Brasil

Ministro anuncia repasse de R$ 62 milhões para incentivar turismo em Brumadinho

O ministro disse ainda que será feito um memorial para homenagear as vítimas do rompimento da mineradora Vale, que resultou, até o momento, na morte de 166 pessoas.
16/02/2019, 17h44

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, esteve neste sábado, 16, em Brumadinho (MG) e anunciou um repasse de R$ 62 milhões do Fundo Geral de Turismo (Fungetur) para o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) com o intuito de fortalecer o turismo no município.

O ministro disse ainda que será feito um memorial para homenagear as vítimas do rompimento da mineradora Vale, que resultou, até o momento, na morte de 166 pessoas. Há 144 desaparecidos, segundo último balanço da Defesa Civil de Minas Gerais.

“Brumadinho terá no turismo a força que precisa para se reerguer”, disse Antônio em publicação no Twitter do ministério.

Prestadores de serviços que atuam na região e que estão no Cadastur, cadastro de pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor, terão acesso ao crédito. A proposta é oferecer condições especiais para empreendedores do local, que terão encargos reduzidos e prazos ampliados de pagamento.

“São empreendimentos como meios de hospedagem, agências de viagem, locadoras de veículos e transportadoras turísticas que poderão impulsionar projetos de infraestrutura e comprar máquinas e equipamentos”, informou o ministério. O objetivo também é reduzir a dependência da região do setor de mineração.

Memorial

Ainda durante a visita, o ministro informou que um memorial em homenagem às vítimas da tragédia deve ser erguido no local. “Como mineiro, agradeço e parabenizo pelo trabalho incansável realizado pra tentar levar um pouco de conforto às famílias. Um memorial será construído para que esse sofrimento não volte a se repetir na história do Brasil”, afirmou Marcelo Álvaro Antônio, também na rede social.

Ele sobrevoou a região e foi ao Instituto Inhotim, onde participou de uma reunião com o diretor executivo do museu, Antonio Grassi, e o presidente do conselho de administração da instituição, Ricardo Gazel, para discutir medidas para desenvolver o turismo da região.

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Esportes

Após tragédia no Ninho do Urubu, CTs são fiscalizados e interditados

Ex-goleiro convoca atletas a mostrarem condições dos alojamentos.
17/02/2019, 13h15

Após a tragédia no Ninho do Urubu, que matou dez atletas da base do Flamengo, as autoridades passaram a se preocupar com a situação dos centros de treinamento de outros clubes brasileiros. Na última sexta-feira, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro recomendou a interdição do Ninho do Urubu, em Vargem Grande (Barra da Tijuca) na zona oeste do Rio.

A interdição foi inicialmente pedida em 2017, mas não foi cumprida. Segundo o Ministério Público, o local só deve voltar a funcionar após cumprimento de exigências do Corpo de Bombeiros. O MP ameaça entrar na Justiça para interromper o uso das instalações do CT Jorge Helal, como é oficialmente chamado o Ninho do Urubu.

Três dias após a tragédia, um princípio de incêndio atingiu o alojamento da Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA), na Universidade da Força Aérea (UNIFA), no bairro da Sulacap, também zona oeste da capital fluminense. No momento em que houve o incidente, atletas do time sub-20 do Bangu repousavam. Por terem inalado fumaça, sete jogadores e um membro da comissão técnica receberam atendimento médico.

Vasco da Gama

Um dia antes da manifestação do Ministério Público contra o Flamengo, a prefeitura do Rio de Janeiro pediu a interdição do CT do Vasco da Gama em Vargem Pequena, na mesma região da cidade. A ordem de interdição foi entregue pela 5ª Gerência Regional de Licenciamento e Fiscalização do município.

O clube transferiu os treinamentos para o Estádio São Januário e cobrou a definição de um prazo para “adequação às demandas do órgão, sem a necessidade de impedimento de uso do local”. O clube informou que o CT das Vargens é usado apenas como local de treinamento e não há alojamento para os atletas.

Portuguesa

Na última quinta-feira (14), a prefeitura de São Paulo interditou parte do CT da Associação Portuguesa Desportos, por falta de segurança nas instalações. Foram interditados os blocos onde funcionam a lavanderia e os vestiários do CT, localizado na Rodovia Ayrton Senna. Os alojamentos do local estão desativados.

A prefeitura de São Paulo notificou os clubes sobre a obrigatoriedade de manter todos os alojamentos dentro das condições adequadas. Também recomendou que as agremiações suspendessem imediatamente a utilização dos alojamentos caso não estivessem regularizados. Devem ser vistoriados os CTs do Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Nacional, Juventus e da Federação Paulista de Futebol.

Campanha

O ex-goleiro Getúlio Vargas Freitas de Oliveira Jr. está convocando jogadores, parentes e amigos de atletas de futebol e outras modalidades de esporte a enviarem fotos e vídeos que mostrem as condições de alojamentos nos clubes. “De repente alguém resolve fazer alguma coisa”, disse o atleta que já jogou no Flamengo (2002-2006), na Alemanha, em Portugal e na África do Sul.

As imagens estão sendo enviadas via WhatsApp (21 9673 30593) e exibidas no Instagram

Até o fechamento dessa reportagem, havia fotos e vídeos de dormitórios superlotados (30 pessoas em três quartos com dois banheiros); com colchão estendido sobre o chão; aparelhos elétricos ligados em tomadas sobrecarregadas; chuveiros elétricos com água escorrendo nos fios; banheiros imundos; bebedouro enferrujado, além de cozinhas sujas.

“O que eu tenho a falar sobre [as divisões de] base é a experiência que eu passei”, disse antes de descrever situações “precárias, ridículas e bizarras”, até em clubes de alto nível. Para o ex-goleiro, há alojamentos “em condições horríveis, terríveis ou perigosas” que colocam em risco muitos atletas.

Segundo Getúlio Vargas, as situações retratadas são “muito mais comuns do que vocês pensam”, com arranjos clandestinos, gambiarras ou “gatilhos” assemelhados ao que existem em periferias e favelas das cidades. “É igual lugar que a gente vive”, lamentou.

Imagens: OP9 

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Goiás

Instalador de ar-condicionado baleado por guarda civil em Goiânia recebe alta

Mateus Batista Rodrigues, de 22 anos, que fazia a instalação de um aparelho foi confundido com um ladrão, segundo o GCM; crime ocorreu no dia 6 de fevereiro.
17/02/2019, 13h54

O instalador de ar-condicionado, Mateus Batista Rodrigues, de 22 anos, recebeu alta neste domingo (17/2), depois de 11 dias de internação. Ele foi atingido por um tiro no tórax, disparado por um Guarda Civil Municipal de Senador Canedo, enquanto fazia a instalação de um aparelho em uma residência no Setor Jardim Novo Mundo, em Goiânia. O crime ocorreu no dia 6 de fevereiro.

Em depoimento, o GCM Rodrigo Fernandes alegou que confundiu Mateus com um ladrão. Um dia após o ocorrido, ele se apresentou à polícia e confessou ter atirado no jovem. O guarda civil foi afastado dp cargo e e perdeu o porte de arma. O caso é apurado pela Corregedoria da Guarda Civil Municipal e também pela Polícia Civil de Goiás.

Instalador de ar-condicionado é baleado por guarda civil em Goiânia

O crime aconteceu na noite de quarta-feira (6/2), quando Mateus realizava a instalação de um aparelho no telhado de um casa vizinha à do guarda civil. Ao subir no telhado da residência, o agente, identificado como Rodrigo Fernandes, saiu e deu um tiro em direção ao jovem. Ele, que foi atingido com um tiro no tórax, foi confundido com um ladrão, segundo o GCM.

Mateus foi socorrido por pessoas que estavam no local e levado para o Centro de Atendimento Integral à Saúde (Cais). Por conta da gravidade, ele foi encaminhado para o Hospital Estadual de Urgências de Goiânia Dr. Valdemiro Cruz (HUGO), onde passou por cirurgia, na última segunda-feira (11/) para retirada da bala. Foram 11 dias de internação.

Guarda civil é afastado das funções

Rodrigo Fernandes teve o afastamento decretado pela corregedoria da corporação na qual atua. Segundo o Secretário de Segurança Pública de Senador Canedo, o GCM também foi notificado da perda do porte de arma. Em nota, a Prefeitura afirmou que “o guarda municipal não estava em serviço” durante ocorrido, e também que “já foi expedida pela Corregedoria da Guarda Municipal o pedido de afastamento do GCM, até a apuração dos fatos”. O texto diz ainda que “um funcionário da Secretaria de Segurança Pública de Senador Canedo prestará auxílio a vítima e seus familiares” do instalador de ar-condicionado.

Via: G1 
Imagens: O Popular 

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Goiás

Semana começa com chuva volumosa em Goiânia e em cidades do interior de Goiás

Temperaturas não devem subir tanto devido ao excesso de umidade e chuva constante.
17/02/2019, 14h51

A semana começa com chuva volumosa em Goiânia e em outras cidades do interior de Goiás. Neste domingo (17/2), o tempo carregado predomina no estado e, de acordo com o site ClimaTempo, deve chover 30 milímetros por metro quadrado, ou seja, o volume de água é maior que em outros dias chuvosos. Hoje a temperatura mínima registrada é 24º e máxima 28º.

Nesta segunda-feira (18/2) o dia será de sol com muitas nuvens e possibilidade de chuva a qualquer hora. Deve chover cerca de 22 milímetros. Já na terça-feira (19/2), o volume de água deve ser menor, aproximadamente 5 milímetros, também com sol com muitas nuvens e possibilidade de chuva a qualquer hora do dia.

De acordo com a previsão, no dia 20, próxima quarta-feira, o dia será de sol e aumento de nuvens de manhã e pancadas de chuva à tarde e à noite; as temperaturas ficam entre 24º e 35º. Na quinta-feira (21/2) pode chover a qualquer hora do dia, e são esperados 6mm de água. Já na sexta-feira (22/2) não deve chover, a máxima será de 35º e mínima de 24º.

Fluxo de umidade provoca chuva volumosa em Goiás

Segundo o site, as chuvas volumosas no estado são ocasionadas pelo fluxo de umidade que vem do Norte do Brasil que está constante sobre Centro-Oeste e que deve se manter nos próximos dias, ajudando a espalhar muita nebulosidade.

Além disso, o ClimaTempo explica ainda que um novo sistema de baixa pressão atmosférica, que vai se formar entre São Paulo e o Rio Janeiro, acaba estimulando a concentração de umidade e a formação das nuvens de chuva, principalmente entre Goiás e o Distrito Federal.

A chuva em Goiás vem depois de registrados os dias mais quentes no mês de janeiro dos últimos anos. Entre os dias 3 e 22 de janeiro, os goianos enfrentaram os dias com recorde de calor em Goiânia e outras regiões do estado.

No dia 22 a temperatura na capital ultrapassou os 35°C, registrando assim o terceiro recorde de dia mais quente do ano, segundo dados do site ClimaTempo. O calor superou os 34,8°C do dia 16 de janeiro e os 34,7°C dos dias 3 e 12 do mês passado.

Via: Climatempo 
Imagens: NiT 

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Educação

Escola militarizada é nova aposta para rede pública do Distrito Federal

Proposta de levar militares para atuar nas escolas públicas foi apresentada logo nos primeiros dias de governo de Ibaneis Rocha (MDB).
17/02/2019, 15h16

A vaga na escola perto de casa ou a identidade visual? Desde a semana passada, é essa a pergunta que Jhonatas Lopes, de 17 anos, se faz a todo instante. Matriculado no Centro Educacional 3 de Sobradinho, colégio da rede pública de Brasília, o estudante terá em breve de cortar os cabelos compridos que mantém desde os 7 anos se quiser permanecer na instituição. A determinação é novidade. A escola passou a integrar um projeto-piloto criado este ano no Distrito Federal, com quatro colégios, que prevê a inclusão de militares na coordenação das unidades.

Com a mudança, estudantes deverão usar uniforme com inspiração militar e deixar brincos e piercings em casa, além de adotar o mesmo padrão para os cabelos: raspados para os alunos, coques para as alunas. “Pode parecer bobagem, mas o cabelão para mim significa muito. Assim que me reconheço.” Jhonatas já pensou em pedir transferência. Mas a mãe vetou. “Ela diz que não vale a pena. Estou no 3.º ano do ensino médio. E tenho aqui amigos.”

A proposta de levar militares para atuar nas escolas públicas foi apresentada logo nos primeiros dias de governo de Ibaneis Rocha (MDB). Embalado pelo discurso de campanha do presidente Jair Bolsonaro, capitão reformado do Exército que promete incentivar a militarização do ensino, o governador deu a largada no Distrito Federal. Resgatou um projeto há tempos desenhado pela PM, providenciou consulta a professores e pais de alunos das escolas escolhidas e iniciou semana passada a experiência.

“Foi tudo muito rápido”, resume o colega de escola de Jhonatas, Igor de Oliveira. Ele deixa clara sua indignação. “A roupa não vai mudar o meu aprendizado. Não quero aprender a marchar. Isso é tudo muito radical.”

Assessor especial da Secretaria de Educação do GDF, Mauro Oliveira, garante que a comunidade foi ouvida e que a experiência não é nova. Ao todo, diz, 120 escolas públicas no País têm gestão compartilhada com militares – metade em Goiás. Com a proposta de Jair Bolsonaro, a expectativa é de que esse número se expanda rapidamente. No Ministério da Educação, uma subsecretaria foi criada justamente para incentivar a criação de escolas militares. O plano é destinar recursos para auxiliar municípios a desenvolver unidades do tipo.

Oliveira garante que, nas unidades do projeto-piloto, a votação favorável à mudança para gestão compartilhada foi expressiva. Mas a iniciativa está longe de ser unanimidade. Diretora do Sindicato dos Professores do DF, Rosilene Correa afirma que o processo de convocação dos pais para a consulta foi falho. Ela questiona ainda a escolha das escolas do projeto.

O GDF afirma que a seleção foi norteada por três critérios: o desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da população que mora em torno das escolas e o índice de violência na região. Mais vulneráveis teriam preferência.

“Mas as escolas escolhidas estão longe de ter os piores indicadores. Pelo contrário. Em três delas, os alunos tiveram um desempenho mediano nas avaliações e as instalações são adequadas”, diz a diretora do sindicato.

Para ela, isso fará com que o projeto tenha como vitrine uma situação que está muito longe da realidade. “Vão dizer que é um sucesso, mas o que haverá é uma maquiagem, um argumento para seguir com o projeto.”

Exclusão

Rosilene teme ainda que ocorra no GDF uma exclusão de alunos com menor poder aquisitivo e com maior dificuldade de aprendizado. No modelo proposto, associações de pais e mestres seriam formadas e por meio delas contribuições poderiam ser feitas para financiar reparos, além de compra de equipamentos para escolas.

“Imagine a pressão que será para quem não pagar. Você acha que os alunos de pais com menos recursos ficarão nessas unidades?”, diz Rosilene. A ideia é que militares ofereçam também aulas extras de música ou de esportes. “Os que não tiverem uma boa atuação, um bom desempenho, serão aos poucos incentivados a deixar as unidades. Vão para escolas longe de casa”, completa a diretora do sindicato. Oliveira nega. “Não haverá cobrança. As contribuições servirão para melhorias.”

Disciplina volta a inspirar as particulares

Escolas de inspiração militar estão na mira também da iniciativa privada. No Distrito Federal, uma rede com dez unidades foi aberta neste ano, com a promessa de transmitir aos alunos “disciplina, civismo e conhecimento”. Batizada de Colégio Marechal Duque de Caxias, a rede já tem 4 mil alunos. Do ensino infantil ao médio, estudantes têm de aprender, por exemplo, detalhes sobre a Bandeira Brasileira ou a vida de Duque de Caxias, patrono do Exército.

“O conhecimento é dado, mas sem viés ideológico”, afirma o coordenador e militar da reserva, Nelson Gonçalves de Souza. O governo de 1964, completa, não é ensinado como golpe ou revolução. Mas como ciclo governado por militares. No slogan da escola, disciplina está em primeiro lugar. “Aqui o professor dá aula durante 45 minutos. Não é preciso desperdiçar tempo esperando alunos ficarem quietos.” Ao entrar na sala, o professor é apresentado aos estudantes por um chefe da classe e imediatamente é saudado.

O projeto do governo do Distrito Federal (GDF) prevê uma rotina similar. Haverá revezamento para um líder de classe e alunos terão de entrar em formação e cantar o Hino Nacional. “Os policiais militares vão ajudar nossos alunos a ter uma postura mais condizente. Posso ser criticado por isso que vou dizer, mas a verdade é que nós, professores, sozinhos, não demos conta”, afirma o vice-diretor do Centro Educacional 3 de Sobradinho, Geraldo Calado.

Nas escolas do projeto-piloto do GDF, carros de polícia ficam na frente do prédio. Logo na chegada, alunos são recepcionados por PMs que, assim que a aula começa, ficam transitando pelos corredores. “Não é disciplina imposta por medo. É respeito”, diz o assessor especial da Secretaria de Educação do GDF, Mauro Oliveira.

Contramão

O espaço que esse modelo de ensino vem ganhando no País é classificado como equívoco pelo professor da Universidade de São Paulo (USP) Ulisses Araújo. “Num modelo autoritário de escola há o reforço para o sujeito obediente.” Para ele, essa fórmula vai na contramão das habilidades que cada vez são mais necessárias no século 21. “O importante é ter criatividade, colaboração, pensamento crítico e capacidade para resolução de problemas.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: BBC Brasil 

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