Goiás

Oftalmologista de Rio Verde cobrava mais de R$ 1 mil por cirurgias do SUS, diz MP

As vítimas ouvidas disseram que ele chegava a mostrar uma embalagem vazia, alegando que seria a lente utilizada, pela qual cobrava valores superiores a R$ 1 mil.

Por Ton Paulo
15/05/2019, 08h57

Um médico oftalmologista de Rio Verde, a serviço do município, está sendo alvo de uma ação do Ministério Público de Goiás (MP-GO) por improbidade administrativa. De acordo com a denúncia do órgão, o médico fazia cobranças por procedimentos cirúrgicos do Sistema Único de Saúde (SUS), que deveriam ser gratuitos, pedindo aos pacientes valores superiores a R$ 1 mil reais.

A ação do MP-GO contra o médico oftalmologista João Paulo Peloso Reis Passos é em caráter liminar, onde foi pedida a indisponibilidade de bens do réu, assim como seu afastamento da função pública, mediante a suspensão do termo de credenciamento firmado entre ele e o município.

Conforme apontado pelo órgão, depoimentos de pacientes do médico confirmaram as suspeitas de que o médico cobrava por procedimentos cirúrgicos. Entre as alegações para a cobrança estava, no caso de pacientes que passavam pela cirurgia de catarata, a necessidade de comprar uma lente de “melhor qualidade”. As vítimas ouvidas pelo MP-GO disseram que ele chegava a mostrar uma embalagem vazia, alegando que seria a lente utilizada, pela qual cobrava valores superiores a R$ 1 mil, aceitando, inclusive, parcelamento do valor.

Já em outros casos, o médico dizia que a situação clínica do paciente exigia o pagamento de valor extra, por um procedimento específico, mesmo sendo estes, diagnósticos imprecisos. Essa cobrança seria ilegal, uma vez que a Secretaria Municipal de Saúde repassa o valor de R$ 1,3 mil ao profissional credenciado, no qual já está incluso o valor das lentes utilizadas, bem como o risco cirúrgico e os demais materiais utilizados no procedimento.

No decorrer das investigações, foi feita ainda a oitiva de outros profissionais oftalmologistas que realizam cirurgias pelo SUS em Rio Verde, os quais corroboraram a informação de que é injustificável a cobrança de valor além do que já é pago pela SMS.

Oftalmologista de Rio Verde

Improbidade administrativa parece não ter sido o único ato praticado pelo médico oftalmologista João Paulo Peloso, de acordo com o Ministério Público. Conforme apurado pelo órgão, no dia 13/2 deste ano, o médico chegou a dirigir-se às Promotorias de Justiça de Rio Verde para registrar notícia de fato falsa, imputando a um outro médico da cidade conduta ilícita por ele não praticada. Este médico havia sido testemunha durante as investigações que apuravam as irregularidades atribuídas a João Paulo.

Ainda segundo o MP-GO, em uma outra situação o oftalmologista ligou para um de seus pacientes informando que ele seria notificado para depor e que não deveria falar nada sobre os valores que haviam sido cobrados pela cirurgia. A um outro paciente, ele alegou que seu caso necessitava a colocação de um anel, durante a cirurgia de catarata. No entanto, o município não autorizaria este procedimento, o qual deveria ser feito na rede particular, pelo valor de R$ 7,5 mil, podendo ser dividido em até cinco vezes no cartão de crédito.

Assim, o paciente asseverou que não poderia arcar com este valor e que tentaria solicitar a cirurgia em Goiânia, pedindo ao médico o encaminhamento para a realização do procedimento. João Paulo, contudo, resistiu em preencher o encaminhamento e amedrontou o paciente quanto à possibilidade de perda da visão, sugerindo a realização do pagamento proposto.

A reportagem do Dia Online entrou em contato com a defesa do médico, que alegou que ainda não teve acesso aos autos. O espaço permanece aberto para futuras manifestações.

Via: MP-GO 

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Goiás

Presos outros dois suspeitos de envolvimento na morte de médica em Brasília

No início das investigações, ex-motorista de Gabriela Rebelo Cunha, de 44 anos, já havia sido preso por latrocínio e ocultação de cadáver. Após o crime, ele ainda manteve contato com a família da médica, passando-se por ela.
15/05/2019, 09h37

Foram presos nesta quarta-feira (14/5), outros dois suspeitos de envolvimento na morte da médica Gabriela Rebelo Cunha, de 44 anos, ex-diretora do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), no Distrito Federal. De acordo com informações da Polícia Civil do DF, os dois homens, sendo um cozinheiro e um desemprego, estão presos temporariamente.

No início do ano, Rafael Henrique Dutra da Silva, de 32 anos, que trabalhava como motorista e pessoa de confiança da cirurgiã geral, já havia sido preso por latrocínio e ocultação de cadáver. Gabriela desapareceu em outubro do ano passado; seus restos mortais foram encontrados no dia 28 de janeiro, em Brazlândia. Ela foi assassinada no dia 24 de outubro, mas o que chamou a atenção da polícia é que durante dois meses, antes de ser preso, o Rafael manteve contato com a família da médica de Brasília por WhatsApp, passando-se por ela.

Morte de médica em Brasília

No dia do crime, Rafael levou Gabriela ao HRT e em seguida até uma agência bancária em Sobradinho para que ela fizesse uma transferência bancária. Quando os dois estavam retornando para Taguatinga, ele parou o carro próximo a uma parada de ônibus, alegando que estava ouvindo um barulho na roda.

Nesse momento, segundo o acusado, um comparsa entrou no veículo, simulou um assalto e mandou-os ir para Brazlândia. Chegando em uma estrada de chão, a médica foi enforcada, e o corpo foi deixado no local. Em depoimento, Rafael confessou que pagou R$ 5 mil a um comparsa para que ele matasse a cirurgiã.

Semanas após o crime, Rafael fez saques bancários das contas de Gabriela, nas quais ele tinha as senhas, e ainda comprou um carro popular com o dinheiro dela. Com ele, os policiais encontraram os dois carros da médica e pertences furtados do apartamento de Gabriela.

O motorista foi indiciado por latrocínio e ocultação de cadáver. Foi ele quem apontou onde o corpo de Gabriela estava escondido. O crime foi solucionado pela Divisão de Repressão a Sequestros (DRS), que agora prendeu mais dois suspeitos de envolvimento no assassinato.

Motorista desviava dinheiro de contas de médica

Segundo as investigações, o motorista era a pessoa de confiança da médica e era ele quem pagava contas para ela, resolvia pendências em bancos e ainda atuava como corretor. Ele chegou a vender imóveis para ela, sendo um em Pirenópolis, região turística de Goiás, avaliado em R$ 70 mil. Foi apurado ainda que, por mês, Rafael desviava cerca de R$ 1,5 mil das contas de Gabriela. O prejuízo chega a R$ 200 mil.

O motorista confessou ter premeditado o crime juntamente com um homem identificado como Baiano, com intenção de ficar com os bens da médica. De acordo com a polícia, ambos teriam cumprido pena juntos no Centro de Internação e Reeducação (CIR), no Complexo Penitenciário da Papuda. O acusado de matar a médica já tem passagens por estelionato e tentativa de homicídio, quando ainda era menor.

Imagens: Metrópoles - DF 

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Goiás

Novo aumento no preço da gasolina em Goiânia entra em vigor nesta quinta (16)

O aumento deve ser de dois centavos no preço do litro do combustível.

Por Ton Paulo
15/05/2019, 09h58

Para quem já está andando com o carro na reserva, é melhor se apressar para abastecê-lo. Isso porque um novo aumento do preço da gasolina está previsto para entrar em vigor nos postos de combustível na próxima quinta-feira (16/5), e Goiânia está inclusa. O aumento deve ser de dois centavos no preço do litro do combustível.

A variação decorre de pesquisas realizadas pelo Estado que estabelece, em seguida, o preço médio dos impostos pagos pelos postos. Em entrevista a um veículo local, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás – Sindiposto -, Márcio Martins, disse que a tabela foi revista e o fato acabou onerando os empresários. Por esse motivo, segundo ele, o valor da gasolina tende a aumentar em até dois centavos.

O presidente do Sindiposto ainda destaca que “normalmente, quando o valor a ser ajustado oscila entre um e dois centavos, muitos empresários nem aderem o reajuste”. Segundo ele, pode ser que isso aconteça agora. “Ou seja, a decisão de reajustar ou não ficará a cargo dos empresários”, explica.

A oscilação do preço final ocorrerá apenas sobre o valor da gasolina. “Os preços cobrados pelo etanol e o diesel devem continuar como estão”, garantiu.

Além do aumento no preço da gasolina, etanol teve reajuste de 10% no mês passado

O aumento no preço da gasolina não foi o primeiro a pegar o motorista de surpresa. Isso porque o etanol também teve um reajuste em abril deste ano, de 10%. O combustível passou de R$ 2,99 para R$ 3,29, em média. Sindicato de postos de combustíveis declarou na ocasião que encarecimento do etanol em Goiânia se deu pelo “aumento nos custos de aquisição dos combustíveis nas distribuidoras”.

O aumento pegou muita gente de surpresa na época, uma vez que o reajuste foi de 10% de uma só vez. Por um app desenvolvido pela UFG em parceria com o Ministério Público, o Olho na Bomba, que mostra o preço médio dos combustíveis em Goiás, e possível ver a padronização do aumento, com exceção de alguns postos, como nos setores Rio Formoso e Eldorado que, conforme a última consulta no app (14h40 de hoje), mantiveram congelado o preço de R$ 2,99 do etanol.

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Goiás

Empresário de Goiânia que comprou Porsche após erro de banco depõe à PC

Erro no sistema da instituição financeira depositou, por engano, quase R$ 19 milhões na conta proprietário do Restaurante Bienna, localizado no Setor Marista. Parte do valor teria sido usada na compra do carro de luxo.
15/05/2019, 10h43

Presta depoimento à Polícia Civil, na manhã desta quarta-feira (15/5), o empresário de Goiânia que comprou um Porsche, após o banco Safra S.A, depositar, por engano, R$ 18 milhões em sua conta. O veículo foi apreendido no dia 25 de abril. Guilherme Moreira, dono do Restaurante Bienna, localizado no Setor Marista, em Goiânia, é ouvido na 8º Distrito Policial, pelo delegado Kléber Toledo.

O erro no sistema da instituição financeira, que resultou no depósito de valores indevidos nas contas de vários correntistas, ocorreu no ano passado.

Após erro de banco, empresário de Goiânia compra carro de luxo

De acordo com a polícia, no dia 27 de dezembro o percebeu que havia sido creditada em sua conta mantida no Banco Safra S.A. a quantia de R$ 18.666.000,90. O proprietário do estabelecimento especializado em carnes e que integra a cena gastronômica do Setor Marista, então, teria se apropriado de parte do valor e, com o intuito de esconder a verdadeira origem do dinheiro, tentou transferências eletrônicas por meio de internet banking que juntas somam R$ 1.129.794,58 reais. As transferências foram realizadas para a conta do pai, para outra conta da empresa mantida em outra instituição financeira e para outras.

Entretanto, conforme os investigadores, as transações não foram concretizadas, pois foi feito o bloqueio das operações. Porém, Guilherme conseguiu fazer uma transferência no valor de R$ 280.000. Com o dinheiro, de acordo com a polícia, Guilherme teria comprado um Porsche modelo Boxster, 2.7, ano e modelo 2014, cor vermelha, veículo de luxo avaliado no mesmo valor da transferência.

De posse das informações, a Polícia Civil, por intermédio da 8ª Delegacia Distrital de Polícia de Goiânia, deflagrou a Operação Bienna, destinada ao cumprimento de Mandado de Busca e Apreensão, bem como o sequestro do Porsche comprado por Guilherme. O mandado de busca e apreensão foi cumprido em uma casa de luxo localizada no Condomínio Granville, em Goiânia, local onde Guilherme reside.

O que diz a defesa

Para a PC, a conduta de Guilherme configura os crimes de apropriação de coisa havida por erro e de lavagem de dinheiro. Nesses casos, as penas podem variar de três e 11 anos de prisão e multa. A polícia salienta-se que a operação foi denominada “Bienna” por dois fatores. Além de se tratar do nome fantasia do estabelecimento comercial do investigado, Bienna é uma cidade localizada na Suiça, país que, por várias décadas, esteve entre os maiores paraísos fiscais do mundo.

Procurada pelo Dia Online, a defesa de Guilherme Moreira negou que o empresário tenha comprado o Porsche com o dinheiro do banco, e diz que Operação Bienna “trata-se de um equívoco”. Leia a nota na íntegra:

O proprietário do restaurante esclarece que não houve apropriação indevida do valor apontado pelo banco. Tudo será esclarecido e comprovado tão logo seja oportunizado o direito de defesa na ação penal que, sequer, foi ajuizada. A operação policial trata-se de equívoco jurídico, e o problema se deu devido a um erro na prestação de serviço da instituição bancária que, além do depósito indevido, ao perceber a falha, também bloqueou todas as contas do empresário, o que impossibilitou a devolução imediata do valor que já havia sido retirado da conta para pagamentos diversos, inclusive para a quitação do carro citado, que já havia sido comprado. O empresário afirma que, após o desbloqueio das contas, tentou um acordo com o banco, que não foi concretizado devido a não concordância com as taxas de juros e multas. Com isso, a solução está sendo buscada na justiça, num processo aberto pelo próprio empresário.

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Educação

Encerra nesta quarta-feira (15) prazo para renovação de contratos do Fies

Também encerra hoje o prazo para os estudantes estenderem o prazo de utilização do financiamento e pedirem a transferência integral de curso ou de instituição.
15/05/2019, 10h56

Hoje (15/5) é o último dia para renovar os contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do primeiro semestre de 2019. Para a renovação, os estudantes precisam validar as informações prestadas pelas instituições de ensino no Sistema Informatizado do Fundo de Financiamento Estudantil (SisFies).

Os contratos do Fies precisam ser renovados a cada semestre. O pedido de aditamento é feito inicialmente pelas instituições de ensino para depois ter as informações validadas pelos estudantes, no sistema.

Também encerra hoje o prazo para os estudantes estenderem o prazo de utilização do financiamento e pedirem a transferência integral de curso ou de instituição.

Caso a renovação tenha alguma alteração nas cláusulas do contrato, o estudante precisa levar a nova documentação ao agente financeiro (Banco do Brasil ou Caixa Econômica), para finalizar o processo.

Nos aditamentos simplificados, a renovação é formalizada a partir da validação do estudante no sistema.

A estimativa do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação é de que neste semestre, cerca de 600 mil contratos sejam renovados.

O Fies concede financiamento a estudantes em cursos superiores não gratuitos, com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo Ministério da Educação.

Imagens: Anup 

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