Goiás

Justiça manda Prefeitura desocupar e recuperar Morro do Mendanha, em Goiânia

Prefeitura e Amma tem 90 dias para fazer levantamento da área de preservação permanente da região (APP).
04/06/2019, 16h49

A Justiça determinou que a Prefeitura de Goiânia cumpra a sentença de desocupação e recuperação do Morro do Mendanha, em Goiânia. A decisão sobre o caso saiu no último dia 10 de maio e não cabe mais recurso.

Com a decisão final, o Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) requer que a Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) e o município cumpram, a obrigação de fazer o levantamento das áreas de preservação permanente (APP) do Morro do Mendanha, dentro de 90 dias, com multa de R$ 2 mil por dia, em caso de descumprimento.

Além da elaboração do estudo, o órgão cobra a desocupação e remoção dos prédios e demais equipamentos urbanísticos irregulares instalados nas áreas de preservação. O MPGO ainda requer que a Prefeitura e Amma elaborem um projeto técnico que visa a preservação e recuperação das áreas degradadas.

Promotor afirmou que desde 2005 o MPGO tenta desocupar o Morro do Mendanha

A ação foi protocolada pelo promotor de Justiça, Marcelo Fernandes de Melo em 2012 e apontou que desde 2001, o Morro do Mendanha é alvo de constante degradação e poluição ambiental, ocupado por moradias irregulares, que há anos desmatam e degradam os recursos naturais com as instalações improvisadas.

Em 2005 o MPGO entrou com uma ação para desocupação e recuperação do local, na época o promotor alegou que tanto o município como a Amma permanecem inertes aos danos ambientais causados ao Morro do Mendanha. Ele ainda acrescentou que além de ser uma área de preservação permanente, a região também é classificada como uma unidade de conservação.

Marcelo Fernandes afirmou que a Prefeitura não tomou medidas eficazes para evitar que fossem construídas edificações na área. Desta maneira o promotor informou que é imprescindível a remoção das invasões e ocupações irregulares no topo e nas encostas do morro.

Além da Prefeitura e a Amma são réus na ação diversas igrejas de várias denominações.

Via: MPGO 

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Brasil

Receita vê improbidade em contratos bilionários da saúde pública de São Paulo

Serviço Social da Construção Civil (Seconci) é a entidade que está em segundo lugar no ranking das OSS que mais receberam repasses entre 2014 e 2018.
04/06/2019, 16h58

Uma das maiores detentoras de contratos na Saúde do Estado de São Paulo está na mira do Ministério Público. Supostos uso de dinheiro público para subcontratar empresas dos próprios dirigentes, pagamento de serviços nunca executados, ou em duplicidade e outras irregularidades, foram levantados em uma devassa da Receita Federal.

A investigação corrobora com suspeitas levantadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito que mirou Organizações Sociais de Saúde (OSS) na Assembleia Legislativa de São Paulo. Os documentos foram obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo. Nesta semana, a reportagem detalha a investigação de dois anos feita pela Receita sobre contratos bilionários na Saúde de São Paulo.

Serviço Social da Construção Civil (Seconci) é a entidade que está em segundo lugar no ranking das OSS que mais receberam repasses entre 2014 e 2018. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, foram R$ 3,5 bilhões em contratos. A entidade foi fundada em 1964 por um grupo de empresários para dar assistência a seus trabalhadores e famílias, e, além de hospitais públicos, também administra filantrópicos.

Na prática, por ser uma entidade de terceiro setor, a legislação permite que o Estado contrate as OSS sem licitação para a gestão de hospitais do Sistema Único de Saúde.

Somente o Seconci faz a gestão de hospitais estatuais e municipais. Também é responsável por unidades de Assistência Médica Ambulatorial da Prefeitura da Capital.

A entidade é detentora de contratos essenciais para a logística do SUS em São Paulo, como a Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde, a Central de Armazenamento e Distribuição de Insumos de Saúde e o Serviço Estadual de Diagnóstico por Imagens II.

Esclarecimentos

A Secretaria Estadual de Saúde afirma prestar pela transparência e diz que “para toda e qualquer excepcionalidade constatada, ou apontada por órgãos de controle, são tomadas providências ou prestados os devidos esclarecimentos”.

“Por isso, os contratos de gestão estabelecem os indicadores e metas de atendimento pelas OSS, que podem contratar pessoas físicas ou jurídicas para o atendimento à população. Devem também prestar contas ao Estado em relação ao uso dos recursos públicos que recebem, o que tem sido feito regularmente”, diz a pasta.

Já a Saúde do Município, que mantém contratos com a entidade, e foi requisitada a esclarecimentos pelo Ministério Público, diz que “os apontamentos, primordialmente, não compreendem unidades desta municipalidade e a administração busca informações mais detalhadas”

“A Controladoria Geral do Município de São Paulo está apurando o caso por meio da Corregedoria Geral do Município e da Coordenadoria de Auditoria Geral”, afirma.

Já o Seconci afirma que “já apresentou defesa administrativa onde pode esclarecer todos os pontos e acredita que as posições da fiscalização serão revistas por instâncias superiores, dadas as robustas provas documentais apresentadas na defesa.

“Com relação aos desdobramentos naturais do Auto de Infração, como seu envio ao Ministério Público Estadual – todos os questionamentos feitos pela Promotoria já foram adequadamente esclarecidos, devendo destacar que a fase é de apuração em esfera civil administrativa, não havendo qualquer acusação feita contra a entidade e seus representantes”, afirma.

Fisco

Os documentos da Receita mostram que o Fisco já estava de olho na entidade, pelo menos, desde 2016.

Durante dois anos, auditores fizeram 13 pedidos de documentos ao Seconci. Realizaram também 12 diligências em empresas contratadas pela entidade, no âmbito de convênios com o Poder Público. Parte delas, ligada aos próprios dirigentes da OSS.

Após os trabalhos, foi identificada uma série de irregularidades. A Delegacia Especial da Receita Federal, em São Paulo, encaminhou ao Ministério Público uma representação de improbidade administrativa.

No relatório, o Fisco informou ter encontrado diversas irregularidades. Ao instaurar investigação, a Promotoria enumerou práticas do Seconci, no âmbito da gestão de contratos com o Estado e o Município de São Paulo.

o Renovações automáticas dos contratos, sem análise da compatibilidade de preços com o mercado.

o Ausência de comprovação dos serviços prestados (especialmente atividade de consultoria e gerenciamento, tais como relatórios de gerenciamento, relatórios técnicos, correspondências, ou documentos produzidos no exercício da atividade), limitadas a atestados de dirigentes que não estariam presentes durante a respectiva execução.

o Indícios de que o serviço prestado não foi realizado

o Cobrança em duplicidade (duas empresas diversas prestando o mesmo serviço)

o Quarteirização de diversos serviços

o Clausulas prejudiciais ao interesse público, estabelecendo benefício injustificado em favor da empresa privada (13º parcela, multa rescisória em contrato por tempo indeterminado).

o Quarteirização de atividade de gerenciamento de unidades (por vezes em caráter personalíssimo).

A investigação resultou em uma representação contra a entidade, protocolada pela Receita, por supostos atos de improbidade administrativa.

O caso foi enviado ao Ministério Público Estadual. O inquérito foi distribuído à promotora de Justiça Karyna Mori, que pediu esclarecimentos ao Estado, à Prefeitura de São Paulo, ao TCE, ao TCM, e ao Seconci.

Karyna deu 30 dias corridos para que as pastas estadual e municipal da Saúde, a entidade e as Cortes de Contas apresentassem informações sobre as suspeitas levantadas pela Receita.

A cúpula

A promotora verificou que os salários de dirigentes chegam a ser superiores ao do governador, e que parte deles abriu empresas que foram contratadas pela própria entidade.

Também foram subcontratados parentes dos executivos, segundo o Ministério Público. Alguns serviços teriam sido pagos em duplicidade, outros podem nem ter sido realizados, suspeita a promotora.

Em um caso, a entidade alugou insumos de uma empresa que não funcionava há anos. De acordo com a Receita, os equipamentos foram sublocados de outra empresa, por um valor bem inferior. A mesma empresa aparece no relatório da Receita em outras irregularidades.

Em outro contrato, a promotora apontou que houve “parente pagamento de serviços não prestados, e, na data da rescisão foi pago, a título de multa, o valor de dez honorários, acrescidos de um honorário mensal por cada ano de vigência de contrato” Mori diz que a “cláusula é injustificável em contrato semelhante”.

Um dos dirigentes foi subcontratado para “prestação dos serviços relacionados em contrato tais como: administração hospitalar, consultoria e assessoria em gestão de saúde, elaboração e execução do planejamento orçamentário”.

“Não havia nenhum documento comprobatório da efetiva prestação de serviço”, anota a Promotora, em análise ao relatório da Receita.

Em contrato semelhante, outro executivo também foi subcontratado. Segundo a promotora, com base no relatório do fisco, os serviços específicos aos quais ele se propôs, por meio de sua empresa, a fazer, foram, na realidade, executados por outro engenheiro.

A investigação também aponta que, nas unidades geridas pelo Seconci, há médicos ausentes no plantão com ponto assinado, bem como em quantidade insuficiente. E ainda contradições das informações prestadas quanto ao plano de cargos, salários e benefícios.

A CPI

A entidade foi uma das escrutinadas pela CPI das OSS, na Assembleia de São Paulo. O relatório final da Comissão foi aprovado em setembro de 2018, com pedido de investigação sobre supostas irregularidades.

A CPI foi presidida pelo deputado estadual Edmir Chedid (DEM). “Embora mantidas com dinheiro público, muitas dessas entidades não se sentem obrigadas a prestar contas dos seus atos”, afirma o parlamentar.

Já em 2018, a Comissão chegou a receber um ofício do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, que já apontava 23 irregularidades na execução de convênios do Estado e de municípios de São Paulo com entidades sem fins lucrativos habilitadas a administrar hospitais públicos. Os apontamentos se referem apenas a contratos no interior.

Os trabalhos da CPI chegaram a identificar 22 médicos do Estado que também são donos de empresas que prestam serviços para entidades responsáveis pela gestão de hospitais públicos de São Paulo em contratos milionários.

Para Chedid, as evidências contidas no relatório da Receita Federal reforçam algumas questões graves reveladas no ano passado pela CPI.

“Por tudo isso, apresentamos à Assembleia Legislativa, ao final dos trabalhos da CPI, um projeto de nova Lei das OSs, ampliando o controle social sobre essas entidades e tornando mais rigorosos os critérios para contratos com o poder público”, afirma.

Relatório final

O relatório, inicialmente apresentado pelo deputado Cássino Navarro (PSDB), recomendou à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de São Paulo representação contra o governador Márcio França (PSB) por crime de responsabilidade e ao Ministério Público Estadual por improbidade administrativa em razão da nomeação do secretário adjunto de Saúde, Antonio Rugolo Júnior.

Segundo o deputado, apesar de nomeado à pasta, Rugolo não se desligou da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar – FAMESP, que recebeu R$ 3 bilhões nos últimos cinco anos em convênios com o Estado.

No entanto, a recomendação foi retirada do documento final, e substituída apenas pela sugestão de demissão de Rugolo.

Além da recomendação, os deputados elaboraram alterações para a futura aprovação de uma nova legislação em torno das Organizações Sociais de Saúde.

OSS em São Paulo

Segundo dados do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, somente o Estado gastou R$ 28 bilhões com OSS por meio de convênios. As Prefeituras repassaram R$ 6,6 bilhões. Os números são do período de 2013 a 2018.

O relatório dá conta de que, entre os serviços de saúde gerenciados por OSS em São Paulo estão hospitais, ambulatórios, centros de referência para idosos, centros de reabilitação, serviços de diagnóstico por imagem, centros de armazenamento e distribuição de insumos de saúde e regulação de ofertas de serviços de Saúde.

As entidades são contratadas por meio de convênios e, para fazer contratações com o dinheiro público a elas repassado, não precisam abrir licitações. No lugar da concorrência, as entidades são permitidas por lei a fazer tomada de preços, que consiste em um levantamento de orçamentos para a escolha de prestadores de serviços terceirizados.

OSS na mira da PF

A corrupção em contratos do Poder Público com entidades sem fins lucrativos é investigada em diversos Estados e municípios em todo o País. No Amazonas, o ex-governador José Melo chegou a ser preso, alvo da Operação Maus Caminhos, que mira contratos do Estado com o Instituto Novos Caminhos para a gestão de hospitais.

Em São Paulo, mais recentemente, a Operação Ouro Verde mirou fraudes em contratos da ONG Vitale. O prefeito de Campinas, Jonas Donizete, é investigado. A PF chegou a apreender R$ 1,2 milhão na casa de um servidor público da cidade.

Segundo o TCE, a Vitale recebeu R$ 14 milhões de verbas do Estado. A Prefeitura de Campinas, no Centro da Ouro Verde, gastou R$ 1,1 bilhão com OSS.

Todos negam irregularidades.

Com a palavra, SECONCI

Demanda d’O Estado de São Paulo

O SECONCI-SP, entidade filantrópica com mais de 55 anos de atividade e que atende diariamente dezenas de milhares pessoas em suas unidades próprias e naquelas públicas sob sua gestão, assegura que todas as contratações que faz, sejam de empresas ou prestadores de serviços, estão, como sempre estiveram, conforme a legislação vigente.

Sua atuação e forma de constituição jurídica economizou para o Estado de São Paulo e para as unidades públicas sob sua gestão nos últimos cinco anos, nada menos que R$ 600 milhões que puderam ser diretamente revertidos em consultas, exames, procedimentos e internações para a população do SUS.

Todas as suas unidades são acreditadas em nível de excelência por organismos internacionais, dentre eles a Joint Commission, resultado de gestão de qualidade realizada pela entidade. Três das unidades hospitalares públicas estão entre as 12 mais bem avaliadas do País, segundo a revista Exame.

Em relação ao Auto de Infração da Receita Federal, a entidade já apresentou defesa administrativa onde pode esclarecer todos os pontos e acredita que as posições da fiscalização serão revistas por instâncias superiores, dadas as robustas provas documentais apresentadas na defesa.

Com relação aos desdobramentos naturais do Auto de Infração, como seu envio ao Ministério Público Estadual – todos os questionamentos feitos pela Promotoria já foram adequadamente esclarecidos, devendo destacar que a fase é de apuração em esfera civil administrativa, não havendo qualquer acusação feita contra a entidade e seus representantes.

Em relação aos pontos abordados, abaixo apresentamos nossa manifestação formal.

• Renovações automáticas dos contratos, sem análise da compatibilidade de preços com o mercado.

O SECONCI-SP atua nos estritos termos da legalidade e de regras do mercado privado e as renovações de quaisquer contratos seguem esse padrão e têm o objetivo de evitar que serviços essenciais sejam paralisados e que pacientes do SUS sejam penalizados.

• Ausência de comprovação dos serviços prestados (especialmente atividade de consultoria e gerenciamento, tais como relatórios de gerenciamento, relatórios técnicos, correspondências, ou documentos produzidos no exercício da atividade), limitadas a atestados de dirigentes que não estariam presentes durante a respectiva execução. Indícios de que o serviço prestado não foi realizado.

Ao contrário do que consta do Auto, todos os documentos comprobatórios das prestações de serviços foram apresentados em defesa e à promotoria de Justiça Estadual.

• Cobrança em duplicidade (duas empresas diversas prestando o mesmo serviço).

A entidade, em suas explicações, apresentou documentos que comprovam que não houve, e não há, pagamentos em duplicidade ou mesmo empresas prestando o mesmo serviço.

• Quarteirização de diversos serviços.

O SECONCI-SP, instituição filantrópica privada, contrata equipes médicas legalmente constituídas validadas inclusive pelo CRM e demais órgãos de registro e assegura que nas unidades, sob sua gestão, há médicos em tempo ininterrupto e todas as metas de atendimento são frequentemente superadas.

Em relação ao tema quarteirização a entidade esclarece que, em ocasiões anteriores, defendeu exitosamente o tema e, posteriormente, a própria reforma trabalhista validou a pratica institucional – não havendo qualquer infração na sua forma de atuação que, como dito, evita que pacientes fiquem desassistidos.

• Cláusulas prejudiciais ao interesse público, estabelecendo benefício injustificado em favor da empresa privada (13a. parcela, multa rescisória em contrato por tempo indeterminado).

Os contratos da entidade possuem cláusulas padrão com registro em cartório e seguem, como dito, parâmetros do mercado de saúde privado, contexto em que está inserida a entidade, mesmo atuando como parceira do Estado. Todos os valores contratados estão de acordo com o mercado e com as responsabilidades contratuais de seus prestadores de serviços e tal fato foi esclarecido formalmente na defesa apresentada à Receita e nos esclarecimentos ao Ministério Público Estadual.

• Quarteirização de atividade de gerenciamento de unidades (por vezes em caráter personalíssimo).

A entidade sempre atuou dentro dos parâmetros legais em todas as suas contratações. Sua forma de contratação, como dito em explicações anteriores não pode ser diferente do setor privado no qual a entidade – que é de direito privado – está inserida.

Sua forma de contratação sempre respeitou regras jurídicas privadas e os gestores contratados nessas unidades viabilizaram e viabilizam um atendimento humanizado ao cidadão com entidades acreditadas internacionalmente por sua qualidade. Esse compromisso dos gestores e sua expertise e constituição que se sustenta de maneira autônoma há 55 anos economizou, só nos últimos cinco anos, mais de R$ 600 milhões para o Estado de São Paulo – permitindo que esses valores fossem diretamente investidos na ampliação de atendimentos ao SUS.

• A Promotora verificou que havia salários de dirigentes superiores ao do governador do Estado, e que parte deles abriu empresas que foram contratadas pela própria entidade. Também foram subcontratados parentes dos executivos. Alguns serviços foram pagos em duplicidade, outros podem nem ter sido realizados.

É importante destacar que o referido apontamento foi questão levantada na CPI e não consta do Auto de Infração da Receita. Até mesmo porque, os fatos verificados pela Receita se referem a período muito anterior a essa discussão.

O Ministério Público fez questionamentos à entidade, os quais foram prontamente respondidos e subsidiados com documentos, destacando que a entidade está e sempre esteve à disposição dos órgãos de fiscalização para quaisquer esclarecimentos.

Em relação à questão sobre teto salarial a entidade esclarece que os contratos de gestão que a entidade celebra há 21 anos com Estado exigem que as remunerações sejam pagas de acordo com pesquisas salariais de mercado privado que comparam instituições de porte e complexidade semelhantes. A entidade, não apenas cumpre com essa obrigação, como contrata pessoal sob essas regras. O referido teto teve validade, tão somente, por meio de um decreto estadual editado em abril de 2017 e revogado em dezembro de 2018.

A entidade possui código de conduta que veda a contratação de parentes dos seus Conselheiros e demais dirigentes e, desta forma, em nenhum momento tais práticas ocorreram.

• Em outro contrato, a promotora apontou que houve “aparente pagamento de serviços não prestados e, na data da rescisão foi pago, a título de multa, o valor de dez honorários, acrescidos de um honorário mensal por cada ano de vigência de contrato”. Mori diz que a cláusula é injustificável em contrato semelhante.

Na oportunidade da apresentação das respostas ao Ministério Público do Estado, a entidade comprovou documentalmente, não apenas que tais serviços foram efetivamente prestados, como o pagamento apontado, em momento algum ocorreu.

• Um dos dirigentes foi subcontratado para prestação dos serviços relacionados em contrato tais como: administração hospitalar, consultoria e assessoria em gestão de saúde, elaboração e execução do planejamento orçamentário.”Não havia nenhum documento comprobatório da efetiva prestação de serviço”, anota a Promotora. Em contrato semelhante, outro executivo também foi subcontratado. Segundo a promotora, os serviços específicos aos quais ele se propôs a fazer, por meio de sua empresa, foram na realidade executados por outro engenheiro.

Resposta: A entidade destaca que já apresentou, na defesa ao Auto da Receita, documentos e atas com datas e registros da época que comprovam a prestação dos serviços destacados. Não houve qualquer subcontratação e os serviços eram absolutamente diferentes conforme documentos e esclarecimentos feitos à Promotoria que não fez qualquer juízo de valor nessa fase civil e preliminar de coleta de esclarecimentos.

Há diferença importante. Um tem funções executivas na entidade, sendo responsável por inúmeras atividades, tarefas e demandas administrativas e financeiras, sendo que, em relação às eventuais obras, tem a responsabilidade de supervisionar, em nível macro, o andamento das mesmas e prestar informações ao Conselho da entidade sobre elas. Tudo isso é feito e foi apresentado em inúmeras atas com registros da época, assinaturas de documentos da entidade em relação até mesmo às obras próprias da entidade.

O segundo é um engenheiro contratado para especificamente atuar in loco em duas obras especificas para garantir a execução das referidas obras. A única semelhança entre ambos é que são engenheiros de formação.

• A investigação também aponta que, nas unidades geridas pelo SECONCI-SP, há médicos ausentes no plantão com ponto assinado, bem como em quantidade insuficiente. E ainda contradições das informações prestadas quanto ao plano de cargos, salários e benefícios.

Esse apontamento foi feito pela CPI e não se refere à entidade. Justamente o contrário. Nas unidades que a entidade atua, há médicos em tempo ininterrupto e todas as metas de atendimento são frequentemente superadas.

Com a palavra, a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo

A Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo informa que já forneceu as informações solicitadas pelo Ministério Público e segue à disposição do órgão.

A pasta preza pela transparência, monitoramento e controle dos contratos de gestão, com rigorosa verificação de cumprimentos pela Secretaria, bem como acompanhamento de órgãos de controle (internos, como a Secretaria da Fazenda e Planejamento, e externos, como o Tribunal de Contas do Estado), parlamentares, representantes do Conselho Estadual de Saúde e profissionais renomados da área da saúde oriundos de outras instituições. Além disso, todas as informações referentes aos contratos de gestão são disponibilizadas no Portal da Transparência.

O aprimoramento da gestão e da qualidade dos serviços é preocupação permanente da pasta. Por isso, os contratos de gestão estabelecem os indicadores e metas de atendimento pelas OSS, que podem contratar pessoas físicas ou jurídicas para o atendimento à população. Devem também prestar contas ao Estado em relação ao uso dos recursos públicos que recebem, o que tem sido feito regularmente. Para toda e qualquer excepcionalidade constatada, ou apontada por órgãos de controle, são tomadas providências ou prestados os devidos esclarecimentos.

Com a palavra, a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) enviou resposta preliminar aos questionamentos do MP/SP no último dia 08. Cabe ressaltar que os apontamentos, primordialmente, não compreendem unidades desta municipalidade e a administração busca informações mais detalhadas. A pasta está atenta a qualquer irregularidade nos contratos vigentes e totalmente à disposição do Ministério Público para qualquer esclarecimento e colaboração.

A SMS esclarece que a gestão atual promoveu reforço substancial no corpo de técnicos que analisam a prestação de contas dos contratos firmados com a pasta. Foram realizadas auditorias nos anos de 2016, 2017 e 2018, que resultaram em ampla revisão do cumprimento das metas qualitativas e quantitativas pelas organizações sociais, gerando, inclusive, descontos nos repasses.

A Controladoria Geral do Município de São Paulo está apurando o caso por meio da Corregedoria Geral do Município e da Coordenadoria de Auditoria Geral.

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Dia Gourmet

Restaurante em Rio Verde: confira os 10 melhores da cidade

Os restaurantes em Rio Verde são perfeitos para quem não tem tempo de sempre preparar uma comidinha em casa. Oferecem o que há de melhor da comida caseira, sempre com alta qualidade!
04/06/2019, 17h09

Em busca de um bom restaurante em Rio Verde? Então podemos ajudar! Nós aqui do Portal Dia Online preparamos uma listinha que reúne algumas entre as melhores opções da cidade, que não se preocupam apenas em servir produtos de qualidade e com sabores únicos, mas que também prezam pelo bom atendimento e pela experiência que seus clientes terão enquanto permanecerem no ambiente.

A cidade conta com lugares que trabalham com o que há de melhor da culinária brasileira, mas também é possível encontrar algumas opções diferentes. Fato é que muitos lugares são conhecidos pelas carnes que servem, sempre chamando atenção por seus sabores e preparo. Para quem está sem tempo de almoçar/ jantar em casa, são excelentes opções! Confira!

Encontre a melhor opção de restaurante em Rio Verde:

1 – Nelore Grill Bar e restaurante

Restaurante em Rio Verde
Foto: Reprodução

Para quem está em busca de um restaurante em Rio Verde que seja completo, o Nelore é uma das melhores alternativas. A casa serve almoço todos os dias, com opção self-service por quilo, onde é possível encontrar boa variedade de saladas, pratos quentes, sobremesas e o tão amado churrasco na brasa.

De terça a domingo ainda é possível contar com porções de pratos à la carte e churrasco. Já durante as quartas, rola um tradicional rodízio e peixes. As quintas costumam ser as mais agitadas, já que o restaurante recebe shows ao vivo. Vale destacar ainda que o ambiente conta com brinquedoteca, para maior comodidade dos pais. Vale a pena conhecer! Clique aqui e saiba mais.

Horário de atendimento: segunda, das 11h às 14h30 | terça a sexta, das 11h às 14h e das 17h à 1h | sábado e domingo, das 11h à 1h

Telefone: (64) 3623-2093

Endereço: qd18 lt18, Rua 110, s/n – Conj. Morada do Sol, Rio Verde – GO, 75909-195

2 – Restaurante Colher de Pau

Restaurante em Rio Verde
Foto: Reprodução

O restaurante é um dos mais populares em Rio Verde, tanto no horário do almoço quanto no jantar. O ambiente é bastante agradável e colhedor, contando ainda com aquele climinha familiar que todo mundo adora.

O lugar trabalha com self-service, oferecendo sempre bastante variedade. Ainda é possível contar com sobremesas deliciosas e churrasco à vontade. A comida é preparada com ingredientes frescos e de alta qualidade, garantindo o sabor caseiro e uma experiência incrível! Vale a pena conhecer e experimentar!

Horário de atendimento: segunda, das 11h às 14h | terça a domingo, das 11h às 14h e das 18h às 22h

Telefone: (64) 3613-1721

Endereço: Rua Itagiba Gonzaga Jaime, 1821 – St. Central, Rio Verde – GO, 75901-030

3 – Porkinho Grill

Restaurante em Rio Verde
Foto: Reprodução

Em um ambiente bastante moderno e arejado, os clientes encontram um clima bem agradável e comidas melhores ainda. No cardápio da casa é possível encontrar o que há de melhor da cozinha brasileira caseira, servida em buffet e com excelente variedade, agradando a todos os gostos. Apesar disso, a casa também oferece boas opções de comida japonesa.

Os destaques vão para as carnes e peixes da grelha, sem falar nas saladas, que também são variadas e bastante saborosas. O atendimento do lugar também é um caso à parte, contando sempre com cordialidade.

Horário de atendimento: segunda a sexta, das 11h às 14h30 | sábado e domingo, das 11h30 às 15h30

Telefone: (64) 3622-4231

Endereço: Avenida Pedro Ludovico Teixeira, Quadra 40, Lote 13, 989 – Parque Bandeirantes, Rio Verde – GO, 75906-270

4 – Picanha na Chapa

Restaurante em Rio Verde
Foto: Reprodução

Localizado no centro de Rio Verde, o restaurante é mais uma excelente opção para quem pretende ter um almoço ou janta bem servidos. Além de oferecer um ambiente familiar e acolhedor, os clientes encontram um cardápio variado e com opções para todos os gostos. A comida é preparada sempre com ingredientes frescos, garantindo os sabores caseiros.

Destaque ainda para as carnes e peixes servidos no lugar, sendo a picanha na chapa um dos pratos mais pedidos e apreciados. O local também representa uma boa opção de happy hour para curtir com a galera.

Horário de atendimento: segunda a sábado, das 11h às 14h e das 18h às 00h

Telefone: (64) 3623-2121

Endereço: R. Augusta Bastos, 1410 – S Central, Rio Verde – GO, 75901-030

5 – Baianos Restaurante

Restaurante em Rio Verde
Foto: Reprodução

Em um ambiente simples mas bastante acolhedor, o local representa um dos melhores custo-benefício de Rio Verde, já que conta com preços mais acessíveis e comida de alta qualidade.

Desde 1993 na cidade, por ali é possível encontrar receitas caseiras servidas em self-service, com destaque ainda para os grelhados da casa. O ambiente costuma estar sempre cheio, portanto o ideal é chegar cedo para não pegar filas grandes. No entanto, vale considerar que a rotatividade também é alta, portanto, é difícil ficar sem lugar. Vale muito a pena conhecer!

Horário de atendimento: segunda a sábado, das 10h às 14h30

Telefone: (64) 3051-4323

Endereço: Av. Jerônimo Martins, 401 – Parque Bandeirante, Rio Verde – GO, 75905-790

6 – Dali Bar

Restaurante em Rio Verde
Foto: Reprodução

E se você está em busca de um lugarzinho diferente em Rio Verde, o Dali Bar pode ser a melhor alternativa. Por ali você encontra um autêntico restaurante mexicano, com pratos típicos que preservam as receitas tradicionais. Há sempre uma opção para cada gosto!

O lugar já é bastante tradicional e sua primeira unidade foi aberta em Goiânia. O sucesso foi tanto que, em 2018, abriram mais um restaurante e desta vez, na cidade de Rio Verde. Com um ambiente diferenciado e descontraído, ainda é possível encontrar pratos espanhóis no cardápio, sem falar nos drinques que também são muito pedidos. Clique aqui e confira o menu da casa.

Horário de atendimento: terça a sexta + domingo, das 18h às 2h | sábado, das 18h à 1h30

Telefone: (64) 3050-1166

Endereço: R. Henrique Itiberê, 1045 – St. Central, Rio Verde – GO, 75901-270

7 – Carne de Sol

Restaurante em Rio Verde
Foto: Reprodução

Com um ambiente bastante família e de clima descontraído, os clientes encontram comidas deliciosas e preparadas com muito cuidado e carinho. Destaque ainda para a boa variedade de cortes de carnes assadas na brasa, que estão sempre no ponto ideal.

Os acompanhamentos são preparados de forma caseira e ainda é possível encontrar boa variedade de cervejas. Vale a pena conhecer!

Horário de atendimento: terça a domingo, das 11h30 às 00h

Telefone: (64) 3050-8553

Endereço: R. Quinca Honório, 1005 – St. Morada do Sol, Rio Verde – GO, 75909-030

8 – Restaurante Coma Bem

Restaurante em Rio Verde
Foto: Reprodução

Uma excelente opção para seu almoço em Rio Verde, o local possui fácil acesso e se encontra no Setor Central da cidade. O ambiente é bem espaçoso, com dois andares, onde os clientes podem ficar à vontade.

É perfeito para ir com os amigos ou família e aproveitar uma refeição farta e saborosa. Com um bom self-service, você escolhe o que mais gosta em um buffet variado. O custo-benefício também é um dos melhores da cidade.

Horário de atendimento: segunda a sábado, das 10h45 às 14h

Telefone: (64) 3621-0012

Endereço: R. Rafael Nascimento, 500 – St. Central, Rio Verde – GO, 75901-260

9 – Caseiro Restaurante

Restaurante em Rio Verde
Foto: Reprodução

Também encontrado no centro de Rio Verde, representa uma das melhores opções para suas refeições fora de casa. Aberto todos os dias para o almoço, o local serve o que há de melhor da comida brasileira, tudo preparado com todo o cuidado para satisfazer até os paladares mais exigentes.

Assim como o próprio nome sugere, a comida é preparada de forma caseira, o que garante o bom sabor. Sempre há boa variedade no buffet. Tudo isso em um ambiente simples e acolhedor, com atendimento excelente e preços em conta. Vale a pena conhecer!

Horário de atendimento: todos os dias, das 10h30 às 14h30

Telefone: (64) 3621-2448

Endereço: R. Avelino de Faria, 333 – St. Central, Rio Verde – GO, 75901-140

10 – Okamoto Sushi

Restaurante em Rio Verde: conheça as melhores opções da cidade
Foto: Reprodução

E para encerrar, não poderíamos deixar de mencionar uma boa opção de restaurante japonês. Culinária bastante querida por pessoas de todo o Brasil, o Okamoto leva para a cidade uma boa variedade em sushis e sashimis, servidos em pratos ornamentais.

Presente por ali desde 2014, já se transformou em uma das principais referências na cidade, com um cardápio diverso e que serve no rodízio da casa e também em pedidos à la carte. Vale a pena conhecer!

Horário de atendimento: segunda a sábado, das 19h às 23h

Telefone: (64) 3051-2020

Endereço: R. Laudemiro José Bueno, 760 – St. Central, Rio Verde – GO, 75901-130

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Goiás

Corpo é encontrado dentro de residência, em Santa Helena de Goiás

Segundo as informações divulgadas a vítima estaria desaparecida há alguns dias.
04/06/2019, 18h43

O corpo de uma mulher foi encontrado dentro de uma residência no fim da tarde desta terça-feira (4/6) situada no Bairro Brasil, em Santa Helena de Goiás, a 200 quilômetros de Goiânia. A Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) foi a primeira a chegar ao local e fez o isolamento da área, para o trabalho da perícia.

Dia Online conversou com o Subcomandante da 21ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) Tenente Flávio que deu mais detalhes sobre a ocorrência. “Nós recebemos uma ligação anônima de que teria o corpo de uma mulher na residência e fomos verificar a informação”.

Segundo o Tenente, a equipe que esteve no local, comprovou a veracidade das denúncias e isolou a área para a chegada da Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO), Polícia Técnico Científica e Instituto Médico Legal (IML).

“A princípio a informação que nós temos é que o corpo é de uma pessoa do sexo feminino, de aproximadamente 44 anos e que estava desaparecida há alguns dias”, explica o Subcomandante. Conforme levantado pela equipe policial, o principal suspeito do crime é o namorado da mulher.

O Tenente afirmou que o homem suspeito pelo provável homicídio tem um histórico de ameaças e agressões, apesar do pouco tempo que ficou junto com a vítima. “Não foi possível determinar como ela foi morta, apenas o laudo cadavérico vai poder detalhar como a vítima foi morta”, explica o Subcomandante da 21ª CIPM. O caso vai ser investigado pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Santa Helena.

Moradores de Formosa encontram corpo boiando em córrego

No dia 10 de abril deste ano, os moradores de Formosa no Entorno do Distrito Federal (DF) ficaram assustados após encontrar um corpo boiando em um córrego da região. Diante do situação, a PM foi acionada e chegou ao local após receber uma denúncia. Conforme as informações divulgadas pela PM, o corpo não apresentava nenhum sinal de violência e pertencia a um homem.

A polícia informou também que a vítima tinha morrido há pouco tempo, pelo estado de conservação do corpo. Mais tarde a vítima foi identificada como Leomar Vicente de Souza, de 29 anos.

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Política

Procuradoria diz ao STJ que Lula já pode ir para semiaberto

O ex-presidente está preso desde o dia 7 de abril de 2018, em Sala de Estado Maior, na sede da Polícia Federal em Curitiba.
04/06/2019, 19h02

A subprocuradora-geral da República, Aurea Maria Etelvina Nogueira Lustosa Pierre, enviou parecer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em que reconhece ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o direito de cumprir o restante de sua pena de 8 anos, 10 meses e 20 dias no caso triplex, em regime semiaberto.

“Assim, data maxima venia, pela complementação do Julgado, para que – após procedida Detração (no âmbito do STJ), seja fixado o regime Semiaberto para o cumprimento da pena, ou determinado ao Juízo de 1º grau (das Execuções) a aplicação do CP-art. 42 (LEP- art. 66, III, c)”, escreveu.

O parecer da procuradora se deu em análise a embargos movidos pela defesa do ex-presidente contra a sentença da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça. Os advogados haviam apontado uma omissão quanto ao cumprimento de sua pena e sua eventual progressão.

O ex-presidente está preso desde o dia 7 de abril de 2018, em Sala de Estado Maior, na sede da Polícia Federal em Curitiba.

Inicialmente, o petista foi sentenciado a 9 anos e 6 meses, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, pelo ex-juiz federal Sergio Moro. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região aumentou a pena para 12 anos e um mês de prisão. A dosimetria foi reduzida pelo STJ para 8 anos e 10 meses.

A redução abriu caminho para Lula migrar entre setembro e outubro para o regime semiaberto, quando o condenado pode sair da prisão para trabalhar durante o dia e retornar à noite – desde abril do ano passado, o petista está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

A Lei de Execução Penal prevê a progressão para um regime menos rigoroso quando o preso tiver cumprido ao menos um sexto da pena e apresentar bom comportamento. Lula, no entanto, é réu em outras sete ações penais – entre elas, a do sítio de Atibaia, em que foi condenado a 12 anos e 11 meses pela juíza Gabriela Hardt em janeiro deste ano. O TRF-4 ainda não julgou esse caso, que pode afetar uma eventual mudança de regime do ex-presidente.

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