Educação

Inep cria comissão para decidir itens que farão parte do Enem 2019

Grupo será responsável por decidir as questões que entrarão ou não no Exame Nacional.
20/03/2019, 11h39

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC), criou hoje (20) um grupo que será responsável por decidir as questões que entrarão ou não no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A medida consta de portaria publicada no Diário Oficial da União.

O grupo é composto pelo secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, Marco Antônio Barroso, pelo diretor de Estudos Educacionais do Inep, Antonio Maurício das Neves, e por Gilberto Callado de Oliveira, representante da sociedade civil.

Eles serão responsáveis por recomendar a não utilização de itens na montagem do exame, mediante justificativa. A análise passará depois pelo diretor de Avaliação da Educação Básica, Paulo Cesar Teixeira, que deverá emitir um contra parecer para cada um desses itens. A decisão final da utilização ou não caberá ao presidente do Inep, Marcus Vinícius Rodrigues.

A portaria estipula o prazo de dez dias para que isso seja feito. A comissão terá acesso ao ambiente de segurança onde é elaborado o exame.

“Os especialistas da comissão são nomes reconhecidos e que podem contribuir para a elaboração de uma prova com itens que contemplem, não apenas todos os aspectos técnicos formais, mas também ecoem as expectativas da sociedade em torno de uma educação para o desenvolvimento de um novo projeto de País”, diz, em nota, o presidente do Inep.

Elaboração dos itens

Os itens do Enem são elaborados por especialistas selecionados por meio de chamada pública. Eles devem seguir as matrizes de referência, guia de elaboração e revisão de itens estabelecidos pelo Inep.  Os itens passam, então, por revisores e depois por especialistas do Inep.

Finalmente, são pré-testados em aplicações feitas em escolas. O processo é sigiloso e os estudantes não sabem que estão respondendo a possíveis questões do Enem. Com a aplicação, avalia-se a dificuldade, o grau de discriminação e a probabilidade de acerto ao acaso da questão. Os itens aprovados passam a compor o Banco Nacional de Itens, que fica disponível para aplicações futuras do Enem.

Segundo Rodrigues, como a elaboração de um item é um processo longo e oneroso, nenhum será descartado. As questões dissonantes serão separadas para posterior adequação, testagem e utilização, se for o caso.

A segurança, segundo ele, também será garantida. Localizado na sede do Inep, em Brasília, o Ambiente Físico Integrado Seguro só pode ser acessado por pessoas autorizadas. O ambiente é completamente isolado, possui salas que só podem ser acessadas pelo uso de digitais e computadores sem acesso à internet. Todo o processo de captação, elaboração e revisão de itens para compor o Enem e outros exames do instituto ocorre nesse espaço.

Segundo a autarquia, pelo caráter sigiloso do Banco Nacional de Itens, não será publicado relatório de trabalho sobre o processo. Tampouco os membros da comissão estão autorizados a se pronunciar sobre o trabalho.

Datas do Enem

Este ano, o Enem será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro. As inscrições estarão abertas de 6 a 17 de maio.

Entre 1º e 10 de abril, os estudantes poderão pedir isenção da taxa de inscrição. Nesse mesmo período, o Inep vai receber as justificativas dos que faltaram às provas em 2018.

Imagens: Istoé 

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Goiás

Adolescente posta foto armado e com ameaça de atentado a escola de Aparecida de Goiânia

O adolescente autor da foto que fazia ameaça de atentado a escola foi apreendido pela polícia, e disse que "tudo não passou de uma brincadeira". Onda de pânico se alastra pelo estado.

Por Ton Paulo
20/03/2019, 13h13

A direção do Colégio Estadual Elmar Arantes, em Aparecida de Goiânia, suspendeu as aulas na manhã desta quarta-feira (20/3) depois de ter chegado ao conhecimento do corpo gestor, e também da polícia, uma foto publicada nas redes por um aluno portando uma arma de fogo e com ameaças aos colegas. O adolescente autor da foto que fazia ameaça de atentado a escola foi apreendido pela polícia, e disse que “tudo não passou de uma brincadeira”.

O pânico surgiu depois que uma pessoa informou à direção da escola que o adolescente, de 17 anos, em questão havia publicada uma foto preocupante nas redes sociais. Na foto, o adolescente estaria portando uma arma de fogo e fazendo ameaças aos colegas do Colégio Elmar Arantes, no Setor Mansões Paraíso, em Aparecida de Goiânia.

A polícia foi acionada e apreendeu o adolescente. Aos policiais, ele disse que tudo havia sido apenas uma brincadeira. Com ele, a polícia encontrou um simulacro de arma de fogo.

As aulas no turno matutino do colégio foram suspensas nesta quarta-feira.

Caso de suposta ameaça de atentado a escola de Aparecida de Goiânia expõe clima de pânico após caso de Suzano (SP)

O caso registrado na manhã desta quarta-feira, relacionado à escola de Aparecida de Goiânia, traz à tona o clima de pânico e insegurança após o horrível atentado que deixou um total de 10 mortos numa escola de Suzano, em São Paulo.

Desde o ocorrido, no dia 13 de março, diversos foram os casos de relatados de evacuações de escolas e até de tentativas confirmadas de atentados.

Em Bom Jesus de Goiás, um adolescente de 15 anos foi levado na manhã de terça-feira (19/3) para prestar depoimento na delegacia, após a polícia descobrir um grupo no WhatsApp criado por ele para pedir armas de fogo e planejar um ataque no Colégio Estadual Moíses Santana.

O delegado Rogério Moreira que ouviu o menor afirmou que o rapaz confirmou a criação do grupo de conversas, mas negou que fosse algo sério.

Em Pontalina, um adolescente foi apreendido na segunda-feira (18/3) pela Polícia Civil e teve os planos de atentado frustrados. O jovem planejava entrar na escola em que cursa o 2° ano do Ensino Médio, em Pontalina, nos próximos dias, inspirado nos últimos ataques ocorridos em Suzano, em São Paulo.

O adolescente convidou outra pessoa para participar do massacre, que contou aos pais. Ao saber, procuraram a direção escola que, por sua vez, denunciou à Polícia Civil, que identificou o menor.

Via: O Popular 

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Goiás

Suspeitos de matar e esquartejar homem em Campos Belos de Goiás são presos

Polícia chegou aos envolvidos no crime após imagens do assassinato circularem nas redes sociais.
20/03/2019, 14h39

Um vídeo e fotos do assassinato de um homem na cidade de Campos Belos de Goiás auxiliaram a polícia a identificar os três suspeitos do crime que, além de matar, esquartejaram a vítima. Na última terça-feira (19/3), duas mulheres foram presas pela Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO) suspeitas de participarem do ato.

Conforme a publicação de um jornal local, um homem que não teve a identidade revelada também participou do crime, mas morreu em um confronto com a Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO), conforme versão da corporação. As investigações mostram que a vítima foi morta em uma disputa por pontos do tráfico de drogas na região, e que o assassinato foi encomendado por um preso de facção criminosa.

As mulheres foram identificadas como Paloma Vitória da Silva e Brenda de Souza Calvacante. A polícia encontrou com as duas um revólver calibre 38 com 15 munições. Após a prisão das suspeitas, a polícia afirmou que elas confessaram o crime e alegaram não ter advogados.

Segundo a polícia o terceiro envolvido no assassinato, Carlos Vinícius dos Santos Rocha, morreu após trocar tiros com a PM. Conforme a publicação, Carlos chegou a ser socorrido, mas morreu no caminho do hospital. Na ocasião, a polícia encontrou com ele uma pistola calibre 9 milímetros importada, com munições e uma pequena porção de crack. O suspeito ainda portava uma identidade falsa segundo a PM.

O delegado do caso Carlos Eduardo Florentino da Cruz afirmou que recebeu a informação sobre o desaparecimento da vítima, identificada como Claiber Eduardo Marques de Jesus, no sábado (16/3) e três dias depois descobriram que Claiber havia sido morto e o corpo esquartejado.

Suspeitos de matar e esquartejar homem em Campos Belos de Goiás são presos
FOTO: Montagem

“Começamos a investigar o caso, e na terça-feira circulava um vídeo nas redes sociais com imagens do esquartejamento com um facão. Através das fotos conseguimos identificar a tatuagem do autor, que segurava a cabeça da vítima em uma mão e a pistola na outra”, conta o delegado.

Suspeitos receberam ordem de dentro da prisão para matar a vítima

Conforme o delegado, outros dois casos foram fundamentais para que os investigadores pudessem chegar nos suspeitos de matar e esquartejar Claiber. Um dos homicídios foi registrado no dia 12 contra um mulher e outro contra um homem no dia 14. Segundo o delegado, no caso do dia 14 a vítima teve uma orelha e um braço cortados pelos suspeitos.

O delegado Carlos Eduardo ainda informou que com os dados levantados durante a investigação destes casos, a polícia concluiu que o assassinato foi encomendado por um detento, que não teve o nome divulgado, integrante de uma facção criminosa.

Segundo a publicação, as duas suspeitas vão ser indiciadas por posse de arma de fogo, munição de uso restrito, tráfico de drogas e associação criminosa e por homicídio.

Via: G1 

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Entretenimento

Livros em Goiânia: conheça lugares com precinhos acessíveis

Livros literários, didáticos, LPs e artigos raros por precinhos bem acessíveis!
20/03/2019, 15h01

Nada melhor que se aventurar em diferentes universos sem nem mesmo sair do lugar, não acha? Esse é o benefício da leitura, pelo menos quando falamos de livros literários. E se você é mais um apaixonado por livros em Goiânia, algumas livrarias e sebos da capital podem te ajudar a manter esse hábito por um preço bastante acessível.

Assim, você pode encontrar seus títulos preferidos, não apenas literários mas também didáticos, que acabam saindo a precinhos bem mais em conta do que o normal. É possível encontrar versões novas ou usadas, mas sempre em bom estado de conservação. Ah, e vale lembrar ainda que seu livro usado pode valer na compra de outro! Confira!

Melhores lugares para encontrar livros em Goiânia:

1 – Armazém do Livro

Livros em Goiânia
Foto: Reprodução

O Armazém do Livro é, sem dúvida, um dos melhores lugares para quem pretende comprar, vender ou trocar livros em Goiânia. Com três unidades na capital, a livraria tem a missão de facilitar o acesso a livros novos e usados, sendo que os clientes podem ainda encontrar títulos raros e até mesmo considerados esgotados.

Além disso, ainda vale considerar que é possível encontrar LPs, CDs e DVDs na loja do Centro. Já na loja do Setor Nova Suíça é possível encontrar artigos de papelaria. Para conferir mais detalhes, basta clicar aqui!

Horário de atendimento: segunda a sexta, das 8h às 18h / sábado, das 8h às 13h

Telefones: 

  • (62) 3093-5030
  • (62) 3224-6941
  • (62) 3212-8761

 Endereços: 

  • Quadra 146, lote 3, Av. T-63, 679 – St. Bueno, Goiânia – GO, 74230-105
  • Avenida C-255, 195 – Loja 1 – St. Nova Suica, Goiânia – GO, 74280-370
  • Av. Goiás, 929 – St. Central, Goiânia – GO, 74005-010

2 – Páginas Antigas

Livros em Goiânia
Foto: Reprodução

Para quem busca por livros em Goiânia, esta é uma das opções mais tradicionais. Há mais de 29 anos no mercado, a livraria se destaca por oferecer um grande acervo de livros didáticos, literários, novos e usados, sem falar que ainda é possível encontrar títulos técnicos-universitários e muito mais.

Ainda há um espacinho reservado para os colecionadores. Isso porque a loja oferece uma seção especial de discos de vinil, CDs e DVDs usados, raros ou esgotados. Uma facilidade é que seu livro usado pode ser utilizado como parte do pagamento na compra de novos, desde que esteja em versão atualizada. Confira o acervo clicando aqui!

Horário de atendimento: segunda a sexta, das 8h às 18h10 / sábado, das 8h às 13h30

Telefone: (62) 3223-5803

 Endereço: Rua 4, 870 – Esquina com Rua 9 – St. Central, Goiânia – GO, 74025-020

3 – Bazar do Livro

Livros em Goiânia: conheça lugares com precinhos acessíveis
Foto: Reprodução

Aqui os clientes sempre encontram títulos variados, em opções novas ou usadas. É possível comprar, vender ou trocar, sendo que o local costuma facilitar as negociações. Destaque também para os preços que costumam ser bem acessíveis e considerados por muitos como uma das melhores opções da cidade.

Telefone: (62) 3223-3939

 Endereço: Rua 4, 1035 – St. Central, Goiânia – GO, 74200-600

4 – Universo do Livro

Livros em Goiânia
Foto: Reprodução

Há mais de 15 anos no mercado, também é uma boa alternativa para encontrar livros em Goiânia com preços mais baixos. A loja trabalha com compra, venda e troca de livros novos e usados, também facilitando as negociações para que ninguém saia perdendo.

O espaço é bastante acolhedor e é possível contar com excelente atendimento, já que a equipe está sempre pronta para ajudar na hora de encontrar o título procurado. Com acervo amplo, é possível encontrar desde livros didáticos até literários, sem falar que ainda conta com apostilas específicas para provas da OAB e concursos. Clique aqui e saiba mais detalhes! Vale lembrar que ainda é possível contar com serviço de papelaria!

Horário de atendimento: segunda a sexta, das 8h às 18h / sábado, das 8h às 13h

Telefone: (62) 3224-8585

 Endereço: Rua 3, 657 – St. Central, Goiânia – GO, 74030-071

5 – Amigos do Livro

Livros em Goiânia
Foto: Reprodução

Considerada como uma das melhores opções do Setor Bueno, a livraria também é especializada nos serviços de compra, venda e troca de livros em Goiânia, sejam eles novos ou usados. Com bom atendimento e um acervo razoável, é possível encontrar obras em bom estado de conservação e em versões atualizadas.

Horário de atendimento: segunda a sexta, das 8h às 18h / sábado, das 8h às 13h

Telefone: (62) 3093-5132

 Endereço: Av. T-63, 737 – St. Bueno, Goiânia – GO, 74230-105

6 – Feirão do Livro

Livros em Goiânia
Foto: Reprodução

Aqui é possível encontrar uma boa opção para compra, venda ou troca de livros. Com preços que cabem no bolso, é possível encontrar boa margem para negociações. Ainda vale destacar o atendimento da loja, que costuma ser bastante cordial e atencioso. Os livros, mesmo que usados, se encontram em excelente estado de conservação.

Horário de atendimento: segunda a sexta, das 8h às 18h

Telefone: (62) 3223-1040

 Endereço: Rua 4, 1077 – St. Central, Goiânia – GO, 74015-175

7 – Portal dos Livros

Livros em Goiânia: conheça lugares com precinhos acessíveis
Foto: Reprodução

A livraria Portal dos Livros já tem mais de 10 anos de história em Goiânia, sendo uma das principais referências na região central da cidade. Por ali, é sempre possível encontrar títulos de qualidade e bem conservados, mesmo em suas versões usadas. O acervo é variado e se encontram desde os livros literários até títulos didáticos e e universitários.

Horário de atendimento: segunda a sexta, das 9h às 17h / sábado, das 9h às 12h

Telefone: (62) 3086-6585

 Endereço: Rua 4, 1053 – St. Central, Goiânia – GO, 74015-175

8 – Livraria Didática

Livros em Goiânia: conheça lugares com precinhos acessíveis
Foto: Reprodução

A Didática está presente no mercado goianiense desde 1975, considerada como uma das mais tradicionais livrarias da cidade. Por ali se encontra um acervo completo, incluindo quase 11 mil títulos registrados, que passam por todos os gêneros literários e ainda contempla livros didáticos. Para os colecionadores, também é possível encontrar discos.

Horário de atendimento: segunda a sexta, das 8h às 18h / sábado, das 8h às 13h

Telefone: (62) 3224-4014

 Endereço: Rua 4, 789 – Centro, Goiânia – GO, 74620-140

9 – Animus Livraria

Livros em Goiânia
Foto: Reprodução

E é justamente na Vila Santa Helena que se encontra um espacinho bastante acolhedor para quem busca por livros em Goiânia. Com um acervo bastante razoável, é possível encontrar títulos novos e usados, com bom estado de conservação. É o lugar certo para quem pretende encontrar o livro que está procurando e ainda pagar pouco!

Horário de atendimento: segunda a sexta, das 8h às 19h / sábado, das 8h às 13h

Telefone: (62) 3877-0087

 Endereço: Rua 20 Qd. 51 Lt. 07 – Vila Santa Helena, Goiânia – GO, 74555-325

10 – Livraria Opção Cultural

Livros em Goiânia
Foto: Reprodução

Há mais de 20 anos no mercado, esta é uma das melhores opções culturais que se pode encontrar na cidade. É o espacinho ideal para quem está em busca de título raros de livros em Goiânia. Especializado na compra e venda de livros, ainda trabalha com discos de vinil e outros artigos raros. Vale muito a pena conhecer!

Horário de atendimento: segunda a sexta, das 8h às 18h / sábado, das 8h às 13h

Telefone: (62) 3223-5713

 Endereço: Av. Goiás, 759 – Centro, Goiânia – GO, 74015-200

11 – Primus Livraria

Livros em Goiânia
Foto: Reprodução

Localizada no Setor Nova Suíça, a livraria conta com um excelente acervo de livros com títulos para todos os gostos e necessidades. Também trabalham com compra, venda e troca de novos e usados, oferecendo ainda serviços de papelaria. Vale a pena conhecer!

Horário de atendimento: segunda a sexta, das 8h às 18h30 / sábado, das 8h às 13h

Telefone: (62) 3225-7859

 Endereço: Praça Nova Suíça, 127 Qd. 586, Lt. 01 – St – Nova Suíça, Goiânia – GO, 74280-370

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Goiás

Seis mães falam sobre a dor de perder um filho e a terrível superação

Conheça seis histórias que deixam qualquer pessoa com uma pergunta dolorosa: como essas mães conseguem superar?
20/03/2019, 15h53

Glauciane, Graziela, Adriana, Gislaine, Luciana e Patrícia têm uma certeza em comum: não tem como superar a dor de perder um filho.

Nenhuma delas consegue esquecer o enjoo da gravidez, a barriga crescendo, o corpo inchando. E algo por dentro chutando. E as dores do parto, então, estão marcadas pela memória ou por cortes na barriga.

Elas aguardaram nove meses para se deitarem em macas de maternidades e sentirem as contrações que antecederam o nascimento. Lembram-se das dores e dos gritos. Do chorinho do bebê. Os seios cheios, os dedinhos, os olhos, a boca.

Tudo lhes vêm à cabeça quando relembram a biografia de filhos que terminaram deixados em cemitérios. Os bebês que engatinhavam pela casa, que mastigavam chupetas, que aprendiam a andar encostando nos móveis. Tudo para estas seis mãe é memória.

A dor de perder um filho

A menina de unhas pintadas

E foi num 19 de fevereiro que Glauciane Pires Silva deu à luz a Ana Clara. Ela não sabia, mas 7 anos depois, em 2017, a menina passaria o aniversário desaparecida.

Três dias adiante, Glauciane sentiu uma coisa que percorreu todo o corpo que nenhuma palavra define: como se algo rasgasse a carne. Recebia a notícia de um delegado de que o corpo da menina Ana Clara foi encontrado abandonado em uma mata. Tinha sido brutalmente assassinada. O corpo da sua bebezinha tinha sido violado e queimado.

“A dor é insuportável. O vazio é grande. Eu sofro demais quando acordo e lembro que não tenho mais a minha filha”, lamenta Glauciane, com o choro entalado.

Aos 25 anos, vive na mesma casa em que Ana Clara saiu para ir à vizinha quando não voltou mais. Nem para o velório.

A repercussão do desaparecimento e morte de Ana Clara foi tão grande que o corpo foi velado na escola em que a menina corria, de unhas pintadas e batom nos lábios, com as amiguinhas. Homenageada, aplaudida, recebeu cartinhas. Em uma delas, uma coleguinha desenhou uma borboletinha.

Para Glauciane, Ana Clara voou.

O menino vendedor de bombons 

Rafael, de 11 anos, voltava para casa com o irmão de 15 quando foi atropelado por um carro antes de chegar do outro lado de uma das avenidas mais movimentadas de Anápolis em novembro de 2018.

Ao lado do corpo, a vasilha de plástico que a mãe, Graziela Ribeiro Barbosa, de 33 anos, preenchia com bombons. Chocolate, sangue e o grito do irmão misturados na Avenida Brasil.

Rafael queria ajudar nas finanças de casa e levou a ideia meses antes. “Mamãe, vamos fazer bombom para eu vender. Quero te ajudar.”

“Meu filho queria ser juiz. Falava muito em me ajudar, arrumar nossa casa.” Rafael, como lembraram professores no velório, era nota 10. “Um sonhador”, lembra Graziela, entre soluços, uma vez ao mês para a psicóloga que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece para ela tentar seguir vivendo.

“Tenho outros filhos. Preciso criar cada um deles”, diz. O irmão que brincou minutos antes com Rafael, viu ele sendo atropelado e a tentativa inútil de salvá-lo, nunca comentou a morte. Nem a vida. Mas às vezes é visto encarando a foto de Rafael na parede de casa.

Para os quatro irmãos e aos pais de Rafael, sobrou o sorriso de um sonhador emoldurado para sempre em um quadro.

“Queria estar enterrada com meu filho”

Luciana Pereira Lopes não desiste de cobrar que o Estado responda por que deixaram seu filho morrer queimado vivo.

Quando conversou comigo dois meses depois de enterrar Lucas Rangel Lopes, de 17 anos, Luciana me disse que o filho não tinha pé. “Todo queimadinho.

Lucas cumpria medida socioeducativo no Centro de Internação Provisória (CIP), instalado dentro do 7° Batalhão, em Goiânia, quando dois jovens colocaram fogo em um pedaço de colchão. Dez meninos morreram como você pode ler em uma reportagem especial aqui.

“Quando a gente descobre que está grávida, tudo muda. A gente aprende a viver com aquele ser. Ensina a andar, a falar. Quando perdemos, perdemos um pedaço de si. Não me sinto mais inteira”, diz.

Sem coração. É como Luciana se sente. “Enterrar um filho é como se eu tivesse me enterrado. Perdi a vaidade, minha alegria. Se eu pudesse, estaria com meu filho lá no cemitério, enterrada com ele.”

Uma filha dentro da caixa de papelão

Gislaine de Sousa de Oliveira Rezende, 45 anos, comunga da mesma sensação de Luciana: se sente como se tivesse sido enterrada viva. Ela é mãe de Géssika Sousa dos Santos, de 27, vítima de feminicídio.

O corpo de Géssika foi encontrado dentro de uma caixa de papelão, na Praça do Trabalhador, em Goiânia, no dia 30 de outubro de 2018.

Géssica foi encontrada por volta de 5h da manhã, amarrada com fios e enrolada em um lençol. Em vídeos que circularam pelo WhatsApp, a vítima, morta, foi vasculhada com pedaços de madeira por pessoas que passavam pela praça, a poucos metros da rodoviária de Goiânia.

“Não tive coragem de reconhecer o corpo, nem assistir o vídeo. Nunca mais vi minha filha porque o caixão foi lacrado”, contou Gislaine ao Dia Online na primeira entrevista depois da morte de Géssika.

“Se quer saber a sensação de ser enterrada vida? Basta enterrar um filho”, resume ela, que cuida das duas filhas de Géssika. Saiba os detalhes da vida de Marcos Cunha, que confessou o crime clicando aqui.

O jovem marceneiro 

Antes de encontrar o corpo do filho, sem camisa, olhos semiabertos, no canteiro de uma avenida, Adriana Maciel não dava importância para mortes envolvendo conflitos entre bandidos e a polícia.

Para ela, “bandido bom era bandido morto”, ideia que ela sepultou junto com Wallacy Maciel, de 24 anos, confundido com ladrão na madrugada do dia 9 de setembro.

Foi a própria Adriana que foi atrás de provas para deixar bem claro: Wallacy foi assassinado duas vezes. A primeira, quando um soldado atirou sem dar chance de defesa ao filho e, depois, quando foi tratado como bandido. Drogas e armas, segundo imagens, teriam sido implantadas para justificar a morte do jovem.

“Perder um filho é a pior sensação do mundo. A alegria não existe mais. Nada no mundo substitui. Nada cobre. É mentira de quem fala que o tempo cura.” Adriana perambula por fóruns em busca de Justiça. Quer ver o policial que não apenas sepultou o filho, mas os sonhos dele, na cadeia.

O filho desaparecido de Patrícia

Patrícia  Maria de Castro tem 38 anos. Desde o dia 23 de maio de 2017 administra um grupo com  título: “Maycon (desaparecido)”.

Na medida que adiciona pessoas, outras saem. Fogem. Não suportam a obsessão de Patrícia de encontrar o filho, Maycon Castro de Paula, de 17 anos.

Ele deixou a mãe em Formosa, interior de Goiás, em janeiro de 2017, para procurar emprego em Roraima. Em abril, pegou a motocicleta de um criminoso conhecido da região em Seringueiras e nunca mais foi visto.

Patricia viajou duas vezes à região. O delegado que investigava o caso chegou a dizer que, se quisesse encontrar o filho, ela mesma deveria procurar. Em Brasília, tentou ajuda da Polícia Federal (PF). Nada.

Empregada doméstica, conseguiu doações de moradores e políticos de Formosa para viajar sozinha, onde encontrou gente mal-encarada.

Esta semana, recebeu a fotografia de um rapaz deitado no chão de uma rodoviária de Brasília. “Quero ir lá ver se é ele”, diz.

Para ela, perder um filho e não enterrar é ter a certeza de que ele está vivo. Pouco ou nada diferencia Patrícia das outras mães: ela se sente deteriorada a cada dia que acorda e não recebe ligações ou mensagens de Maycon, que preenche a timeline do perfil do Facebook dela diariamente com seus olhos azuis, rosto branco e cabelos claros.

Enquanto isso, Patrícia vagueia por ruas de bytes, olha sites que noticiam corpos encontrados em cada município do Brasil. Ao contrário de pessoas que tentam obrigá-la a sepultar o filho pelo menos mentalmente, ela cavouca com mãos de mãe a esperança de voltar a ver Maycon. “Ele vai me abraçar e dizer que me ama.”

Thiagão e Os Kamikazes do Gueto têm versos – na canção Todo Finado Tem Mãe” que descrevem como ninguém essa coisa que é perder um filho:

“Eu sei, que eu te fiz sofrer

E não, não consegui ser, o que você

sonhou

Sorrir, não te fiz sorrir, chorar, só te fiz chorar

Quando a morte me levou

O tempo é o melhor remédio, mas às vezes nem ele cura

A dor de quem perdeu, quem enterrou o próprio filho, truta

Nessas andanças, lugares onde passei

Foi raridade achar que não chorou por alguém

Quem não perdeu um amigo, que não perdeu um irmão

Quem perdeu um filho perdeu metade do coração

É procê vê né tia, seu filho morreu faz tempo

E as lagrimas não secaram, não acabou com o sofrimento

Nem vai acabar, não acaba nunca”

Seis mães falam da dor de perder um filho e a terrível superação
Na ordem, Ana Clara, Rafael, Lucas, Géssika, Wallacy e Maycon. Foto: montagem.

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