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Defesa de Battisti diz esperar ‘respeito a direitos fundamentais’

Por Estadão Conteúdo
Publicado em 13/01/2019 às 14:52
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O advogado que defende Cesare Battisti no Brasil, Igor Tamasauskas, emitiu uma nota neste domingo, 13, após a notícia de que o italiano foi preso na Bolívia em que afirma esperar “respeito aos direitos fundamentais” de seu cliente no desfecho do caso. Ele não pode atuar até que Battisti esteja em território nacional.

“A respeito da prisão do Cesare Batistti temos a informar que, como as notícias dão conta de que ele não se encontra no Brasil, seus advogados brasileiros não possuem habilitação legal para atuar em outra jurisdição que não a brasileira. Esperamos que o caso tenha um desfecho de respeito aos direitos fundamentais de nosso cliente”, informa Tamasauskas.

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Battisti estava foragido desde dezembro, quando o governo do então presidente Michel Temer decidiu pela extradição para a Itália, onde Battisti foi condenado por quatro assassinatos nos anos 1970. Os detalhes da prisão estão sendo mantidos em sigilo.

Há pouco mais de um ano, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Battisti afirmou que enviá-lo de volta à Itália equivaleria a uma sentença de morte. O ministro da Justiça, Sérgio Moro, já afirmou que quer que o italiano seja trazido ao Brasil para “entrega imediata” a seu país de origem. A Polícia Federal já havia feito ao menos 32 operações para capturar Battisti.

Battisti foi condenado à prisão perpétua pelos assassinatos de quatro pessoas na Itália: dois policiais, um açougueiro e um joalheiro. Os crimes ocorreram entre 1977 e 1979, mas ele nega as acusações. Ao Estado, o italiano disse que “me acusam de um homicídio que aconteceu quando eu não estava mais na Itália.”

Tags: battistidefesaprisão

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