos para depósito.3- Mudanças de uso de tokens, agora você paga um valor fixo na hora de jogar seus bitcoins na fila, sendo eles: 1 tokens para conta sub, 3 tokens para conta master e 5 tokens para conta prime. A duração de uso é de 30 dias, ou seja, você paga uma vez e tem 30 dias de uso da plataforma.4- Excluímos taxas de saque.5- Abertura de negociações instantâneas de tokens, você pode enviar para qualquer usuários ou utilizar nosso livro de ofertas interno e negociar com outros usuários.Os novos pontos entram na documentação na próxima semana, e assim que arrumarmos a casa, o software estará aberto para todos os novos clientes (Depósitos) e movimentações para quem já é cliente (Saques). Agradecemos a compreensão e carinho de todos até aqui.Contatos em horário comercial, no nosso site estará disponível os telefones (e whats) de nossos atendentes, suporte e novo administrador.Obrigado

Posted by MyAlice on Friday, May 24, 2019

Diego reforçou ainda que os saques estavam bloqueados devido a mudança de administração, trocas de contas, APIs, chaves, carteiras e todo processo burocrático. O problema, segundo ele, seria resolvido na mesma semana.

Hoje (10/6), o antigo CEO da MyAlice se manifestou após publicação de Jean Kássio no Facebook. “Não vou me ausentar das redes. Como já ouviram nos áudios sobre a minha intenção de não causar nenhum prejuízo aos clientes extreme, fui mal orientado na tentativa de solução. Me mantenho trabalhando, e vou ligar a todos os clientes, expor os fatos e conversar sobre. Falta muita info [informação] ainda e sim será resolvido com cada cliente. Grato”, escreveu.

O Dia Online tenta contato com possíveis clientes da empresa brasileira de criptomoedas para saber se os saques de Bitcoins já foram liberados.

Imagens: Istoé 

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Goiás

Suspeito de tentar matar homem esfaqueado é preso, em Goiânia

"Nóis tava jogando sinuca lá e a gente discutiu, e o povo do bar conhecia todo mundo lá, e eu fiquei com medo, tinha uma faca perto lá e eu furei o cara e sai correndo senhor", declara Warley no vídeo.
10/06/2019, 20h42

Um homem de 37 anos foi preso pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) no início da noite desta segunda-feira (10/6) suspeito de tentar matar outro indivíduo esfaqueado após uma briga num bar em Goiânia.

Segundo as informações divulgadas pela guarda, a vítima foi encaminhada a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Itaipú com um ferimento grave no tórax. Os responsáveis pela unidade chamaram a GCM que passou a investigar o caso.

Durante o levantamento do que poderia ter levado a vítima a ser esfaqueada, os policiais descobriram que o ferido se envolveu em uma confusão, em um bar do setor Fortville, em Goiânia. Testemunhas do ocorrido, contaram que a vítima foi esfaqueada na região do tórax pelo suspeito.

Após colher as informações sobre o possível autor, a equipe da Ronda Ostensiva Municipal (ROMU) acompanhada da equipe Delta da Central de Monitoramento conseguiu encontrar o suspeito da tentativa de homicídio.

Suspeito da tentativa de homicídio confessou o crime

A GCM afirmou que o indivíduo foi identificado como Warley de Paula e Silva, de 37 anos, que é condenado da Justiça pelo crime de homicídio e cumpre pena no regime semiaberto, com monitoramento da tornozeleira eletrônica.

Após ser preso pela ROMU, Warley contou que cumpre pena por um homicídio cometido há cerca de 11 anos, no setor Novo Horizonte. Em um vídeo gravado pela equipe da guarda, o suspeito conta como foi o ocorrido e a razão de esfaquear a vítima.

“Nois tava jogando sinuca lá e a gente discutiu, e o povo do bar conhecia todo mundo lá, e eu fiquei com medo, tinha uma faca perto lá e eu furei o cara e sai correndo senhor”, declara Warley no vídeo. Veja a confissão: 

Após os desdobramentos sobre o ocorrido, Warley foi encaminhado a Central de Flagrantes onde foi autuado por tentativa de homicídio. De acordo com as informações divulgadas pela GCM, a vítima estava em estado grave e passava por um procedimento cirúrgico no Hospital de Urgências da Região Noroeste Governador Otávio Lages de Siqueira (Hugol).

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Goiás

CASAG traz Yann Duzert para palestra e curso sobre técnicas de negociação

No próximo dia 14 de junho (sexta-feira), o especialista fará uma palestra com foco em Negociação e Gestão de Conflitos no Meu Escritório da CASAG, a partir de 19h.
10/06/2019, 20h58

Negociação e gestão de conflitos são duas das habilidades mais requisitadas na rotina do profissional da advocacia e, para dominá-las com perfeição, basta desenvolver as técnicas corretas. É o que afirma o consultor e especialista em negociação, Yann Pierre Georges Duzert, palestrante convidado pela Caixa de Assistência dos Advogados de Goiás (CASAG) em parceria com a Escola Superior de Advocacia (ESA-GO).

No próximo dia 14 de junho (sexta-feira), o especialista fará uma palestra com foco em Negociação e Gestão de Conflitos no Meu Escritório da CASAG, a partir de 19h. No dia 15 de junho (sábado), o dia fica reservado para um curso intensivo com Yann Duzert com foco em capacitação nas técnicas e estratégias de negociação para profissionais que lidam com múltiplas interfaces ou que precisam articular ideias e negociar soluções, em qualquer área do mercado.

Durante o curso, que acontecerá das 8h às 18h (com intervalo de duas horas para almoço), os profissionais presentes aprenderão a desenvolver análises estratégicas e diagnósticos com exercícios, estudos de casos reais e aprofundamento técnico com práticas em grupos de trabalho.

Para participar do curso da CASAG é só entrar no site da ESA-GO e se inscrever

Para participar, basta se inscrever no site da ESA-GO. A inscrição na palestra pode ser feita AQUI e custa R$50 para advogados e R$100 para o público em geral. Já a inscrição no curso intensivo pode ser feita AQUI e sai a R$300 para advogados e R$600 para os demais interessados. Os valores das inscrições tanto para a palestra quanto para o curso podem ser pagos com os créditos do Programa Anuidade de Volta. As vagas são limitadas.

Yann Duzert tem pós-doutorado em Negociação por Harvard, é PhD em gestão de risco pela École Normale de Paris, professor na FGV e autor de mais de 15 livros sobre técnicas de negociação.

Yann Duzert – Newgotiation: Negociação e Gestão de Conflitos

Palestra: Dia 14 de junho (sexta-feira), às 19hInscrição AQUI: R$50 para advogados*; R$100 para público em geral

Curso Intensivo: Dia 15 de junho (sábado), das 8h às 18hInscrição AQUI: R$300 para advogados*; R$600 para público em geral

Local: Meu Escritório da CASAG – Av. Goiás, esq. com a Rua 1, Centro – Goiânia/GO

*Valores podem ser pagos com os créditos do Programa Anuidade de Volta.

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Goiás

Passageiro é preso com R$ 18 milhões em ouro no aeroporto de Goiânia

Carga de 111 quilos estava em um avião monomotor. Dono deve responder por crimes ambiental e de usurpação de bem da União.
11/06/2019, 07h55

Um passageiro foi preso no aeroporto de Goiânia com uma carga de ouro avaliada em R$ 18 milhões. De acordo com informações das Polícias Federal e Militar de Goiás, que atuaram na ocorrência, as barras eram transportadas em um avião monomotor. A prisão do homem e apreensão da carga foram realizadas na tarde desta segunda-feira (10/6).

As polícias receberam uma denúncia anônima a respeito de um avião monomotor que estava transportando ouro de forma ilegal e tinha Goiânia como destino. Com base nessas informações, a aeronave de pequeno porte foi abordada assim que pousou no Aeroporto Santa Genoveva, na capital.

Um homem, apontando como o dono da carga de ouro, foi preso e autuado por crime ambiental e crime de usurpação de bem da União. Ainda não se sabe qual a origem do ouro apreendido e de onde o monomotor teria decolado.

Ouro e avião são apreendidos no aeroporto de Goiânia

As polícias Federal e Militar apreenderam a carga que continha 111 quilos de ouro. Ao todo, conforme levantamento das corporações, o carregamento é avaliado em R$ 18 milhões.

A aeronave também foi apreendida e as investigações apuram quem é o dono do avião.

Passageiro é preso com R$ 18 milhões em ouro no aeroporto de Goiânia
Foto: Reprodução/Polícia Federal

Outro carregamento de ouro e dinheiro é apreendido em Goiás

No dia 28 de maio, um avião de pequeno porte que transportava barras de ouro e dinheiro foi apreendido no aeroporto de Aragarças, cidade do interior de Goiás na divisa com Mato Grosso. A ação foi realizada pela Polícia Militar de Goiás (PMGO), Polícia Militar do Mato Grosso (PM-MT) e a Polícia Federal (PF) de Barra do Garças (MT).

Dentro do avião havia uma mochila com cerca de 16 quilos de ouro, avaliados inicialmente em R$ 2 milhões, além de dinheiro em espécie. Informações preliminares apontam que a carga saiu de Novo Progresso no Mato Grosso com destino a São Paulo. O piloto do avião foi preso em flagrante.

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Política

Segunda Turma do Supremo deve julgar recurso de Lula nesta terça-feira

Recurso do ex-presidente começou a ser discutido em abril deste ano no plenário virtual do STF, mas foi interrompido. O processo será discutido agora presencialmente pelos ministros.
11/06/2019, 08h05

Às vésperas de o ministro Ricardo Lewandowski deixar a presidência da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o colegiado deve julgar nesta terça-feira, 11, um recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado no âmbito da Operação Lava Jato, que pode colocá-lo em liberdade.

Integrantes do Supremo ouvidos reservadamente pela reportagem acreditam que a sessão pode servir para ministros darem recados ao ex-juiz federal Sérgio Moro e à Operação Lava Jato, depois de o site The Intercept Brasil publicar o conteúdo vazado de supostas mensagens trocadas por Moro e o coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol.

As conversas supostamente mostrariam que Moro teria orientado investigações da Lava Jato por meio de mensagens trocadas no aplicativo Telegram. O site afirmou que recebeu de fonte anônima o material.

O recurso de Lula começou a ser discutido em abril deste ano no plenário virtual do STF, mas um pedido de destaque do ministro Gilmar Mendes no dia 12 do mesmo mês interrompeu o julgamento e fez com que o processo seja discutido agora presencialmente pelos ministros.

O colegiado fará nesta terça-feira sessões pela manhã e pela tarde, as últimas presididas por Lewandowski, que vai deixar o comando da turma, mas seguirá fazendo parte dela. No fim do mês, a ministra Cármen Lúcia – considerada linha dura no julgamento de investigados – vai assumir a presidência da turma e terá o controle do que será examinado nas sessões. A turma não se reunirá na próxima semana em virtude do feriado de Corpus Christi.

Em fevereiro, o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF, negou o pedido de liberdade de Lula, que está preso desde abril do ano passado na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. O julgamento suspenso no plenário virtual da 2ª Turma envolve um recurso de Lula contra essa decisão de Fachin.

A Segunda Turma é composta pelos ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Edson Fachin e pelo decano do STF, ministro Celso de Mello.

No caso em questão, Lula recorreu ao Supremo depois de o ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ter negado individualmente um recurso do petista contra sua condenação no caso do triplex do Guarujá.

No entanto, a Quinta Turma do STJ – em decisão colegiada e unânime – confirmou em abril deste ano a condenação do ex-presidente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP), mas reduziu a pena do petista de 12 anos e 1 mês de prisão para 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão.

O pedido de destaque de Gilmar Mendes no plenário virtual do Supremo foi feito antes do julgamento colegiado desse outro recurso de Lula no STJ. Ou seja: existe a possibilidade do recurso de Lula no Supremo ter “perdido o objeto” agora, já que a Quinta Turma do STJ fez ajustes na decisão monocrática de Fischer. Na prática, a decisão monocrática de Fischer, contestada por Lula no Supremo, não existe mais.

Imagens: Jornal de Brasília 

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