Goiás

Família acusada de lavagem de dinheiro na comercialização de grãos é presa, em Goiás

A ação, que está sendo executada em conjunto com outro órgãos, foi batizada de Operação Gran Família.

Por Ton Paulo
26/02/2019, 09h49

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Goiás (MP-GO), deflagrou na manhã desta terça-feira (26/2) uma operação que apura crimes de falsidade (ideológica e material), uso de documentos falsos e lavagem de dinheiro na comercialização de grãos, praticados sob o comando de um grupo de pessoas da mesma família. Segundo o MP-GO, estão sendo cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão em Rio Verde, Cristalina e Senador Canedo.

A ação, que está sendo executada em conjunto com outro órgãos, foi batizada de Operação Gran Família. Nela, de acordo com o MP-GO, estão sendo cumpridos 13 mandados de prisão temporária e 17 de busca e apreensão nos estados de Goiás, Mato Grosso e São Paulo. Conforme informações do MP-GO, a operação, que é acompanhada por integrantes do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira), e a investigação está sendo realizada pelo Núcleo Regional do Entorno do Distrito Federal (Luziânia) do Gaeco.

O MP-GO informou que a operação apura crimes de falsidade ideológica e material, assim como o uso de documentos falsos e lavagem de dinheiro para a comercialização de grãos, praticados sob o comando de um grupo de pessoas da mesma família que residem em Rio Verde e Cristalina.

Em Goiás, estão sendo cumpridos simultaneamente cinco mandados de prisão em Rio Verde, quatro em Cristalina e um em Senador Canedo, e mais de 50 policiais civis participam da operação. Também estão sendo cumpridos dois em Mato Grosso e um em São Paulo. Foi determinado também o bloqueio bens dos envolvidos no valor de R$ 35 milhões.

Além de lavagem de dinheiro, membros da mesma família praticavam outros crimes, constatou operação

Conforme informações do MP-GO, o grupo criminoso se valia de empresas de fachada constituídas em outros estados para comercializar grãos produzidos em Goiás burlando a fiscalização tributária.

A mercadoria produzida em Goiás era adquirida por membros do grupo sem nota fiscal do produtor e remetida para outros estados com notas fiscais das empresas de fachada, o que fomentava concorrência desleal em relação aos produtores que atuam de forma legal.

Uma das empresas operadas pelo grupo, localizada no Mato Grosso, movimentou mais de R$ 100 milhões de reais entre os anos de 2013 e 2014, valores que foram remetidos para produtores goianos e para membros do grupo criminoso. A movimentação relacionada a essa empresa ensejou a autuação pela Secretaria da Fazenda de Goiás (Sefaz) de membros do grupo na ordem de R$ 35 milhões.

A Operação está sendo realizada em conjunto com o Gaeco Central, pelos Gaecos do Mato Grosso e de Campinas (SP), pelo Centro de Inteligência do Ministério Público de Goiás, Polícia Civil e Sefaz. Delegados e agentes da Polícia Civil de Goiás, juntamente com agentes fazendários, cumprem os mandados no estado em apoio a membros do Ministério Público.

Via: MP-GO 

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Goiás

PMs suspeitos de matar jovem e forjar confronto são presos em Aragarças

Antes de morrer, jovem mandou áudios para a mãe e para namorada informando sua localização.
26/02/2019, 10h28

Dois policiais militares, lotados na 4ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), foram presos na manhã desta terça-feira (26/2), suspeitos de matar o vendedor Jeferson Alves Martins, de 25 anos, e forjar confronto. O crime ocorreu no dia 9 deste mês, em Aragarças, interior de Goiás. Os mandados de prisão foram cumpridos pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO), por meio do Grupo Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GCEAP) e da Promotoria de Justiça de Aragarças, em conjunto com a Corregedoria PMGO.

De acordo com o MP-GO, os mandados de prisão foram expedidos pelo juízo da comarca de Aragarças no âmbito de procedimento investigatório criminal, que apura a prática de homicídio qualificado contra o jovem. Os PMs são investigados ainda por suspeito de fraude processual, uma vez que poderiam ter simulado um confronto para justificar a morte do jovem.

Jovem enviou áudio para mãe momentos antes de morrer, em Aragarças

O Ministério Público goiano apura as circunstâncias em que Jeferson foi morto. Momentos antes de ser assassinado com quatro tiros, o jovem mandou áudios via WhatsApp para a mãe e para a namorada. Conforme investigações, as gravações apontam uma possível contradição na versão oficial dos policiais militares, que haviam dito que o rapaz teria morrido em troca de tiros com eles.

Nos áudios, Jeferson conta para as duas mulheres que foi chamado por um amigo que teve o carro quebrado, mas ao chegar lá, constatou que na verdade o homem tinha roubado uma fazenda. Ele ainda passa sua localização, e pede para a mãe fazer contato com uma advogada da família, uma vez que ele foi detido pela polícia. Ele trabalhava como vendedor e morava em Hidrolândia, na Região Metropolitana da capital. O jovem deixou dois filhos: um menino de 1 ano e 10 meses e uma menina de 7 anos.

Ônibus escolares de Aragarças são incendiados como vingança pela morte do jovem

Na madrugada do domingo (10/2), um dia após o crime, sete ônibus escolares, um carro do Instituto Médico Legal (IML) foram incendiados no pátio de uma secretaria da cidade. Conforme apurado pela Polícia Civil, o crime foi cometido como forma de vingar a morte de Jeferson e cinco pessoas foram presas.

Via: MP-GO 
Imagens: G1 

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Mundo

Brasileiros dormem em consulado para tentar escapar da Venezuela

Grupo tenta retornar ao País e escapar do fechamento da fronteira decretado há cinco dias pelo regime do presidente bolivariano Nicolás Maduro.
26/02/2019, 10h48

Um grupo de turistas brasileiros passou a madrugada desta terça-feira, 26, no vice-consulado em Santa Elena do Uairén, cidade venezuelana mais próxima de Roraima. Eles tentam retornar ao País e escapar do fechamento da fronteira decretado há cinco dias pelo regime do presidente bolivariano Nicolás Maduro.

A representação diplomática brasileira aguarda um comunicado de Caracas para iniciar o traslado do grupo em ônibus. Só com esse aval os militares chavistas vão abrir passagem na fronteira. Muitos turistas que faziam compras ou visitavam amigos dormiram no chão do vice-consulado para não perder a preferência na fila de inscrições. A lista teria mais de 70 nomes.

Tratativas semelhantes deram certo para permitir a passagem de um grupo de 25 turistas que fazia caminhada por oito dias no Monte Roraima, e também ficou retido em Santa Elena, onde se depararam com um cenário de destruição e confrontos no retorno. Com uma autorização especial obtida após apelos diplomáticos e tratativas militares, eles foram escoltados pela Guarda Nacional Bolivariana (GNB).

A maior parte dos brasileiros havia atravessado a fronteira antes da quinta-feira, quando Maduro antecipou-se a uma tentativa de envio de caminhões com suprimentos e medicamentos. A ação foi articulada por opositores do chavismo, liderados pelo presidente autodeclarado Juan Guaidó, do Brasil e dos Estados Unidos.

Os brasileiros tiveram de permanecer na cidade durante os conflitos entre militares e paramilitares leais a Maduro e venezuelanos insatisfeitos. Autoridades locais falam em 25 mortos e mais de 80 feridos.

Imagens: Folha de São Paulo 

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Educação

Selecionados no Fies devem complementar informações a partir de hoje 

Prazo vai até 7 de março.
26/02/2019, 11h03

Estudantes pré-selecionados para a modalidade do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) juro zero devem complementar suas informações na página do FiesSeleção, na internet, a partir de hoje (26). O prazo vai até 7 de março. Essa etapa é necessária para a contratação do financiamento. O resultado do Fies foi divulgado ontem (25). Os aprovados pelo P-Fies devem verificar os procedimentos com os agentes financeiros operadores de crédito e as instituições de ensino superior.

Na modalidade juro zero, aqueles que não forem selecionados serão incluídos automaticamente na lista de espera. Esses estudantes devem acompanhar sua eventual pré-seleção do dia 27 de fevereiro a 10 de abril, na página do Fies. Na modalidade P-Fies não há lista de espera.

Ao todo, são ofertadas 100 mil vagas na modalidade juro zero e 450 mil na P-Fies. As duas modalidades têm apenas uma chamada.

Fies

O Fies oferece financiamento para cobrir os custos das mensalidades de instituições privadas de ensino superior. A modalidade de financiamento com juro zero é voltada para os estudantes com renda per capita mensal familiar até três salários mínimos. Nessa modalidade, o aluno começará a pagar as prestações respeitando o limite de renda.

O P-Fies é destinado aos estudantes com renda per capita mensal familiar até cinco salários mínimos. A modalidade funciona com recursos dos fundos constitucionais e de Desenvolvimento e com recursos dos bancos privados participantes.

Pode participar do programa quem fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir da edição de 2010, e obteve nota média nas provas igual ou superior a 450. Além disso, não pode ter zerado a redação. Os bolsista parciais do Programa Universidade para Todos (ProUni), ou seja, aqueles que têm bolsa de 50% da mensalidade, podem participar do processo seletivo do Fies e financiar a parte da mensalidade não coberta.

Imagens: Hoje em Dia 

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Goiás

Vídeo exclusivo denuncia o horror das drogas na região dos motéis, em Aparecida de Goiânia

Imagens fortes mostram a rotina de algumas travestis na conhecida região dos motéis, em Aparecida.
26/02/2019, 11h44

Crack, cocaína e merla são drogas comuns nas escuras ruas do bairro Vila Santa, na região dos motéis, um dos mais conhecidos pontos de prostituição de Aparecida de Goiânia. O Portal Dia Online teve acesso com exclusividade a um vídeo que mostra travestis cheirando cocaína e fumando crack sob a marquise de um dos motéis na Rua São Paulo, na Vila Santa Luzia.

A reportagem percorreu algumas ruas depois que o vídeo foi postado, mas imediatamente apagado devido à gravidade do estado vulnerável das travestis.

Por outro  lado, muitas delas tentam ajudar as amigas viciadas. “Estou na rua há mais de 4 anos e não sei como as meninas caem nas lábias e passam a viver assim”, comenta uma delas.

Outra, que assume ter sido viciada e passado por internação para desintoxicação, sempre tenta ajudar. “Olha, mana, elas precisam de socorro”, diz outra, antes de entrar em um Polo branco.

A reportagem encontrou hostilidade, medo, mas muita vontade de fugir das drogas nas ruas onde é comum a polícia ser acionada para apartar brigas – com facas, paus e pedras -, isolar locais de homicídios ou prender pequenos traficantes.

Missionários evangélicos e católicos de vez em quando passam por ali, tentam orientar e encontram pessoas sem família, viciadas e escravizadas por cafetinas e traficantes.

O vídeo foi gravado por Maksury, uma das mais conhecidas pensionistas da região, na sexta-feira (22/2). Ela grava vídeos em seu perfil no Facebook em tom de humor. “Mas esta cena não tem nada de humor”, reconhece ela.

Maksury conversou com o repórter e, emocionada, pediu ajuda para conseguir tirar as meninas das drogas. “Olha, eu gravei com a intenção de expor, para tentar ajudar cada uma delas”, disse.

O vídeo gravado em Aparecida de Goiânia teve mais de duas mil visualizações em poucas horas. A mãe de uma das travestis, que mora em Portugal, orientou a filha, de 26 anos, a morar com Maksury. “Ela já veio para a minha casa e vamos ajudar para que ela vá para a mãe. É a única forma de sobrevivência.”

Pela timeline de Maksury, passa o universo da prostituição, mas também a rotina, como ir ao supermercado e ao cabeleireiro. O vídeo que você vai assistir gerou, em pouco tempo, uma onda de críticas e ameaças de processo à Maksury. “As pessoas não gostam de ver a verdade.”

É que algumas travestis cheiram pó na rua em plena luz do dia e fumam crack debaixo da marquise do motel.

Veja vídeo de consumo de drogas, em Aparecida de Goiânia

Pensionista, Maksury aluga quartos para travestis e mulheres trans que se prostituem, mas também para as que não se prostituem, nas ruas próximas aos motéis da região. “Aqui elas têm lugar para dormir, têm comida e carinho”, garante.

Uma travesti que mora na Espanha, que passou pela casa da pensionista, reafirma: “uma pessoa maravilhosa, que ajuda mesmo, mas que coloca na rua se estiver descontrolada, como o vídeo mostra.”

Maksury, como é conhecida, é de Altamira, no Pará. Passou anos nas ruas, se prostituindo. Nos últimos anos, comprou um lote e construiu quitinetes, de onde tira a renda. “Não fico rica porque não exploro ninguém, apenas faço por elas o que não fizeram comigo: sou uma mãe.”

Ali, recebe jovens de várias regiões de um Brasil que não enxerga a prostituição como o ponto de entrada para o uso e tráfico de drogas e, não raramente, para a morte, seja por causa das dívidas ou por overdose.

Maksury tem uma abertura incomum com as travestis. Dá conselhos, resgata e ainda ora por elas. Abre a Bíblia e tenta confortá-las quando pensam, por exemplo, em se matar.

É neste contexto que, passando pela rua na última semana, viu o que considera o “horror”.

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