Goiás

Homem que invadiu fórum de São Miguel do Araguaia de moto é reincidente

O homem é conhecido na cidade por ter problemas mentais, mas era resistente ao tratamento médico.

Por Ton Paulo
05/06/2019, 15h37

O homem que invadiu o fórum do município goiano de São Miguel do Araguaia, a quase 500 quilômetros de Goiânia, é conhecido na cidade por ter problemas mentais e já havia invadido o local outras duas vezes. O caso aconteceu na última segunda-feira (3/6).

Conforme informações da Polícia Civil, Alberone Martins do Vale, de 44 anos, chegou ao fórum de São Miguel do Araguaia por volta das 14h30 numa moto carregada com pedaços de cerca. Ignorando a segurança, ele invadiu o local e rumou para o gabinete do juiz.

A polícia informou que ele estava em posse de um facão, e tinha como objetivo matar o magistrado que havia determinado sua internação devido aos problemas psiquiátricos. Ainda de acordo com a polícia, ele já havia tido outros surtos, onde também invadiu o fórum, a pé, mas essa teria sido a primeira vez em que ele foi tão agressivo.

O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) informou a um veículo local que Alberone foi condenado pelo crime de furto ainda em janeiro deste ano. Conforme a decisão, ele fez um exame de insanidade mental que comprovou que ele tem transtorno afetivo bipolar. O juiz, então, determinou que os 5 meses em regime aberto que ele deveria cumprir como pena fossem convertidos em medida de segurança de tratamento ambulatorial por tempo indeterminado com prazo mínimo de um ano.

Alberone se encontra detido na Unidade Prisional de São Miguel do Araguaia, e aguarda transferência para uma unidade psiquiátrica.

Invasor do fórum de São Miguel do Araguaia tinha resistência ao tratamento médico

Ao Dia Online, uma representante do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) informou que Alberone fazia o devido tratamento para seu transtorno, mas que o mesmo não tinha o efeito esperado uma vez que o homem se recusava a cumprir as determinações médicas, como o uso da medicação adequada.

A responsável também informou que antes de rumar para o fórum, Alberone estava no Caps, em consulta médica, e que o especialista que o atendia havia lhe receitado a devida medicação.

Via: G1 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Brasil

Vale diz que análises mostram que rio Paraopeba pode ser recuperado

A mineradora afirma ainda que os rejeitos lançados pelo rompimento não vão atingir o rio São Francisco, o que era um grande temor de ambientalistas.
05/06/2019, 15h49

A Vale informou nesta quarta-feira, 5, que passados quatro meses do rompimento da sua barragem da mina de Córrego do Feijão, em Brumadinho, Minas Gerais, já é possível afirmar que o rio Paraopeba, atingido pela tragédia ocorrida, que matou quase 300 pessoas, começou a voltar à sua condição original. A mineradora afirma ainda que os rejeitos lançados pelo rompimento não vão atingir o rio São Francisco, o que era um grande temor de ambientalistas.

De acordo com a Vale, cerca de 77% dos rejeitos ficarão retidos no reservatório da usina de Retiro Baixo e os outros 23% no reservatório da hidrelétrica de Três Marias. “Ambos reservatórios possuem ampla capacidade de retenção do sedimento”, informou a empresa em nota.

Segundo a companhia, desde o fim de março, o Instituto Mineiro de Gestão de Águas (Igam) não detecta níveis de mercúrio e chumbo acima dos limites legais. A presença desses metais pesados foi o que levou a autarquia estadual a proibir a captação direta da água do rio. A proibição ainda se mantém como medida preventiva.

Até o momento, de acordo com a Vale, foram realizados aproximadamente 1,4 milhão de análises de água, sedimentos e rejeitos, considerando 393 parâmetros.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Política

Ida de deputados a evento faz sessão na Alego ser suspensa por falta de quórum

A sessão precisou ser suspensa, uma vez que grande parte dos parlamentares estavam num evento em Aragarças com a presença do presidente Jair Bolsonaro.

Por Ton Paulo
05/06/2019, 16h17

A sessão ordinária no Plenário da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) desta quarta-feira (5/6) não aconteceu. O motivo: não havia deputados para participarem. A sessão precisou ser suspensa por falta de quórum, uma vez que grande parte dos parlamentares deixaram de ir à Casa para estarem num evento com a presença do presidente Jair Bolsonaro, no município goiano de Aragarças.

Para ser aberta pelo presidente em exercício, deputado Cláudio Meireles (PTC), a sessão desta quarta no Plenário Getulino Artiaga, na Alego, precisava de 14 deputados. Entretanto, só 13 se faziam presentes. Os outros faltaram para ir ao evento de lançamento de programa de recuperação do Rio Araguaia, o “Juntos pelo Araguaia”, realizado hoje em Aragarças com a presença do presidente da República Jair Bolsonaro, do governador de Goiás, Ronaldo Caiado; do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), e do Tocantins, Mauro Carlesse (PHS)

O presidente da Alego, Lissauer Vieira (PSB), que também faltou à sessão para ir ao evento, também comentou sobre o que classificou como “a grandiosidade do evento e a importância do lançamento do projeto em uma data reconhecida mundialmente”. “Nós ficamos felizes de poder estar aqui hoje, nesse evento grande, no Dia do Meio Ambiente, focados na conservação do Rio Araguaia”, disse.

O anúncio da suspensão da sessão ordinária de hoje também foi feito no site da Alego.

Sessão na Alego também foi suspensa por falta de quórum há menos de duas semanas

Parece que a suspensão de sessões ordinárias na Alego devido à ausência dos parlamentares não é uma novidade. No última dia 23 de maio, uma quinta-feira, a sessão também precisou ser suspensa pelo presidente em exercício Humberto Aidar (MDB) por falta de quórum – menos de duas semanas atrás.

O anúncio também foi feito no site da Alego. Entretanto, não ficou esclarecido o motivo da ausência dos deputados no Plenário.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Justiça obriga Saneago a fazer limpeza do sistema de abastecimento, em Crixás

Moradores do município reclamaram que água que chegava nas torneira estava sempre turva.
05/06/2019, 16h24

O juiz Alex Lessa determinou que o processo de limpeza e manutenção do sistema de tratamento e abastecimento de água de Crixás, seja feito dentro de 90 dias, pela Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago), com pena de R$ 5 mil por dia em caso descumprimento.

O magistrado acolheu um pedido do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), para determinar a limpeza e manutenção do sistema do município. Na ação, entretanto, o MPGO afirmou que essa primeira medida é insuficiente para garantir a qualidade da água fornecida à população do município.

Conforme o órgão, a Saneago tem 90 dias para substituir a tubulação e outros aparelhos do sistema, ou adotar uma outra medida para adequação do serviço sob pena de multa de diária de R$ 10 mil e a proibição da cobrança da tarifa de água até que o sistema do município seja adequado.

Moradores da região apresentaram queixas contra água fornecida pela Saneago

A ação civil pública foi protocolada pelo promotor de Justiça Caio Affonso Bizon, no dia 15 de maio deste ano. Conforme o promotor, os moradores da região apresentaram queixas quanto a qualidade da água, que chegava turva às torneiras das residências do município. Mesmo com os moradores de vários bairros de Crixás apresentado reclamações, a situação mais grave foi verificada no Setor Pedro Machado.

Segundo o MPGO, depois que a ação foi proposta, a companhia chegou a pedir uma reunião com o promotor do caso para apresentar as medidas para solucionar os problemas na região. Além disso a Saneago informou que havia iniciado um pregão para compra dos produtos para fazer a limpeza da tubulação e que seria aplicado no Setor Pedro Machado, dentro de 60 dias.

Conforme o órgão, a empresa informou que neste período de 60 dias, também seria feita a instalação de descargas em todas as pontas de rede do bairro, e que posteriormente seria aplicado em outros setores da cidade.

Via: MPGO 
Imagens: MPGO 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Goiás

Incêndio em empresa de reciclagem começou em empilhadeira, em Aparecida de Goiânia

Conforme o delegado do caso há indícios de que a empilhadeira não poderia estar naquele local.
05/06/2019, 16h57

A polícia apresentou nesta quarta-feira (5/6) o resultado da perícia feita pela Polícia Técnico-Científica, sobre o incêndio que matou dois e deixou quatro feridos no último dia 30 de maio de 2019 na empresa de reciclagem EcoRV, em Aparecida de Goiânia, região metropolitana da capital.

O delegado Diogo Luiz Barreira responsável pelas investigações do caso conversou com o Dia Online e deu mais detalhes sobre o que provocou o incêndio. “O laudo apresentado hoje ainda é preliminar, mas tudo indica que uma centelha em uma empilhadeira deu origem as explosões, que deram início ao incêndio”, conta.

Diogo Barreira afirmou também que há indícios de que a empilhadeira em que o incêndio teve início não poderia estar sendo utilizada no local. “Provavelmente a empilhadeira estava ali devido a falha de um funcionário, mas ela não poderia ser utilizada naquele local”, explica o delegado.

Três vítimas do incêndio seguem internadas em Goiânia

Conforme o investigador o funcionário da empresa que conduzia o empilhadeira saiu um pouco antes do incêndio e até o momento não foi identificado pela polícia. Diogo Barreira afirmou que ainda não concluiu o inquérito e aguarda o laudo do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) e o laudo cadavérico para encerrar a investigação.

De acordo com o delegado, o gerente e o dono da empresa foram ouvidos, mas ainda falta ouvir os funcionários que seguem internados no Hospital de Urgências da Região Noroeste Governador Otávio Lages de Siqueira (Hugol). Vale ressaltar que Luis Jeferson Almeida Rosa e Adriano Silva Castro estão internados em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital, enquanto Lucas Paca Silva também segue na UTI, mas seu estado de saúde é regular e Cezar Ribeiro de Souza recebeu alta da unidade de saúde nesta quarta-feira.

Diogo Barreira afirmou que os responsáveis pela empresa podem ser indiciados por homicídio “culposo” (quando não há intenção de matar).

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.