Goiás

Polícia apreende R$ 80 mil na casa de servidor da Seduc envolvido em esquema

Servidores da pasta facilitavam as licitações para os sócios com os quais tinham relações, dando agilidade nos processos para essas empresas vencerem.

Por Ton Paulo
23/05/2019, 15h17

Uma operação deflagrada pela Polícia Civil na última quarta-feira (22/5), que teve como alvo empresas do ramo da construção civil que atuam em obras públicas realizadas em Goiânia, chegou a servidores da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e descobriu um esquema onde os funcionários públicos da pasta facilitavam as licitações para os sócios com os quais tinham relações, dando agilidade nos processos para essas empresas vencerem.

Os resultados da ação, batizada de Operação Mákara, foram apresentados hoje (23/5) pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT). Na casa do superintendente de infraestrutura da Seduc foram encontrados R$ 80 mil reais em espécie, em moeda nacional e estrangeira.

Mandados foram cumpridos na casa de proprietários e sócios ocultos de construtoras e na residência de três servidores da Secretaria de Estado da Educação (Seduc)  — o superintendente de Infraestrutura, que coordena toda a parte de obras da secretaria, o assessor dele e um fiscal de obras. De acordo com a polícia, os suspeitos atuavam no esquema fraudulento há 4 anos.

Além do esquema de facilitação nas licitações por partes dos servidores, a investigação apura também crime de sonegação fiscal mediante emissão de notas fiscais falsificadas para burlar pagamento de tributo ISSQN. Durante as investigações, apurou-se que as empresas eram constituídas em nome de “laranjas” e também são investigadas por crime contra a fé pública, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.

Foram cumpridos, ao todo, 10 mandados de busca e apreensão em endereços na capital e em Aparecida de Goiânia.

Governo se manifestou sobre servidores da Seduc envolvidos em esquema de fraudes

O Governo de Goiás, por meio de nota, se posicionou sobre a operação que apurou esquema fraudulento envolvendo a Seduc. Conforme a nota, os crimes descobertos na operação ocorreram na gestão passado, todos os envolvidos foram exonerados.

Veja abaixo:

“Os crimes tributários foram cometidos na gestão passada. Todos os servidores envolvidos no esquema já estão sendo exonerados por determinação do governador Ronaldo Caiado. A atual gestão da Seduc colabora, desde o início deste ano, com as investigações da Polícia Civil. A pasta declarou apoio integral ao trabalho dos policiais.

O Governo de Goiás é contrário a qualquer tipo de irregularidade que possa gerar desfalque ao erário. Medidas de compliance, que vão combater ainda mais qualquer ato de corrupção na administração pública, já estão sendo implantadas em todas as secretarias de Estado. Nenhum ato que possa gerar prejuízo aos recursos públicos será tolerado pela atual gestão estadual.”

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Goiás

Suspeitos de matar homem que reagiu a assalto em Caiapônia são presos no Mato Grosso

Dupla saiu do Mato Grosso para roubar a casa da família.
23/05/2019, 15h32

Dois homens foram presos na tarde desta quinta-feira ( 23/5) em barra do Garças no Mato Grosso, suspeitos de matar um homem que reagiu a tentativa de assalto à casa da família no último dia 16 de maio deste ano, em Caiapônia.

Além da vítima fatal, o sogro dele também foi baleado. Os suspeitos foram identificados como Caio Conceição do Nascimento, de 23 anos e Vinicius de Jesus Moreira de Lima, de 22 e vão ser indiciados por latrocínio (roubo seguido de morte).

O delegado regional de Iporá, Tiago Junqueira, confirmou a prisão dos suspeitos. De acordo com o delegado, os dois são naturais do Mato Grosso e saíram do estado para cometer o crime naquele dia.

Tiago Junqueira não pode dar mais detalhes sobre a prisão dos envolvidos, pois as equipes estão em diligências, voltando para Caiapônia, onde os suspeitos vão ser apresentados. Segundo o delegado regional, o mandado de prisão dos suspeitos é temporário e vale pelo período de 30 dias, por se tratar de crime hediondo.

Homem foi morto e sogro baleado após reagir a assalto em Caiapônia

O caso ocorreu na noite do dia 16 de maio deste ano, em Caiapônia, a 318 quilômetro da capital, e toda a ação foi gravada pelas câmeras de segurança da residência. No dia do crime, dois homens invadiram a casa e anunciaram o assalto, enquanto a família jantava.

Nas imagens é possível ver dois homens, um de camisa azul encapuzado e outro de blusa vermelha e preta, com arma apontada para a família. De acordo com o delegado do caso Ramon Queiroz, os suspeitos buscavam por um cofre dentro da residência que pertence a um empresário do município.

O vídeo mostra enquanto um deles com a arma apontada para família, inclusive para criança, mexe nos pertences dos proprietários da casa para levar celular e dinheiro. Após não encontrar o que eles queriam, as imagens mostram o momento que Daniel da Silva Bueno, de 31 anos, espera os suspeitos virarem de costas para jogar uma cadeira contra eles.

Veja o vídeo: 

Após a reação do genro do empresário, um dos indivíduos armado atira na cabeça de Daniel que cai no chão sem vida, o sogro da Daniel também foi baleado na perna, no dia do crime e os suspeitos fugiram do local.

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Goiás

A raposa quer voltar a vigiar o galinheiro

Organização Social proscrita quer voltar a gerir hospitais em Goiás como o HUGO, com orçamento de R$ 14 milhões mensais. TCE pode vetar contratação Antônio de Olivos Guatambu Y-Pá.
23/05/2019, 15h38

A ABEAS Associação Brasileira de Entidades de Assistência Social é uma Organização Social que quer fazer a gestão de hospitais em Goiás, com destaque para o Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO), cujo orçamento é de R$ 14 milhões mensais. Até aí, tudo bem. O detalhe é que tudo converge para que a Abeas seja uma forma cover da Associação Beneficente de Assistência Hospitalar, a Pró-Saúde, outra OS que geriu o Hospital de Urgências da Região Sudoeste (HURSO), de Santa Helena de Goiás e que foi colocada para fora da gestão por ordem do Tribunal de Contas do Estado e do Ministério Público.

A Secretaria Estadual de Saúde abriu chamamento para contratar Organizações Sociais para fazer a gestão de três hospitais da rede estadual: Hutrin (Trindade), Huana (Anápolis) e Hugo (Goiânia). Participaram diversas OSs de Goiás e de outras Unidades da Federação, dentre elas a Abeas, que veio com essa nova formatação, mas a composição é a mesma da Pró-Saúde, quando deixou o Hurso.

A Abeas ficou habilitada para a gestão das três unidades, sendo o HUGO a principal, a mais nevrálgica e o terceiro maior hospital público de Goiás. A previsão de repasses mensais de R$ 14 milhões somente para o HUGO despertou a atenção de integrantes do MP e do Tribunal de Contas do Estado que acenderam a luz de alerta para o que possa estar por vir.

O histórico da atuação das pessoas que controlam a Abeas em Goiás foi o botão de pânico que fez soar o alarme. Gilmar Bandeira é o executivo que foi diretor-geral da Pró-Saúde no período em que essa OS geriu o Hurso e acumulou nesse mesmo tempo o cargo de diretor-operacional desse hospital. Em 2010 o Hospital de Urgências da Região Sudoeste foi inaugurado em Santa Helena de Goiás. Sua inauguração foi no dia 29 de dezembro desse ano, nos estertores do governo Alcides Rodrigues. Santa Helena é a base eleitoral de Alcides, onde seu filho atualmente é o prefeito.

A raposa quer voltar a vigiar o galinheiro

A raposa quer voltar a vigiar o galinheiro
Foto: Reprodução

A Pró-Saúde foi escolhida para fazer a gestão mediante um contrato emergencial. Registre-se que o TCE anotou que o hospital ainda não estava concluído e, portanto, não estava apto a entrar em operação. Mesmo sem haver qualquer serviço prestado a Pró-Saúde recebeu uma baba de R$ 1.122 milhão e os trabalhos começaram mesmo em julho de 2011. A seguir as irregularidades administrativas se sucederam e nada ficou alheio à fiscalização do Tribunal de Contas do Estado. O conselheiro Sebastião Tejota vislumbrou que um gigantesco ralo de dinheiro público estava aberto e decidiu intervir. Ele chegou a comandar pessoalmente uma vistoria no local e descobriu coisas que lhe deixaram assustado.

A raposa quer voltar a vigiar o galinheiro

Além do Hugo em Goiânia, gestores também aprontaram no Hurso em Santa Helena de Goiás

Em seu relatório ele anotou que a SES não fiscalizava a execução dos serviços contratados junto às OSs e que, no caso do Hurso com a Pró-Saúde “se verificou ausência de efetiva fiscalização por parte da SES-GO no que tange ao Contrato de Gestão firmado com a Pró-Saúde” e que isso poderia acarretar “sérios prejuízos ao Erário”. Ao final do relatório o conselheiro Tejota frisou que “as irregularidades constatadas são (eram) de ordem gravíssima” e no Acórdão restou determinado que o Estado fizesse um chamamento público para contratação de outra OS, de forma impessoal e objetiva. A Pró-Saúde foi instada a devolver dinheiro e tomou outras ações punitivas.

Nesse meio tempo a SES, o Ministério Público e o TCE descobriram outras peraltices dos gestores da Pró-Saúde no HURSO. O misto de diretor-geral, todo poderoso, capo-di-tutti-capi e superintendente da Pró-Saúde e Hurso, Gilmar Bandeira acumulava a direção da OS e do Hospital, percebendo um salário nada fraco de R$ 29.429,28 mensais como empregado inscrito na CLT, coisa expressamente proibida em lei. Além do salário ele fazia jus a benefícios como férias e 13º Salário.

A raposa quer voltar a vigiar o galinheiro
Foto: Reprodução

Agora ele volta como superintendente da Abeas, seu filho Igor é tesoureiro da diretoria estatutária e sua esposa Lenir de Oliveira Bandeira é presidente do Conselho de Administração. Uma família inteira para colocar a mão no orçamento milionário do Hugo e de quebra de outros hospitais. Sem falar que o próprio estatuto social da Abeas proíbe expressamente que não podem compor o mesmo conselho parentes consanguíneos ou afins ou dirigentes da entidade.

O TCE aguarda apenas uma definição dos resultados desses chamamentos para atuar. Uma fonte do tribunal informou que uma simples representação para o órgão poderá servir para impedir o retorno de quem já está encrencado.

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Brasil

Idosa conheceu homem pela internet e foi morta asfixiada no Distrito Federal

Os dois se encontravam na casa da vítima sem o conhecimento da família da idosa.
23/05/2019, 15h46

Um homem foi preso na última quarta-feira (22/5) suspeito de matar uma idosa de 68 anos asfixiada, em Taguatinga, no Distrito Federal (DF). O caso ocorreu no dia 29 de março deste ano e foi o 14º caso de feminicídio na capital federal durante este ano.

O suspeito foi identificado como Rocemiro Penijaro Ferreira da Silva, de 44, e usou uma sacola plástica e um cabo USB para matar Edileuza Gomes de Lima. O caso foi revelado por um jornal local na última terça-feira (21/5).

Conforme o periódico da região, a morte de Edileuza foi registrada como suicídio, todavia, no dia 17 de abril desde ano, a linha de investigação foi alterada pelos policiais e o caso passou a ser tratado como homicídio.

Idosa e suspeito se conheceram através de uma rede social na internet e se encontravam na casa da vítima

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) afirmou que a vítima e o suspeito se conheceram através de uma rede social na internet e começaram a se encontrar na casa de Edileuza, sem o conhecimento da família da idosa.

O delegado do caso, Gustavo Augusto da Silva, afirmou que o suspeito negou ser o responsável pelo assassinato da idosa, porém Rocemiro entrou em contradição durante seu depoimento.

“Ele afirmou que ficou na casa da idosa no dia do crime, e que teria manuseado o saco plástico encontrado na cabeça dela e também o cabo USB, enrolado no pescoço da vítima”, explica o delegado.

Conforme a matéria veiculada pelo periódico, após analisar a cena do crime, os policiais não encontraram o celular de Edileuza, o molho de chaves e controle do portão eletrônico da residência. A equipe policial questionou a Rocemiro o que ele havia feito com os pertences da vítima, que alegou ter ganhado o celular e o teria vendido na feira do rolo três dias depois.

Via: G1 
Imagens: G1 

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Goiás

Soldado da Força Nacional é denunciado por feminicídio pelo MPGO, em Jataí

Promotoria também pediu que o soldado seja condenado pelo crime e a pagar uma indenização por danos morais.
23/05/2019, 16h53

O soldado da Força Nacional, Josimar da Silva, de 29 anos, foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) por feminicídio contra a namorada Nathalia Lima Costa, de 25, no dia 9 de maio deste ano, em Jataí.

O promotor de Justiça, Paulo de Tharso Brondi, levou em consideração que o crime foi praticado por motivo torpe, sem a possibilidade de defesa da vítima, com as relações íntimas e de afeto entre os envolvidos prevalecendo no caso.

A denúncia mostra que Josimar e Nathália namoraram por aproximadamente um ano. O órgão levantou que no dia do crime, uma discussão entre os dois, após o soldado da Força Nacional desconfiar que estava sendo traído, pegou seu revólver e atirou na cabeça da jovem. Durante as investigações foi levantado que Josimar escondeu a arma do crime dentro da geladeira e fugiu da cena do crime.

Denúncia contra o soldado da Força Nacional levou em consideração o ciúme excessivo, controlador e doentio de Josimar

O promotor afirmou que o crime foi praticado contra mulher, dentro de um contexto de violência doméstica, pois a vítima e o denunciado namoravam. “Ele agiu devido ao ciúme excessivo, controlador e doentio, apenas pela suspeita de que a vítima mantivesse relações com outras pessoas.”, justificou o promotor na denúncia.

Ainda conforme a justificativa da promotoria, Josimar quis pegar a namorada de surpresa e evitar que a mesma pudesse reagir, atirando contra ela, que estava desarmada e sentada na cama no momento que foi alvejada.

O promotor Paulo de Tharso Brandi pediu além da condenação de Josimar por feminicídio, que o soldado da Força Nacional seja condenado a pagar uma indenização por danos morais. Além disso solicitou que sejam enviado ofícios à Superintendência Regional do Departamento da Polícia Federal, em Goiânia; à Secretaria Estadual de Segurança Pública do Estado de Goiás (SSPGO) e ao Instituto Nacional de Identificação para informar sobre a denúncia contra o militar.

Via: MPGO 

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