Brasil

Mulher manda matar namorado PM após saber que ele tinha caso com filha dela

Corpo foi encontrado no banco da frente de um carro em chamas na madrugada desta terça-feira, 4, junto ao colete balístico, arma, carregador e algemas do policial.
05/06/2019, 11h00

A Polícia Civil anunciou como crime passional a morte do cabo da Polícia Militar Elias Matias Ribeiro, de 49 anos, que teve o corpo carbonizado em um canavial em Araraquara, município do interior de São Paulo. O corpo foi encontrado no banco da frente de um carro em chamas na madrugada desta terça-feira, 4, junto ao colete balístico, arma, carregador e algemas do policial.

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) informou que Ribeiro foi morto a mando da namorada dele, Jaciane Maria, de 40 anos. Ela decidiu matar o namorado após descobrir que ele tinha um caso com sua filha mais nova, de 20 anos.

Segundo a investigação, Jaciane namorava o PM havia cinco meses. No fim de semana, ela teve acesso a um vídeo íntimo do namorado e a filha mais nova. Revoltada com o caso, decidiu matá-lo.

Para o crime, ela contou com a ajuda da outra filha, Larissa Marques, de 22 anos, e de um tio, um pedreiro de 54 anos, que está foragido. Na noite de segunda-feira, dia 3, a mulher atraiu o policial para sua casa e, enquanto ele dormia, o tio o matou com golpes de marreta. A arma usada no crime foi encontrada na casa dele. A mulher e a filha foram presas na tarde de terça-feira e confessaram o crime.

De acordo com a polícia, a filha ajudou a mãe e o tio a colocarem o corpo da vítima no carro do policial, junto com o colchão ensanguentado. O veículo foi levado a um canavial, próximo à divisa com Américo Brasiliense, e incendiado com o corpo dentro.

Os três suspeitos deixaram o local no carro da filha. Marcas de pneus compatíveis com os do carro dela foram detectadas no local. Para confirmar a identidade da vítima, foi necessário exame de arcada dentária.

As duas mulheres tiveram as prisões temporárias decretadas. Elas foram indiciadas por homicídio qualificado, por motivo fútil, recurso que impediu a defesa da vítima, e destruição do corpo. As acusadas não tinham apresentado advogado até a manhã desta Quarta-feira (5). O tio delas está sendo procurado pela polícia.

O cabo Matias era policial desde 1990 e trabalhava no 13º Batalhão da PM em Araraquara. Ele era motorista do comandante da unidade e estava a um mês de se aposentar. Durante quase 20 anos, o PM integrou o Corpo de Bombeiros de São Carlos e, em 2010, foi escolhido o “Bombeiro do Ano”.

O comando do 13º BPM/I de Araraquara divulgou nota manifestando pesar pela morte do policial, “que deixa filhos, familiares e muitas saudades aos amigos e companheiros de trabalho”.

Imagens: G1 

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Goiás

Bolsonaro participa, em Goiás, de ação de preservação do Rio Araguaia

Lançamento do projeto "Juntos pelo Araguaia" ocorre nesta quarta-feira (5/6), em Aragarças.
05/06/2019, 11h47

Ocorre nesta quarta-feira (5/6), em Aragarças, interior de Goiás, o lançamento do projeto “Juntos pelo Araguaia”. O evento conta com as presenças do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), e do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). Os governadores de Mato Grosso e do Tocantins, Mauro Mendes e Mauro Carlesse, secretários, prefeitos, deputados e ministros também participam da solenidade.

Após visita técnica ocorrida no local do evento, nesta terça-feira (4/6), Caiado ressaltou que além de preservar o patrimônio natural, o “Juntos Pelo Araguaia” realizará ações que abrangem cidades goianas e matogrossenses. O objetivo é promover o desenvolvimento sustentável, dando atenção às carências de cada região.

O governador defendeu ainda que a preservação do Rio Araguaia é uma das maiores metas de seu governo. “Tenho o compromisso, desde que estou na vida pública, de um dia poder recuperar a maior beleza que o Estado de Goiás tem”, declarou.

Projeto de preservação do Rio Araguaia

A ação “Juntos Pelo Araguaia”, lançada no dia em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, atuará na recomposição florestal, conservação de solo e água, além de ações paralelas nos municípios goianos. O projeto conceitual foi desenvolvido pelo Instituto Espinhaço, por meio de acordo de cooperação técnica com a Secretaria de Meio Ambiente do Governo de Goiás (Semad).

“Esse projeto envolve duas ações muito concretas, que é a contenção de sedimentos das voçorocas e o replantio de florestas nativas, de árvores nativas nas nascentes e nas margens dos rios. Então, vamos cooperar com contenção de solo e com reflorestamento para permitir que o nosso rio possa recuperar a sua saúde”, defende a titular da Semad, Andréa Vulcanis.

A programação do projeto começou na última segunda-feira (3/6) e segue até o dia 7 de junho. Durante o período, serão realizadas mostras fotográfica e de cinema ambiental, além de ciclo de palestras com vários temas, entre eles: A evolução da legislação ambiental no mundo e no Brasil; O uso racional dos recursos hídricos; Plano de segurança de barragens em Goiás; e Desafios do licenciamento ambiental.

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Goiás

Inquérito será aberto para apurar morte de estudante abusada em UTI de Goiânia

A investigação busca descobrir se a morte de Susy pode ter sido, na verdade, homicídio - culposo ou doloso.

Por Ton Paulo
05/06/2019, 11h48

Um inquérito será aberto pela Polícia Civil nesta quarta-feira (5/6) para apurar as circunstâncias da morte de Susy Nogueira, a estudante de 21 anos que foi abusada em UTI de um hospital de Goiânia. A investigação busca descobrir se a morte de Susy pode ter sido, na verdade, homicídio – culposo ou doloso.

De acordo com a assessoria da Polícia Civil, a investigação ficará a cargo do delegado Washington da Conceição, do 9º DP. Segundo informações, o delegado vai receber hoje todos os documentos necessários para a instauração do inquérito policial.

A polícia também confirmou já ter recebido o laudo médico da paciente, que foi enviado pelo Hospital Goiânia Leste, onde ela veio a óbito.

Relembre o caso da estudante abusada em UTI de Goiânia

Antes lotadas de comentários elogiosos e interações divertidas de amigos, as redes sociais da jovem Susy Nogueira agora se enchem de mensagens de tristeza e luto. A estudante universitária goianiense veio a óbito no domingo, 26/5, após sofrer uma parada cardíaca na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Goiânia Leste, onde estava internada desde o dia 16/5.

Entretanto, a imensa dor causada aos amigos e familiares de Susy pela morte da moça foi acrescida de indignação e sede de justiça, uma vez que veio à tona que Susy foi vítima de estupro dentro do hospital por, como apontaram as investigações, um técnico de enfermagem que justamente deveria auxiliar na sua recuperação.

Identificado somente pelas iniciais I.C.B., o técnico de enfermagem de 41 anos acusado de estuprar Susy enquanto ela estava internada na UTI do hospital se apresentou no início da tarde de uma quarta-feira (28/5) à Delegacia de Polícia Civil, onde ficou preso. Um mandado de prisão havia sido aberto contra ele no dia anterior.

Conforme a Deam na ocasião, a morte da jovem, a princípio, não teria relação com o abuso sofrido.

Procurada pela reportagem do Dia Online na época, a direção da UTI do Hospital Goiânia Leste se manifestou através de nota e fez esclarecimentos quanto ao ocorrido. Na nota, a direção da UTI conta que tomou medidas com o objetivo de proteger a paciente e investigar o caso assim que teve conhecimento.

Além disso, segundo a nota, o técnico acusado foi afastado de sua função e, posteriormente, denunciado e demitido por justa causa.

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Saúde

Brasil é o país mais ansioso do mundo, segundo a OMS

Mais de 18 milhões de brasileiros (9,3% da população) convivem com o transtorno.
05/06/2019, 11h56

O Brasil sofre uma epidemia de ansiedade. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o País tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo: 18,6 milhões de brasileiros (9,3% da população) convivem com o transtorno. O tabu em relação ao uso de medicamentos, entretanto, ainda permanece.

Daniel Martins de Barros, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, confirma. “As duas frases que eu mais ouço na clínica são ‘eu não queria tomar remédio’, na primeira consulta, e ‘eu não queria parar de tomar os remédios’, na consulta seguinte. A gente tem muita resistência porque existem muitos mitos: ficar viciado, bobo, impotente, engordar”.

Barros explica que todo remédio pode ter efeitos colaterais e eles serão receitados quando existir uma relação de custo-benefício a favor do paciente. “Tudo é assim na medicina e na vida”, diz.

Neury Botega, psiquiatra da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), afirma que há 30 anos os médicos dispunham de recursos inadequados para tratar a ansiedade. “Ou usávamos drogas bem pesadas, como barbitúricos, ou as que existem até hoje, como as faixas pretas, os benzodiazepínicos. Por isso, nós vimos várias tias, avós, viciadas em remédios e essa é uma das imagens gravadas quando pensamos em tratamentos psiquiátricos”.

A partir de 1990, a fluoxetina, mais conhecida comercialmente como Prozac, torna-se popular. Para Botega, isso muda totalmente o paradigma do tratamento da ansiedade. “Hoje, para tratá-la, na maioria das vezes usamos medicamentos que aumentam a atividade de um neurotransmissor chamado serotonina. É o nosso Bombril: mil e uma utilidades”.

Em relação ao tempo de duração do tratamento, não há protocolos claros para a ansiedade, como existem para a depressão. “Ele pode durar um tempo ou ser necessário pela vida inteira. Ansiedade é como pressão alta: quando descontrola, às vezes é para sempre. Você pode controlar com atividade física, meditação, terapia, mas ela vai estar sempre ali te ameaçando”, diz Martins de Barros.

De acordo com ele, os casos variam bastante: há desde indivíduos que terão alta e nunca mais precisarão de remédios até outros que dependerão de medicamentos para o resto da vida.

‘Medicalização’

Leandro Karnal, historiador e colunista do jornal O Estado de S. Paulo, aponta outro lado da questão e vê uma “medicalização” do comportamento humano. “Se o aluno não consegue acompanhar as aulas, dão remédio para ele. Nem todo mundo que não presta atenção tem déficit de atenção. A aula pode ser chata mesmo”, argumenta.

Rosely Sayão, psicóloga e consultora em educação, chama a atenção para o que ela intitula de “epidemia de diagnósticos”, que envolve leigos e profissionais de saúde. Para ela, cada um de nós hoje usa a lógica médica para olhar para o outro e dizer: “Essa pessoa é chata; essa pessoa tem TOC; fulano surtou”. “Nós vivemos à base de diagnósticos e, quando fazemos isso, apagamos a pessoa que está por trás dele”.

Imagens: Vittude 

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Brasil

40% das crianças que morrem no trânsito no Brasil estão dentro de veículo

Atropelamentos vêm na segunda colocação.
05/06/2019, 14h14

Das crianças que morrem atualmente no trânsito brasileiro, 40% estavam na condição de ocupantes de veículos, sendo esta, hoje, a principal forma de óbito desse público no País. Atropelamentos vêm na segunda colocação.

Números mais recentes do Datasus, plataforma de dados do Ministério da Saúde, mostram que do total de óbitos por acidentes de trânsito no Brasil envolvendo crianças menores de um ano a 9 anos de idade, 279 morreram por estarem dentro de veículos. Naquele ano, foram registrados 221 atropelamentos desse público.

Um projeto de lei que altera pontos no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), entregue pelo presidente Jair Bolsonaro à Câmara nesta terça-feira, 4, prevê que motoristas flagrados sem a cadeirinha para crianças nos bancos traseiros deixem de ser multados. Eles passarão a receber somente advertência.

Gerente executiva da ONG Criança Segura, Gabriela Guida lembra que todo ano morrem aproximadamente 500 crianças em colisões de trânsito. “Fora as que são internadas, com as quais o SUS está gastando”, diz. “O governo gasta muito dinheiro por ano para atender essas crianças que se acidentaram no trânsito, fora as que morrem.”

Para Gabriela, o uso da cadeirinha no banco traseiro é “a única forma segura” para transportar crianças no veículo. “Os assentos de um carro foram pensados para um adulto. É por isso que uma cadeirinha, adaptada ao corpo e à massa da criança, é a única forma segura para realizar o transporte”, explica.

Na contramão

Na avaliação da gerente executiva da Criança Segura, o fim da aplicação de multa para quem for flagrado sem a cadeirinha no banco traseiro é “muito ruim” e “vai na contramaão das recomendações internacionais”.

A ONG é integrante de uma rede internacional chamada Safe Kids, que discute medidas no mundo inteiro para prevenção e redução de mortalidade infantil no trânsito. “Tudo que vemos lá fora é o contrário. Outros países estão trabalhando muito para colocar a cadeirinha na lei”, diz Gabriela.

Pedro de Paula, coordenador executivo da Iniciativa Bloomberg, reforça que as mudanças envolvendo a cadeirinha infantil vai na contramão de modelos internacionais.

“A medida contraria as melhores práticas internacionais e tudo que se tem estudado e observado no campo de regulação prática e segurança viária nos últimos anos”, afirma Paula.

‘Tragédia’

Segundo o coordenador da Iniciativa Bloomberg, no mundo inteiro a principal causa de mortes de crianças de 5 a 14 anos são os acidentes de trânsito. “Se estamos retirando uma infração que é comprovada pela OMS e por atores internacionais, como medida levada a sério no mundo para redução da mortalidade de crianças, (o governo) está contribuindo ainda mais para uma tragédia humana de promover mais mortalidade de jovens e crianças no Brasil”, afirma.

Gabriela defende ainda que somente campanhas educativas – sem a cobrança da penalidade – serão insuficientes para evitar os acidentes e óbitos no trânsito envolvendo crianças.

“Qualquer mudança de comportamento no trânsito para pegar tem, sim, que ter campanha de conscientização. Porém, tem de vir combinada com lei, autuação e fiscalização, senão o hábito não pega”, afirma. “Nós sentimos muito essa mudança. Porque quem trabalha com trânsito sabe que a educação por si só não dá conta da mudança de comportamento.”

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