Brasil

Célula do PCC monitorava rotina de autoridades de SP para fazer atentado

A Polícia Militar apreendeu cerca de R$ 1 milhão em cédulas na operação. Também informou ter apreendido drogas e armas.
03/05/2019, 19h01

Uma célula do Primeiro Comando da Capital (PCC) vinha monitorando os hábitos de “agentes públicos”, promotores de justiça e policiais, anotando horários e locais que frequentavam. Essa célula estava no centro da Operação Joboia, deflagrada nesta sexta-feira, 3, que resultou na prisão de 44 pessoas em 20 cidades do Estado de São Paulo. A principal suspeita do Ministério Público Estadual é que essa célula tinha missão de planejar ataques para responder à transferência dos líderes da facção criminosa para presídios federais, ocorrida há três meses.

A ação não alcançou todos os objetivos e, segundo a Polícia Militar, até o fim da tarde desta sexta ainda havia buscas sendo feitas. Dos 50 mandados de prisão que seriam cumpridos nesta sexta, 17 suspeitos não foram capturados. Além das 33 prisões por mandado, os mais de 500 policiais que participaram da ação fizeram 11 prisões em flagrante, por crimes como tráfico de drogas e porte de armas, de suspeitos que passarão agora por audiências de custódia. Entre os flagrantes, foram quatro detidos na cidade de São Paulo, cinco em Ribeirão Preto e dois em Sorocaba.

Em entrevista coletiva realizada na sede do Ministério Público Estadual na tarde desta sexta, o subprocurador-geral de Justiça de São Paulo, Mário Luiz Surrubbo, afirmou que o enfrentamento a essa célula que colhia informações sobre as autoridades foi pensado para ocorrer em paralelo a outras investigações contra a facção, tocadas pelas unidades regionais do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Sorocaba e Santos.

“O trabalho visava a desarticular ações de rua da facção e uma das forças-tarefa, instalada no âmbito do Gaeco da capital, acabou também realizando um trabalho, que hoje foi muito produtivo, que desarticula uma célula da facção que procurava trabalhar e fazer levantamentos para futuros atentados contra a vida de agentes públicos, promotores de justiça e outros”, disse o subprocurador.

Surrubbo não informo o nome de nenhum dos possíveis alvos da facção nem informou os nomes dos presos. Ele também não informou quais tipos de mandados de prisão foram cumpridos (se eram temporários, com prazo determinado, ou preventivos, sem preza preestabelecido). Também não informou em quais regiões estavam os 17 alvos que conseguiram escapar.

O subprocurador destacou que foram cumpridos ainda 30 mandados de busca e apreensão que resultaram na apreensão de documentos da quadrilha. “Esse material é importantíssimo”, afirmou Sarrubbo.

A Polícia Militar apreendeu cerca de R$ 1 milhão em cédulas na operação. Também informou ter apreendido drogas e armas.

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Goiás

Interdição do Hospital Materno Infantil em Goiânia é suspensa pela Justiça

"Interditar totalmente uma unidade hospitalar pública e que presta serviços ao SUS, geraria riscos e danos à saúde da população que necessita de atendimento", salientou a juíza.
03/05/2019, 20h13

O pedido de interdição do Hospital Materno Infantil (HMI) em Goiânia foi suspenso na tarde desta sexta-feira (3/5) pela Justiça do Trabalho. A unidade de saúde é ligada a Secretaria de Estado da Saúdes (SES-GO) e vem passando por diversos problemas nos últimos meses.

Por meio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-GO), o governo estadual entrou com uma ação cautelar para anular o termo de interdição do HMI na última quinta-feira (2/5). Com a suspensão efetivada pela Justiça do Trabalho, o Estado tem 15 dias para cumprir as exigências feitas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) e que um terço da unidade já foi adequado as regras do CBMGO.

A decisão foi da juíza do trabalho substituta Girlene de Castro Araújo Almeida. Ao analisar o pedido de nulidade da interdição do Materno Infantil, a magistrada concordou com os pontos apresentados das precariedades encontradas na unidade de saúde, desde equipamentos a estrutura física do hospital.

Juíza afirmou que interdição do Materno Infantil fere o princípio da razoabilidade e proporcionalidade

Ao justificar sua decisão a magistrada ressaltou que o pedido feito pelo governo estadual, mostra que tal medida ao ser adotada iria contra o princípio da razoabilidade proporcionalidade e por isso suspendeu o termo.

“Interditar totalmente uma unidade hospitalar pública e que presta serviços ao SUS, geraria riscos e danos à saúde da população que necessita de atendimento”, salientou a juíza. A procuradora lembrou ainda que o hospital é uma unidade hospitalar estratégica dentro da Rede de Atenção à Saúde em Goiás, e pontuou no pedido para anular a interdição, que caso a mesma viesse a ocorrer iria gerar danos imprevisíveis na assistência de crianças e gestantes em Goiás.

A PGE ao protocolar o pedido de nulidade lembrou que a interdição do Materno Infantil só foi solicitada após quatro meses de uma auditoria feita na unidade e que conforme o documento elaborado pela procuradoria, iria gerar dúvidas quanto a urgência alegada para interditar a unidade.

A procuradoria lembrou também que o prazo pedido pela auditoria de 10 dias para desocupar o HMI, é curto, devido a falta de laudos emitidos pro profissionais técnicos habilitados, que indicassem a necessidade de desocupação do prédio.

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Esportes

Após série de dispensas, Zé Roberto convoca 12 jogadoras para a seleção de vôlei

Seleção Brasileira de vôlei vai disputar este ano a Liga das Nações, o Campeonato Sul-Americano, o Pré-Olímpico de Tóquio-2020 e a Copa do Mundo.
03/05/2019, 20h38

Depois de precisar aceitar sete pedidos de dispensa de jogadoras por motivos diversos nas últimas semanas, o técnico José Roberto Guimarães anunciou nesta sexta-feira (3/5) uma lista de 12 atletas convocadas para defender a seleção brasileira de vôlei visando a disputa de quatro competições deste ano: a Liga das Nações, o Campeonato Sul-Americano, o Pré-Olímpico de Tóquio-2020 e a Copa do Mundo.

Entre os 12 nomes confirmados está o da líbero Léia, que na temporada passada havia solicitado afastamento da equipe nacional para poder se dedicar à família. Além dela, foram chamadas pelo treinador as opostas Paula Borgo e Bruna Honório; a levantadora Macris Carneiro; as centrais Mara Leão, Mayany Souza e Carol; as ponteiras Gabi e Natália.

A oposta Lorenne e as ponteiras Tainara e Julia Bergamann, que já treinavam no Centro de Desenvolvimento do Voleibol (CDV), em Saquarema (RJ), como convidadas, também foram incluídas nesta listagem divulgada hoje. Para completar, Paulo Coco foi convocado como assistente para integrar a comissão técnica da seleção feminina.

Por meio do comunicado divulgado nesta sexta, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) também informou que a central Carol só poderá se apresentar a Zé Roberto no dia 20 de maio, enquanto o restante das atletas chamadas têm presença esperada no CDV nesta próxima segunda-feira para se juntar ao grupo de jogadoras que foram as primeiras convocadas desta temporada: as levantadoras Roberta e Juma, a oposta Tandara, a ponteira Amanda, as centrais Bia, Milka e Lara e a líbero Natinha.

O início dos trabalhos da equipe nacional para os desafios de 2019 foi atrapalhado pela série de pedidos de dispensas de atletas. O último foi o da ponta Drussyla, do Sesc-RJ, no dia 25 de abril, quando alegou questões médicas para não atuar, segundo informou a CBV naquela ocasião.

Durante a última edição da Superliga, encerrada na semana passada com o Minas conquistando o título ao superar o Praia Clube na final, Drussyla perdeu grande parte da fase de classificação por conta de uma fratura por estresse na tíbia da perna direita. A ponta se afastou dos trabalhos físicos mais intensos, o que a atrapalhou na campanha do time comandado pelo técnico Bernardinho que caiu nas quartas de final para o Sesi-Bauru.

Drussyla se juntou a outras seis jogadoras que pediram dispensa da equipe nacional. Foram elas: Adenízia, Thaisa, Camila Brait, Dani Lins, Tássia e Gabi Cândido. Os pedidos foram por problemas familiares, de saúde ou alegando desgaste e necessidade de descanso.

No último dia 24 de abril, a ponta Gabi Cândido, do Sesi-Bauru, chegou a usar as suas redes sociais para revelar que sofre de síndrome do pânico após receber críticas por não aceitar a sua convocação para a seleção brasileira.

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Goiás

Polícia faz a maior apreensão de ecstasy da história de Goiás, em Ceres

Conforme a Polícia Militar, a carga é avaliada em aproximadamente R$ 6 milhões de reais.

Por Ton Paulo
04/05/2019, 09h24

Em uma operação conjunta com a Polícia Federal, a Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) fez na última sexta-feira (3/5) a maior apreensão de ecstasy já registrada em Goiás. A operação, realizada no município de Ceres, a 180 quilômetros de Goiânia, apreendeu a carga avaliada na casa dos milhões com mais de 120 mil comprimidos da droga sintética.

A operação foi batizada de Drug Of, e ocorreu de forma conjunta entre a PMGO e a Polícia Federal. Foram apreendidos 50,4 quilos de ecstasy em Ceres, distribuídos em 120 mil comprimidos. Conforme a Polícia Militar, a carga é avaliada em aproximadamente R$ 6 milhões de reais. O suspeito, que foi preso, estava levando a carga para Anápolis.

A PMGO ainda conta que a apreensão no âmbito da Operação Drug Of foi feita após compartilhamento de informações por parte da Polícia Federal. Dois suspeitos foram presos, entre eles Magno Galdino de Assis. Com ele, além da droga, a polícia também apreendeu uma arma de fogo tipo revólver, da marca Taurus, calibre 38, com cinco munições intactas e numeração suprimida, um caminhão Ford/Cargo e uma caminhonete Amarok.

Apreensão de ecstasy traz necessidade de informações sobre a droga

De acordo com a Denarc, o MDMA, ou simplesmente ecstasy, é uma droga classificada como perturbadora que tem atividade estimulante e alucinógena, os efeitos podem durar até 8 horas, e logo após a ingestão se distribui amplamente pelo organismo. Chegando ao cérebro, a metabolização da droga é realizada principalmente no fígado e sua eliminação ocorre através da urina, sendo concluída após aproximadamente dois dias.

A droga apresenta efeitos semelhantes aos estimulantes do sistema nervoso central (agitação), bem como efeitos perturbadores (distorção da realidade). Os efeitos da MDMA causam a falsa sensação de excitação, assim como, a melhora na percepção musical e aumento da percepção das cores. A droga provoca:

  • Diminuição do apetite,
  • Dilatação das pupilas,
  • Aceleração do batimento cardíaco,
  • Aumento da temperatura do corpo (hipertermia),
  • Rangido de dentes e
  • Aumento na secreção do hormônio antidiurético.

Os efeitos residuais são aqueles que perduram dias após o uso de uma droga. Muitos usuários relatam ter um episódio depressivo nos dias após o uso do ecstasy, o que é chamada de depressão de meio de semana. Assim como, fadiga e insônia também são comuns.

O uso de ecxtasy é geralmente seguido de um grande esforço físico, devido a agitação psicomotora. A associação desses fatores tende a aumentar consideravelmente a temperatura corporal, a qual pode atingir 42ºC e, inclusive, ser mortal.

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Mundo

Coreia do Sul diz estar 'muito preocupada' com lançamento de mísseis

De acordo com o JCS, a Coreia do Norte lançou mísseis de curto alcance no Mar Leste da península coreana - se confirmado, seria o primeiro uso de mísseis balísticos do país desde novembro de 2017.
04/05/2019, 09h52

A Coreia do Sul disse em comunicado estar “muito preocupada” com a atitude da Coreia do Norte, afirmando ser uma violação do acordo do ano passado entre as Coreias para reduzir tensões entre os países. De acordo com o Comando Conjunto da Coreia do Sul (JCS, na sigla em inglês), a Coreia do Norte lançou mísseis de curto alcance no Mar Leste da península coreana – se confirmado, seria o primeiro uso de mísseis balísticos do país desde novembro de 2017. A porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, disse em comunicado que os Estados Unidos estavam cientes das ações da Coreia do Norte e que continuariam a monitorar a situação.

O ministério de Relações Exteriores da Coreia do Sul afirmou que o país e os EUA estão analisando o lançamento dos mísseis. A declaração foi dada após conversas por telefone entre o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e sua homóloga em Seul.

A ministra de Relações Exteriores da Coreia do Sul, Kang Kyung-wha, também falou por telefone com o ministro das Relações Exteriores do Japão, Taro Kono. Eles concordaram em manter coordenação enquanto respondem cuidadosamente aos lançamentos. O ministério da Defesa do Japão afirmou que os projéteis não eram uma ameaça de segurança e que eles não se aproximaram da costa do país. O Japão deve evitar qualquer resposta mais forte, pois o primeiro-ministro Shinzo Abe tenta conseguir uma cúpula com o líder norte-coreano Kim Jong-un.

O exército da Coreia do Sul aumentou sua vigilância para o caso de haver mais disparos. O país afirmou inicialmente que um único míssil havia sido lançado, mas depois divulgou comunicado que falava em “diversos projéteis” e que eles chegaram a voar 200 quilômetros antes de atingirem o mar.

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