Goiás

PMs suspeitos de matar jovem e forjar confronto são presos em Aragarças

Antes de morrer, jovem mandou áudios para a mãe e para namorada informando sua localização.
26/02/2019, 10h28

Dois policiais militares, lotados na 4ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), foram presos na manhã desta terça-feira (26/2), suspeitos de matar o vendedor Jeferson Alves Martins, de 25 anos, e forjar confronto. O crime ocorreu no dia 9 deste mês, em Aragarças, interior de Goiás. Os mandados de prisão foram cumpridos pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), por meio do Grupo Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GCEAP) e da Promotoria de Justiça de Aragarças, em conjunto com a Corregedoria PMGO.

De acordo com o MP-GO, os mandados de prisão foram expedidos pelo juízo da comarca de Aragarças no âmbito de procedimento investigatório criminal, que apura a prática de homicídio qualificado contra o jovem. Os PMs são investigados ainda por suspeito de fraude processual, uma vez que poderiam ter simulado um confronto para justificar a morte do jovem.

Jovem enviou áudio para mãe momentos antes de morrer, em Aragarças

O Ministério Público goiano apura as circunstâncias em que Jeferson foi morto. Momentos antes de ser assassinado com quatro tiros, o jovem mandou áudios via WhatsApp para a mãe e para a namorada. Conforme investigações, as gravações apontam uma possível contradição na versão oficial dos policiais militares, que haviam dito que o rapaz teria morrido em troca de tiros com eles.

Nos áudios, Jeferson conta para as duas mulheres que foi chamado por um amigo que teve o carro quebrado, mas ao chegar lá, constatou que na verdade o homem tinha roubado uma fazenda. Ele ainda passa sua localização, e pede para a mãe fazer contato com uma advogada da família, uma vez que ele foi detido pela polícia. Ele trabalhava como vendedor e morava em Hidrolândia, na Região Metropolitana da capital. O jovem deixou dois filhos: um menino de 1 ano e 10 meses e uma menina de 7 anos.

Ônibus escolares de Aragarças são incendiados como vingança pela morte do jovem

Na madrugada do domingo (10/2), um dia após o crime, sete ônibus escolares, um carro do Instituto Médico Legal (IML) foram incendiados no pátio de uma secretaria da cidade. Conforme apurado pela Polícia Civil, o crime foi cometido como forma de vingar a morte de Jeferson e cinco pessoas foram presas.

Via: MP-GO 
Imagens: G1 

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Mundo

Brasileiros dormem em consulado para tentar escapar da Venezuela

Grupo tenta retornar ao País e escapar do fechamento da fronteira decretado há cinco dias pelo regime do presidente bolivariano Nicolás Maduro.
26/02/2019, 10h48

Um grupo de turistas brasileiros passou a madrugada desta terça-feira, 26, no vice-consulado em Santa Elena do Uairén, cidade venezuelana mais próxima de Roraima. Eles tentam retornar ao País e escapar do fechamento da fronteira decretado há cinco dias pelo regime do presidente bolivariano Nicolás Maduro.

A representação diplomática brasileira aguarda um comunicado de Caracas para iniciar o traslado do grupo em ônibus. Só com esse aval os militares chavistas vão abrir passagem na fronteira. Muitos turistas que faziam compras ou visitavam amigos dormiram no chão do vice-consulado para não perder a preferência na fila de inscrições. A lista teria mais de 70 nomes.

Tratativas semelhantes deram certo para permitir a passagem de um grupo de 25 turistas que fazia caminhada por oito dias no Monte Roraima, e também ficou retido em Santa Elena, onde se depararam com um cenário de destruição e confrontos no retorno. Com uma autorização especial obtida após apelos diplomáticos e tratativas militares, eles foram escoltados pela Guarda Nacional Bolivariana (GNB).

A maior parte dos brasileiros havia atravessado a fronteira antes da quinta-feira, quando Maduro antecipou-se a uma tentativa de envio de caminhões com suprimentos e medicamentos. A ação foi articulada por opositores do chavismo, liderados pelo presidente autodeclarado Juan Guaidó, do Brasil e dos Estados Unidos.

Os brasileiros tiveram de permanecer na cidade durante os conflitos entre militares e paramilitares leais a Maduro e venezuelanos insatisfeitos. Autoridades locais falam em 25 mortos e mais de 80 feridos.

Imagens: Folha de São Paulo 

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Educação

Selecionados no Fies devem complementar informações a partir de hoje 

Prazo vai até 7 de março.
26/02/2019, 11h03

Estudantes pré-selecionados para a modalidade do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) juro zero devem complementar suas informações na página do FiesSeleção, na internet, a partir de hoje (26). O prazo vai até 7 de março. Essa etapa é necessária para a contratação do financiamento. O resultado do Fies foi divulgado ontem (25). Os aprovados pelo P-Fies devem verificar os procedimentos com os agentes financeiros operadores de crédito e as instituições de ensino superior.

Na modalidade juro zero, aqueles que não forem selecionados serão incluídos automaticamente na lista de espera. Esses estudantes devem acompanhar sua eventual pré-seleção do dia 27 de fevereiro a 10 de abril, na página do Fies. Na modalidade P-Fies não há lista de espera.

Ao todo, são ofertadas 100 mil vagas na modalidade juro zero e 450 mil na P-Fies. As duas modalidades têm apenas uma chamada.

Fies

O Fies oferece financiamento para cobrir os custos das mensalidades de instituições privadas de ensino superior. A modalidade de financiamento com juro zero é voltada para os estudantes com renda per capita mensal familiar até três salários mínimos. Nessa modalidade, o aluno começará a pagar as prestações respeitando o limite de renda.

O P-Fies é destinado aos estudantes com renda per capita mensal familiar até cinco salários mínimos. A modalidade funciona com recursos dos fundos constitucionais e de Desenvolvimento e com recursos dos bancos privados participantes.

Pode participar do programa quem fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir da edição de 2010, e obteve nota média nas provas igual ou superior a 450. Além disso, não pode ter zerado a redação. Os bolsista parciais do Programa Universidade para Todos (ProUni), ou seja, aqueles que têm bolsa de 50% da mensalidade, podem participar do processo seletivo do Fies e financiar a parte da mensalidade não coberta.

Imagens: Hoje em Dia 

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Goiás

Vídeo exclusivo denuncia o horror das drogas na região dos motéis, em Aparecida de Goiânia

Imagens fortes mostram a rotina de algumas travestis na conhecida região dos motéis, em Aparecida.
26/02/2019, 11h44

Crack, cocaína e merla são drogas comuns nas escuras ruas do bairro Vila Santa, na região dos motéis, um dos mais conhecidos pontos de prostituição de Aparecida de Goiânia. O Portal Dia Online teve acesso com exclusividade a um vídeo que mostra travestis cheirando cocaína e fumando crack sob a marquise de um dos motéis na Rua São Paulo, na Vila Santa Luzia.

A reportagem percorreu algumas ruas depois que o vídeo foi postado, mas imediatamente apagado devido à gravidade do estado vulnerável das travestis.

Por outro  lado, muitas delas tentam ajudar as amigas viciadas. “Estou na rua há mais de 4 anos e não sei como as meninas caem nas lábias e passam a viver assim”, comenta uma delas.

Outra, que assume ter sido viciada e passado por internação para desintoxicação, sempre tenta ajudar. “Olha, mana, elas precisam de socorro”, diz outra, antes de entrar em um Polo branco.

A reportagem encontrou hostilidade, medo, mas muita vontade de fugir das drogas nas ruas onde é comum a polícia ser acionada para apartar brigas – com facas, paus e pedras -, isolar locais de homicídios ou prender pequenos traficantes.

Missionários evangélicos e católicos de vez em quando passam por ali, tentam orientar e encontram pessoas sem família, viciadas e escravizadas por cafetinas e traficantes.

O vídeo foi gravado por Maksury, uma das mais conhecidas pensionistas da região, na sexta-feira (22/2). Ela grava vídeos em seu perfil no Facebook em tom de humor. “Mas esta cena não tem nada de humor”, reconhece ela.

Maksury conversou com o repórter e, emocionada, pediu ajuda para conseguir tirar as meninas das drogas. “Olha, eu gravei com a intenção de expor, para tentar ajudar cada uma delas”, disse.

O vídeo gravado em Aparecida de Goiânia teve mais de duas mil visualizações em poucas horas. A mãe de uma das travestis, que mora em Portugal, orientou a filha, de 26 anos, a morar com Maksury. “Ela já veio para a minha casa e vamos ajudar para que ela vá para a mãe. É a única forma de sobrevivência.”

Pela timeline de Maksury, passa o universo da prostituição, mas também a rotina, como ir ao supermercado e ao cabeleireiro. O vídeo que você vai assistir gerou, em pouco tempo, uma onda de críticas e ameaças de processo à Maksury. “As pessoas não gostam de ver a verdade.”

É que algumas travestis cheiram pó na rua em plena luz do dia e fumam crack debaixo da marquise do motel.

Veja vídeo de consumo de drogas, em Aparecida de Goiânia

Pensionista, Maksury aluga quartos para travestis e mulheres trans que se prostituem, mas também para as que não se prostituem, nas ruas próximas aos motéis da região. “Aqui elas têm lugar para dormir, têm comida e carinho”, garante.

Uma travesti que mora na Espanha, que passou pela casa da pensionista, reafirma: “uma pessoa maravilhosa, que ajuda mesmo, mas que coloca na rua se estiver descontrolada, como o vídeo mostra.”

Maksury, como é conhecida, é de Altamira, no Pará. Passou anos nas ruas, se prostituindo. Nos últimos anos, comprou um lote e construiu quitinetes, de onde tira a renda. “Não fico rica porque não exploro ninguém, apenas faço por elas o que não fizeram comigo: sou uma mãe.”

Ali, recebe jovens de várias regiões de um Brasil que não enxerga a prostituição como o ponto de entrada para o uso e tráfico de drogas e, não raramente, para a morte, seja por causa das dívidas ou por overdose.

Maksury tem uma abertura incomum com as travestis. Dá conselhos, resgata e ainda ora por elas. Abre a Bíblia e tenta confortá-las quando pensam, por exemplo, em se matar.

É neste contexto que, passando pela rua na última semana, viu o que considera o “horror”.

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Goiás

Sumiço de bancário em Pirenópolis completa 20 dias: "voltamos à estaca zero"

Família oferece recompensa de R$ 2 mil para quem encontrá-lo.
26/02/2019, 11h56

O desaparecimento do bancário aposentado, Evaldo Borges Leal, de 57 anos, em Pirenópolis completa 20 dias nesta terça-feira (26/2). Ele saiu da casa de veraneio da tia por volta das 8h30 do dia 6 de fevereiro para caminhar e não voltou mais. Familiares se revezam para acompanhar as buscas junto ao Corpo de Bombeiros da cidade.

De acordo com a família, algumas ligações apontaram locais onde ele teria sido visto nos últimos dias, mas nenhuma das informações procederam. “Voltamos à estaca zero”, declarou a irmã de Evaldo, Francineide Leal, ao Dia Online. Evaldo já foi procurado nas regiões de mata, rio e povoados próximos a Pirenópolis. As buscas continuam com o auxílio de cães farejadores.

O bancário aposentado saiu da residência, no dia em que desapareceu, usando uma camisa gola polo verde, bermuda jeans e chinelo. Ele não está com nenhum documento de identificação.

Família oferece R$ 2 mil para quem encontrar o bancário desaparecido em Pirenópolis

Quando completados 15 dias do desaparecimento, na última quarta-feira (20/2), a família de Evaldo decidiu recompensar em R$ 2 mil quem encontrá-lo. “A gente achou que se falasse da recompensa as pessoas iriam prestar mais atenção em quem vai passar perto delas né, ai se encontrarem com ele vão chamar as autoridades ou ligar para nós. A recompensa já é desespero mesmo, ele está há dias sem nada, sem documento, sem comida”, desabafou a irmã do bancário.

Informações sobre o paradeiro de Evaldo podem ser repassadas à família pelos seguintes números: (61) 9 9536-1881; (61) 9 8219-6354; (61) 9 8181-4032; (62) 9 9355-0840; (61) 9 8219-6354; ou (61) 9 8485-1864.

O desaparecimento

Evaldo Borges Leal, de 57 anos, está desaparecido desde a última quarta-feira (6/2) depois de viajar do Distrito Federal, onde mora, para Pirenópolis, região turística de Goiás. Ele saiu da casa de veraneio da família por volta das 8h30 para fazer uma caminhada e desde então não foi mais visto. O bancário aposentado, quando saiu da residência, usava uma camisa gola polo verde, bermuda jeans e chinelo.

Imagens: Facebook 

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