Mundo

Reino Unido proíbe venda de filhotes de cães e gatos em pet shops

A venda está proibida para cães e gatos com menos de seis meses de idade.
26/12/2018, 11h02

O Reino Unido vai proibir a venda de cães e gatos com menos de seis meses de idade em pet shops a fim de conter a exploração e os maus-tratos aos quais os filhotes são submetidos. A decisão foi anunciada pelo Departamento de Meio Ambiente e Assuntos Rurais (Defra, na sigla em inglês).

“Aqueles que queiram comprar ou adotar um cachorro ou um gato de menos de seis meses deverão ir diretamente a um criador ou a um abrigo”, informou o departamento.

Diversas pesquisas públicas realizadas anteriormente mostram que 95% da população é favorável à lei, que será implementada em 2019, segundo o governo.

A medida se chamará “Lucy’s law” (a lei de Lucy, em tradução livre) em homenagem a uma cadela da raça Cavalier King Charles Spaniel, resgatada de uma fazenda de filhotes no País de Gales em 2013. O animal tinha passado a maior parte de sua vida em uma gaiola e seus quadris ficaram deformados devido à falta de exercício. Lucy foi resgatada e o caso sensibilizou outras pessoas, por meio das redes sociais, sobre os maus-tratos contra animais.

Um dos objetivos da nova lei é “colocar um fim às condições terríveis nos criadouros de filhotes”, que inundam o mercado, principalmente os maiores, alguns deles sem licença.

Além disso, os pet shops só serão autorizados a lidar com abrigos que respeitam o bem-estar animal ou diretamente com criadores. A organização “Britain’s People’s Dispensary for Sick Animals” estima que 49% da população do Reino Unido possui, pelo menos, um animal, com 11,1 milhões de gatos, 8,9 milhões de cachorros e um milhão de coelhos.

Imagens: E+ Estadão 

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Goiás

Polícia de Goiás ouve nesta tarde esposa de João de Deus

Novo depoimento do médium para a PCGO ocorrerá após as diligências.
26/12/2018, 11h19

A esposa do médium João de Deus, Ana Keyla Teixeira, de 40 anos, prestará depoimento nesta quarta-feira (26), a partir de 13h, na Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Goiânia. Ana Keyla, que tem defendido o marido, será interrogada pelo delegado Valdemir Pereira. Ela é mãe da filha mais nova do médium, acusado de crimes sexuais.

Um novo depoimento do médium João de Deus, para a Polícia Civil de Goiás (PCGO), não deverá mais ocorrer esta semana, como estava previsto. Segundo a PCGO, o investigado só será ouvido depois de novas diligências, incluindo oitivas de testemunhas. Porém, o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) está ouvindo neste momento o médium, João de Deus.

Resultado de imagem para A esposa do médium João de Deus, Ana Keyla Teixeira

Foto: Mateus Bonomi/Folhapress –  Ana Keyla Teixeira esposa do médium

João de Deus terá que explicar a origem de mais de R$ 1,6 milhão escondidos em endereços ligados a ele, além das das cinco armas sem registro apreendidas. Ao todo, o médium pode responder por quatro crimes: estupro, estupro de vulnerável, violação sexual mediante fraude e posse ilegal de arma.

Dinheiro apreendido em endereços de João de Deus

Dinheiro apreendido em endereços de João de Deus – Polícia Civil de Goiás/Divulgação

Histórico

A força-tarefa do Ministério Público (MP) de Goiás, que investiga as denúncias de crimes sexuais envolvendo o médium, já recebeu 596 relatos de mulheres que se dizem vítimas de João de Deus. Dessas, 75 já foram ouvidas em Goiás e em outros estados.

Segundo os promotores que atuam na força tarefa, das 255 pessoas identificadas, 23 tinham entre 9 e 14 anos na ocasião dos fatos, 28 delas, entre 15 e 18 anos, e 70, idade de 19 a 67 anos.

João de Deus está preso preventivamente desde o dia 16 no Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia, a 18 quilômetros da capital. A defesa já recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), na tentativa de reverter a detenção para prisão domiciliar com tornozeleira.

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Goiás

Bombeiros param carro em viaduto e fazem parto de emergência, em Goiânia

No meio do caminho para a maternidade, os bombeiros tiveram que parar o carro em um viaduto e o parto de emergência foi realizado.

Por Ton Paulo
26/12/2018, 11h25

Uma gestante teve que passar por um parto de emergência na madrugada desta quarta-feira (26/12), em Goiânia, a caminha da maternidade. A mulher de 28 anos estava sendo levada pelos bombeiros para a maternidade para ter seu bebê, mas não conseguiu segurar até o fim do trajeto. No meio do caminho, os bombeiros tiveram que parar o carro em um viaduto e o parto foi realizado ali mesmo, pelos membros da corporação.

Tudo teve início quando, por volta das 3h desta quarta-feira, o Corpo de Bombeiros foi acionado no Setor Residencial Santa Fé, em Goiânia, para conduzir com urgência para o hospital a gestante Maria Faria Albernaz, que já havia entrado em trabalho de parto.

A equipe dos bombeiros, então, se deslocou rapidamente com o carro da corporação para onde estava Maria. Entretanto, durante o transporte da gestante para a maternidade, a guarnição percebeu que as contrações estavam aumentando e o bebê, prestes a nascer. Foi aí que eles se deram conta de que não daria tempo de chegar na unidade de saúde.

Segundo a assessoria dos bombeiros, utilizando o protocolo de parto de emergência, na altura do viaduto do Setor Vila Canaã, o comandante pediu para que a viatura parasse para realizar o parto de emergência.

Felizmente, apesar do risco de um parto de emergência, o bebê nasceu bem e saudável e a mãe e criança foram encaminhados ao hospital Materno Infantil.

Ainda de acordo com os bombeiros, a mãe batizou a criança, uma menina, de Luzia. Participaram da ação o Sargento Vilarins e Soldados Alysson e Macedo.

Maternidade informou que gestante que teve parto de emergência passa bem

Por meio de nota, o Materno Infantil reforçou ao Dia Online que o estado de saúde de Maria Faria e Luzia, mãe e filha respectivamente, é bom. “O HMI informa ainda que ambas estão internadas em uma enfermaria de Obstetrícia da unidade e não há previsão de alta.”

[Atualizada às 17h35 para inclusão de nota resposta]

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Economia

Brasil deve levar ao menos uma década para voltar ao desemprego pré-crise

O Boletim Focus, do Banco Central, projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) do País cresça cerca de 2,5% no ano que vem.
26/12/2018, 11h31

O Brasil pode levar quase uma década para voltar ao nível de desemprego que tinha antes da crise, caso o País cresça nos próximos anos no ritmo esperado para 2019. Isso porque, mesmo após o fim da recessão, a lenta retomada da economia e os adiamentos dos investimentos têm travado o mercado de trabalho.

O mais recente Boletim Focus, do Banco Central, projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) do País cresça cerca de 2,5% no ano que vem. É um resultado melhor que o esperado para 2018, de 1,5%, mas bem abaixo do que o mercado imaginava no começo do ano.

Pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV, e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) têm projeções semelhantes, imaginando um crescimento entre 2,4% e 2,7% em 2019. Se o País mantiver um crescimento médio de 2,5% ao ano, o desemprego, pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, só voltará aos 6,8%, registrados em 2014, em quase dez anos, segundo a consultoria Schwartsman e Associados.

O excesso de ociosidade do setor produtivo e a baixa demanda interna têm levado a uma retomada lenta do emprego formal, diz o ex-diretor do Banco Central Alexandre Schwartsman. “O mercado de trabalho está melhor do que há um ano, mas ainda é o emprego informal – menos qualificado e com pior remuneração – que está reagindo com mais força.”

A projeção da consultoria considera vários cenários de crescimento para o País e o quanto a taxa de desemprego cairia em cada um deles. Se o País crescer em média 4% ao ano, por exemplo, o desemprego volta ao nível de antes da crise em quatro ou cinco anos.

Caso o próximo governo consiga passar uma agenda robusta de reformas no Congresso e sinalizar uma mudança na trajetória da dívida pública, a confiança e o investimento voltam mais fortes e devem aquecer a economia e o mercado de trabalho, diz Schwartsman.

Ele lembra, no entanto, que se o desemprego ficar abaixo de 9%, apesar de positivo para o trabalhador, seria suficiente para pressionar preços e salários e fazer a inflação subir.

Lento e gradual

Os economistas ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo lembram que o País levou cerca de dez anos para chegar ao baixo nível de desocupação que tinha antes da crise e que ainda será um lento processo até o mercado de trabalho voltar aos eixos.

Alexandre Soares, de 32 anos, sente essa demora na pele. Ele sai de casa todos os dias, vê anúncios de emprego em postes, pede dicas de vagas aos vizinhos e preenche fichas de cadastro, em busca de um emprego com carteira assinada. Para pagar a condução e conseguir alguns trocados, ele toca violino na porta de uma agência de emprego, que fica em uma estação de trem de São Paulo.

“Aprendi a tocar na infância, no orfanato em que cresci. A música me ajudou em momentos difíceis na juventude e agora ajuda a garantir o mínimo de sustento”, diz. Ele conta que procura há mais de um ano alguma vaga como servente, faxineiro ou ajudante de pedreiro, mas não consegue emprego. “Quando acho que vai dar certo, vem logo um ‘não’. Acho que a espera ainda vai ser longa.”

No trimestre móvel encerrado em outubro, a desocupação era de 11,7%, o equivalente a 12,4 milhões de pessoas, segundo a Pnad. Ainda que o desemprego tenha recuado nos últimos meses, os pesquisadores do Ibre estimam que a desocupação média de 2018 fique em 12,2%, o que faria deste ano o segundo pior da série histórica.

Para o economista da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Eduardo Zylberstajn, mesmo que o mercado de trabalho dê sinais de melhora este ano, o desempenho ainda é tímido, se comparado ao número de vagas que foram perdidas durante a crise.

“Infelizmente, não dá para ser muito otimista com relação ao mercado de trabalho, por mais que ele venha melhorando. O emprego formal demora a reagir, mesmo com o fim da recessão, e é um movimento que se sente no longo prazo.”

Para Zylberstajn, setores que foram profundamente afetados nos últimos anos, como a construção civil, têm potencial de crescimento em 2019. “Apesar de as grandes obras de infraestruturas ainda estarem travadas, pela falta de investimentos, o mercado imobiliário começa a sinalizar que pode ter anos melhores pela frente.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: Metrópoles - DF 

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Política

Deputado preso, Jacob integra comissão de plantão do Congresso

Deputado irá trabalhar no recesso parlamentar.
26/12/2018, 11h55

Preso em regime semiaberto por falsificação de documento público e dispensa indevida de licitação, o deputado Celso Jacob (MDB-RJ) continuará a deixar o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, para trabalhar mesmo durante o recesso parlamentar.

Jacob foi indicado por seu partido para integrar a comissão representativa do Congresso, que atua em caráter de plantão neste período.

O grupo, composto por sete senadores e 17 deputados, responde por demandas de caráter urgente que possam surgir entre 23 de dezembro e 1.º de fevereiro, mas só é acionado de fato em casos excepcionais.

Esta não é a primeira vez que Jacob integra a comissão de plantão. Desde que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em junho de 2017, ele foi indicado durante os recessos de julho deste ano e do ano passado. Apesar de estar preso no regime semiaberto, Jacob obteve autorização da Justiça para exercer o mandato parlamentar.

Liminar

Outro parlamentar condenado que também está na lista dos plantonistas é o deputado João Rodrigues (PSD-SC). Sua pena também prevê o regime semiaberto. Ele, no entanto, está em liberdade desde agosto após conseguir uma liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O parlamentar passa as festas de fim de ano em Chapecó (SC), onde mora a sua família.

A comissão representativa do Congresso foi formada no início do mês respeitando a proporcionalidade partidária no Parlamento. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também integra o grupo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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