Goiás

Motoristas de aplicativo são presos durante Operação Überfallen, em Goiânia

Com documentos falsos parceiros do aplicativo locavam os carros para trabalhar no app.
04/06/2019, 14h49

Três motoristas de aplicativo foram presos na manhã desta terça-feira (4/6) durante a Operação Überfallen, deflagrada pela Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFVA), em Goiânia, que investiga o furto de veículos mediante fraude, estelionato, associação criminosa e uso de documento falso pelo grupo.

Os agentes da Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO), além de cumprir os três mandados de prisão contra os suspeitos, também cumpriram um de busca e apreensão. Durante a ação policial Cleiton Tomes Sobrinho, de 45 anos, Aflandson Pereira da Silva, de 27 e Anderson Rocha Medeiros de 50 foram presos.

De acordo com as informações divulgadas pela polícia, o grupo usava indivíduos parceiros da Uber e documentos falsos para locação dos veículos para trabalhar no app.

Depois de locar os carros, motoristas de aplicativos comunicavam falso roubo dos veículos e os alienavam

Após algumas corridas feitas com o carro, a associação criminosa alienava o veículo e comunicava que o carro alugado para o trabalho havia sido furtado ou roubado, porém a denúncia do crime era falsa. Durante as investigações a polícia constatou que o grupo preso estava com sete veículos roubados pela associação.

Conforme as investigações, Anderson Rocha Medeiros é apontado como o receptador dos carros furtados pelo grupo. O resultado da operação foi divulgado pelo delegado Alexandre Netto Moreira durante entrevista coletiva na sede da DERFVA, na manhã desta terça-feira.

Dia Online entrou em contato com a assessoria de imprensa do aplicativo de transporte de passageiros que, por meio de nota, informou que está à disposição das autoridades no curso das investigações ou processos judiciais nos termos da lei. A empresa de transporte afirmou também que atualmente adota medidas para diminuir os riscos de fraudes, entre elas o fechamento do contrato nacional com a Serpro, que mostra para a Uber em tempo real os dados cadastrais sobre os veículos, motoristas e candidatos a motoristas do app.

Confira a nota

“A empresa está à disposição para colaborar com as autoridades no curso de investigações ou processos judiciais, nos termos da lei. A Uber também vem adotando medidas para diminuir os riscos de fraude, recentemente, a Uber anunciou o fechamento de contrato de âmbito nacional com o Serpro. Por meio dele, a empresa pode, em tempo real, obter a confirmação de informações cadastrais sobre veículos, motoristas e candidatos a motorista.   A checagem é feita pelo DataValid, solução desenvolvida pelo Serpro que, com a autorização do Denatran, verifica informações da CNH e do CRLV dos motoristas interessados em trabalhar para Uber.

Além disso, de tempos em tempos, o aplicativo da Uber pede, aleatoriamente, para que os motoristas parceiros tirem uma selfie, antes de aceitar uma viagem ou de entrar on-line. Todos os motoristas parceiros cadastrados na Uber, antes de começar a conduzir passageiros, passam por uma checagem de antecedentes criminais. Esse processo acontece nos termos da lei e é realizado por empresa especializada. A partir dos documentos fornecidos para registro na plataforma, a empresa consulta informações de diversos bancos de dados oficiais e públicos de todo o país, em busca de apontamentos criminais antes do profissional começar a dirigir utilizando o app. A Uber também realiza rechecagens periódicas dos motoristas já aprovados pelo menos uma vez a cada 12 meses.”

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Brasil

Pais são condenados a 60 anos por matar menina Emanuelly em Itapetininga

Os jurados entenderam que o casal Débora Rolim da Silva, de 24 anos, e Phelippe Douglas Alves, de 25, com o pretexto de educar a filha, submeteram a criança a sessões de tortura que culminaram com sua morte.
04/06/2019, 15h50

Os pais da menina Emanuelly Agatha da Silva, morta aos cinco anos, em 2018, por maus-tratos, foram condenados a penas somadas de quase 60 anos de prisão, na noite desta segunda-feira , 3, em Itapetininga, no interior de São Paulo.

Os jurados entenderam que o casal Débora Rolim da Silva, de 24 anos, e Phelippe Douglas Alves, de 25, com o pretexto de educar a filha, submeteram a criança a sessões de tortura que culminaram com sua morte.

Ele recebeu pena de 34 anos, 7 meses e 10 dias de prisão em regime fechado, além de outros 10 meses em semiaberto. A mulher foi condenada a 23 anos, 11 meses e 4 dias em regime fechado, mais 6 meses no semiaberto. A defesa do casal informou que vai entrar com recurso.

Os jurados acataram a tese de homicídio doloso quadruplamente qualificado, por motivo fútil, meio cruel, por ser a vítima descendente dos acusados e, ainda, por ser mulher. O julgamento foi iniciado de manhã e a sentença foi lida pelo juiz Alfredo Gehring por volta das 22 horas.

Os jurados, quatro mulheres e três homens, aceitaram o argumento da promotoria criminal, de que a criança era sistematicamente agredida pelo casal, especialmente pelo pai. A mãe, além de instigar as agressões, mantinha-se omissa em relação a elas, segundo a acusação.

A tese foi reforçada pelos depoimentos das testemunhas, entre elas uma babá que afirmou ter sido demitida após ter acionado o Conselho Tutelar ao encontrar a menina com o olho roxo.

Durante a audiência, Phelippe se manteve calado, mas Débora afirmou que era inocente. O advogado Pedro Vasconcelos, que defendeu o casal, lembrou que a mãe sofreu depressão pós-parto e chegou a perder a guarda da filha, que foi ficou sob os cuidados do Conselho Tutelar. Quando voltou a conviver com a família, ela teve dificuldade para se adaptar ao lar e era agredida por seus dois irmãos, também filhos do casal.

Conforme o defensor, o pai sempre agiu com o intuito de educar a filha, embora tenha admitido que se excedeu nos castigos, mas sem a intenção de matar. O advogado afirmou que a pena imposta ao casal é excessiva e vai recorrer ao Tribunal de Justiça de São Paulo.

Queda

A morte de Emanuelly aconteceu em 3 de março de 2018, após ser internada no Hospital Regional de Sorocaba. A criança foi socorrida desmaiada e os pais alegaram que ela havia sofrido uma queda da cama. Os médicos constataram que as lesões eram resultantes de agressões. O laudo necroscópico apontou como causas da morte traumatismo craniano e hemorragia cerebral.

A investigação apurou que a menina vinha sofrendo agressões sistemáticas havia ao menos um mês. Denunciado por homicídio, tortura, cárcere privado e fraude processual, por ter alterado a cena dos fatos, o casal está preso desde março do ano passado, em penitenciárias de Tremembé.

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Educação

Unesco apresenta ação para a Educação voltada para municípios goianos carentes

O projeto foi apresentado pela Unesco na última semana em reunião com a primeira-dama, Gracinha Caiado, e já tem etapas definidas.

Por Ton Paulo
04/06/2019, 15h58

Uma parceria entre o Estado de Goiás e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, a Unesco, vai levar para 10 municípios goianos carentes, detectados com o maior índice de vulnerabilidade, um programa voltado para a redução das desigualdades e o combate ao analfabetismo. O projeto foi apresentado pela Unesco na última semana em reunião com a primeira-dama, Gracinha Caiado, e já tem etapas definidas.

A ação, viabilizada através da parceria entre a Secretaria Estadual da Educação de Goiás (Seduc) e a Unesco (agência da ONU), é direcionada, segundo a Seduc, à população do Nordeste goiano que nunca teve acesso à educação formal. A reunião de apresentação do programa contou com a presença, além da primeira-dama e da secretária da Educação, de prefeitos e secretários dos municípios escolhidos.

Entre os pontos já definidos no programa, segundo a gerente do Programa de Fortalecimento do Ensino Médio Noturno/Educação de Jovens e Adultos (Profen/EJA), Vanuse Batista Pires Ribeiro, está a elaboração de material didático específico para cada região, assim como a capacitação dos professores alfabetizadores. De acordo com a gerente, como o público a ser alcançado é constituído por pessoas acima de 18 anos, não há obrigatoriedade de participação e por isso “a importância da motivação”, explica.

Outra iniciativa, conforme adiantado pela Seduc, para garantir a efetividade do projeto será a flexibilização dos locais das aulas e dos horários, visando ao acesso e a permanência dos educandos em todas as etapas do projeto.

Veja quais são os 10 municípios goianos carentes que receberão a ação da Unesco em conjunto com o Estado

De acordo com a Seduc, a meta do programa é reverter o cenário de fortes desigualdades apontadas pelo Índice Multidimensional de Carência das Famílias (IMCF), estudo organizado pelo Instituto Mauro Borges (IMB).

Os 10 municípios goianos com maior índice de vulnerabilidade, e que receberão o projeto, são Cavalcante, Colinas do Sul, Amaralina, Teresina de Goiás, Monte Alegre de Goiás, Montividiu do Norte, Santa Terezinha de Goiás, Campinaçu, Heitoraí e Matrinchã.

Na apresentação, foram apresentados o conceito do projeto, seus objetivos e os resultados esperados diante da parceria estabelecida. A próxima etapa da ação será o levantamento de dados, por meio dos quais serão definidos os aspectos socioculturais, econômicos e outras ações que sejam relevantes para que a ação atenda, da melhor forma possível, à realidade de cada comunidade.

Via: SEDUCE 

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Goiás

Mulher é estuprada por 15 dias seguidos pelo ex-namorado, em Cidade Ocidental

Além da mulher, as filhas dela de 1 e 5 anos também foram abusadas pelo suspeito.
04/06/2019, 16h09

Uma mulher, que não teve o nome revelado, denunciou o ex-companheiro por estupro à Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO), em Cidade Ocidental, no Entorno do Distrito Federal (DF). Conforme a vítima, o ex-namorado além de abusar sexualmente dela por 15 dias seguidos, também estuprou as filhas da mulher: uma de 1 ano e outra de 5.

De acordo com o Registro de Atendimento Integrado (RAI), a mãe das crianças procurou a delegacia no mês de maio e relatou que conheceu o suspeito identificado como Jhonata César, de 23 anos, em 2017, e que na oportunidade foi estuprada pelo companheiro e ficou grávida de uma menina. De acordo com a vítima, o ex sempre teve problemas com drogas e desafetos no município, e fugiu para o Piauí.

Conforme o relato da vítima, a filha foi registrada pelo companheiro com quem ela estava na época, mas em abril deste ano o pai biológico da menina ligou e obrigou a mulher a contar para a mãe que ele estava voltando e que estava tudo bem entre eles, e que os dois iriam ficar juntos.

A mulher conta que era ameaçada de morte pelo ex, caso não fingisse que a relação entre eles estava tudo bem. Os dois foram para sua residência e durante o tempo que eles estavam morando na mesma casa, Jhonata a obrigou a ter relações com ele, por cerca de 15 dias.

As filhas da mulher também foram estupradas pelo ex-namorado dela

De acordo com o relato da vítima, no dia 9 de maio deste ano, após ser estuprada pelo ex, a mulher foi ao banheiro urinar e reclamou de dores na genitália e que diversas vezes reclamou para o companheiro que estava com dor, mas ainda sim não foi suficiente para impedir os abusos.

A mãe das crianças notou no dia 17 de maio que uma das meninas reclamou de dor e foi verificar as partes íntimas da menina, que apresentava alterações, vermelhidão e sangramento. Curiosa com a situação da filha mais velha, a mulher observou a caçula e notou que a genitália da menina apresentava vermelhidão.

Conforme o relato da vítima, Jhonata foi ameaçado de morte pelos desafetos e fugiu da cidade. A mulher narra que conversou com o suspeito por telefone, mas que ele negou que tenha mexido com as meninas, porém a mãe das crianças não acredita na versão apresentada, e crê que todos os estupros ocorreram dentro de sua residência.

Na denúncia a mulher afirma que os abusos ocorreram entre os dias 15 de abril e 8 de maio deste ano. A vítima relatou a polícia que conseguiu gravar algumas ligações com o suspeitos, em que ele confirma o estupro à ex-mulher e a ameaça de morte.

Diante das informações a polícia solicitou o exame de corpo de delito, mas a mulher alegou não ter condições de pagar a viagem até o Instituto Médico Legal (IML) de Luziânia, para fazer os exames. O caso foi informado ao Conselho Tutelar da cidade, que acompanhou mãe e filhas para serem submetidas ao exame. O caso é investigado pela polícia de Cidade Ocidental.

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Goiás

Justiça manda Prefeitura desocupar e recuperar Morro do Mendanha, em Goiânia

Prefeitura e Amma tem 90 dias para fazer levantamento da área de preservação permanente da região (APP).
04/06/2019, 16h49

A Justiça determinou que a Prefeitura de Goiânia cumpra a sentença de desocupação e recuperação do Morro do Mendanha, em Goiânia. A decisão sobre o caso saiu no último dia 10 de maio e não cabe mais recurso.

Com a decisão final, o Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) requer que a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) e o município cumpram, a obrigação de fazer o levantamento das áreas de preservação permanente (APP) do Morro do Mendanha, dentro de 90 dias, com multa de R$ 2 mil por dia, em caso de descumprimento.

Além da elaboração do estudo, o órgão cobra a desocupação e remoção dos prédios e demais equipamentos urbanísticos irregulares instalados nas áreas de preservação. O MPGO ainda requer que a Prefeitura e Amma elaborem um projeto técnico que visa a preservação e recuperação das áreas degradadas.

Promotor afirmou que desde 2005 o MPGO tenta desocupar o Morro do Mendanha

A ação foi protocolada pelo promotor de Justiça, Marcelo Fernandes de Melo em 2012 e apontou que desde 2001, o Morro do Mendanha é alvo de constante degradação e poluição ambiental, ocupado por moradias irregulares, que há anos desmatam e degradam os recursos naturais com as instalações improvisadas.

Em 2005 o MPGO entrou com uma ação para desocupação e recuperação do local, na época o promotor alegou que tanto o município como a Amma permanecem inertes aos danos ambientais causados ao Morro do Mendanha. Ele ainda acrescentou que além de ser uma área de preservação permanente, a região também é classificada como uma unidade de conservação.

Marcelo Fernandes afirmou que a Prefeitura não tomou medidas eficazes para evitar que fossem construídas edificações na área. Desta maneira o promotor informou que é imprescindível a remoção das invasões e ocupações irregulares no topo e nas encostas do morro.

Além da Prefeitura e a Amma são réus na ação diversas igrejas de várias denominações.

Via: MPGO 

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