Goiás

O fim de Joãozinho, o menino que matou pela primeira vez aos 11 anos, em Goiás

Veja imagens que mostram momento em que Joãozinho foi morto com 6 tiros no meio da rua.
26/05/2019, 22h18

O Brasil conheceu a história do adolescente João Carlos de Souza Silva, de 14 anos, após reportagem do Domingo Espetacular, da Record TV, na noite de 26 de maio. Joãozinho, como era conhecido, foi assassinado a tiros, no Setor Vida Nova, na periferia de Trindade, em Goiás, no último dia 21.

Na ficha de Joãozinho arquivada em uma delegacia de Trindade, a cronologia de crimes que terminaria com o adolescente caído morto em cima da bicicleta, uma Monark preta, com seis perfurações pelo corpo franzino. Para policiais da cidade, a morte era questão de tempo.

Veja o vídeo:

Filho de pai, mãe e avô envolvidos com o tráfico de drogas, Joãozinho fez carreira precoce na criminalidade.

Aos 11 anos, foi apreendido pela primeira vez ao confessar que matou com um tiro Deuzelino Francisco da Conceição, de 56 anos, na tarde do dia 29 de outubro de 2015. Deuzelino era motorista e fazia entregas em um supermercado quando foi abordado por Joãozinho e um comparsa. Como a vítima disse que não tinha dinheiro, foi morta com um tiro.

Do final de 2015 até janeiro de 2019, o adolescente somou 13 passagens: latrocínio, receptação, tráfico de drogas, desobediências, posse de drogas, porte ilegal de arma de fogo, roubo, furto de veículo e desacato.

O fim de Joãozinho, o menino que matou pela primeira vez aos 11 anos, em GoiásDepois de provavelmente ter matado o motorista durante o assalto, Joãozinho, ainda uma criança, foi matriculado em uma escola e inscrito em um projeto da Polícia Militar. Ele não sofreu qualquer punição por conta do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

No primeiro dia de aula, no entanto, Joãozinho bateu em uma criança de 4 anos, ameaçado colegas, professores e até quebrou uma carteira. Ele acabou sendo transferido e, depois, abandonou os estudos.

Aos cuidados de um tio, Joãozinho transformou o cotidiano da casa que passou a morar. Agredia os primos e chegou a ameaça-los. Acabou sendo entregue ao Conselho Tutelar novamente conforme um relatório assinado pelo tio no dia 3 de março de 2016.

Órfão de pai traficantes, Joãozinho foi morar com avô, também traficante em Goiás

O fim de Joãozinho, o menino que matou pela primeira vez aos 11 anos, em Goiás
Foto: reprodução.

O pai de Joãozinho foi assassinado em 2011 a tiros. Em 2012, a mãe do menino morreu esfaqueada. Órfão, ele passou a morar com o avô, José Tavares de Miranda. Em fevereiro deste ano, José morreu na cadeia pública de Trindade, onde cumpria pena por tráfico de drogas.

Segundo a Polícia, Joãozinho assumiu o posto do avô. Envolvido com uma facção criminosa, foi executado enquanto conversava com rapazes em cima de sua bicicleta, uma “monark” preta. Ele vestia uma desgastada camisa do Goiás Esporte Clube.

Joãozinho foi sepultado em um cemitério público de Trindade três dias depois de ter sido assassinado. Apenas o tio compareceu ao velório que durou 30 minutos.

No enterro, apenas o barulho da terra caindo sobre o caixão do menino de 14 anos.

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Goiás

Preso jovem que se escondeu em baú de cama para furtar loja, em Águas Lindas

O suspeito cortou os fios e quebrou o sistema de alarme de aparelhos celulares, mas ainda assim a empresa de segurança foi acionada. Com a chegada da PM, ele se rendeu e foi preso.
27/05/2019, 08h22

Um jovem foi preso na noite deste domingo (26/5), depois de se esconder dentro do baú de  uma cama, esperar a loja fechar e em seguida tentar furtar celulares. O caso ocorreu em uma unidade de uma conhecida rede de lojas de móveis e eletroeletrônicos, em Águas Lindas de Goiás, interior do estado. Com o suspeito foram apreendidos ao menos seis aparelhos, avaliados em R$ 10 mil.

De acordo com informações da Polícia Militar, uma equipe da 35ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), estava em patrulhamento no Jardim Barragem I quando foi informada sobre um furto na loja Casas Bahia. No local, foi constatada a movimentação de alguém dentro do estabelecimento, porém não havia nenhum sinal de arrombamento.

Os policiais fizeram contato verbal e uma voz masculina gritou, de dentro da loja, que queria negociar. Ainda segundo a PM, o gerente já estava em deslocamento, uma vez que o sistema de segurança do local foi acionado. O responsável pelo estabelecimento comercial abriu a porta e o autor do furto obedeceu às ordens da guarnição e se rendeu.

Jovem que se escondeu em baú de cama havia quebrado o sistema de alarme

Depois de ser preso, o jovem contou aos PMs que se escondeu no baú de uma das camas à venda enquanto a loja estava aberta. Ao perceber que o estabelecimento foi fechado, saiu do esconderijo, cortou os fios e quebrou o sistema de alarme dos aparelhos. Mas ainda assim a empresa de segurança foi acionada quando os dispositivos foram violados.

Foram recuperados seis celulares avaliados em aproximadamente R$10 mil. Os envolvidos e os objetos que seriam furtados foram apresentados na Delegacia da cidade para as providências cabíveis.

Furto

Segundo o Código Penal, o crime de furto pode resultar em pena de um a quatro anos de reclusão, e multa; a pena aumenta-se de um terço, se o crime é praticado durante o repouso noturno. Em caso de furto qualificado, se cometido com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa, a pena é de dois a oito anos de reclusão, e multa.

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Goiás

Criminosos usavam empresas de fachada para vender carros roubados, em Goiânia

A operação, que já havia apreendido dezenas de carros de luxo, descobriu várias empresas de fachadas usadas no esquema.

Por Ton Paulo
27/05/2019, 08h40

A Polícia Civil apresentou no último domingo (26/5) os resultados da Operação Sétimo Selo, deflagrada no dia 9/4 deste ano em Goiânia com o objetivo de desarticular uma sofisticada organização criminosa responsável pela receptação de veículos roubados e furtados, adulteração de sinais identificadores de veículos automotores e financiamento e custeio para o tráfico de drogas. A operação, que já havia apreendido dezenas de carros de luxo, descobriu várias empresas de fachadas usadas no esquema.

A operação, que foi deflagrada através da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores, Derfvra, apurou um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro, com a utilização de empresas e “laranjas”. Alguns veículos do grupo eram passados a outros grupos criminosos, diretamente ligados ao tráfico de drogas.

De acordo com a Derfvra, essa organização criminosa era constituída por dois núcleos de chefia distintos: o primeiro era liderado pelos Irmãos “Bola”, Luís César Martins de Souza e Luís Eduardo Martins de Souza, proprietários das empresas Giru’s Veículos Ltda – EPP, conhecida como Mega Imports; Mega Gyn Comércio de Veículos Ltda- EPP, conhecida como Mega Veículos; e Mega Gyn Negócios Ltda – EPP, conhecida como Mega Imports Auto, todas em Goiânia. Conforme a polícia, esses indivíduos eram tidos como “intocáveis” e mantinham um aparato empresarial para legitimar várias ações criminosas.

O segundo Núcleo era chefiado pelos sócios da sociedade empresarial Maranata Veículos, representados por Lindermberg Hudson de Souza e Ulemberg Nunes de Lima. Durante as investigações foram cumpridos, no total, 18 mandados de prisão; 25 mandados de busca e apreensão, bem como realizado o sequestro de 51 imóveis e valores bancários, avaliados em mais de R$ 40 milhões de reais.

Veículos roubados e de luxo, usados em empresas de fachada, foram apreendidos na operação

De acordo com a Polícia Civil, foram apreendidos em poder desses indivíduos 30 veículos de luxo. Também foram apreendidos 10 câmbios de veículos, sendo que nove são de automóveis roubados/furtados; três motores de caminhões, dois deles adulterados e um pertencente a um veículo roubado e, ainda, dois blocos de motores adulterados. Com essa ação a Polícia Civil desarticula uma das maiores organizações criminosas da região da “Robauto”. A investigação contou com o apoio da Polícia Técnico-Científica.

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Goiás

PC prende traficantes de Goiás e Minas Gerais que vendiam drogas em festas no DF

Drogas sintéticas eram levadas de Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis para raves de Brasília. Entre os investigados estão DJ's, empresários e motoristas de aplicativos.
27/05/2019, 09h23

Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) mira traficantes de Goiás e Minas Gerais que vendiam drogas sintéticas em festas que ocorriam em Brasília. Ao todo, são cumpridos, na manhã desta segunda-feira (27/5), 29 mandados de busca e apreensão e 22 mandados de prisão nos dois estados e no Distrito Federal.

As investigações apontam que as drogas eram transportadas de Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis e vendidas “em larga escala” em raves que ocorriam em Brasília. Entre os suspeitos estão DJ’s, empresários e motoristas de aplicativos, que seriam os responsáveis pela distribuição das drogas. Duas casas de shows também são alvos da operação.

Batizada de Operação Tridente, por envolver três estados, a ação é feita pela Coordenação de Combate a Corrupção e ao Crime Organizado (Cecor), com apoio da Coordenação de Repressão as Drogas (Cord) e das Polícias Militares de Goiás e de Minas Gerais. Ao menos 150 policiais atuam nas diligências.

Traficantes de Goiás e Minas Gerais forneciam ecstasy e LSD, aponta investigação

A apuração teve início há sete meses. Os envolvidos no esquema criminoso, que moram em Goiás e Minas Gerais, são fornecedores de ecstasy e LSD. De acordo com informações da PCDF, as drogas abasteciam a capital do país por meio de uma complexa rede de distribuição.

Conforme as investigações, existe a suspeita de que os motoristas de aplicativo, contratados para fazer o transporte das drogas sintéticas, também lucravam com o esquema de tráfico.

Primeira fase

A primeira fase da Operação, denominada de “Arpão”, ocorreu em outubro do ano passado. Oito pessoas foram presas por tráfico de ecstasy, LSD e maconha. De acordo com as primeiras investigações, os envolvidos no esquema eram todos membros de uma mesma família.

Os investigadores constataram que a “família do tráfico” era proprietária de um bar no Itapoã, no Distrito Federal, usado como fachada para a venda dos entorpecentes. As drogas também eram transportadas de Goiânia para a capital federal.

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Goiás

Homem entra bêbado em ônibus e tenta estrangular passageira, em Cristalina

O suspeito, que estava visivelmente bêbado, ameaçou uma passageira com uma faca e tentou estrangular outra.

Por Ton Paulo
27/05/2019, 10h07

Um homem foi preso na manhã do último domingo (26/7) no município de Cristalina, município goiano a 130 quilômetros de Brasília, acusado de intimidar e importunar passageiros em um ônibus que seguia para Paracatu, em Minas Gerais (MG). O suspeito, que estava visivelmente bêbado, ameaçou uma passageira com uma faca e tentou estrangular outra.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que realizou a prisão, a ocorrência teve início quando um passageiro entrou em contato pelo número 191 e relatou aos policiais o ocorrido. O ônibus realizava a linha Brasília (DF) para Paracatu (MG) quando o motorista foi obrigado a parar no acostamento, em decorrência de desentendimentos entre os passageiros.

A PRF conta que o suspeito, de 29 anos, visivelmente embriagado, adentrou no ônibus em Luziânia, em Goiás. Após iniciada sua viagem, o homem, que não teve a identidade divulgada, passou a importunar diversos passageiros até que em dado momento, sentou em uma poltrona atrás de uma passageira e tentou esganá-la.

Não satisfeito, o suspeito se dirigiu para outra passageira e ameaçou a mulher com uma faca. A passageira imediatamente correu para a frente do ônibus. No momento em que um passageiro avistou a arma branca, avisou aos demais e eles também correram para a parte dianteira do veículo, enquanto o homem tentou esconder sua faca.

Ao se deslocar para a cabine do ônibus, o autor foi contido, então, pelos passageiros.

Suspeito de tentar estrangular passageira de ônibus em Cristalina já tinha passagens pela polícia

Ainda segundo informações da PRF, não foi a primeira vez que o suspeito teve problemas com a polícia.

Quando a equipe PRF chegou, de acordo com a própria corporação, o ônibus estava parado no acostamento. Os policiais, por sua vez, conduziram o homem, que já possui antecedentes criminais por lesão corporal, à Delegacia de Polícia Civil de Cristalina.

Ele responderá pelas seguintes contravenções: praticar vias de fato e portar arma branca.

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