Educação

Projeto de Caiado que restringe Passe Livre apenas a alunos do Ensino Médio já tramita

O projeto do governador, que já tramita na Assembleia, cortará o benefício do Passe Livre Estudantil de todos os estudantes do Ensino Fundamental, Superior e Técnico.

Por Ton Paulo
08/05/2019, 11h08

Os alunos do Ensino Superior, Técnico e até Fundamental de Goiás já podem se preparar para desembolsar diariamente o dinheiro da passagem de ida e volta para poder estudar, caso seja aprovado o projeto do governador Ronaldo Caiado (DEM) que já começou a tramitar na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Isso porque, entre outras mudanças, o projeto determina a restrição do benefício Passe Livre Estudantil (PLE) apenas para estudantes do Ensino Médio.

O Projeto de Lei nº 2388/2019, assinado pelo governador, institui o Programa Passe do Jovem Estudante (PJE) e já está tramitando na Comissão Mista da Alego, onde aguarda a indicação de um relator. Ele propõe uma nova reestruturação no Programa Passe Livre Estudantil, criado em 2012.

Conforme o projeto, além do corte de R$ 40 milhões, é proposto que o benefício seja destinado apenas e exclusivamente a alunos do Ensino Médio da rede pública de ensino ou da rede privada em condição de bolsistas. A proposta exclui todos os alunos do Ensino Fundamental, Técnico e Superior.

Além disso, será obrigatória, caso o projeto seja aprovado, a comprovação da renda familiar de até três salários mínimos e ser beneficiário direto ou indireto de algum programa de erradicação da pobreza do Governo. O novo programa é direcionado a estudantes da rede pública estadual, das escolas comunitárias e filantrópicas, bem como os matriculados em colégios particulares, desde que tenham bolsa integral.

Mais de 60 mil estudante ficarão sem o Passe Livre, caso projeto de Caiado seja aprovado

Atualmente, o programa Passe Livre Estudantil atende um total de 85.075 estudantes de Goiás. O projeto do governador Ronaldo Caiado propõe a redução desse número para 22.657, cortando o benefício de 62.418 estudantes.

Em janeiro deste ano, a Secretaria de Governo (Segov) anunciou que faria um “pente fino” nos cadastros do Passe Livre Estudantil. De acordo com o Segov na ocasião, haveria “verificação minuciosa dos cadastros efetuados no programa com o objetivo de levantar o perfil dos estudantes atendidos, além de coibir o mau uso do benefício”.

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Goiás

Empresário é preso na BR-060 com armas ilegais compradas para "proteção pessoal"

Homem, que informou ser dono de quatro farmácias, disse aos policiais que adquiriu as armas em Cezarina, interior do estado.
08/05/2019, 12h07

Um empresário, de 30 anos, e dois funcionários foram presos no início da noite desta terça-feira (7/5), na BR-060, próximo a Guapó, com armas compradas ilegalmente na cidade de Cezarina, interior de Goiás. Os objetos seriam usados para “proteção pessoal” do empresário, que informou ser dono de quatro farmácias.

A camionete, ocupada pelos três homens, foi abordada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Durante vistoria no veículo, os policiais federais encontraram uma pistola e dois revólveres dentro do compartimento de objetos no console central. A pistola, de calibre 380, estava carregada e municiada, pronta para uso; os revólveres, um de calibre 32 e outro 38, estavam sem munições.

O empresário e dono do carro estava com seis munições calibre 38 no bolso e afirmou ser o dono das armas. Ele informou aos policiais que possui quatro farmácias e utiliza o armamento para proteção pessoal. Os outros dois ocupantes do veículo são funcionários dele e um deles intermediou a compra ilegal dos dois revólveres no município de Cezarina.

O homem contou ainda que as armas seriam entregues a dois funcionários que trabalhariam em uma propriedade rural no estado de Roraima. Ele foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e encaminhado à Polícia Civil de Guapó.

Armas apreendidas na BR-060

No mês passado, a PRF, juntamente com policiais da Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), aprendeu armas de grosso calibre também na BR-060, em Guapó, sendo: 12 pistolas glocks de calibre nove milímetros e 45; duas carabinas de calibre 12; cinco fuzis de calibre 556; e um calibre 762 e 72 munições de calibre 12.

Um homem identificado como Gilson Cecote Cintra foi preso. De acordo com o delegado Alexandre Bruno, responsável pelas investigações na Draco, “o armamento foi adquirido no Paraguai por uma organização criminosa e seria utilizado aqui em Goiás para atos ilícitos, mas conseguimos interceptar a carga.”

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Mundo

Seis pessoas, incluindo quatro crianças, morrem durante incêndio de prédio em NY

Eles estavam em um dormitório localizado no quinto andar do prédio, de acordo com o comissário dos bombeiros Daniel Nigro.
08/05/2019, 14h29

Seis pessoas, incluindo quatro crianças, morreram na madrugada desta quarta-feira, 8, durante um incêndio em um apartamento no Harlem, em Nova York, segundo policiais. Equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada por volta da 1h40 (2h40 em Brasília). Ao chegarem ao local, um edifício de propriedade da prefeitura, encontraram os corpos de um homem e uma mulher, além de duas meninas e dois meninos com idades entre 3 e 11 anos.

Eles estavam em um dormitório localizado no quinto andar do prédio, de acordo com o comissário dos bombeiros Daniel Nigro. Acredita-se que todas as vítimas sejam da mesma família.

Emissoras de televisão locais mostravam imagens de vizinhos dispostos em um círculo fazendo orações em frente ao conjunto Frederick E. Samuel. “Enquanto as chamas queimavam, eu ouvia uma das garotas gritando”, contou ao New York Post Eric Allen, morador do quarto andar do prédio.

“Ouvi barulho de vidro quebrando e crianças gritando”, descreveu Abdul Salaam, de 25 anos, que viu as chamas da rua e acionou os bombeiros. “Havia tanta fumaça que não dava para enxergar direito”, disse o morador Geraldo Morales. “Tenho asma. Parecia que eu estava sufocando.”

Diversas pessoas sofreram ferimentos leves ao abandonarem o edifício. O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, expressou condolências às famílias das vítimas e disse que mais de 100 bombeiros atuaram nas operações de resgate. Fonte: Associated Press.

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Política

Prefeito de Santo Antônio do Descoberto é afastado do cargo

Salários dos servidores atrasados, ruas esburacadas motivaram o afastamento do gestor do cargo.
08/05/2019, 14h32

O prefeito de Santo Antônio do Descoberto, no Entorno do Distrito Federal (DF), Adolpho Von Lohrmann (MDB), foi afastado do cargo por 45 dias pela Câmara de Vereadores do município. Além de afastar o gestor, a Casa ainda decretou estado de calamidade pública na cidade.

Segundo matéria publicada por um jornal local, a decisão foi tomada pelos parlamentares ao considerar que a cidade se encontra em uma situação caótica, ruas esburacadas, salários atrasados, além de outros problemas.

Com o afastamento do prefeito, o vice Aleandro Olívio Caldato (PROS), assumiu o posto na última terça-feira (7/5). Conforme os parlamentares, foi aberto o processo de cassação do atual gestor, que vai ser ouvido nesta quinta-feira (9/5) pelos vereadores.

Má gestão e problemas de saúde foram responsáveis pelo afastamento do gestor

No documento, os parlamentares afirmaram que o afastamento de Adolpho foi devido a má gestão no município. Os vereadores apontaram no documento má conservação das ruas e avenidas, salários atrasados dos servidores, e não quitar as dívidas com fornecedores da Prefeitura.

Conforme a publicação do periódico, além dessas irregularidades, os vereadores apontaram situação de abandono e ruas intransitáveis na cidade e sem iluminação pública. O decreto de afastamento do prefeito das funções por 45 dias traz ainda que escolas e unidades de saúde da cidade estão em situação precária, e que falta atendimento médico nos postos de saúde de Santo Antônio do Descoberto.

Os parlamentares ainda afirmaram que o prefeito passou por diversos problemas de saúde e por essa razão a administração tem sido precária. Com os problemas citados pelos vereadores, a Casa determinou só afastamento do gestor e decretou estado de calamidade pública administrativa.

Dia Online tentou entrar em contato com o prefeito Adolpho afastado pela Câmara da cidade, mas até a publicação desta matéria os telefonemas não foram atendidos. O espaço fica aberto para que o mesmo possa se posicionar sobre o caso.

Via: G1 

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Política

"Ele é ridículo!", reage vereador a deputado que protocolou pedido de impeachment de Iris Rezende

Após Alysson Lima ir à Câmara protocolar um pedido de impeachment do prefeito, o vereador Oséias Varão disse que o deputado usava a Câmara como "palanque político".

Por Ton Paulo
08/05/2019, 15h15

A protocolização de um pedido de impeachment de Iris Rezende (MDB), prefeito de Goiânia, por parte do deputado estadual Alysson Lima (PRB), na manhã desta quarta-feira (8/5), acendeu, além de uma confusão com bate-boca de vereadores na Câmara Municipal de Goiânia, também uma rixa entre o vereador Oséias Varão (PSB) e o membro da Assembleia Legislativa. Após o deputado ir pessoalmente à Câmara para apresentar o pedido de impeachment e ser impedido de usar a tribuna, Oséias chegou a dizer que Alysson era “ridículo” e que tentava usar a Câmara como “palanque político”.

O bafafá se instalou depois que o ex-vereador e atual deputado Alysson Lima compareceu na manhã de hoje à Câmara Municipal para protocolar um pedido de impeachment de Iris Rezende, e solicitou usar a tribuna para falar aos vereadores sobre o processo.

Entretanto, assim que foi aberta a sessão, vários vereadores da base Irista começaram a se manifestar contra a abertura da tribuna para que o deputado discursasse. Uma votação chegou a ser realizada para decidir se o parlamentar poderia ou não subir à tribuna e justificar sua proposta. Com placar de 17 votos contrários e 5 favoráveis, Alysson foi impedido de falar. O pedido de impeachment foi protocolado, mas um rastro de insatisfação parece ter ficado para trás.

O vereador Oséias Varão, líder do prefeito na Câmara, falou ao Dia Online e deixou explícita sua indignação com o pedido apresentado pelo deputado. “Ele é ridículo! O deputado Alysson não tem senso do ridículo! Desculpe a minha indignação, mas ele está usando essa situação só para fazer a Câmara de palanque político, porque ele sabe que as eleições estão próximas e que não existe fundamento para impeachment do prefeito!”, disse.

Conforme o vereador, o pedido de impeachment apresentado pelo deputado Alysson Lima é “vazio de argumentos e fundamentos jurídicos”, uma vez que seria baseado apenas “numa denúncia do MPF”. A ação referida pelo vereador, que alega improbidade administrativa, foi proposta à 7ª Vara da Justiça Federal.

Oséias ainda diz que tem absoluta certeza de que “não existe clima na Casa para impeachment”, e que Alysson é “uma vergonha para a oposição”. “Se houvesse indício para impeachment, a oposição ali [na Câmara] está fazendo o quê então? Por que um deputado teve que sair da Assembleia para ir protocolar esse pedido de impeachment?”, finaliza o vereador.

Alysson Lima, autor do pedido de impeachment de Iris Rezende, rebate e diz que “compareceu à Câmara como um cidadão comum”

Em resposta ao vereador Oséias Varão, o deputado Alysson Lima chamou de “equivocadas” suas declarações, e disse que não foi à Câmara enquanto deputado. “A lei diz que qualquer cidadão pode protocolar um pedido de impeachment, e foi o que eu fiz. Não fui à Câmara como deputado, mas como cidadão”, esclarece.

O deputado também declarou que, ao contrário do que foi dito pelo vereador, o processo montado por ele dispõe de três crimes de improbidade administrativa que foram reunidos em uma única peça jurídica. “É um processo com elementos jurídicos fortes pra poder realmente indicar um caminho de impeachment na Câmara Municipal”, avalia.

Sobre a acusação de estar usando a Câmara como “palanque político”, o deputado respondeu que “não precisava disso”. “Eu tenho mais de 150 mil seguidores nas redes sociais, fui apresentador da TV Record, não preciso disso para me promover”, rebate.

Quanto ao sucesso ou fracasso do trâmite do pedido de impeachment, o deputado diz que dependeria, agora, dos vereadores, mas chegou a dizer que a Câmara Municipal era “totalmente agachada ao prefeito”. Entretanto, ele mostrou confiança na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ). “Na CCJ tem maioria, são 4 contra 1”, finaliza.

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