Goiás

Jayme Rincón é o “Paulo Preto” de Goiás

Ex-auxiliar de Marconi Perillo foi preso duas vezes e confessou ter recebido dinheiro da Odebrecht. Polícia Federal e MPF estão em busca de onde ele teria escondido R$ 100 milhões.
11/03/2019, 20h20

O ex-presidente da antiga Agetop, Jayme Rincón, é alvo de investigações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) que querem descobrir onde ele teria escondido R$ 100 milhões em espécie ou aplicações em paraísos fiscais. Jayme foi preso duas vezes no final do ano passado por envolvimento em denúncias de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa e na primeira vez, Marconi Perillo só não foi preso porque estava candidato ao Senado no dia, mas foi logo depois.

Segundo fontes do MPF as suspeitas de que Jayme era o principal operador do esquema em Goiás batem com as atividades de outro operador famoso dos tucanos, o engenheiro Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-presidente da Dersa, órgão similar em São Paulo. “Já se sabe que Paulo Preto amealhou uma fortuna de mais de R$ 100 milhões e que escondeu esse dinheiro em algum lugar. Em Goiás o volume de dinheiro fruto de desvios que passou pelas mãos de Jayme Rincón é igual e a expectativa dos órgãos de investigação é que possamos chegar a esse numerário”, resume um investigador.

Esse mesmo auxiliar do MPF que acompanha as investigações considera que seja questão de tempo porque, mesmo que as operações de maquiagem dos rumos do dinheiro tenham sido bem sucedidas até agora pode chegar um momento em que a verdade venha à tona. “Dinheiro deixa rastro, deixa cheiro. A máxima de Mark Felt, o chefão do FBI que desmascarou o escândalo de Watergate e derrubou o presidente dos Estados Unidos, é justamente sobre os passos do numerário. Siga o rastro do dinheiro, ensinava ele”, frisou.

Jayme Rincón foi preso na Operação Cash Delivery

Primeiramente Jayme Rincón foi preso na Operação Cash Delivery, a poucos dias do primeiro turno das eleições. O MPF chegou a pedir a prisão de Marconi, mas como ele era candidato a senador (ficou em quinto lugar na votação) o juiz negou sua prisão. Jayme foi preso em sua casa e seu filho preso em São Paulo. Seu motorista foi preso com R$ 1,2 milhão em espécie o que provocou a ira do então governador José Éliton. Conta-se que nesse dia, após saber que o auxiliar de Jayme guardava uma pequena fortuna em dinheiro vivo em casa Éliton jogou a toalha e desistiu totalmente da campanha.

Em juízo Jayme Rincón confessou que realmente recebeu R$ 1 milhão da Odebrecht em 2014 em seu apartamento em São Paulo, mas tentou descaracterizar a acusação de corrupção passiva. Ele disse que o dinheiro teria sido utilizado para “pagamento de dívidas de campanhas eleitorais de aliados” naquele ano. Todavia, não indicou quem recebeu o dinheiro, quais campanhas receberam o dito “caixa 2” nem informou a título de qual contribuição a Odebrecht estaria fazendo o aporte milionário.

No dia 6 de dezembro Jayme Rincón foi preso novamente na esteira da Operação Confraria, um desdobramento da anterior, com outros 10 mandados de busca e apreensão e outros seis de prisão, inclusive do presidente da Codego, Júlio César Vaz. Esse é sócio de Jayme Rincón em uma casa na paradisíaca praia de Búzios, no Rio de Janeiro.

Agentes estiveram em endereços ligados a Jayme em Goiás, na casa de Búzios e São Paulo. Parte da vigilância foi destinada a Três Ranchos, na beira do lago no Rio Paranaíba, onde uma casa cinematográfica é conhecido destino de Rincón. Havia a suspeita de que lá tivesse sido construído um cofre forte subterrâneo para guardar parte do dinheiro.

“Em breve teremos mais novidades sobre o dinheiro de Jayme Rincón”, garante uma fonte do MPF. Como no caso do operador paulista da tucanagem, Paulo Preto, os policiais e procuradores querem a quebra do sigilo bancário de Jayme Rincón e pessoas próximas a ele para desvendar por onde passou o dinheiro.

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Goiás

Adolescente é encontrada morta, em Águas Lindas

Segundo o delegado do caso, Ana Clara pode ter sido morta por asfixia ou por disparo de arma de fogo, mas apenas o laudo cadavérico vai poder confirmar as causa da morte da adolescente.
11/03/2019, 21h00

Uma adolescente, de 13 anos, identificada como Ana Clara Santana da Silva, foi encontrada morta em uma mata fechada, na manhã desta segunda-feira (11/3), em Águas Lindas, no Entorno do Distrito Federal (DF).

A Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) foi acionada por vizinho da região, devido ao mau cheiro no local e encontraram o corpo da menina. A PM afirmou que um irmãos de Ana Clara estiveram no local e reconheceram o corpo da adolescente. Conforme as informações da polícia, foi feito o isolamento da área até que o cadáver fosse retirado do local pelo Instituto Médico Legal de Águas Lindas.

O Portal Dia Online entrou em contato com o delegado do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Águas Lindas, Cleber Junio Martins, para confirmar a informação de que Ana Clara teria sido decapitada.

Adolescente saiu de casa na terça-feira de Carnaval

O delegado negou que a adolescente foi encontrada decapitada. “A vítima não foi decapitada, não foi encontrada nenhuma fratura nela, nem afundamento de crânio, nenhuma fratura em nenhum dos ossos”,  afirmou o delegado. Cleber Junio Martins afirmou que o corpo de Ana Clara foi encontrado em estado avançado de decomposição, inclusive na fase gasosa para esqueletização.

O delegado afirmou que pelo estado em que o corpo foi encontrado não possível determinar se a adolescente foi vítima de violência sexual. ” Foram colhidos materiais para análise para ver se tem algum vestígio de material biológico masculino nela para evidenciar algum estupro, mas no momento não há condições de falar que houve”, explica Cleber Junio Martins.

Cleber Junio Martins afirmou que trabalha com duas suspeitas para o assassinato da adolescente que saiu de casa pela última vez na terça-feira de Carnaval. “Suspeita a princípio é que ela tenha sido morta por asfixia ou por disparo de arma de fogo, em locais que não tenha atingido ossos, pois não houve nenhuma fratura em ossos. Então pode ter havido essas duas formas que será vista pelo laudo cadavérico”, afirma o delegado.

O caso é investigado pelo GIH de Águas Lindas que busca identificar o suspeito e a motivação para o assassinato da adolescente.

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Goiás

Homem morre após ser atacado em casa pelos próprios pit bulls, em Goiânia

Edmilson Alves de Oliveira, de 55 anos, chegou a ser socorrido pelos Bombeiros, mas não resistiu.
12/03/2019, 08h03

Um pintor morreu depois de ser acatado pelos próprios pit bulls, dentro de casa, no Setor Barravento, na região Noroeste de Goiânia. A tragédia ocorreu nesta segunda-feira (11/3). Segundo informações da família, Edmilson Alves de Oliveira, de 55 anos, começou a ser mordido quando foi fechar o portão da residência. Ele chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu.

Ainda de acordo com os parentes, os pit bulls, Lessie, de 10 anos, e Spike, de 4, eram dóceis com todos da residência, mas nos últimos meses aparentavam um pouco mais agressivos que o habitual. Inclusive, eles relataram também que, há um mês, o casal de animais matou um terceiro cachorro da família.

Pit bulls atacam dono, em Goiânia

Edmilson Alves de Oliveira, de 55 anos, morava com a mulher Terezinha Maria de Oliveira, 66 anos. Em entrevista ao G1, ela contou que ouviu os gritos de socorro do marido, que havia saído de dentro da casa para fechar o portão. Ao ver que ele estava sendo atacado, ela tentou, sem sucesso, afastar os animais. “Os cachorros grudaram nele e iam ‘estilingando’ para tudo quanto era banda. Eu querendo acudir, ele estatelava os olhos em mim e pedia: ‘Me acode, Preta! Me acode!’. Eu não dava conta”, contou, muito abalada, ao portal.

O enteado do pintor e filho de Terezinha, Danilo Martins de Oliveira, que mora ao lado, também ouviu os pedidos de ajuda e pulou o muro. Ele se muniu de um concreto e tentou ajudar a mãe, mas também não conseguir fazer com os cachorros se separassem de Edmilson. A família acionou o Corpo de Bombeiros, que socorreu o pintor, mas ele morreu antes mesmo de chegar a uma unidade de saúde.

Após o ocorrido, os animais foram levados ao Centro de Zoonoses de Goiânia, onde ficarão por avaliação de comportamento por 90 dias.

Via: G1 
Imagens: G1 

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Brasil

Polícia prende no Rio dois suspeitos de matar Marielle Franco

Ronie Lessa, policial militar reformado, e Elcio Vieira de Queiroz, expulso da Polícia Militar, foram denunciados por homicídio qualificado.
12/03/2019, 08h16

Uma operação conjunta do Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e da Polícia Civil do Rio de Janeiro, prendeu na madrugada desta terça-feira, 12, dois suspeitos de matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes no dia 14 de março de 2018. Ronie Lessa, policial militar reformado, e Elcio Vieira de Queiroz, expulso da Polícia Militar, foram denunciados por homicídio qualificado e por tentativa de homicídio de Fernanda Chaves – que também estava no veículo atacado.

Segundo o Ministério Público, as prisões ocorreram por volta das 4h durante a Operação Lume, realizada na residência dos suspeitos. Os dois foram denunciados depois de análises de diversas provas. Lessa teria sido o autor dos disparos de arma de fogo e Elcio, o condutor do veículo Cobalt utilizado na execução. O MP informou que o crime foi planejado de forma meticulosa durante os três meses que antecederam os assassinatos.

Além dos mandados de prisão, a Operação Lume cumpre mandados de busca e apreensão em endereços dos dois acusados para apreender documentos, celulares, computadores, armas, munições e outros objetos.

Na denúncia apresentada à Justiça, o Gaeco/MP-RJ também pediu a suspensão da remuneração e do porte de arma de fogo de Lessa, a indenização por danos morais aos parentes das vítimas e a fixação de pensão em favor do filho menor de Anderson até completar 24 anos de idade.

Segundo o MP, o nome da operação é uma referência a uma praça no centro do Rio, conhecida como Buraco do Lume, onde Marielle desenvolvia um projeto chamado Lume Feminista. No local, ela também costumava se reunir com outros defensores dos direitos humanos e integrantes do seu partido, o PSOL.

“Além de significar qualquer tipo de luz ou claridade, a palavra lume compõe a expressão ‘trazer a lume’, que significa trazer ao conhecimento público, vir à luz”, informa o comunicado do MP. “É inconteste que Marielle Francisco da Silva foi sumariamente executada em razão da atuação política na defesa das causas que defendia”, diz a denúncia, acrescentando que a ação foi um golpe ao Estado Democrático de Direito.

Imagens: DOL 

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Economia

Governo Caiado anuncia pagamento de parte da dívida deixada por gestão anterior

O valor quitado, conforme a secretária da Economia, corresponderia a cerca de R$ 1,5 bilhão de reais.

Por Ton Paulo
12/03/2019, 08h50

A titular da Secretaria da Economia do Estado de Goiás, Cristiane Schmidt, informou recentemente a um jornal local que o governo Caiado quitou até agora, após pouco mais de dois meses, 44% da dívida deixada pela gestão anterior, de Zé Eliton (PSDB), de aproximadamente R$ 3,4 bilhões de reais. O valor quitado, então, corresponderia a cerca de R$ 1,5 bilhão de reais.

Desse valor, ainda conforme adiantado por Schmidt, R$ 831 milhões seriam referentes a despesas com pessoal e encargos sociais; R$ 530 milhões referentes a despesas correntes ou investimentos e R$ 139 milhões de dívidas..

A equipe econômica do governador disse ainda que a arrecadação referentes ao mês de janeiro foi de R$ 1,42 bilhão de reais, e do mês de fevereiro, R$ 1,49 bilhão. A secretaria da Economia tem frisado que toda a arrecadação está sendo direcionada para pagamento da folha e de dívidas, que abrangem 97% das receitas. Schmidt confirmou ainda, ao jornal, que a previsão de déficit para este ano é de aproximadamente R$ 6 bilhões.

Falta, agora, cerca de R$ 1,95 bilhão, uma vez que a R$ 854 milhões são da folha bruta de dezembro do ano passado que ainda não foram empenhados.

Para conter insatisfação do funcionalismo público, Caiado cedeu a exigências

Para manter sua popularidade estável junto aos servidores públicos do Estado, o governador Caiado teve que ceder a determinadas exigências. No final de janeiro deste ano, em uma assembleia realizada na segunda-feira (28/1), no Palácio Pedro Ludovico, os trabalhadores da Educação, organizados através do Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Goiás (Sintego), decidiram por não levar adiante a ideia de entrar em greve por causa do não pagamento dos salários de dezembro, que estão atrasados.

A decisão da categoria veio depois que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, acatou as duas exigências feita pelos servidores: que todo dinheiro destinado à Educação, 25% do orçamento, fique disponível diretamente para a Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte (Seduce), para que não precise fazer pedidos para a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), e que a Seduce some toda a verba que possui para que o valor fosse utilizado no pagamento do salário de dezembro.

Via: O Popular 

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