Goiás

Crianças surpreendem garis com presentes de Natal em Jataí e Planaltina

Natal cheio de carinho e admiração!
24/12/2018, 17h04

Uma menina de dois anos, moradora de Jataí, a 327 quilômetros de Goiânia, deixou o dia de trabalho, em véspera de Natal, de uma equipe de garis um pouco mais leve. A pequena Sofia surpreendeu os amigos que tanto admira com presentes de Natal, neste último domingo (23/12). A ação foi registrada por um vizinho da criança.

Veja o momento:

A entrega dos presentes ocorreu na rua Jorge Ferreira, na Vila Olavo, em Jataí. Durante a coleta do lixo, os homens foram surpreendidos com a atitude da menina, que ao lado da mãe Alessandra Marchiori entrega os presentes e abraça os profissionais, em um gesto de amor e respeito.

Ao Dia Online, a mãe de Sofia, contou que a pequena pode estar até dormindo, mas quando ouve o barulho do caminhão desperta e pede para esperar na esquina para vê-los.  “A admiração partiu dela, ai eu resolvi presentear, já que ela tanto gosta. É tudo muito lindo”, acrescenta Alessandra.

O momento foi registrado por um vizinho da família e ganhou as redes sociais nesta véspera de Natal.

Menino, admirador da profissão, também dá presentes de Natal para garis em Planaltina

Outro registro de gentileza e admiração foi feito em Planaltina, no Distrito Federal. Victor Rafael acordou por volta das 7h desta segunda-feira (24/12) para presentear os profissionais. As lembrancinhas são simples, a família do menino é humilde, mas a avó garante que foi tudo preparado com muito carinho.

Menino surpreende garis com presente de Natal em Planaltina
Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

A equipe que coleta o lixo no local, já conhecida de Victor, passou pela casa do menino às 7h40. Neste momento, o pequeno já estava a postos com os presentes. “Ele acordou, e quando ouviu o barulho, começou a falar ‘caminhão, caminhão’, e correu lá para fora. Os chinelos ficaram para trás e ele foi descalço mesmo entregar os presentinhos”, contou Helena Teixeira Araújo, avó do menino, ao Correio Braziliense.

De acordo com ela, as lembrancinhas foram preparadas a pedido de Victor. “Ele sempre disse que queria comprar presentes para eles […] Ele é uma criança muito amorosa”, declarou a avó, que explica também que a admiração do menino pelos garis começou cedo, quando sentado na porta de casa, observava o trabalho dos catadores.

Imagens: Correio Braziliense 

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Política

Em mensagem de Natal, Temer diz deixar cargo com consciência do dever cumprido

Pronunciamento foi feito na noite desta segunda-feira, 24, em cadeia de rádio e TV, para felicitar a Nação pelo Natal.
24/12/2018, 21h04

O presidente Michel Temer, em pronunciamento feito na noite desta segunda-feira, 24, em cadeia de rádio e TV, para felicitar a Nação pelo Natal, disse que deixará o cargo em 31 de dezembro “com a alma leve e a consciência do dever cumprido”. Para ele, “valeu cada obstáculo vencido, cada momento vivido”.

O Brasil, nas suas palavras, avançou. “Podem estar certos de que não poupei esforços, nem energia e sei que entrego um Brasil muito melhor do que aquele que recebi. Ficam as reformas e os avanços, que já colocaram o nosso País em um novo tempo.” Veja a íntegra do pronunciamento.

“Boa noite a todos!

Dentro de mais alguns dias, encerro o meu mandato como presidente do Brasil. Mas hoje não estou aqui para falar do que foi feito no meu governo e de como foi feito. Isto cabe ao tempo demonstrar. Também não estou aqui para falar do que vivi e como vivi. E, sim, do que desejo para a vida de todos nós. Que é o de termos um Brasil cada vez mais próspero e cada vez mais fraterno, cada vez mais igual. E nesta noite tão especial, em que ao lado da família e dos amigos renovamos a fé e a esperança em dias melhores, dias que, com certeza, virão, eu quero, acima de tudo, agradecer. Agradecer a Deus, por ter me dado oportunidade, a honra de servir ao meu país. Agradecer por ele ter me dado serenidade para cumprir a missão que me foi designada. Agradecer por ele ter me permitido fazer valer a Ordem e Progresso estampado na nossa bandeira e que se tornou a marca da nossa gestão. Agradecer a minha família, por ter me ajudado a vencer os desafios que se apresentaram pelo caminho. Agradecer aos meus ministros, a toda a minha equipe, homens e mulheres de valor, que estiveram em todos os momentos ao meu lado e sempre me ajudaram a dar a volta por cima.

E, é claro, agradecer a todos os brasileiros. Indistintamente. Aos que me apoiaram e também aos que não me apoiaram. Porque democracia é isso. É poder pensar e provar que é possível fazer mais pelo Brasil e pela vida de todos, independentemente das dificuldades, das barreiras impostas. Aliás, foi o que me deu ainda mais força para seguir em frente. Valeu cada obstáculo vencido, cada momento vivido, cada conquista feita. E, tenham certeza, gostaria de ter dado um Brasil ainda melhor a todos vocês. Mas também podem estar certos de que não poupei esforços, nem energia e sei que entrego um Brasil muito melhor do que aquele que recebi. Ficam as reformas e os avanços, que já colocaram o nosso país em um novo tempo.

Saio com a alma leve e a consciência do dever cumprido. De coração, de coração mesmo, o meu muito obrigado a todos vocês e uma feliz noite de Natal. Fiquem com Deus, fiquem em paz.”

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Política

STF registra recorde de pedidos de habeas corpus

Até o dia 20 deste mês o Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu mais de 13,5 mil pedidos de habeas corpus.
25/12/2018, 09h06

Com mais de 13,5 mil pedidos até o dia 20 deste mês, o número de habeas corpus apresentados ao Supremo Tribunal Federal (STF) bateu recorde em 2018. Os dados confirmam uma tendência de crescimento desse instrumento constitucional, que já havia dobrado de 2016 para 2017, ao ultrapassar a marca de 11 mil. Como a Corte não consegue dar conta de todos os casos – apenas um quarto deles já passou por todas as etapas de tramitação -, a maioria acaba sendo analisada de forma monocrática, quando a sentença é dada isoladamente por um dos 11 ministros da Corte, sem passar pelo colegiado.

Especialistas apontam para uma espécie de conflito entre a Corte mais alta do País e as outras instâncias do Poder Judiciário. Para Ivar Hartmann, professor da FGV-Rio e coordenador do projeto Supremo em Números, muitos magistrados de instâncias inferiores tomam decisões contrárias a precedentes abertos pelo STF. Isso faz com que a defesa dos réus recorra à última instância por entender que os ministros podem lhes conceder o habeas corpus, medida prevista na Constituição de 1988 para impedir violência ou coação no direito de ir e vir, seja por ilegalidade ou abuso de poder.

“Esse fator é um gatilho. Mas o causador principal é a lógica do sistema Judiciário brasileiro, que é uma lógica de revisão incessante de decisões”, diz Hartmann. “Ou seja, ainda que exista o descumprimento de decisões do Supremo, a saída para isso certamente não é que o próprio Supremo revise todos esses casos. Não é sustentável.”

Para lidar com a demanda gigantesca, os ministros acabam recorrendo às decisões monocráticas, sem passar pelas turmas. Foram concedidos neste ano 642 habeas corpus, o equivalente a cerca de 5% dos recebidos pelo STF. Dentre eles, quase todos foram decididos por apenas um ministro individualmente – 568, ante 74 debatidos pelas turmas. Em termos porcentuais, 88,5% de monocráticas e 11,5% de decisões colegiadas.

Foi o caso de decisão anunciada em setembro pelo ministro Gilmar Mendes, que mandou soltar o ex-governador do Paraná Beto Richa, a mulher do político e outras 13 pessoas, todos acusados de irregularidades em licitações públicas. Gilmar argumentou que havia “indicativos de que tal prisão” teria “fundo político” (Richa foi candidato ao Senado pelo Paraná, mas não foi eleito). Outros políticos também bateram à porta do Supremo neste ano.

Há dez anos, essa relação era quase inversa. Enquanto 78,5% das decisões passaram por discussão na Corte, apenas 21,5% foram baixadas por um só juiz.

Marco Aurélio

A decisão monocrática, porém, não é uma exclusividade do habeas corpus. A liminar do ministro Marco Aurélio que suspendia as prisões após condenação em segunda instância é um exemplo disso. Monocrática, ela antecipava, antes do veto do presidente Dias Toffoli, o eventual efeito de Ação Direta de Constitucionalidade (ADC) que será discutida só em abril de 2019 pelo plenário.

“É um fenômeno inevitável. Não é possível 11 ministros ou duas turmas decidirem sempre colegiadamente esse volume. Enquanto não mudarem as regras do sistema, o ministro vai continuar decidindo monocraticamente porque não tem alternativa”, afirma Hartmann.

O excesso de pedidos também já foi criticado por integrantes do Supremo. Durante sessão em abril passado, o ministro Luís Roberto Barroso disse que a Corte não deveria funcionar como uma “quarta instância” de análise de todas as ordens de prisão do país, mas sim se concentrar em processos que tratem de questões constitucionais. “Está completamente desarrumado o sistema de habeas corpus no Brasil”, disse ele à época. “Não é papel de nenhuma corte constitucional no mundo julgar 10 mil habeas corpus por ano. É inexplicável, não há sentido nisso.”

Num contexto de decisões dos tribunais inferiores que vão contra precedentes do Supremo, o excesso de decisões individuais dos ministros em habeas corpus tem ainda outra explicação, diz o professor Thiago Bottino, também da FGV. “Se devem ao fato de que as ilegalidades eram manifestas e já deviam ter sido corrigidas pelos tribunais inferiores. E, por serem questões já decididas de forma reiterada pelo STJ e STF, não há necessidade de gastar tempo de julgamento nos órgãos colegiados.”

Histórico

O montante de habeas corpus recebidos pelo Supremo nem sempre foi tão grande. Até o início dos anos 2000, nenhum ano pós-redemocratização havia batido a marca de mil pedidos. Em 1990, primeiro ano com dados registrados pelo tribunal no seu portal de transparência, chegaram apenas 91. O número é mais de 130 vezes menor do que o de 2018.

Esse excesso de processos, na visão dos especialistas, faz com que o STF perca tempo com revisões e deixe de agir como uma Corte constitucional e definidora de teses. “O grande número de processos atrapalha o tribunal. Sobretudo porque gasta tempo ‘corrigindo’ as ‘decisões erradas’ dos tribunais de segunda instância”, diz Bottino.

No universo de habeas corpus que chegaram ao Supremo, mais de 100 pedem a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado em segunda instância na Lava Jato, segundo dado do jornal O Globo. Não é preciso integrar a defesa de um preso para apresentar o pedido de HC. No entanto, é comum o Tribunal julgar apenas os enviados pelos advogados.

HCs protegem políticos

Apesar de a maioria dos pedidos de habeas corpus ser de réus desconhecidos, vários políticos, para além do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recorreram neste ano no Supremo Tribunal Federal.

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, foi preso no dia 29 de novembro por supostamente integrar esquema que desviou recursos de obras no Estado. Dez dias depois, o ministro Alexandre de Moraes negou o habeas corpus impetrado pela defesa.

Quem teve mais sorte foi o ex-governador do Rio Grande do Norte Fernando Freire, que em setembro recebeu decisão favorável de Gilmar Mendes – o ministro foi quem mais deu HCs em 2018, com 190 concessões. Freire é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso conhecido como Máfia dos Combustíveis e continua preso por ter sido condenado em segunda instância em outras ações.

Gilmar negou um pedido de liberdade solicitado por outro ex-governador: Sérgio Cabral, do Rio, que teria iniciado o esquema do qual Pezão faria parte, de acordo com o Ministério Público.

Também do Rio, o ex-governador Anthony Garotinho recebeu em outubro uma decisão favorável do ministro Ricardo Lewandowski, que permitiu a ele aguardar em liberdade julgamento no qual é acusado de formação de quadrilha – ele teria pago propina a delegados para facilitar a exploração de jogos de azar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Odair Soares deve ser o delegado geral da Polícia Civil de Goiás

Odair José foi indicado na lista tríplice enviada pelo Sindicato ao Governador eleito Ronaldo Caiado.
25/12/2018, 09h56

O delegado Odair Soares deve ser o novo delegado geral da Polícia Civil do Estado de Goiás (PCGO), no governo de Ronaldo Caiado (DEM) que toma posse no próximo dia 1º de janeiro de 2019.

A indicação de Odair foi feita em uma lista tríplice, com outros nomes, enviada ao governador eleito em novembro deste ano pelo Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Goiás (SINPOL). Odair é profissional de carreira, já chefiou a divisão de narcóticos de Goiás, além de outras divisões da polícia.

Além da indicação do Sinpol, o delegado Odair Soares, também foi indicado pela Associação dos Delegados da Polícia Civil do Estado de Goiás (Adepego), inclusive como candidato para o cargo de delegado geral, sendo um dos favoritos a vencer a disputa.

Governo Ronaldo Caiado

Caiado assume o governo de Goiás a partir do dia primeiro de janeiro de 2019, e aos poucos vai indicando os nomes de confiança para assumir as secretarias e também a diretoria geral da Polícia Civil. Na lista tríplice para delegado geral da PC, além do delegado Odair José, estavam também os nomes do delegado André Ganga e Josuemar Vaz.

Antes de definir o nome do delegado geral da PC, o democrata já havia anunciado, o ex-prefeito de Vila Velha, Rodney Miranda, como Secretário de Segurança Pública de Goiás (SSPGO). Além de apresentar outros nomes do primeiro escalão de sua equipe.

Caiado ainda não terminou de preencher todas as secretarias, mas metade delas já tem nomes conhecidos pela população goiana, revelados pelo governador eleito antes do Natal.

Chefia militar em Goiás

Um dia após ser anunciado oficialmente como secretário de segurança do governo de Ronaldo Caiado, Rodney Miranda, concedeu coletiva e apresentou os nomes dos comandantes que vão chefiar o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) e da Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO).

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Mundo

Passa de 400 número de mortos em tsunami na Indonesia

O tsunami, registrado há três dias, destruiu 882 casas, 73 hotéis, vilas e edifícios localizados no litoral.
25/12/2018, 11h38

A cada dia aumenta o número de vítimas em decorrência do tsunamidesencadeado após erupção do vulcão Anak Krakatau, na região costeira da Indonésia. O balanço mais recente divulgado hoje (25) é de 429 mortos e 1.459 feridos, além dos desaparecidos.

tsunami, registrado há três dias, destruiu 882 casas, 73 hotéis, vilas e edifícios localizados no litoral. De acordo com o porta-voz da Agência Nacional de Gerenciamento de Desastres, Sutopo Purwo Nugroho, 16.082 pessoas foram deslocadas.

O desastre também destruiu um porto marítimo e 434 navios e embarcações nos distritos de Pandeglang e Serang mais atingidos na província de Banten, e nos distritos de Lampung Selatan, Panawaran e Tenggamus na província de Lampung.

Buscas

As buscas se estendem por terra e mar entre as ilhas de Java e Sumatra, já que muitas vítimas teriam sido arrastadas pelas ondas. “Os navios que procuram as vítimas já recuperaram vários corpos no mar”, disse Sutopo.

Mais de 2 mil soldados e policiais, além de pessoal do escritório de busca e salvamento e do escritório da agência de gestão de desastres participaram de uma operação de socorro emergencial.

Falhas

O porta-voz admitiu que falhas no sistema de alerta contribuíram para o agravamento da situação. “A ausência e o fracasso dos primeiros sistemas de alerta de tsunamiscontribuíram para as enormes baixas porque as pessoas não tiveram oportunidade de serem deslocadas.”

A agência de meteorologia e geofísica proibiu atividades nas áreas costeiras após o tsunami.

Em 26 de dezembro de 2004, um enorme tsunami desencadeado por um poderoso terremoto atingiu países ao longo do Oceano Índico, matando 226 mil pessoas, incluindo 170 mil na província de Aceh, na ponta norte da ilha de Sumatra, na Indonésia.

Vulcão

A área do vulcão Anak Krakatau está cercada de estâncias turísticas, uma zona industrial, uma movimentada faixa de navegação e algumas áreas residenciais. No sábado, ondas de 4 a 5 metros atingiram a costa.

Anak Krakatau é um dos 129 vulcões ativos na Indonésia, uma vasta nação de arquipélagos que abriga 17,5 mil ilhas, situada em uma zona propensa ao terremoto do chamado Anel de Fogo do Pacífico.

*Com informações da Xinhua, agência pública de notícias da China.

Imagens: Agência Brasil 

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