Goiás

Operação After termina com nove traficantes presos, em Goiatuba

Entre os presos estão quatro estudantes universitários.
07/06/2019, 17h26

A 6ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) deflagrou nesta sexta-feira (7/6) a Operação After, que prendeu nove pessoas suspeitas de tráfico de drogas, em Goiatuba, a 178 quilômetros da capital. Conforme as informações divulgadas pela polícia, policiais de Morrinhos, Pontalina e Burti Alegre participaram da ação.

Conforme divulgado pela polícia entre os nove detidos na operação, quatro são estudantes universitários, entretanto não foi divulgada a instituição de ensino que eles freqüentam. De acordo com a polícia, as investigações começaram no início do ano e apontaram que jovens de classe média, estavam envolvidos com o tráfico de drogas sintéticas como Ecstasy e LSD, em Goiatuba e outros municípios.

As investigação apontam que as drogas eram vendidas com maior frequência durante eventos promovidos na cidade, entre as principais festas para o consumo e comercialização dos entorpecentes estavam raves, resenhas e afters que dá nome a operação deflagrada hoje.

Investigações começaram no início do ano

A polícia afirmou que em abril deste ano prendeu em flagrante Ítalo Eduardo, e que o preso tinha contatos com outros indivíduos para comercialização das drogas na região, envolvidos na associação criminosa. De acordo com a polícia Ítalo era responsável por comprar a droga em Goiânia e repassá-la para outros traficantes revenderem em Goiatuba, e na região, em cidades como Buriti Alegre.

Com elementos que comprovam o envolvimento dos suspeitos com o tráfico de drogas, a PC pediu a prisão preventiva dos presos junto ao Poder Judiciário, e recebeu o parecer favorável do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), que determinou a prisão preventiva dos investigados, que foram encarcerados no presídio de Goiatuba.

Durante a operação, a polícia prendeu Renato Ferreira Carrijo, de 23 anos. Na casa de Renato os agentes da PC, apreenderam uma caribina calibre 44 com munições de diferentes calibres. Além de ser preso por tráfico de drogas, Renato também vai responder por posse irregular de arma de fogo.

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Brasil

Em 20 anos, vacina deve ter menos doses e proteger mais, diz pesquisador

Isso é um fato que está sendo observado não só no Brasil, mas em outros países, justamente pelo sucesso das vacinas.
07/06/2019, 18h37

Em um futuro próximo, o esquema de imunização com uma série de vacinas poderá ser substituído por uma ou poucas doses de imunizantes. Esta é a avaliação de Luís Carlos Ferreira, responsável pelo Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas da Universidade de São Paulo (USP) e diretor do Instituto de Ciências Biomédicas da USP. Ele afirma que uma nova geração de vacinas está sendo estudada e que, em cerca de 20 anos, será possível proteger as crianças ao longo de suas vidas com menos doses do que são aplicadas hoje.

Às vésperas do Dia Mundial da Imunização, que será celebrado no próximo domingo, 9, Ferreira foi entrevistado pelo jornal O Estado de S. Paulo e abordou ainda a queda na cobertura vacinal no País, fake news e as estratégias que podem ser adotadas para evitar que doenças que podem ser prevenidas por vacinação voltem a circular.

“As vacinas garantem, hoje, a milhões de pessoas a chance de viver. Tomar ou não tomar uma vacina é uma garantia para que crianças, adultos e idosos tenham uma chance de sobrevida maior, evitando doenças que, em outros momentos na história da humanidade, levaram milhões de vidas.” Veja os principais trechos da entrevista.

Há uma queda na cobertura vacinal no Brasil e em outros países do mundo. Por que está ocorrendo esse processo?

Isso é um fato que está sendo observado não só no Brasil, mas em outros países, justamente pelo sucesso das vacinas. O fato de as vacinas terem eliminado ou reduzido drasticamente alguns tipos de doenças, como a varíola, que foi erradicada e, no passado, matou milhões de pessoas. E mesmo o sarampo, catapora, caxumba, rubéola e outras. Essas doenças, com o advento das vacinas, que foram desenvolvidas no século passado e são muito eficazes, praticamente sumiram ou desapareceram do convívio das famílias. Com isso, (houve) a sensação de uma segurança a ponto de (as pessoas) não se preocuparem mais em usar vacinas, visto que as doenças não eram mais detectáveis. Por outro lado, uma campanha de algumas pessoas e grupos alegando que vacinas poderiam ser prejudiciais à saúde humana. Hoje, isso tudo foi desmentido. O fato de as doenças não estarem circulando mais em nosso meio como no passado e toda uma campanha negativa sobre a vacina fizeram com que a adesão diminuísse. Com isso, estamos vendo o reaparecimento de doenças que, até recentemente, estavam controladas. O exemplo mais recente é o sarampo que, infelizmente, retorna ao Brasil e é um motivo de preocupação para a saúde pública.

O Ministério da Saúde divulgou um levantamento informando que houve queda na cobertura vacinal de crianças com menos de 2 anos. O que tem levado os pais a não manter a carteira de vacinação dos filhos atualizada?

A dificuldade de se manter em dia o calendário vacinal, particularmente para crianças, também é uma consequência do sucesso das vacinas. Hoje, temos cerca de 40 vacinas que já estão disponíveis para utilização em diferentes contextos e em diferentes faixas de idade do indivíduo. Uma parcela delas, incluída no Plano Nacional de Imunizações, é voltada para crianças. Só que o número de vacinas tem aumentado a cada ano. Com isso, o número de idas ao posto de saúde (aumenta) e algumas vacinas são aplicadas em até três doses, o que sobrecarrega esse calendário vacinal e faz com que os pais tenham dificuldade de manter a fidelização desse regime vacinal, que precisa ser seguido. Como enfrentar isso? Com um cadastro nacional digitalizado, que os pais recebessem um aviso, poder chegar mais próximo das crianças e oferecer postos de vacinação nas próprias escolas ou nas creches, mas isso tem um custo a ser considerado. Mas eu, como cientista, e muitos grupos no mundo temos buscado, pelo conhecimento científico, solucionar esse problema. Gerando um conhecimento que nos permita chegar a uma nova vacina, no futuro, que tenha características bem diferentes das atuais. Essa nova vacina tem como intuito reduzir dramaticamente o número de vacinas e de doses que as pessoas precisariam tomar para ficarem protegidas não só contra uma, mas contra várias doenças infecciosas e talvez até doenças degenerativas que afetam crianças, adultos e idosos. Ela não está disponível, está sendo pesquisada em modelos experimentais, mas estimo que, dentro de 20 anos, no máximo, nós teremos soluções científicas e tecnológicas para que todo e qualquer indivíduo possa ser imunizado precocemente e fique protegido pelo resto da vida.

As campanhas estão terminando sem que as metas sejam alcançadas, como ocorreu com a vacina da gripe. O senhor citou as escolas e, na cidade de São Paulo, houve a vacinação fora dos postos de saúde: em estações de metrô e parques. Essa seria uma solução?

Os custos são altos e há uma complexidade. Não é só administrar a vacina. São muitas vacinas e precisa ter o registro, que é individual. Hoje, é tarefa de cada indivíduo ter um controle dessas doses e vacinas que ele toma e raramente a pessoa anda com a carteirinha de imunização no bolso. A dificuldade na logística é séria. Talvez uma ideia, para certos tipos de vacina, como a da meningite, seria que campanhas pudessem ir em escolas e creches. No entanto, a solução definitiva para essa dificuldade deve vir pelo conhecimento científico e a solução tecnológica mais adequada são vacinas administradas em um determinado momento da vida do indivíduo e que confiram uma proteção imunológica de longa duração, de tal maneira que ele não precise tomar muitas vacinas ao longo de sua vida.

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Goiás

Carga de cocaína avaliada em R$ 18 milhões é apreendida, em Goiás

Suspeitos tentaram esconder a carga de entorpecentes no meio da mata na região.
07/06/2019, 19h21

Uma ação conjunta na tarde desta sexta-feira (7/6) entre o Comando de Operações de Divisas (COD) e a Polícia Federal (PF) do Mato Grosso terminou com a apreensão de 400 quilos de cocaína pura pronta para o consumo e avaliada em R$ 18 milhões apreendida e três pessoas presas, em Doverlândia.

O Dia Online entrou em contato com Capitão Castanheira do COD que deu mais detalhes sobre a operação. “Produtores rurais de Rondonópolis perceberam que pelas estradas da região estava havendo uma movimentação estranha, e chamaram a polícia para averiguar”, conta o Capitão.

Segundo o comandante da operação, após receber as denúncias a PF e o COD trocaram informações e montaram postos de monitoramento nas estradas na divisa entre os dois estados. “Nós montamos as estações de monitoramento, em determinado momento um dos suspeitos percebeu que havia polícia na pista e avisou os comparsas”, explica o Capitão.

Motorista escondeu carga de cocaína no meio da mata para fugir do bloqueio policial

Capitão Castanheiras afirmou que depois de notar que tinha polícia na pista e avisar os companheiros, o motorista que fazia o transporte da carga, parou o veículo e escondeu a carga no meio de uma mata. Veja o vídeo: 

“No momento da abordagem nos encontramos o veículo sem a carga, mas durante a entrevista policial ele disse onde dia escondido o entorpecente e nos levou até o local”, narra o Capitão. Conforme o comandante da operação, os entorpecentes tem um alto valor de pureza e geralmente é usado para importação.

“A quantidade apreendida poderia render de 3 a 4 vezes mais do montante apreendido nesta tarde, pois geralmente eles misturam ela para ser vendida aqui”, explica o comandante.

Os dois veículos usados pelos batedores e pelo motorista que fazia o transporte do entorpecente foram apreendidos juntamente com a carga. Os três suspeitos foram presos em flagrante por tráfico de drogas, associação para o tráfico e uso de rádio comunicador ilegal.

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Esportes

Lesionada, zagueira Érika é cortada da seleção e Daiane é convocada para Mundial

Érika se tornou nesta sexta-feira a terceira jogadora da seleção cortada por motivo de lesão entre as convocadas para a competição em solo francês.
07/06/2019, 19h36

A CBF anunciou no final da tarde desta sexta-feira que a zagueira Érika foi cortada da seleção brasileira de futebol que disputará o Mundial Feminino a partir deste domingo, quando o time comandado pelo técnico Vadão estreará contra a Jamaica, às 10h30 (de Brasília), em Grenoble, na França.

A entidade informou que a atleta reclamou de dores na perna esquerda depois do fim do treino da última quinta-feira, quando ela voltou a trabalhar com bola depois de 16 dias realizando tratamento. A parte da atividade da qual a atleta participou durou apenas 15 minutos, mas o curto período de tempo já foi suficiente para lesioná-la.

“Érika foi examinada clinicamente e, após exames complementares realizados nesta sexta-feira, foi diagnosticado uma lesão do músculo sóleo, sem tempo hábil de recuperação”, informou a CBF, por meio de nota oficial, na qual em seguida destacou: “A comissão técnica da seleção brasileira feminina lamenta a lesão de Érika e sua desconvocação. Reconhece o seu empenho e esforço para defender a camisa do Brasil”.

Por fim, a entidade confirmou que o técnico Vadão convocou a zagueira Daiane, do Paris Saint-Germain, como substituta para a disputa do Mundial. Ela vai se apresentar a Vadão neste sábado à tarde (no horário de Grenoble, já noite no Brasil).

Érika se tornou nesta sexta-feira a terceira jogadora da seleção cortada por motivo de lesão entre as convocadas para a competição em solo francês. Antes de embarcar para Portugal, onde o time realizou o período final de preparação para o torneio, ela já havia sofrido uma entorse no seu tornozelo direito durante um treino no Corinthians, o seu atual clube. E na última quinta-feira a jogadora acusou dores na panturrilha, que acabaram a deixando fora do treinamento que o Brasil fez nesta sexta em Grenoble.

Antes do corte de Érika, Vadão precisou desconvocar a atacante Adriana, outra atleta do Corinthians, que rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho em um numa partida contra o Santos, pelo Campeonato Paulista, dois dias antes de a seleção viajar para Portugal. Por causa do problema, ela acabou sendo substituída pela meia Luana, do clube KSPO, da Coreia do Sul. Depois de Adriana, o comandante perdeu no início desta semana a lateral-direita Fabiana, do Internacional, com uma lesão muscular na coxa direita. Para o seu lugar, o treinador chamou Poliana, do São José.

A seleção brasileira fez nesta sexta-feira o seu segundo treino em Grenoble, depois de ter desembarcado na França na quarta. O Brasil integra o Grupo C do Mundial. Após abrir campanha contra as jamaicanas, terá pela frente a Austrália, no dia 13, em Montpellier, e depois fechará a sua campanha na primeira fase diante da Itália, no dia 18, em Valenciennes.

A atacante Marta, por sua vez, seguiu o seu processo de transição para o campo após se recuperar de lesão na coxa esquerda, que ela ficou tratando por 11 dias. Eleita a melhor jogadora do mundo pela Fifa por seis vezes, a estrela brasileira se machucou no último dia 24 de maio e ainda é considerada dúvida para a estreia de domingo. Nesta sexta-feira, ela realizou trabalhos de condicionamento físico com o preparador Fábio Guerreiro.

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Goiás

Dengue matou 21 pessoas em Goiás este ano

Os dados foram divulgados pela Secretária de Saúde que investiga outras 51 mortes que podem ter sido causadas pela doença.
07/06/2019, 20h27

De janeiro a junho deste ano houveram 21 mortes por dengue em Goiás este ano. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Conforme publicação do G1, o Laboratório Estadual de Saúde Pública (Lacen) pode demorar até um ano e meio para emitir os laudos que comprovem que a doença foi a causa da morte. Nos casos mais complexos, o exame é enviado para o Pará e avaliado por uma comissão médica.

Conforme o último boletim da SES, outras 51 mortes com suspeita da doença são investigadas em todo estado. O relatório divulgado pela secretaria aponta que 149 cidades tem potencial de alto e médio risco para a doença.

Atualmente são quatro tipos de vírus da dengue O DEN-1; DEN-2; DEN-3 e o DEN-4. Os quatro tem sintomas parecidos, porém a diferença é que cada vez que a pessoa é infectada, é por um tipo diferente do vírus e não pode mais ser afetada por aquele tipo.

Mosquito transmissor da dengue pode ser vetor para chikungunya e zica vírus

Entre os principais sintomas da doença estão dor intensa na barriga, desmaio, náusea que não permite que o infectado se hidrate pela boca, falta de ar, tosse seca, fezes pretas e sangramento. Vale ressaltar que o mosquito Aedes aegypti além de transmitir os vírus da dengue, pode ser também o vetor para chikungunya e do zica vírus.

Os casos mais complexo da doença são submetidos a exames no Lacen. O laboratório e o pesquisador não tem contato com as amostras de sangue, pois o procedimento é feito por robôs que mapeam o vírus geneticamente e assim podem identificar a doença.

Segundo o Lacen existe um monitoramento de cada tipo de vírus em circulação no momento. A técnica utilizada por eles de isolamento viral, só é possível se a mostra de sangue do paciente tiver sido coletada com até cinco dias do início dos sintomas.

Via: G1 

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