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Procuradoria geral de Nova York investiga Facebook por coleta de e-mails

"A coleta dos e-mails é a mais recente demonstração de que o Facebook não leva a sério seu papel na proteção de nossas informações pessoais", disse a procuradora.
26/04/2019, 19h17

A Procuradoria Geral de Nova York está investigando o Facebook após a revelação de que a rede social armazenava e-mails de mais de 1,5 milhão de pessoas sem consentimento. Os dados, segundo a companhia, foram usados para aprimorar o algoritmo de segmentação de anúncios entre outras operações.

Letitia James, procuradora-geral do Estado disse que estava na hora do Facebook ser responsabilizado pela forma como lida com as informações de seus usuários. “O Facebook demonstrou repetidamente a falta de respeito pelas informações dos consumidores e, ao mesmo tempo, lucrou com a mineração desses dados”.

A partir de maio de 2016, o Facebook coletou automaticamente as listas de contatos dos usuários, coletando dados sobre mais de 1,5 milhão de pessoas. A rede social afirmou que a coleta e uso desses dados era uma consequência “não intencional” de um sistema usado para verificar as identidades dos usuários, e que foi rapidamente desativado depois que o site americano Business Insider registrou a prática pela primeira vez no início deste mês.

“A coleta dos e-mails é a mais recente demonstração de que o Facebook não leva a sério seu papel na proteção de nossas informações pessoais”, disse a procuradora.

De acordo com o The New York Times, a investigação se concentrará principalmente em como o incidente ocorreu e no número total de pessoas afetadas.

Na última quarta-feira, 24, o Facebook anunciou que esperava pagar uma multa entre US$ 3 billhões e US$ 5 bilhões para a Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC, na sigla em inglês) por não cumprir um acordo feito com o órgão. O órgão investigava as responsabilidades da rede social no escândalo da Cambridge Analytica e as possíveis violações de privacidades seguintes

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Goiás

Rapper Sabotinha foi morto com dois tiros na cabeça, conclui laudo

O rapper e dois amigos teriam roubado arma e tentado matar um traficante.
26/04/2019, 19h39

Dias antes de ser sequestrado e assassinado a tiros, Kaique Liberato Melo, o rapper Sabotinha, de 17 anos, teria se envolvido em uma enroscada com dois amigos.

Segundo pessoas próximas ouvidas pelo Portal Dia Online nos últimos 7 meses, o trio teria roubado uma arma e tentado matar um traficante de Aparecida de Goiânia.

A vingança chegou em forma de sequestro, morte e ocultação de cadáver do Kaique Sabotinha. A Polícia Civil já vem trabalhando com essa hipótese, mas não quis dar detalhes do inquérito de dois volumes. Os dois jovens envolvidos fugiram para fora do estado de Goiás com medo de morrer.

Procurados, nenhum quis falar do caso. “Está apavorado”, disse o familiar de um deles no fumódromo do Terminal Cruzeiro.

Outro familiar, ainda mais discreto, conversou com o repórter em uma panificadora do Jardim América. “Não podemos comentar mais nada além de que eles fugiram para não morrer.”

Desde quando o resultado ficou pronto, a reportagem fez pelo menos três solicitações para ter acesso ao exame cadavérico, o que foi negado pela Polícia Civil e pelo Instituto Médico Legal (IML).

Seis meses após os restos mortais serem encontrados e identificados após exame de DNA, nenhum suspeito foi preso pelo assassinato do rapper, morto com pelo menos dois tiros na cabeça, conforme o laudo cadavérico.

O  exame encontrou três perfurações no crânio do Sabotinha. Segundo o delegado responsável pela investigação no Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) Eduardo Rodovalho explicou ao Portal Dia Online, não é possível saber se o rapper foi morto com mais tiros.

“Um dos buracos pode ter sido orifício de saída. Mas foi morto com pelo menos dois tiros”, garante Rodovalho, que tem analisado nas últimas semanas os dois calhamaços de oitivas anexadas ao  inquérito policial que veio da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC).

O laudo, contudo, não consegue discriminar o calibre da arma utilizada para executar Sabotinha, que teve o corpo abandonado em uma mata fechada.

A ossada foi encontrada pelo filho de um chacareiro que se surpreendeu enquanto explorava a região. Os peritos encontraram a vestimenta – um short, a camiseta do Goiás Esporte Clube e piercing de língua – em meio aos restos mortais.

Arma e tentativa de homicído podem ter motivado morte de rapper Sabotinha

Sabotinha foi sequestrado dentro da própria casa em 22 de novembro de 2017. Homens armados, que se identificavam como policiais, pularam o muro da residência, no bairro Colina de Homero, em Aparecida de Goiânia.

Conforme apurou a reportagem do Portal Dia Online com exclusividade, como você por ler aqui, os restos mortais foram encontrados na Fazenda Santo Antônio, na zona rural de Aparecida, a 22,3 quilômetros de onde Kaique Sabotinha foi sequestrado. De carro, os assassinos e a vítima percorreram 42 minutos.

Kaique Sabotinha estava com o irmão quando foi sequestrado

O jovem estava com o irmão quando homens armados invadiram a casa deles no bairro Colina de Homero.

O trio estava vestido de preto, com bonés e óculos escuros, abriu o portão sob os gritos de: “Não corre, não. É polícia”. Enquanto pediam para Sabotinha entregar uma arma e ameaçá-lo de prisão, o irmão dele,  Kamn Liberato, ficou deitado no chão da cozinha de costas, em silêncio, com medo de morrer. Os homens subiram no telhado e reviraram a casa.

Sabotinha nunca mais foi visto depois de ser colocado em um Ford Fiesta preto. Os mesmos homens desceram a rua e foram à casa de um mecânico, pai de um amigo de Sabotinha. Queriam levá-lo também. Policiais que investigaram o caso contaram à reportagem que procuraram a família, mas ninguém foi encontrado.

Os homens já teriam ido atrás de outro amigo de Sabotinha, que morava no Papilon Park, em Aparecida. Eles queriam encontrar armas que os três teriam furtado da casa de um traficante. Com a mesma arma, conforme familiares dos dois amigos que saíram de Goiás por medo, um dos três teria tentado matar a tiros esse mesmo traficante.

A Polícia Civil não quis confirmar a história. “Temos algumas linhas de investigações”, se limitava a dizer, o ex-titular da DEIC, delegado Valdemir Branco.

Questionado sobre a demora na conclusão do inquérito, o delegado Rodovalho justifica: “O caso inicialmente era tratado na DPCA [Delegacia de Proteção à Criança e Adolescentede], depois foi para as mãos do doutor Branco [da DEIC], quando era tratado apenas como desaparecimento. O GIH entrou no caso quando os restos mortais foram encontrados. Mas não tínhamos a identidade da vítima. Agora pedi para que fosse feito um procedimento para juntar esses dois inquéritos”, explica.

Ainda segundo o delegado, a Polícia Civil trabalhou esse tempo todo para a elucidação do crime. “São dois volumes que demonstram o interesse de prender o criminoso que fez isso”, garante.

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Brasil

Ex-funcionário do Senado ameaça colegas e é preso após perseguição, em Brasília

Paulo foi demitido da empresa na última quinta-feira (25/4) por problemas disciplinares.
26/04/2019, 20h32

Um ex-funcionário do setor de marcenaria do Senado Federal, foi preso na tarde desta sexta-feira (26/4), na Via L4 Sul, em Brasília que precisou ser interditada, após ele voltar ao Senado e ameaçar os colegas, afirmando que estava armado e fugir em seguida.

Conforme a publicação de um Jornal local, o ex-funcionário foi identificado como Paulo e demitido na última quinta-feira (25/4) por problemas disciplinares. Paulo era ligado a uma empresa que presta serviços à Casa e voltou ao Senado Federal hoje, e discutiu com outros funcionários.

Após discutir com outros colegas, a Polícia Legislativa foi chamada para atender a ocorrência, entretanto Paulo conseguiu fugir em um carro, que deu inicio a perseguição. De acordo com publicação, Paulo parou o veículo após a polícia atirar contra os pneus, após duas horas de negociação o ex-funcionário se entregou. A perseguição policial teve fim na altura da quadra 807 sul, no Setor de Clubes, a quatro quilômetros do Congresso Nacional.

Veja o vídeo do momento em que Paulo se entrega: 

Presença do irmão do ex-funcionário contribuiu para ele se entregar

A ocorrência foi contornada após Robson Martins que é irmão de Paulo comparecer ao local e ajudar nas negociações para ele se entregar. Em entrevista ao períodico local, Robson afirmou que Paulo agiu em um momento de fúria e que o mesmo sempre foi “paizão” e nunca se envolveu com nada.

Além do irmão de Paulo, o ex-patrão do servidor Antônio Carlos, esteve no local e ele mesmo teria chamado a polícia após receber a informação de que Paulo estaria armado na empresa.

Conforme declarou Antônio Carlos, Paulo apresentou problemas disciplinares e foi demitido por essa razão. “Nós ficamos preocupados, pois tratava-se de uma vida, de um funcionário nosso”, salientou o ex-patrão.

Vale ressaltar que apesar da perseguição na tarde de hoje ninguém ficou ferido. Paulo foi preso em flagrante e levado à 1ª Delegacia de Polícia (DP) onde foi autuado por ameaça e desobediência. O ex-funcionário também passou pelo teste do bafômetro que atestou que ele não estava embriagado no momento. Paulo foi liberado no fim da tarde de hoje após assinar o termo de compromisso de comparecimento.

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Goiás

Caiado pede relatório à PGR com sugestões para igualdade de gênero em Goiás

A 3º Conferência Regional de Promotoras e Procuradoras de Justiça da Região Centro-Oeste destacou a importância do papel das mulheres na sociedade.

Por Ton Paulo
27/04/2019, 09h31

Após participar de um encontro de procuradoras e promotoras de Justiça realizado em Goiânia na última sexta-feira (26/4), o governador Ronaldo Caiado (DEM) solicitou à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que marcou presença no encontro, um relatório com sugestões que possam ser aplicadas em seu governo em prol da igualdade de gênero e a ocupação da mulher em cargos de relevância.

No evento, a 3º Conferência Regional de Promotoras e Procuradoras de Justiça da Região Centro-Oeste, destacou-se a importância do papel das mulheres na sociedade e no comando do Ministério Público Brasileiro. O evento, promovido pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), é presidido Raquel Dodge e está percorrendo regiões do País para debater a representatividade feminina no MP.

Em discurso, Caiado afirmou que “acredita muito no trabalho da mulher” e ressaltou que conta hoje com seis mulheres no comando de pastas estratégicas do governo: OVG e Gabinete de Polícias Sociais (primeira-dama, Gracinha Caiado), Economia (Cristiane Schmidt), Educação (Fátima Gavioli), Comunicação (Valéria Torres), Meio Ambiente (Andréa Vulcanis) e Procuradoria-Geral do Estado (Juliana Diniz). O governador também afirmou que“ juridicamente, é pilotado pela minha filha”, que é advogada, Anna Vitória Caiado.

Ele solicitou à procuradora-geral da República um relatório com os resultados do encontro em Goiânia com sugestões que possam ser utilizadas em seu governo. “Queremos acrescentar ideias e propostas à nossa gestão e participar dessa mobilização”, afirmou.

Desde a CF, apenas 18% dos procuradores-gerais da República foram mulheres

Antes de Goiânia, a conferência passou por Manaus e Salvador. A intenção é ter uma visão mais clara da realidade de procuradoras e promotoras de Justiça nas respectivas regiões e, através de boas práticas, promover a equidade de gênero no Sistema Judiciário Brasileiro. Dados do último censo, de 2017, revelam que o Ministério Público Brasileiro conta com 5.219 membros do gênero feminino (40%) e 7.802 do masculino (60%). E, nas lideranças, esses números são ainda mais discrepantes. Desde a Constituição de 1988, 52 mulheres (18%) ocuparam cargos de procurador-geral, enquanto os homens somam 240 (82%).

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, explica que a conferência é importante para fazer um diagnóstico sobre as barreiras visíveis e invisíveis que atrapalham a ascensão das mulheres aos cargos de chefia, e para discutir pautas como equidade de gênero, violência doméstica e participação da mulher na vida pública.

“O objetivo deste evento é fortalecer o sistema de Justiça do Brasil, incluindo nele a participação feminina. O propósito do debate não é de confrontar nem de enfrentar, muito menos de excluir a participação masculina, mas de inserir a mulher de modo harmônico em todos os espaços em que queiram atuar, com igualdade e dignidade, para a construção de uma sociedade melhor, justa, livre e solidária”, ressaltou Dodge.

No evento que pautou igualdade de gênero, Caiado chamou a atenção para a necessidade de combate à violência contra a mulher

O governador Ronaldo Caiado, no evento, também ressaltou a necessidade de avançar em mais ações protetivas para as mulheres que convivem com a violência doméstica, que em vários casos culmina em feminicídio.

O democrata também informou no encontro que está em estudo pelo Governo de Goiás a criação de uma ala no Instituto Médico Legal (IML) para atendimento exclusivo ao sexo feminino. “Precisamos de um IML que seja mais humanizado. A mulher não se sente à vontade para ir lá. O ambiente, muitas vezes, a constrange. Queremos uma área específica para o atendimento da mulher, para que elas possam ser tratadas por médicas especializadas”, explicou.

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Brasil

Justiça nega indenização por propaganda erótica na TV do restaurante

Os clientes estavam em uma praça de alimentação com suas famílias, quando durante o intervalo da programação esportiva foi exibida propaganda de um canal erótico.
27/04/2019, 09h46

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou apelação em pedido de indenização movido contra um restaurante de Sinop – município com 140 mil habitantes no interior do Estado, a 505 quilômetros de Cuiabá -, por dois homens que se sentiram constrangidos com a exibição, nas televisões do estabelecimento, de uma propaganda de ‘conteúdo adulto’.Os clientes estavam em uma praça de alimentação com suas famílias, quando durante o intervalo da programação esportiva foi exibida propaganda de um canal erótico. O anúncio fazia parte da própria grade do canal de televisão.

Ao ver o conteúdo, um dos homens abriu os braços em sinal de reclamação. De acordo com os autos do processo, sete segundos depois, as televisões e o telão do estabelecimento foram desligados, a pedido de um garçom que percebeu o ocorrido.

Os clientes dizem que se sentiram ‘constrangidos, irritados, indignados e enraivecidos’ com a situação, afirmando que sofreram ‘agressão à dignidade da pessoa humana’.

Um dos homens ‘esbravejou com a gerência’ sobre o ocorrido, narra a ação.

Na avaliação do desembargador João Ferreira Filho, relator do processo, a ‘breve interrupção’ da programação transmitida nas televisões do restaurante pela ‘exibição de imagens televisivas de conteúdo adulto caracteriza um simples acidente’.

“A indenização por danos morais não visa impor sanção a erros que não devem ser repetidos, mas reparação ao sofrimento moral da vítima, e é exatamente por isso que o mero aborrecimento não é indenizável”, afirmou o magistrado.

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