Goiás

Feriado de Natal termina com duas pessoas mortas por afogamento, em Goiás

Adolescente tinha acabado de almoçar quando foi atrás de uma bola na represa.
26/12/2018, 08h30

Um homem e um adolescente morreram afogados na tarde da última terça-feira (25/12), os afogamentos foram registrados nas cidades de Goianésia, a 170 quilômetros de Goiânia, e Firminópolis, a 110 quilômetros da capital.

O primeiro afogamento foi registrado por volta das 15h42, quando o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) foi acionado para atender a ocorrência. Os Bombeiros afirmaram que a vítima foi identificada como Neryon Kennedy Araújo Martins, de 14 anos, e que o rapaz tinha acabado de almoçar quando entrou na represa em busca de uma bola e sentiu um mal-estar, vindo a se afogar.

A corporação afirmou que quando a equipe chegou a represa, o jovem já tinha sido retirado da água por terceiros, e que ele estava na traseira de uma caminhonete com populares fazendo massagem cardíaca no jovem.

A equipe dos bombeiros que esteve no local assumiu o procedimento de ressuscitação cardiopulmonar (RCP), e levou o adolescente para a Unidade de Pronto Atendimento da cidade (UPA). A equipe médica da UPA assumiu o procedimento, mas sem sucesso, com o adolescente vindo a óbito na unidade.

Um homem morreu afogado em Firminópolis

O outro afogamento foi registrado durante a noite de terça-feira, em Firmonópolis. Segundo o CBMGO, a equipe foi chamada as 18h56 e quem atendeu foi a unidade de São Luiz de Montes Belos. A corporação afirmou que a vítima foi identificada como José Murilo da Silva de Araújo, de 32 anos.

Segundos os bombeiros, José Murilo tomava banho no lago municipal da cidade com alguns amigos próximo a GO-164, quando se afogou. A equipe que esteve no local informou que fez a remoção do corpo da vítima.

Outro caso de afogamento no interior

Durante a aula da saudade do Colégio Estadual de Indiara, a 90 quilômetros de Goiânia, na terça-feira (18/12), o jovem Luis Fernando Pereira Vale Silva, de 18 anos, morreu afogado, após mergulhar no lago da chácara em que a festa acontecia. O rapaz participava do evento, quando resolveu pular no lago, nadou por 15 metros e desapareceu. O corpo do jovem foi encontrado a 15 metros de profundidade.

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Mundo

Papa Francisco cita Venezuela e Nicarágua em celebração de Natal

O Papa ressaltou que todos devem ter os direitos preservados inclusive os relacionados à liberdade religiosa.
26/12/2018, 08h47

Na celebração Urbi et Orbi, o papa Francisco pediu mais compreensão e o esforço comum para o fim das divergências e a busca pela reconciliação. Para as Américas, ele mencionou especificamente a Venezuela e a Nicarágua. Segundo o pontífice, o momento é para pensar nos mais frágeis e na reconstrução do futuro.

O papa Francisco disse ontem (25/12) que espera que “este período de bênção permita à Venezuela encontrar o acordo e que todos os membros da sociedade se reúnam fraternalmente pelo desenvolvimento do país, ajudando os setores mais frágeis da população”.

A crise venezuelana se estende para os campos político, econômico e social. Sem emprego e perspectivas, imigrantes deixam o país em busca de alternativas. O Brasil e a Colômbia estão entre as nações que mais recebem venezuelanos.

O papa Francisco apelou ainda para a sensibilidade do governo do presidente nicaraguense, Daniel Ortega. “[Desejo que] os habitantes da querida Nicarágua se redescubran irmãos para que não predomine as divisões nem discórdias, no esforço para favorecer a reconciliação e por construir juntos o futuro do país.”

A Nicarágua vive uma crise política desencadeada por uma onda de protestos desde 18 de abril. Manifestantes pedem o fim do governo Ortega, mais libertade de expressão e direitos humanos. Os protestos são repreendidos pelos agentes públicos e há denúncias de mortos, desaparecidos e feridos.

O papa Francisco também mencionou Síria, Iêmen, Ucrânia, Península Coreana e as comunidades de minorias religiosas. Ele ressaltou que todos devem ter os direitos preservados inclusive os relacionados à liberdade religiosa.

Imagens: Agência Brasil 

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Brasil

Em MG, homem desaparecido após enxurrada em cachoeira volta andando para casa

Outras cinco pessoas morreram no acidente.
26/12/2018, 09h48

Eduardo Gomes Moraes, que estava desaparecido desde o último sábado, 22, após uma enxurrada atingir a cachoeira do Zé Pereira, em São João Batista do Glória, no sudoeste de Minas Gerais, reapareceu em sua casa na cidade mineira de Passos na última terça-feira, 25. Outras cinco pessoas morreram no acidente.

Em um vídeo publicado na rede social de amigos e familiares, Eduardo, de 36 anos, conta que, após perder a bota na cachoeira, fez o percurso da Serra da Canastra descalço. Ele também diz que agentes do Corpo de Bombeiros chegaram a passar por ele sem o perceberem. Para chegar em casa, Eduardo contou com a ajuda de um homem que o encontrou pelo caminho.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros de Passos, um grupo de seis jovens estava em uma cachoeira, em uma área privada quando foi surpreendido por um temporal. Quatro deles estavam praticando rapel e os outros dois nadavam durante o incidente.

Após buscas na região, foram encontrados os corpos de Pollyana Laiane Diniz Furtado, de 26 anos, Mariana de Melo Almeida Horta, de 23, Maurílio Pádua Silveira, de 30, Alexsandro Antônio Pereira de Souza, de 32 e Gustavo Alfredo Godinho Lemos Ferreira, de 26. Eduardo é o único sobrevivente.

Segundo os bombeiros, a região é de difícil acesso e as vítimas foram içadas com o uso de um helicóptero.

Imagens: Agência Brasil 

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Goiás

Homem é ameaçado de morte ao ser confundido com piloto que agrediu namorada em Goiânia

O homem, que possui o mesmo nome do agressor e mora em São Paulo, relatou que vem recebendo xingamentos e até ameaças de morte.

Por Ton Paulo
26/12/2018, 09h56

As semelhanças nominais e físicas com um piloto que agrediu a namorada em Goiânia, fizeram com que Victor Junqueira, morador de Campinas, São Paulo, sofresse as consequências de um verdadeiro linchamento online. O homem, que possui o mesmo nome do agressor e, sem uma análise minuciosa, o lembra fisicamente, relatou em suas redes sociais que, desde que um vídeo que registrou a agressão passou a circular, vem sendo confundido com o homem e recebido diversas mensagens de xingamentos, ofensas e até ameaças de morte.

No vídeo (feito por uma câmera escondida colocada pela mulher) que explodiu nas redes sociais e foi veiculado por diversos meios de comunicação, é possível ver os momentos chocantes em que Victor Junqueira, piloto e filho do ex-prefeito de Anápolis, Eurípedes Junqueira, agride a namorada, que é advogada, com vários tapas no rosto, socos na cabeça e tentativas de estrangulamento.

O caso ganhou repercussão e gerou tamanha revolta que várias pessoas buscaram pelo perfil do agressor nas redes sociais. Todo a indignação da internet foi direcionada para Victor, mas não o piloto que agrediu a namorada, mas o outro Victor Junqueira, morador de São Paulo.

Ao que tudo indica, o agressor apagou sua conta pessoal no Facebook após a repercussão do vídeo. Agora, o resultado das buscas na rede social traz o perfil de um Victor Junqueira que só ficou sabendo do caso quando passou a receber ofensas e até ameaças de morte de desconhecidos. Este vive na cidade de Campinas, em São Paulo, e ficou surpreso e assustado com as mensagens que passou a receber sem explicação alguma.

Numa das mensagens, printadas e postadas pelo Victor paulista em seu perfil pessoal, ele e sua família são explicitamente ameaçados. “Valentão filho da put*, quero ver vc tentar a sorte de vir bater em alguém por aqui” diz uma mensagem. “Seu covarde desgraçado, é bom vc ficar bem esperto”, ameaça outra. Um homem chega a dizer que com ele “será surra até a morte” e que ele e sua mãe iriam “rodar”.

Já em outra, um homem que se identifica como sargento chega a ameaçar Victor. Veja abaixo:

Homem é ameaçado de morte ao ser confundido com piloto que agrediu namorada em Goiânia
Foto: Facebook

Homem confundido com piloto que agrediu namorada em Goiânia fez desabafo pelas redes sociais

Junto com os prints das mensagens de ódio que recebeu, Victor fez um desabafo. Ele se diz triste com a situação, e afirma ainda que não é “esse tipo de cara que bate em mulher ou algo do tipo”, e que “nem sabia da existência desse vídeo” antes de ser avisado por amigos.

Confira na íntegra o post feito pelo rapaz:

“Muito triste como as pessoas ainda não sabem utilizar a tecnologia da internet para o bem comum. Recebi diversas mensagens de pessoas me xingando, me jurando de morte, ameaçando minha família, sem ao menos buscar a verdade. Graças a Deus eu não sou esse tipo de cara que bate em mulher ou algo do tipo e eu nem sabia da existência desse vídeo. Esta mensagem são para as dezenas de pessoas que estão me adicionando no Facebook e para aqueles que já me xingaram ou me ameaçaram. Queria agradecer aqueles me avisaram desses posts. Desejo a todos um feliz natal e que Deus possa abençoar o nosso mundo de tanta maldade e energias negativas.”

Homem é ameaçado de morte ao ser confundido com advogado que agrediu namorada em Goiânia
Foto: Reprodução/Facebook

Em entrevista ao Dia Online, Victor afirmou que mesmo esclarecendo que ele não é o agressor do caso, continua recebendo mensagens de estranhos. “O pior é que mesmo depois da minha postagem e toda a discussão, ainda continuo recebendo mensagens de acusações e ameaças”, conta.

O caso da agressão

O caso da agressão, já denunciado à polícia, ocorreu, de acordo com depoimento, depois que o casal voltava de uma confraternização do trabalho da mulher na madrugada de sexta-feira (14/12).

No registro policial consta que ao chegarem á casa da vítima, no Setor Marista, o namorado ficou furioso com a mulher porque esta decidiu não convidá-lo para subir até seu apartamento. “A declarante subiu para seu apartamento e, pouco tempo depois, o suposto autor chegou, fechou a porta do quarto e, já transtornado, perguntou porque ela o tinha deixado sozinho”.

À Polícia Civil (PC), a vítima relatou que foi agredida com socos, tapas, chutes e estrangulamento, além de xingamentos. “Afirmou que revidava as agressões, todavia, não conseguia medir forças com o suposto autor. No vídeo, enquanto tenta se defender, a moça pede a todo momento que o agressor parasse de bater e fosse embora, o que não é suficiente para convencê-lo.

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Economia

Sócia acusa empresa da família Queiroz Galvão de desvio de recursos

Os pagamentos, que em 2016 e 2017 somaram cerca de US$ 200 milhões.
26/12/2018, 10h05

A empresa de aluguel de plataformas da família Queiroz Galvão é acusada por um sócio de fazer, de forma irregular, transferências milionárias para uma subsidiária sediada no exterior meses antes de quase quebrar. A Constellation, como foi rebatizada a Queiroz Galvão Óleo e Gás, entrou com pedido de recuperação judicial no início de dezembro para se proteger da execução de dívidas que somam US$ 1,7 bilhão – R$ 6,6 bilhões pelo câmbio atual.

A acusação feita pela brasileira Alperton está detalhada em ação que corre na Justiça das Ilhas Virgens Britânicas. No processo, ao qual o jornal O Estado de S. Paulo teve acesso, diretores da Alperton detalham a disputa e apontam o que consideram transferências “impróprias” feitas a mando da Constellation, que é controlada pelos Queiroz Galvão.

O negócio da Constellation é o aluguel e a operação de plataformas de petróleo, especialmente para a Petrobras. Em sua frota, há oito sondas. A Alperton é sócia, com 45%, de duas delas: a Amaralina e a Laguna. Como é minoritária, a Alperton tem representantes no conselho das duas empresas que controlam e administram essas plataformas, mas as decisões gerenciais ficam a cargo da Constellation, dos Queiroz Galvão.

De acordo com o documento, a Alperton tenta, desde outubro de 2017, obter informações detalhadas sobre o balanço financeiro de Amaralina e Laguna, ambas sediadas nas Ilhas Virgens Britânicas, mas a Constellation vinha se recusando a fornecê-las, alega a Alperton. O desconforto dos sócios aumentou quando perceberam uma movimentação que avaliaram suspeita: tanto Amaralina quanto Laguna faziam pagamentos recorrentes e milionários a uma companhia chamada Constellation Services, também sediada nas Ilhas Virgens Britânicas e igualmente controlada pela empresa dos Queiroz Galvão.

Os pagamentos, que em 2016 e 2017 somaram cerca de US$ 200 milhões (quase R$ 800 milhões), eram feitos a título de “adiantamentos”. O dinheiro seria usado para a compra de equipamentos e serviços para as plataformas, explicou a Constellation, na ação judicial. Ao reunir o dinheiro numa só conta, negociava compras em conjunto e conseguia preços melhores, alegou a Constellation no processo.

O problema, alegam os diretores da Alperton no documento, é que a Constellation não apresenta as notas fiscais e os contratos de compra que comprovam o uso dos recursos desviados do caixa de Amaralina e Laguna.

Além da ausência de documentos, diretores da Alperton afirmam que a suspeita de que as transferências são irregulares é reforçada diante do custo de operação e do valor de investimento “desproporcionalmente altos” para duas plataformas tão novas (as sondas ficaram prontas em 2012).

A Alperton nota ainda no processo que repasses mensais de US$ 3,5 milhões eram feitos para a mesma Constellation Services sem uma justificativa clara.

Procurada, a Alperton confirmou, por meio de uma nota, que “vem buscando há um ano, sem sucesso, esclarecimentos acerca de transações entre partes relacionadas efetuadas pela Constellation” e disse que tais operações ocorreram “aparentemente em fraude e violação aos acordos firmados entre os sócios”. Disse ainda que não concordou com o ajuizamento da recuperação judicial e que seus diretos “são objeto de arbitragem iniciada em Nova York, cujo conteúdo é confidencial”. Os Queiroz Galvão e a Constellation também foram procurados, mas não quiseram comentar.

Parceria

Alperton e Queiroz Galvão se tornaram sócias em 2010, mas as plataformas só entraram em operação em 2012. A Delba, controladora da Alperton, ganhara ainda no governo Lula uma licitação com a Petrobras para alugar duas plataformas. Não tinha, porém, dinheiro para tocar os contratos. Precisava levantar financiamento para pagar o estaleiro e construir as sondas que seriam alugadas.

Os Queiroz Galvão então entraram, viabilizando o empréstimo e garantindo que o contrato com a petroleira estatal fosse mantido. Eles ficaram com 55% do negócio e com a gestão das duas plataformas, que foram adicionadas ao portfólio da então Queiroz Galvão Oléo e Gás. A Alperton ficou com 45% de um negócio valioso e rentável, mas com dívida a ser quitada com o sócio ao longo do tempo.

Os questionamentos da Alperton começaram a ser feitos antes do pedido de recuperação judicial da Constellation, mas quando a companhia dos Queiroz Galvão já dava sinais de que não conseguiria arcar com seus compromissos financeiros.

Conforme a situação financeira se deteriorava, as correspondências e as reuniões entre os dois grupos tornaram-se tensas. A ação judicial narra acusações de alterações de pautas do conselho à revelia dos sócios da Alperton e uma suposta tentativa de interferência da Constellation na busca de informações pela Alperton com os auditores da Deloitte, encarregada de verificar o balanço da companhia.

A disputa descambou para arbitragem, que está em curso no momento em Nova York. Em reunião tensa em agosto deste ano, três meses antes do pedido de recuperação judicial feito pela Constellation, a Alperton se recusou a aprovar um pedido de injeção de recursos nas empresas, argumentando que não tinha acesso adequado às informações financeiras. A Constellation recorreu então à arbitragem. A briga segue no exterior.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: Agora RN 

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