Goiás

Funcionários do Eixo Anhanguera, em Goiânia, decidem entrar em greve

Quase 500 servidores da empresa Metrobus participaram do encontro que decidiu pela paralisação, que deve acontecer no dia 13/5.

Por Ton Paulo
06/05/2019, 10h36

Em uma assembleia realizada por funcionários da Metrobus, empresa responsável pela gestão do Eixo Anhanguera, em Goiânia, ficou decida uma greve com paralisação prevista para o dia 13 ou 14 deste mês. A assembleia, que aconteceu no último domingo (5/5), contou com a participação e coordenação do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo e da Associação dos servidores da Metrobus.

Quase 500 servidores da empresa participaram do encontro que decidiu pela paralisação. Os funcionários da empresa protestam contra a redução ticket alimentação pela metade e contra o corte do anuênio equivalente a 3% do salário. Além disso, reclamam do adiamento da negociação do Acordo Coletivo 2019.

Ao Dia Online, a assessoria da Metrobus confirmou a realização da assembleia no último domingo, mas disse que a decisão da greve, que estaria já prevista para o dia 13 ou 14, não representa o posicionamento da empresa, e que a informação chegou à diretoria de forma extraoficial.

Nova assembleia de funcionários do Eixo Anhanguera deve acontecer, mas decisão de greve está mantida

A assessoria da Metrobus também confirmou ao Dia Online que a assembleia que ocorreu foi de caráter preliminar nova assembleia de funcionários da empresa está prevista para acontecer no próximo domingo (12/5), para uma nova deliberação. Entretanto, até o momento, a decisão de greve pelos funcionários é a que vigora.

De acordo com a assessoria da empresa, um dos motivos que teria provocada a decisão de greve seria a adoção, por parte da Metrobus, de uma “necessária redução de custos, que teria deixado alguns funcionários insatisfeitos”.

A empresa Metrobus, por meio de nota, disse que “é necessário a compreensão de todos” sobre os cortes que estão sendo feitos. Confira abaixo:

“A Metrobus informa que tem procurado manter diálogo com todos seus colaboradores. A realidade econômica de hoje é diferente das vividas em outras épocas e é necessário compreensão de todos. A direção da empresa, além de consulta à PGE – Procuradoria-Geral do Estado, solicitou apoio para mediação ao SET – Sindicato das Empresas de Transporte e também ao MPT –  Ministério Público do Trabalho.A contraproposta apresentada, igualando alguns benefícios aos demais funcionários do Sistema de Transporte Coletivo é indispensável para o restabelecimento da saúde financeira da empresa, que vem sendo buscada com várias outras práticas de gestão, tais como, redução de comissionados, racionalização dos gastos e revisão de contratos.”

Passagem de ônibus ficou mais cara

Começou a valer no mês passado, sexta-feira (19/4), em Goiânia e Região Metropolitana, o novo valor da passagem de ônibus. A tarifa que antes custava R$ 4 agora custa R$ 4,30. O reajuste de 7,5% foi aprovado em reunião da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC), ocorrida na última quarta-feira (17/4), no Paço Municipal.

O aumento da passagem foi aprovado por seis votos a dois, sendo estes dos representantes da Câmara Municipal de Goiânia e da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), vereador Lucas Kitão (PSL) e deputado Alysson Lima (PRB), respectivamente. Os dois parlamentares já haviam se manifestado contra o reajuste sem que fossem apresentados projetos de melhorias para o transporte público.

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Goiás

Carro quase passa em cima da cabeça de idosa, em Caiapônia; veja vídeo

Acidente ocorreu no último sábado (4/5). Apesar do susto, ela saiu praticamente ilesa e não quis registrar boletim de ocorrência.
06/05/2019, 11h45

Imagens de câmeras de segurança de um comércio de Caiapônia, região Sul de Goiás, mostram o exato momento em que uma idosa é atropelada, enquanto atravessava uma rua, e vai parar embaixo de um carro. Por um triz ela não teve a cabeça atingida pelo pneu do veículo. Apesar do susto, ela sofreu apenas um ferimento no olho esquerdo. O acidente ocorreu no último sábado (4/5).

Hermínia Maria de Jesus, de 86 anos, atravessava a rua sozinha quando foi atingida por um carro, modelo Fiat Toro, que andava de marcha à ré. Pelo vídeo, divulgado em algumas redes sociais, é possível ver o momento em que ela cai e para debaixo do veículo, que continua em movimento. Logo em seguida, duas pessoas que estavam em uma motocicleta avisam a motorista sobre ocorrido e descem da moto para socorrer a idosa.

Veja o registro do acidente:

A idosa foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada ao hospital da cidade. Hermínia Maria ficou internada em observação e recebeu alta neste domingo (5/5). Apesar do susto, ela sofreu apenas um ferimento no olho esquerdo.

Idosa, vítima de acidente em Caiapônia, diz que “está bem”

Depois de sair do hospital, dona Hermínia concedeu uma entrevista à TV Anhanguera onde disse que está bem e que já voltou a fazer seus serviços de casa. Ela mostrou ainda que o atropelamento resultou apenas em um hematoma no olho esquerdo. Conforme publicado pelo portal G1, ela explicou que não viu o carro em movimento. “Quando eu vejo, eu paro e deixo o carro passar”, comentou. Hermínia Maria preferiu não registrar o boletim de ocorrência sobre o acidente.

Segundo informações da Polícia Militar, a motorista do carro disse que também não viu a idosa atrás do veículo. Como a ocorrência não foi registrada, o caso não será investigado.

Via: G1 
Imagens: Rota Policial 

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Goiás

Homem é preso após tentar reconhecer documentos falsos em cartório, em Hidrolândia

O homem tentava viabilizar um negócio imobiliário no valor aproximado de R$ 4 milhões de reais.

Por Ton Paulo
06/05/2019, 11h56

Um homem foi preso na última sexta-feira (3/5) no município de Hidrolândia, a 40 quilômetros de Goiânia, acusado de tentar registrar no cartório local uma série de documentos com assinaturas falsas a fim de viabilizar um negócio imobiliário no valor aproximado de R$ 4 milhões de reais.

Conforme informações da Polícia Civil, Thiago Rodrigues dos Santos (de idade não informada) foi preso em flagrante dentro do Cartório de Registro de Imóveis da comarca. Thiago estava em posse de diversos contratos de compra e venda de imóveis com assinaturas falsas, e tentava fazer o reconhecimento deles como verdadeiros, através da autenticação cartorial.

Ainda conforme a polícia, o objetivo de Thiago com a fraude era vender diversas chácaras no município de Aparecida de Goiânia, no valor aproximado de R$ 4 milhões de reais.

O homem possui antecedentes criminais por crime semelhante. Ele foi conduzido pela polícia e autuado pelo crime de falsificação de documento. Agora, as investigações, que estão a cargo do delegado Diogo Rincón, prosseguem para apurar um possível envolvimento de outras pessoas na tentativa de fraude.

Homem preso em Hidrolândia vai ser enquadrado no artigo 297

Ao tentar reconhecer no cartório os documentos com assinaturas falsas, Thiago Rodrigues praticou o crime de falsificação de documento, previsto no artigo 297 do Código Penal.

De acordo com o artigo, “Falsificar, no todo ou em parte, documento público, ou alterar documento público verdadeiro” é crime passível de dois a seis anos de reclusão ou multa.

Além disso, conforme especificado no artigo, “Se o agente é funcionário público, e comete o crime prevalecendo – se do cargo, aumenta – se a pena de Sexta parte”.

O artigo também esclarece que “Para os efeitos penais, equiparam-se a documentos público o emanado de entidade paraestatal, o título ao portador ou transmissível por endosso, as ações de sociedade comercial, os livros mercantis e o testamento particular”.

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Economia

Quase 40% dos jovens já tiveram ou têm o nome sujo

Principal motivo é a necessidade de contribuir com as despesas domésticas, associado ao descontrole com as finanças pessoais.
06/05/2019, 11h59

No segundo ano da faculdade de Administração Pública, Samira Ferreira, de 21 anos, aprendeu de um jeito dolorido o que é déficit. Hoje, sua dívida pessoal soma R$ 50 mil, metade com o banco, outra parte com a instituição de ensino. “Minha dívida cresce para que eu possa estudar”, diz ela, que está com o nome sujo e não sabe o que fazer para resolver a situação. “Tenho de me concentrar em uma coisa por vez, mas espero que isso não me prejudique lá na frente.”

A situação de Samira não é muito diferente de parte de seus amigos. Histórias que, agora, ganham contornos por meio de um levantamento inédito feito pela Câmara Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo birô de crédito SPC Serasa. As instituições mapearam a situação financeira dos brasileiros entre 18 e 24 anos, que dão os primeiros passos profissionais.

Atualmente, 4 entre 10 jovens estão ou já estiveram com o nome sujo. O principal motivo é a necessidade de contribuir com as despesas domésticas, associado ao descontrole com as finanças pessoais.

Dos entrevistados, 78% possuem alguma fonte de renda, sendo que 65% afirmam contribuir financeiramente para o sustento da casa. O principal comprometimento é com a alimentação (51%). A pesquisa ouviu 801 jovens, entre homens e mulheres de todo o Brasil, de 20 de fevereiro a 6 de março.

O endividamento da moçada não é muito diferente do resto dos brasileiros mais velhos, já que 40% da população total do País terminou 2018 endividada, segundo a CNDL. Mas é mais preocupante, pois indica que as gerações mais novas não vêm sendo educadas financeiramente – e o problema tende a persistir.

“É necessário realizar algum tipo de política pública para aumentar a educação financeira dessa população”, diz Daniel Sakamoto, gerente de projetos da CNDL.

Desemprego

Pelo fato de o estudo ter sido o primeiro a ser realizado com esse corte de faixa etária, é difícil inferir o impacto da crise econômica nessa população. Ou do desemprego, que chega a 30% entre os jovens, ante 13% da população geral. “Não há parâmetros de comparação, mas com certeza as famílias enfrentam agora alto desemprego e gargalo de consumo”, diz. “Exatamente por isso, o jovem precisa contribuir mais com as contas de casa, o que aumentou o problema.”

Samira, por exemplo, toma emprestado R$ 7 mil por semestre da instituição de ensino, como parte do programa de bolsa de estudos. É com esse valor que ela paga o aluguel da república na qual mora (R$ 650 por mês), cobre os gastos com alimentação, transporte e, de vez em quando, ajuda os pais, que moram em São José dos Campos (SP). “Estudo em período integral e não consigo trabalhar, faço apenas alguns bicos durante as férias”, diz. No fim de semana antes do feriado de 1.º de maio, ela trabalhou na sorveteria do pai de uma amiga em Ubatuba para conseguir um dinheiro extra. “Minha família precisa de mim, tenho de ajudar.”

Para Guilherme Prado, presidente do Bem Gasto, projeto de educação financeira nascido no Insper, além de trabalharem para completar o orçamento doméstico, os jovens entram no mundo adulto sem referências de como e onde gerenciar os novos recursos. “O descontrole financeiro dos jovens é, no momento, um grande problema nacional e sem atenção devida das autoridades”, afirma Prado.

Segundo ele, o objetivo inicial do Bem Gasto era atender às comunidades carentes com técnicas de planejamento financeiro. “Neste ano, por conta da realidade que encontramos em nossas caminhadas pelo Brasil, resolvemos redirecionar a atuação para os jovens, justamente entre 18 e 24 anos”, afirma.

Para ele, falar de dinheiro é um tabu dentro de casa. “Os pais não dizem quanto ganham nem para seus companheiros”, diz ele. “Quando o filho começa a trabalhar, não faz a menor ideia do que fazer com o dinheiro. Só sabe que quer comprar um celular e trocar de tênis.”

Dados da pesquisa mostram que, entre as dívidas de longo prazo, 26% dos jovens que se declaram endividados estão comprometidos com pagamentos de crediários e carnês, 21% têm parte do orçamento destinado à amortização de empréstimos pessoais e consignados e outros 21% tentam quitar as parcelas de financiamento para automóveis. “O que identificamos é que, com a crise, eles precisam ajudar em casa e acabam se enrolando com esses gastos de longo prazo”, afirma Sakamoto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Polícia procura marido que matou mulher na saída de clube, em Mineiros

O crime ocorreu na madrugada de domingo após briga do casal.
06/05/2019, 13h40

O marido Jurciley Celestino de Souza, de 37 anos, ainda não foi preso e nem se apresentou à Polícia Civil de Mineiros, cidade em que matou a tiros a mulher , Daiele Melo Rodrigues, de 23 anos, após discussão na saída de um clube.

Para o delegado de Mineiros, Júlio César Arana Vargas, a Polícia Civil não tem dúvidas de que o marido matou a esposa. “Testemunhas viram quando ele atirou. Não temos dúvidas de que ele foi o autor. Ele fugiu para evitar o flagrante, mas já estamos em diligências”, garantiu o delegado ao Portal Dia Online.

Antes do crime em clube de Mineiros, marido brigou com a mulher em bar

O casal foi visto brigando em um bar da cidade e, depois, na saída de um clube, onde Jurciley havia ido atrás do marido. Ele vai responder por feminicídio.

O crime ocorreu na madrugada de domingo (5/4) em frente ao clube da cidade durante uma festa. A mulher teria ido atrás do marido e, depois da segunda discussão, ele atirou pelo menos seis vezes na vítima.

Testemunhas teriam ouvido o momento em que a mulher pediu divórcio, o que deixou o suspeito transtornado, embora tenha pedido para ela ir para casa.

Depois do crime, Jurciley abandonou o carro, um Ford Fiesta, próximo a uma fazenda em Santa Rita do Araguaia, onde moraria familiares dele.

O Corpo de Bombeiros foi chamado pelas pessoas que estavam na festa para atender Daiele, mas ela morreu no local.

Após o crime, os três filhos do casal foram acolhidos pelo Conselho Tutelar de Mineiros e entregues à família.

À noite de domingo, um policial militar da cidade disse ao Portal Dia Online que parte da população de Mineiros, revoltada com o crime, prometeu ir atrás do marido. “As pessoas estão revoltadas”, disse o sargento Leal.

A reportagem procurou a família de Jurciley Celestino, mas ninguém quis comentar o crime.

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