Goiás

Instalador de ar-condicionado é baleado por GCM de Senador Canedo 

Jovem, de 22 anos, está internado em estado grave no HUGO.
07/02/2019, 09h15

Um instalador de ar-condicionado foi baleado por um agente da Guarda Civil Municipal (GCM) de Senador Canedo, na noite desta quarta-feira (6/2). O jovem foi atingido com um tiro no tórax enquanto realizava um serviço no telhado de uma casa localizada na Avenida Joinville, no Jardim Novo Mundo, em Goiânia; ele teria sido confundido com um ladrão.

Depois de ser atingido pelo disparo, Mateus Batista Rodrigues, de 22 anos, foi socorrido por pessoas que estavam no local e levado para o Centro de Atendimento Integral à Saúde (Cais). Por conta da gravidade, ele foi encaminhado para o Hospital Estadual de Urgências de Goiânia Dr. Valdemiro Cruz (HUGO). Mateus deve passar por uma cirurgia ainda na manhã desta quinta-feira (7/2).

Jovem baleado por GCM de Senador Canedo pode ter sido confundido com ladrão

De acordo com testemunhas, Mateus estava no local para fazer a instalação de um ar-condicionado em uma residência da Avenida Joinville, no Jardim Novo Mundo. Ao subir no telhado de uma das casas, o agente, identificado como Rodrigo Fernandes, saiu e deu um tiro em direção ao jovem.

O GCM teria dito que pensou que o instalador de ar-condicionado fosse um ladrão que tentava invadir a casa. Ainda de acordo com as testemunhas, ele teria justificado que não foi avisado sobre a realização do serviço nas proximidades da residência, por isso reagiu com surpresa.

Em nota, a Prefeitura de Senador Canedo informou que o caso está sendo investigado pela Corregedoria da Guarda Civil Municipal da cidade. Ainda segundo o texto, os agentes têm direito ao porte de arma em serviço, mediante curso específico exigido pela legislação. Mas a nota reitera que no momento do ocorrido o GCM não estava em horário de serviço.

A Prefeitura de Senador Canedo disse ainda que lamenta profundamente o ocorrido e que vai acompanhar a vítima e sua família.

Imagens: HiperForte 

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Saúde

Após queixas em Goiás e outros estados, laudo reprova teste de dengue do SUS

Resultado apontou baixa sensibilidade dos lotes, o que indica risco de o paciente com a doença ser considerado saudável.
07/02/2019, 10h18

O Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) reprovou testes rápidos para diagnóstico de dengue, zika e chikungunya que haviam sido comprados pelo Ministério da Saúde e estavam em uso nos Estados. Após queixas de Minas, São Paulo, Rio, Acre e Goiás, lotes foram enviados para análise. O resultado apontou baixa sensibilidade dos lotes, o que indica risco de o paciente com a doença ser considerado saudável.

O laudo do INCQS ficou pronto em dezembro e, a partir do resultado, o ministério determinou nova análise. Agora, o teste será feito com lotes distribuídos para todos os Estados. Esse é um dos exames usados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A Bahiafarma, laboratório público produtor dos testes, foi notificado do resultado. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também foi acionada e abriu investigação.

O ministério adquiriu em duas ocasiões testes de diagnóstico da Bahiafarma. O primeiro lote, de R$ 119 milhões, foi comprado em 2016, um ano após o grande surto de zika no País. A transação ocorreu a toque de caixa, sob o comando do então ministro da Saúde, o deputado Ricardo Barros (PP-PR). Em 2017, foram adquiridos 6,5 milhões de testes, desta vez de dengue, zika e chikungunya, de cerca de R$ 162,5 milhões.

Testes do segundo contrato foram distribuídos para todo o País em 2018. Ao longo do ano, laboratórios de alguns Estados encaminharam laudos técnicos apontando inconsistência nos kits. A partir daí, foi pedida avaliação no INCQS. Queixas também foram feitas em reuniões de secretários estaduais e municipais com o ministério.

Enquanto esperam resultado definitivo, alguns Estados suspenderam o uso dos kits da Bahiafarma. Foi o caso das cidades de Goiás. A Superintendência de Vigilância em Saúde do Estado diz que, enquanto o produto estava em uso, foram identificadas deficiências. A suspeita maior era de resultados falso negativo, como aponta o INCQS.

Presidente da Bahiafarma afirma não ter sido comunicado sobre exame do INCQS sobre teste para dengue

Presidente da Bahiafarma, Ronaldo Dias diz não ter sido comunicado previamente sobre o exame do INCQS. Segundo ele, a praxe é de o produtor acompanhar o processo e apresentar contraprova. Sem haver o acompanhamento, afirmou ele, não há como garantir que os problemas não tenham ocorrido pelo armazenamento incorreto ou até mesmo pelo transporte. “Por que durante todo esse tempo ninguém encaminhou notificação formal de suspeita da eficiência?”

Dias observou que muitos Estados não usaram o que o ministério encaminhou. “Havia resistência. Talvez provocada pelo fato de que as secretarias teriam de custear material para a realização do exame.” A reportagem apurou que o maior descontentamento dos Estados era o fato de o teste demandar certa estrutura para ser realizado. Diferentemente de testes rápidos, que em geral ficam prontos tão logo o material a ser examinado é colocado em contato com o kit, o exame da Bahiafarma exigiria processamento, o que não está disponível em todos os centros de saúde.

O ministério informou que pode haver estoque com prazo de validade vencido entre os exames enviados aos Estados, mas não disse quantos. Estão nos armazéns da pasta 600.160 testes para dengue; 25.300 de testes para zika e 659.660 de testes para chikungunya. Já foram enviados 1.237.420 testes para dengue, 738.750 para Zika e 906.960 para chikungunya. Só após a conclusão de novos testes de qualidade é que se saberá o que pode ser feito com os exames e a Bahiafarma.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: Agência Brasil 

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Goiás

Secretária do Meio Ambiente pede sugestões de segurança pelo WhatsApp para barragens em Goiás

Quem quiser contribuir com sugestões e informações para a segurança das barragens em Goiás deve entrar em contato até às 18h desta quinta-feira (7/2), pelo número de WhatsApp fornecido ou pelo e-mail.

Por Ton Paulo
07/02/2019, 10h35

A secretária do Meio Ambiente de Goiás, Andréa Vulcanis, divulgou na última quarta-feira (6/2), durante reunião pública, um número de WhatsApp e um e-mail para receber “contribuições e sugestões” para a segurança das barragens em Goiás. A titular da Secretaria do Meio Ambiente (Secima) apresentou, ainda durante a reunião, o Plano de Ação para o Controle de Segurança de Barragens (PACSB) e enfrentamento dos riscos ambientais, econômicos e sociais de todas as barragens do Estado de Goiás.

A secretária informou que não existe nenhuma norma estabelecida para as barragens que estão sobre a competência do Estado de Goiás, e que quem quiser contribuir com sugestões e informações para a segurança delas deve entrar em contato até às 18h desta quinta-feira (7/2) pelo número de WhatsApp (62) 98268-6992, ou pelo e-mail [email protected] “Isso significa que não há controle e fiscalização [quanto às barragens]. Por isso, esse plano é fundamental para o controle e fiscalização das barragens”, disse Andréa.

Já o Plano de Ação apresentado pela secretária envolve o cadastramento, a classificação de risco, o potencial de dano, as documentações, inspeções e vistorias necessárias, planos de ação de emergência e outros critérios para a regularização das barragens. A reunião pública foi presidida pela secretária Andréa Vulcanis, com as presenças do procurador-chefe do Ministério Público Federal em Goiás, Ailton Benedito de Souza, e do comandante de Operações da Defesa Civil, coronel Leonardo Afonseca. Ainda, a reunião contou com a presença de autoridades do Governo de Goiás e das prefeituras e dos representantes de entidades do setor e órgãos convidados.

“Precisamos verificar a forma como as atividades estão acontecendo. O objetivo é redirecionar e melhorar o controle e a fiscalização não só dos barramentos, mas do licenciamento ambiental concedido e da instalação dessas barragens”, comenta a secretária.

Cadastro estadual de barragens em Goiás está previsto no plano de ação da Secima

Segundo a Secima, dentro do PACSB, até a próxima sexta-feira (8/2) serão elaboradas normas para discussão com as entidades e empresas envolvidas para que entrem em vigência o mais rápido possível. A primeira norma é sobre a criação de um Cadastro Estadual de Barragens, que visa o levantamento e o conhecimento de todos os barramentos. Conforme a secretária, o diagnóstico é que não existe até o momento uma estrutura dentro da secretaria que faça o controle efetivo e oficialize essas barragens que serão classificadas por grau de risco e por potencial de dano associado.

A Secima tem a competência para fornecer o licenciamento ambiental para construção das obras e atividades em diversas áreas como irrigação, saneamento e mineração, outorgas e fiscalização da segurança de barragens em rios estaduais. O licenciamento verifica o impacto ambiental dessas atividades, estabelece medidas de mitigação e controle para que essas atividades sejam desenvolvidas com sustentabilidade para garantir a segurança dessas barragens e da população. Andréa salienta que hoje Goiás conta apenas com 230 barragens licenciadas, 1300 outorgadas e nenhuma fiscalização.

Via: Secima 

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Goiás

Morte de jovem em Planaltina de Goiás não é mais investigada como latrocínio

Paula Fernanda foi levada de casa por criminosos encapuzados durante suposto assalto; corpo foi encontrado um dia depois.
07/02/2019, 11h42

O sequestro e morte de Paula Fernanda Barbosa Ferreira, de 19 anos, em Planaltina de Goiás, não são mais investigados como latrocínio. Outras duas hipóteses foram levantadas pelos investigadores da 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina), responsável pelo caso, em parceria com a Delegacia de Polícia Civil de Goiás, sendo elas feminicídio e homicídio.

Para a família, Paula pode ter sido assassinada por ciúmes. Segundo a mãe da jovem, ela recebia ameaças da ex-mulher do marido, por meio das redes sociais. Ela deixou dois filhos pequenos, um menino de 4 anos e uma menina de 1 ano e meio, frutos de um relacionamento anterior.

De acordo com o delegado-chefe Érico Vinícius Mendes, que esta à frente da apuração, alguns fatores, como a falta de imagens de câmeras de segurança no local onde o corpo da jovem foi encontrado, dificultam a identificação dos envolvidos. Ainda segundo o investigador, os trabalhos continuam para chegar aos principais suspeitos.

Morte e sequestro de Paula Fernanda em Planaltina de Goiás

Paula e os pais estavam em casa quando três criminosos encapuzados invadiram o local, na noite de uma segunda-feira, dia 28 de janeiro Segundo publicações em um grupo de moradores de Planaltina de Goiás, a mãe, o pai e os filhos da jovem foram trancados no banheiro da residência e Paula levada pelos bandidos. Os celulares da família também foram roubados.

Um dia após o desaparecimento, a jovem foi encontrada morta às margens do Córrego Mestre D’Armas, localizado na zona rural da região administrativa do Distrito Federal, em meio a uma pilha de pneus velhos. De acordo com o Corpo de Bombeiros, ela tinha sinais de tiros e facadas. Além disso, Paula também tinha sinais de espancamento.

O corpo da jovem foi recolhido pelo Instituto de Médico Legal (IML) e liberado quatro dias depois. No último sábado (2/2), o corpo foi sepultado no Cemitério de Planaltina.

Imagens: Facebook 

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Goiás

Justiça bloqueia bens de ex-assessor da Comurg que desviou mais de R$ 700 mil do órgão

O servidor foi exonerado por justa causa em março de 2018, em razão da prática de atos de improbidade administrativa.

Por Ton Paulo
07/02/2019, 11h56

A Justiça acaba de decretar o bloqueio de mais de R$ 700 mil em bens de um ex-servidor da Companhia de Urbanização de Goiânia, a Comurg, por seu envolvimento em fraude que desviava recursos públicos do órgão. Ricardo Ribeiro Gonçalves, ex-assessor de Tecnologia e Gestão Integrada da Comurg, foi exonerado por justa causa em março de 2018, em razão da prática de atos de improbidade administrativa

O bloqueio dos bens veio depois que a juíza Nathália Arantes da Costa acolheu pedido do Ministério Público de Goiás (MP-GO). A magistrada decretou o bloqueio de R$ 728.299,34, por dano ao erário, mais R$ 2.184.898,02, por dano moral, dos bens de envolvidos em fraude no pagamento de taxas da Comurg, ocorrida entre 2016 e 2018.

Além de Ricardo Ribeiro, ex-assessor de Tecnologia do órgão, as determinações da liminar recaem sobre mais seis empresas. São elas: América Cleaning e Ambiental; Brasloc; DM Conteineres; Strato Transportes; Suriel Ambiental e Tele-entulho. A ação foi proposta pelo promotor de Justiça Fernando Krebs, no início de janeiro deste ano, acusando o ex-servidor de ter emitido guias falsas de recolhimento de taxas para descarte de resíduos sólidos no aterro sanitário de Goiânia.

Como funcionava o esquema do ex-assessor da Comurg que desviava dinheiro do órgão

À assessoria do MP-GO, o promotor Krebs relata que Ricardo Ribeiro era o responsável pelo gerenciamento do sistema Gestor Online, programa usado para dar “baixa” em boletos bancários de taxas de descarte. Por meio do esquema fraudulento, Ricardo cancelava as guias no sistema da Comurg, sem que as empresas tivessem quitado os valores em aberto, desviando, assim, os recursos públicos em proveito próprio.

Segundo as apurações do MP, o dinheiro desviado dos cofres públicos, até meados de abril de 2017, é de cerca de R$ 728.299,34.

Ainda segundo o promotor, dentro da própria Comurg, no final de 2016, alguns servidores da área detectaram irregularidades ao constatarem a baixa de guias sem o devido pagamento. Devido às suspeitas, foi instaurado um processo de auditagem no âmbito da companhia para apurar as divergências e as possíveis ineficiências do sistema Gestor Online. Em decorrência das investigações, em março de 2018, Ricardo Ribeiro foi exonerado por justa causa, em razão da prática de atos de improbidade administrativa.

A reportagem do Dia Online entrou em contato com a assessoria da Comurg, que prometeu se manifestar sobre o caso assim que tiver levantado as informações necessárias.

A defesa de Ricardo Ribeiro não foi localizada.

Via: MP-GO 

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