Goiás

Professor é morto a tiros por aluno dentro da escola em Valparaíso

Aluno ameaçou professor após ser informado que seria transferido de Colégio.
30/04/2019, 17h38

Um professor foi morto a tiros na tarde desta terça-feira (30/4) dentro da sala dos professores do Colégio Estadual Céu Azul, em Valparaíso de Goiás no Entorno do Distrito Federal (DF), por um aluno da instituição. A Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) foi chamada e fez o isolamento da aérea, a Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) por meio do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) também está no Colégio e faz os levantamentos sobre a ocorrência.

Dia Online entrou em contato com o delegado Rafael Abrão que durante o levantamento das informações descobriu que o estudante discutiu com uma professora e o professor que também é coordenador da instituição interveio.

“Durante a discussão entre os envolvidos o educador afirmou que o rapaz seria transferido de escola, o que não agradou o menor que foi embora e ameaçou o educador”, explica o investigador.

Após ameaça, aluno volta ao Colégio e mata professor

Segundo o delegado, o professor foi identificado como Júlio Cesar Barros, de 41 anos e era coordenador da instituição. “No período da tarde o aluno voltou a instituição armado e foi até a sala dos professores e efetuou dois disparos contra o coordenador, um dos tiros atingiu as costas do educador e o segundo em uma distância mais curta acertou a cabeça de Júlio”, conta o delegado.

Após ser baleado, os outros professores que estavam na escola chamaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu) para socorrer a vítima dos disparos, no entanto os socorristas ao chegar ao local, constataram a morte de Júlio.

A polícia tem informações sobre o estudante e busca nesse momento fazer a apreensão do menor. Por se tratar de um Colégio Estadual, a reportagem entrou em contato com a Secretaria do Estado de Educação (Seduc) que por meio de nota lamentou a morte do professor e que equipes da Seduc estão no local e acompanham as investigações. A Secretaria afirmou também que tem trabalhado em todos os sentidos para contribuir na cultura da paz.

Confira a nota

“Nota da SeducA Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc) lamenta a morte do professor Júlio Barroso, coordenador de turno do Colégio Estadual Céu Azul, de Valparaíso de Goiás. Com imenso pesar, informa que o professor Júlio foi baleado por L. R. L., de 17 anos, aluno da escola. O Serviço de Saúde (Samu) foi acionado, mas, infelizmente, o professor morreu ainda na unidade escolar. Também foram acionadas a Polícia Militar e a Policia Civil, a cargo de quem correm as investigações. 

A Seduc acompanha o ocorrido e está com equipes no local para prestar o apoio à comunidade escolar neste momento de tristeza e perplexidade. Também, com o mesmo propósito, será deslocada à cidade de Valparaíso uma equipe multidisciplinar, composta por psicólogo, assistente social e integrantes da Superintendência de Segurança Escolar da Seduc. A Seduc reitera que tem feito todos os esforços no sentido de contribuir para a cultura da paz.”

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Brasil

Gêmeas siamesas unidas pelo crânio são separadas em cirurgia de 20 horas

O estado delas ainda é considerado muito delicado, mas, de acordo com a equipe médica, a recuperação das pacientes supera as expectativas.
30/04/2019, 18h33

O Hospital da Criança de Brasília fez no último fim de semana uma cirurgia de 20 horas para separação das gêmeas Lis e Mel, que nasceram ligadas pelo crânio em junho do ano passado. O estado delas ainda é considerado muito delicado, mas, de acordo com a equipe médica, a recuperação das pacientes supera as expectativas. Lis já foi retirada do coma induzido. “Há ainda um longo período pela frente, mas o resultado obtido até o momento é muito bom. Estamos confiantes”, afirmou o anestesiologista da equipe, Luciano Alves Fares.

Casos de gêmeos que nascem ligados pelo crânio (definidos pela ciência como craniópagos) são raríssimos. A estimativa é de que ocorra um em cada 2,5 milhões de nascimentos. O diagnóstico da má-formação foi feito ainda na 10ª semana de gestação. Quinze dias depois, uma equipe multidisciplinar, liderada pelo neurocirurgião Benício Oton de Lima, começou a ser formada para acompanhar o caso. “Foi a primeira e provavelmente a última cirurgia desse tipo que vou fazer na minha vida. Esse é um caso muito raro”, contou Oton de Lima.

A ideia de fazer a cirurgia de separação vinha sendo trabalhada desde a gestação. Mas a estratégia cirúrgica foi definida apenas no primeiro mês de vida dos bebês, quando exames descartaram o risco de drenagem venosa compartilhada. Isso significava que o sistema venoso de cada uma das gêmeas era independente, o que permitia que a cirurgia fosse feita em apenas uma etapa.

As crianças nasceram com a parte frontal direita ligada uma a outra. Como a distância entre os crânios era muito pequena, foi necessária a realização de fisioterapia e uma série de procedimentos preparatórios para a operação. Em janeiro, por exemplo, uma cirurgia foi feita para implantação de cinco extensores de silicone. O objetivo era expandir a pele da face das crianças que mais tarde seria usada para cobrir a cicatriz da cirurgia na região frontal.

A equipe, com cerca de 50 integrantes, enfrentou uma maratona de encontros para planejamento da cirurgia e treinamento dos procedimentos que seriam realizados. Cinco profissionais estrangeiros, ligados ao The Children’s Hospital at Montefiore, dos Estados Unidos, que já tinham experiência nesse tipo de caso, foram convidados para acompanhar a operação. A equipe de convidados, três médicos e duas enfermeiras, assistiu a cirurgia.

“O planejamento foi fundamental. Avaliamos todas as etapas, todos os riscos. Ainda há muito pela frente, mas tudo está caminhando como o imaginado”, afirmou o cirurgião plástico da equipe, Ricardo Machado Homem. Não há ainda como saber se haverá sequelas nos bebês. Mas Oton Lima afirma haver chances de boa recuperação. Em primeiro lugar, porque a cirurgia foi feita ainda no primeiro ano de vida dos bebês, quando a neuroplasticidade (capacidade de recuperação) é mais acentuada. Além disso, a ligação dos crânios ocorreu no lobo frontal, onde há menos riscos de sequelas.

As gêmeas são as primeiras filhas do casal Camila Vieira Neves, de 25 anos, e Rodrigo Martins Aragão, de 30 anos. “Meu sonho é agora levá-las para passear. Fazer coisas simples, que ainda não conseguimos fazer.” A expectativa é de que as meninas permaneçam mais 15 dias no hospital antes da alta. O casal mora em Ceilândia, cidade nas proximidades de Brasília. “Ver as duas separadas foi um sonho que se realizou. Uma espera que acabou e a certeza de que a gente ganhou uma guerra. Sabemos que teremos outras batalhas, mas a gente vai vencer.”

A cirurgia foi feita em duas etapas, com duas salas de apoio. Equipes também eram distintas. O grupo encarregado de atender Mel estava equipado com toucas, máscaras e luvas amarelas. A equipe que atuou com Lis, usou rosa. “Tudo foi separado, instrumentos, insumos, com cores específicas de cada uma”, contou o anestesiologista. “Estamos muito otimistas e nos preparando para, no dia 1º de junho, comemorar o aniversário de 1 ano das meninas com um bolo e uma festa”, completou.

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Entretenimento

Morre, aos 72 anos, a sambista Beth Carvalho

Considerada uma das maiores sambistas do Brasil, Beth Carvalho morreu nesta terça-feira.
30/04/2019, 19h01

Aos 72 anos, morre no Rio de Janeiro a sambista Beth Carvalho nesta terça-feira (30/4).

A artista estava internada no no Hospital Pró-Cardíaco. Ela foi levada ao hospital em 8 de janeiro de 2019.

Beth Carvalho é um ícone do samba brasileiro, com letra e voz fazendo a alegria nos últimos 50 anos.

A artista é tão importante, que é chamada de madrinha pelos sambistas de renome como Zeca Pagodinho, Jorge Aragão e Arlindo Cruz.

Beth, com seu cabelo ruivo e encaracolado, percorri palcos, botecos e escolas de samba sempre sorridente. Nos últimos, no entanto, sofria com uma insuportável dor na coluna.

Em 2010, a conhecida rainha do samba, ficou emocionada com a homenagem de uma escola de samba.

Nascida em 5 de maio de 1946, a grande Beth Carvalho, ou para os anais da história, Elizabeth Santos Leal de Carvalho, foi professora de música e, depois, uma das maiores influenciadoras da música popular brasileira.

Entre 1965 e 1971, lançou quatro discos que alavancaram sua carreira. Entre eles, “Muito na Onda”. O lançamento explodiu nas rádios.

Já na gravadora Tapecar, em 1971, lançou “Amor, amor”, “Canto para um novo dia” e “Pra seu Governo”, este último, sem dúvidas, um dos mais belos trabalhos de Beth Carvalho.

Artistas lamentam morte da sambista Beth Carvalho

A partir daí, Beth lançou em parceria com os grandes sambistas, como Nelson Cavaquinho.

Ao jornal Extra, Arlindo Cruz lamentou: “Eu estou em choque. Ela tinha me convidado pra cantar no show dela no dia 5. Seria a primeira vez que a gente ia cantar junto. Eu estava muito ansioso.”

Por meio das redes sociais, outros famosos também lamentaram a morte da artista. O ator Humberto Carrão, declarou: “Perdemos hoje a Madrinha do samba. Obrigado por tanto, Beth.”

A cantora Daniela Mercury escreveu: “A extraordinária Beth Carvalho se foi. Minha inspiração, minha amiga: você é o samba que nos inspira a resistir, que canta o Brasil mais profundo.”

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Goiás

Além de interditar o Hospital Materno Infantil auditoria pede a demolição do imóvel, em Goiânia

Procurador afirma que prédio não tem condições de abrigar o Hospital e aconselha o governo a procurar outro prédio.
30/04/2019, 19h28

O termo de interdição do Hospital Materno Infantil (HMI) feito após uma auditoria da Superintendência Regional do Trabalho (SRT) e acompanhada pelo Ministério Público Federal (MPF) e Conselho Regional de Farmácia (CRF) foi entregue nesta terça-feira (30/4) a Procuradoria-Geral do Estado (PGE). O documento que é fruto de levantamos feitos durante quatro meses e determina que a unidade seja interditada e o prédio desocupado, se não bastasse a SRT pede que o imóvel onde fica o hospital seja demolido.

Conforme a publicação de um Jornal local, após a auditoria foram constatadas diversas irregularidades tanto de ordem estrutural como de limpeza e higiene da unidade. Um dos exemplos citados pela superintendência, foi a falta de medicamentos na unidade, que aumentam o risco de infecções pela ausência de climatização para manter os medicamentos na temperatura ideal.

De acordo com a auditora fiscal do trabalho, Jacqueline Carrijo, a degradação do prédio é total e não tem condições de abrigar o HMI. “Além dos trabalhadores da unidade que passam de mil, e mais de 30 mil pacientes atendido no Materno Infantil anualmente, que estão em perigo devido as irregularidades que encontramos”, explica a auditora.

Procurador afirma que quem for ao Materno Infantil vai ser atendido, porém pacientes não poderão ser encaminhados ao Hospital

O Procurador da República em Goiás, Ailton Benedito afirmou que o Materno Infantil não vai deixar de atender os pacientes no chamado “porta aberta”, que é quando o enfermo vai diretamente até a unidade sem ser necessário o encaminhamento. Entretanto ele salientou que a Secretaria Municipal de Saúde não vai mais poder encaminhar doentes ao Hospital.

Assim como a auditoria determinou que o prédio não possuem as condições necessárias para abrigar o Materno Infantil, o procuradora concordou com o levantado pela SRT e afirmou que o Estado deve providenciar um outro prédio para abrir o HMI.

O governo estadual segundo o termo entregue pela superintendência tem o prazo de 10 dias para apresentar o cronograma de desocupação do Hospital.

Via: O Popular 

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Esportes

Goiás recebe o São Paulo na reabertura do Estádio Serra Dourada

Reforma foi paga pelo clube goiano a título de doação e ultrapassa a casa dos R$ 600 mil segundo a diretoria esmeraldina.
30/04/2019, 20h38

Após vencer o Fluminense pelo placar de 1 a 0 na estreia do Campeonato Brasileiro da Série A 2019 no último domingo (28/4), com gol do zagueiro Rafael Vaz em cobrança de falta no fim do jogo. o Goiás recebe nesta quarta-feira (1/5) o São Paulo pela segunda rodada da competição, na reabertura do Estádio Serra Dourada, em Goiânia.

O Estádio que é o maior palco da modalidade no estado, foi usado até a segunda rodada do segundo turno do Campeonato Goiano deste ano, que terminou com o Atlético Goianiense como campeão da temporada 2019. Entretanto a última partida disputada no Serra Dourada foi no dia 23 de fevereiro entre Goiânia e Aparecidense, depois deste jogo, a praça desportiva foi fechada para uma pequena reforma.

Com a reforma no Serra Dourada, o Atlético Goianiense mandou jogos no Estádio Antônio Acciolly em Campinas, o Goiás na Serrinha no Setor Bueno, o Vila Nova no Onézio Brasileiro Alvarenga (OBA) e o Goiânia no Olímpico durante a disputa do estadual.

Reforma do Serra Dourada foi bancada pelo Goiás

A nova pintura das arquibancadas, reforma das lanchonetes e dos banheiros, além da instalação do árbitro de vídeo para a disputa da elite do futebol nacional, foi bancada pelo Goiás Esporte Clube, único time goiano na Série A. O investimento feito para melhorar a estrutura do Estádio ultrapassa a casa dos R$ 600 mil conforme informou a direção do clube.

Goiás recebe o São Paulo na reabertura do Estádio Serra Dourada
Foto: Reprodução

Na tarde desta terça-feira (30/4) antes do jogo de reabertura do principal estádio de Goiás, foi concedida uma coletiva de imprensa para mostrar como a praça desportiva ficou após a reforma e ela preparada para receber a primeira partida do esmeraldino goiano no Brasileirão da Série A.

A partida entre Goiás x São Paulo é válida pela segunda rodada do campeonato e vai ser disputada no Estádio Serra Dourada a partir das 21h30. A diretoria informou a uma Rádio local que mais de 18 mil ingresso foram vendidos e que os bilhetes destinados a torcida do tricolor paulista, uma carga de 3.800 se esgotaram.

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