Goiás

Dengue matou 21 pessoas em Goiás este ano

Os dados foram divulgados pela Secretária de Saúde que investiga outras 51 mortes que podem ter sido causadas pela doença.
07/06/2019, 20h27

De janeiro a junho deste ano houveram 21 mortes por dengue em Goiás este ano. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Conforme publicação do G1, o Laboratório Estadual de Saúde Pública (Lacen) pode demorar até um ano e meio para emitir os laudos que comprovem que a doença foi a causa da morte. Nos casos mais complexos, o exame é enviado para o Pará e avaliado por uma comissão médica.

Conforme o último boletim da SES, outras 51 mortes com suspeita da doença são investigadas em todo estado. O relatório divulgado pela secretaria aponta que 149 cidades tem potencial de alto e médio risco para a doença.

Atualmente são quatro tipos de vírus da dengue O DEN-1; DEN-2; DEN-3 e o DEN-4. Os quatro tem sintomas parecidos, porém a diferença é que cada vez que a pessoa é infectada, é por um tipo diferente do vírus e não pode mais ser afetada por aquele tipo.

Mosquito transmissor da dengue pode ser vetor para chikungunya e zica vírus

Entre os principais sintomas da doença estão dor intensa na barriga, desmaio, náusea que não permite que o infectado se hidrate pela boca, falta de ar, tosse seca, fezes pretas e sangramento. Vale ressaltar que o mosquito Aedes aegypti além de transmitir os vírus da dengue, pode ser também o vetor para chikungunya e do zica vírus.

Os casos mais complexo da doença são submetidos a exames no Lacen. O laboratório e o pesquisador não tem contato com as amostras de sangue, pois o procedimento é feito por robôs que mapeam o vírus geneticamente e assim podem identificar a doença.

Segundo o Lacen existe um monitoramento de cada tipo de vírus em circulação no momento. A técnica utilizada por eles de isolamento viral, só é possível se a mostra de sangue do paciente tiver sido coletada com até cinco dias do início dos sintomas.

Via: G1 

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Brasil

Procuradoria de Alagoas age para evitar venda da Braskem sem a unidade do Estado

O Estado pede que a cautelar seja encaminhada por conexão para 2ª Vara Cível da Comarca de Maceió, onde já a tramita a primeira ação de indenização.
07/06/2019, 20h45

A Procuradoria-Geral do Estado de Alagoas entrou nesta sexta-feira, 7, com uma ação de tutela cautelar contra a Braskem na tentativa de evitar judicialmente que a empresa seja vendida sem a unidade de Alagoas. Na quinta-feira, 6, a companhia informou que não tinha conhecimento de eventual negociação de advogados da Odebrecht para articular uma separação da operação alagoana do restante da Braskem, com o intuito de retomar as negociações para venda de fatia da empreiteira na empresa para a LyondellBasell, conforme noticiado pelo jornal O Globo.

“A indústria cloroquímica foi apontada como a responsável pelas rachaduras nas ruas e imóveis no bairro do Pinheiro e que posteriormente apareceram nos bairros vizinhos do Mutange e do Bebedouro”, diz comunicado da Procuradoria. “O serviço geológico do Brasil concluiu em estudos que a extração de sal-gema (tipo de cloreto de sódio utilizado na extração de soda cáustica e PVC) feita pela Braskem é a causadora das fissuras e até de um tremor de terra em Maceió.” O valor da causa é de R$ 30 bilhões.

Segundo o site da PGE, a Procuradoria quer assegurar o ressarcimento integral dos supostos danos ambientais, patrimoniais, sociais e morais causados pela empresa ao meio ambiente, aos moradores e ao Estado na região dos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro, em Maceió. “Desta forma, o Estado de Alagoas busca garantir preventivamente que se evite a venda da Braskem sem a unidade de Alagoas ou, subsidiariamente, sendo que desta forma o valor de eventual negociação por completo ou sem unidade Alagoas seja bloqueado pelo Poder Judiciário.”

O Estado pede que a cautelar seja encaminhada por conexão para 2ª Vara Cível da Comarca de Maceió, onde já a tramita a primeira ação de indenização.

“A Braskem não pode ser vendida segmentada: vender uma parte e deixar a parte de Alagoas para honrar a eventual reposição dos danos ambientais e a indenização para as famílias. Por isso, decidimos ingressar com a ação para que a empresa não seja vendida antes de resolver esses passivos ambientais e a indenização das famílias que residem do Pinheiro, Mutange e Bebedouro”, afirma, na nota, o governador Renan Filho.

Na cautelar, o Estado argumenta que a suposta proposta de venda de todos os ativos nacionais e internacionais da Braskem com exceção da unidade de Alagoas seria uma evidência muito forte de que a empresa buscar rapidamente repassar seu patrimônio, “com fim nítido de esvaziamento da capacidade financeira da indústria para honrar com suas responsabilidades ambientais”.

A ação foi ajuizada pelo procurador-geral do Estado, Francisco Malaquias, e os procuradores Ivan Luiz, Danilo França e Helder Braga.

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Goiás

Idosa cega cai em fosso e é resgatada por bombeiros, em Goiânia

A queda da mulher foi de uma altura de aproximadamente 2,5 metros.

Por Ton Paulo
08/06/2019, 09h37

Uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás atuou em uma ocorrência na noite da última sexta-feira (7/6) que, não fosse pela ação rápida da corporação, poderia ter terminado em tragédia. Uma idosa cega caiu em um fosso de manutenção de um centro esportivo de Goiânia, e precisou ser resgatada pelos bombeiros. A queda da mulher foi de uma altura de aproximadamente 2,5 metros.

De acordo com informações dos bombeiros, tudo aconteceu na noite de ontem em um centro esportivo no setor Jardim Brasil, em Goiânia. A corporação foi acionada para socorre a uma idosa, que possui deficiência visual, que caiu dentro de um fosse manutenção da piscina do local.

Os bombeiros contam que a queda foi de cerca de 2,5 metros. A atuação do Corpo de Bombeiros, que contou com o apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foi decisiva na imobilização e amarração da vítima à prancha especial usada nessas ocorrências, preparando a mulher para a retirada do fosso, evitando assim o agravamento das lesões e das dores.

A idosa, que não teve a identidade divulgada, foi retirada do buraco com suspeita de fratura em membro inferior e queixando-se de fortes dores na coluna lombar. A vítima foi transportada para a clínica Santa Isabel.

Além de caso de idosa cega, homem de idade foi resgatado de carro alagado, em Goiânia

Em abril deste ano, policiais da Rotam resgataram um idoso que estava preso dentro de um carro em uma rua alagada na Vila Aurora, em Goiânia, numa segunda-feira (22/4). Na ocasião, três militares arrastaram o veículo até um ponto mais alto, onde conseguiram retirá-lo do veículo em segurança. A chuva causou diversos estragos na capital nesse dia.

Conforme um veículo local na época, a água estava encobrindo as rodas do veículo e tinha atingido o motor, e o carro parou de funcionar no meio do alagamento e o idoso não conseguiu sair. Policiais que passavam pelo local puxaram o carro e abriram a porta, e o motorista se apoiou em um dos militares para sair andando até um ponto que não estava alagado.

A chuva que caiu no dia 22 de abril provocou a queda de árvore em pelo menos 12 bairros. Choveu 35 milímetros e foram registrados ventos que chegaram a 70 km/h.

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Brasil

'Eu não sei o valor de uma cadeirinha. Sei de caixão', diz aliada de Bolsonaro

"Quanto custa uma? Eu não sei o valor de uma cadeirinha. Sei quanto custa um caixão, eu paguei o caixão do meu filho. Eu sei quanto custa choro, flores.".
08/06/2019, 10h08

Aliada do presidente Jair Bolsonaro, a deputada federal Christiane Yared (PL-PR) fez um dos discursos mais duros até agora na Câmara contra o projeto do governo que afrouxa punições no trânsito. “Quanto custa uma? Eu não sei o valor de uma cadeirinha. Sei quanto custa um caixão, eu paguei o caixão do meu filho. Eu sei quanto custa choro, flores.” Seu filho, Gilmar Souza Yared, foi morto em 2009, após o carro do ex-deputado estadual José Carli Filho, que se apresentou à Justiça no último dia 28, atingir o veículo. Agora no Congresso, a deputada federal pelo Paraná diz “lutar por vidas”. “Até pedi a líderes (dos partidos) que sugerissem o meu nome (para a relatoria da proposta na Casa).”

O que mudou com a morte?

Mudou tudo. Eu era uma empresária conhecida no Paraná. Trabalhei 30 anos nessa empresa e, graças a Deus, era bem-sucedida e em uma madrugada fui acordada por dois agentes federais que traziam a informação da morte do meu filho. No IML, não deixaram meu esposo reconhecer o corpo. Falaram que nunca tinham visto nada igual e ele não dormiria mais na vida. Depois, recebi no cemitério um caixão lacrado. Normalmente (depois disso), a gente não quer fazer mais nada da vida, as famílias se desmancham. No dia que o enterrei, disse a ele que não ia enterrá-lo, ia plantá-lo. Criei uma ONG. Já dei quase 3 mil palestras na ânsia de tentar diminuir essas mortes no trânsito.

Como a senhora avalia o projeto do presidente Jair Bolsonaro?

O que sugerimos ao presidente é saídas. Vi que houve pressa na apresentação desse projeto e ele não vai passar do jeito que está no Congresso porque nós ali estamos na defesa desse trânsito mais seguro. Para alguns pontos já temos até projetos apresentados, como os 40 pontos na carteira para motoristas profissionais.

E nos demais pontos?

A preocupação é realmente com segurança. Com relação ao farol aceso de dia, é importantíssimo. A gente viu aí uma redução de 15% das mortes nas estradas, nas rodovias no País. E quanto à cadeirinha, o valor é completamente irrisório, se for comparar a um terreno no cemitério, a um caixão, ao tempo de choro e flores. Então trouxemos essa realidade para o plenário. E também vimos com preocupação a questão dos dez anos para renovar a habilitação. Veja o meu caso: o jovem que matou o meu filho, aos 18 anos teve a habilitação concedida. Quando fez a renovação estava com 23; quando fez 26, era um drogado, tinha problema sério com alcoolismo e histórico de pontos assustador na carteira. E continuava dirigindo. Matou duas pessoas. Vejo com preocupação, não a renovação da carteira, mas a renovação dos exames médicos. É um país que não tem responsabilidade… “Ah não, cada pai é responsável pelo seu filho”, dizem. A gente vê por aí todos os dias, basta parar na frente de uma escola para ver como os pais são responsáveis: as crianças chegam todas soltas, às vezes 3, 4 no carro, naquela folia. E se houver um acidente, uma colisão na traseira do carro, essas crianças serão ejetadas para fora. Depois não adianta chorar. Se morreu, tem de enterrar. E se ficar sequelas, o País inteiro paga a conta. A cada dez leitos no Brasil, sete são ocupados com acidentados de trânsito.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Caminhoneiro comunicava falsos roubos para entregar carga a quadrilha, em Goiás

O caminhoneiro, que foi preso no município de Itumbiara, teria, só nos últimos seis meses, comunicado quatro falsos roubos.

Por Ton Paulo
08/06/2019, 11h20

Uma parceria entre a Polícia Civil de Goiás, através da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (Decar), e Polícia Rodoviária Federal (PRF) levou na última sexta-feira (7/6) à prisão de um motorista profissional de Goiás que facilitava a entrega das cargas que transportava para bandidos. O caminhoneiro, que foi preso no município de Itumbiara, teria, só nos últimos seis meses, comunicado quatro falsos roubos que na verdade eram parte do esquema.

O motorista de 47 anos, de nome não divulgado, foi investigado e preso em ação integrada pelas polícias por entregar cargas que ele conduzia, para uma organização criminosa de roubo de cargas que age nas regiões sul e sudoeste do estado e falsamente comunicar o crime em delegacias se polícia.

Só nos últimos seis meses, a Polícia Civil e e a Polícia Rodoviária Federal estimam que o grupo criminoso tenha participado de quatro ações ilícitas, roubando cargas de soja, bebidas e bobinas de aço, causando um prejuízo de cerca de um milhão de reais. O motorista, que fazia parte do esquema, entrega a carga levada para os outros criminosos e, então, ia à delegacia comunicar que havia sido roubado.

Com a prisão do motorista, as polícias devem recolher à prisão mais cinco membros da organização.

Caminhoneiro que comunicava falsos roubos pode ser parte de grande quadrilha

Conforme o Inspetor Newton Morais, da PRF, o motorista que foi preso é apenas um dos vários integrantes da organização criminosa. O inspetor conta que, agora, as polícias vão investigar quem são os suspeitos de receptação da carga.

Ainda conforme o inspetor, a polícia desconfiou do motorista devido às repetidas comunicações de roubo – quatro em apenas seis meses. Ele conta que o homem é a “chave do gancho” que vai levar aos outros integrantes da quadrilha.

A reportagem do Dia Online acompanha as investigações, e esta matéria deve ser atualizada em breve.

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