Entretenimento

IMS abre mostra da fotógrafa Claudia Andujar sobre os Yanomami

15/12/2018, 08h16

Hoje reduzidos a pouco mais de 24 mil indivíduos no Brasil, os índios Yanomami já enfrentaram todos os tipos de doença que o contato com os brancos transmitiu à tribo do Norte da Amazônia. Por denunciar as consequências do contínuo desrespeito à demarcação do território indígena dos Yanomami, a fotógrafa Claudia Andujar, hoje com 87 anos, foi expulsa pelo regime militar e impedida de voltar à região do interflúvio Orinoco-Amazonas em 1977. Mas não desistiu, criando um ano depois, com a ajuda do antropólogo Bruce Albert, a Comissão pela Criação do Parque Yanomami.

Ainda hoje, seu trabalho encontra resistência. O Facebook tirou do ar há poucos dias um vídeo seu por causa da nudez dos índios, que só voltou a circular graças ao protesto do Instituto Moreira Salles (IMS), que homenageia a fotógrafa, a partir deste sábado, 15, com a retrospectiva Claudia Andujar – A Luta Yanomami, mostra com 300 imagens da fotógrafa e ativista.

Em entrevista ao Caderno 2, Claudia, acompanhada do missionário que a introduziu no universo Yanomami, Carlo Zacquini, lembra que esse primeiro contato se deu em 1971, mesmo ano em que foi decidida a construção da primeira usina nuclear brasileira. “Eu não falava a língua Yanomami e um amigo etnólogo me sugeriu que procurasse o Carlo em Boa Vista”, recorda.

Logo se estabeleceu entre ela, o missionário e os Yanomami uma empatia que garantiu à fotógrafa registrar tanto as atividades cotidianas como os rituais xamânicos da tribo – amanhã, 16, o líder indígena Davi Kopenawa conduz um desses rituais no IMS, além de participar de uma conversa hoje, às 11 horas, com a fotógrafa e o curador da mostra, Thyago Nogueira.

Dividida em dois andares, a retrospectiva cobre diferentes períodos da atividade de Claudia Andujar no território Yanomami. No primeiro andar, estão as fotos produzidas entre 1971 e 1977, na região do Catrimani, em Roraima, graças a uma bolsa da Fundação Guggenheim. No segundo andar, estão agrupadas imagens com uma abordagem mais política dessa atividade, quando a fotógrafa registrou as consequências dos planos desenvolvimentistas do governo para a Amazônia, entre os anos 1970 e 1980. Especialmente o garimpo e a abertura de estradas levaram para a comunidade indígena doenças e violência, até que a terra dos Yanomami fosse homologada, em 1992.

Nesse segundo andar, está uma das séries mais conhecidas da fotógrafa, Marcados, apresentada na 27ª Bienal de São Paulo. Nela, os Yanomami são identificados por números nos cadastros de saúde e vacinação, remetendo às fotos dos prisioneiros de campos nazistas. Claudia, filha de pai húngaro judeu, morto num deles, diz que só pensou a posteriori nessa relação analógica. “Reorganizamos os arquivos e contextualizamos as imagens desses cadastros, resgatando ainda uma instalação histórica que ela fez em 1989, obra didática em que Claudia introduz o visitante ao mundo dos Yanomami”, conta o curador Thyago Nogueira, revelando o interesse do IMS em cuidar do arquivo da fotógrafa, que tem mais de 40 mil negativos.

Claudia ainda não decidiu o destino desse acervo, mas considera “importante” preservar o conjunto da obra, que tem documentos como as séries que realizou com o marido fotógrafo George Love (1937-1995) na Amazônia, em 1978, e seu trabalho para publicações como a revista Realidade, pioneira na publicação das fotos dos Yanomami. Não foi a primeira tribo fotografada por ela. Nos anos 1950, ela mostrou suas fotos de índios para Edward Steichen, então diretor do MoMA, que a incentivou. Em 1959, fotografou os carajás, depois os bororos e os alegres xicrins. São, portanto, 60 anos de convívio com os índios.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Receptador de carga roubada tenta suicídio ao ser encontrado pela polícia, em Aparecida de Goiânia

Uma negociação por parte dos policiais precisou ser feita para impedir o ato.

Por Ton Paulo
15/12/2018, 09h44

Uma abordagem da Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) na madrugada deste sábado (14/12), na Vila Cruzeiro do Sul, em Aparecida de Goiânia, para encontrar uma carga roubada quase resultou em um suicídio. Uma equipe da Rotam, após denúncia, encontrou um suspeito de ter roubado uma carga de produtos hospitalares e, ao ser abordado, o homem quase tirou a própria vida com uma faca. Uma negociação por parte dos policiais precisou ser feita.

Segundo informações da assessoria da PM, a equipe da Rotam recebeu uma denúncia de que Marcelo Patrício Farias, de 48 anos, estava com uma carga de produtos hospitalares e agrotóxicos que havia sido anteriormente roubada. Por volta das 1h28 de hoje, então, a equipe policial encontrou Marcelo em sua casa, assim como a carga de origem suspeita, que estava na garagem.

Ao ser rendido, Marcelo, em um ato de desespero, sacou uma faca e colocou no próprio pescoço, ameaçando se matar na frente dos policiais. Foi preciso uma longa negociação e persuasão por parte dos policiais da Rotam para fazê-lo desistir da ideia.

Logo em seguida, Marcelo, ao ser questionado sobre seus documentos, apresentou uma documentação falsa. Ao realizar uma averiguação no local, a polícia descobriu máquinas e apetrechos para fazer documentos falsos.

Marcelo foi conduzido para a 4ª Delegacia de Polícia de Aparecida de Goiânia e autuado pelos crimes  de receptação (artigo 180 do Código Penal), uso de documento falso (artigo 304 e falsificação de documento público (artigo 297).

Na última quinta-feira, polícia apreendeu carga roubada de cadernos, em Anápolis

A Polícia Civil de Goiás (PC) deflagrou na última quinta-feira (13/12) uma operação que prendeu sete pessoas acusadas de vender cadernos de um carregamento roubado em Anápolis, distribuindo os produtos frutos de roubo em várias papelarias da região metropolitana de Goiânia. Dos sete que vendiam cadernos roubados, segundo a PC, quatro são proprietários de papelarias. A operação foi batizada pela polícia de Páginas da Vida.

A operação foi realizada pela Polícia Civil através da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas (DECAR), e as investigações tiveram início no mês de outubro, quando um carregamento de cadernos foi roubado no município de Anápolis, a 50 quilômetros de Goiânia.

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Goiás

Universidade em Goiânia demite mais de 40 professores de uma só vez e alunos reagem

A universidade alega que os desligamentos fazem parte de um "processo natural da instituição".

Por Ton Paulo
15/12/2018, 11h35

A universidade Estácio de Sá, com sede no Rio de Janeiro e unidades em Goiânia e Aparecida de Goiânia, pegou muita gente de surpresa esta semana ao demitir de uma só vez 43 professores que lecionavam na capital goiana. A demissão em massa está sendo denunciada por professores nas redes sociais desde ontem (14/12), e o corte dos docentes parece ter ocorrido em outras unidades da instituição de outros estados, que alegou “motivos administrativos”. Alunos estão se mobilizando em favor dos professores demitidos.

De acordo com informações de um jornal local, denúncias recebidas informam que eram todos professores contratados pela CLT, possuíam pouco tempo de vínculo empregatício e foram demitidos sem justa causa.

A demissão em massa gerou reações tanto dos professores, que foram às redes sociais expor o ocorrido, quanto dos alunos que, mobilizados através do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da universidade Estácio de Sá, fizeram uma manifestação na noite da última sexta-feira (14/12) na porta da instituição, localizada no Shopping Estação da Moda, em Goiânia.

Segundo o estudante de Educação Física e presidente do DCE Helenira Rezende, Guilherme Mariguella, de 20 anos, o ato reuniu cerca de pessoas de 20 pessoas e teve que ser feito na entrada da unidade, uma vez que eles foram impedidos de entrar. Ainda de acordo com Guilherme, os estudantes de Goiás estão se mobilizando com os de outros estados. “Começamos a fazer o ato por volta das 18h30, e eles não nos deixaram entrar. Estamos fazendo contato com os DCEs [da Estácio] de outros estados, onde também estão ocorrendo essas demissões”.

Universidade em Goiânia demite mais de 40 professores de uma só vez e alunos reagem
Alunos fazem ato em frente à Estácio de Sá, em Goiânia (Foto: Reprodução)

Por meio de uma nota assinada pelos DCEs da Estácio de Sá de Goiás, Rio de Janeiro, Pernambuco e Maranhão, os estudantes que se manifestaram em prol dos professores demitidos declaram que a “universidade se utiliza de artifícios oriundos da mudança nos direitos trabalhistas para favorecer o empregador”, e que não vão “aceitar calados atitudes arbitrárias, que são tomadas com o único objetivo de prejudicar a qualidade de ensino”.

Estácio de Sá diz que desligamentos são parte de um “processo natural da instituição”

Em nota enviada ao Dia Online, a assessoria de comunicação da instituição de ensino superior declarou que os desligamentos são naturais, uma vez que universidade “periodicamente precisa rever a sua base de docentes”. Confira abaixo a íntegra da nota:

“Sobre os fatos a Estácio esclarece: Os desligamentos realizados fazem parte de um processo natural de uma instituição de ensino, que periodicamente precisa rever a sua base de docentes, adequando-a às necessidades do mercado, demandas de cursos e às particularidades das praças em que atua.  A Estácio é um dos maiores grupos de ensino do país, que continuamente realiza ajustes na sua operação como um todo, buscando um crescimento sustentável para ofertar ensino de qualidade em larga escala.  Reforçamos que nosso principal compromisso é com a qualidade acadêmica, para que possamos cumprir a nossa missão de Educar para Transformar.”

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Trânsito

Câmera mostra acidente chocante de motociclista que ignorou placa de Pare, em Goiânia

As imagens mostram o momento em que o motociclista é literalmente atirado contra barras de proteção.

Por Ton Paulo
15/12/2018, 13h21

A cena de um acidente chocante foi flagrada por câmeras de segurança na manhã deste sábado (15/12), no Setor Jardim América, em Goiânia. Um motociclista em alta velocidade ignorou a placa de sinalização de Pare da pista onde trafegava e chocou violentamente com um carro que entrava no cruzamento de duas pistas, em via preferencial. As imagens mostram o momento em que o motociclista é literalmente atirado contra barras de proteção.

De acordo com a Delegacia de Crimes de Trânsito (DICT), o acidente ocorreu por volta de 07h50, na Rua C-143, no Jardim América, Goiânia. Tales Alves Lima, de 18 anos conduzia sua motocicleta, uma Honda/CG 150 Titan, cor preta, pela rua mencionada, na pista de sentido aproximado Av. T-63/Av. T-9 onde havia sinalização horizontal e vertical de “Pare”, enquanto que a motorista de um Chevrolet Onyx vinha pela Rua C-137, via preferencial, na pista de sentido Jardim América-Setor Bueno.

Ainda de acordo com a DICT, e como é possível ver nas imagens capturadas, Tales, que estava em alta velocidade, ignora a sinalização de Pare e colide violentamente com o veículo que fazia o cruzamento. Com a força da batida, a moto, assim como o condutor, é atirada a metros de distância, batendo em tocos de proteção.

A condutora do Ônix, uma moça de 21 anos, permaneceu no local do fato e foi submetida ao teste do bafômetro, cujo resultado foi negativo.

Motociclista que sofreu acidente chocante em Goiânia está internado em estado grave

A vítima Tales foi socorrida pelo resgate e encaminhada ao Hospital de Urgências de Goiânia, o HUGO, onde se encontra entubado, em estado grave.

Funcionários do HUGO, ao Dia Online, informaram que Tales está internado na Emergência e, devido a isso, só estão autorizados a fornecer detalhes de seu estado a familiares.

Veja o momento do acidente:

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Trânsito

Idosa morre atropelada e motorista foge sem prestar socorro, em Brasília

Motorista fugiu do local sem prestar socorro à vítima.
15/12/2018, 13h54

Jaíra Afonso da Silva, de 73 anos morreu na manhã deste sábado (15/12) depois de ser atropelada, por um carro, enquanto atravessava a rua no Eixão Norte, em Brasília e o motorista do veículo fugir sem prestar socorro.

Segundo as informações veiculadas pelo G1, a idosa atravessava a via, na altura da quadra 116 do Eixão Norte, quando um carro a atingiu no momento da travessia. De acordo com a matéria publicada, a idosa não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi chamado para atender a ocorrência, e ao chegar ao local constaram o óbito da idosa. Conforme a publicação, o motorista que atropelou Jaíra, não foi encontrado no local e até o momento não há informações sobre o paradeiro do mesmo.

Motorista que atropelou idosa em Brasília fugiu do local

Depois de atropelar e matar a idosa, o motorista não parou para prestar socorro e fugiu do local. De acordo com as informações uma testemunha do atropelamento conseguiu anotar a placa do veículo, mas o carro não foi encontrado até o momento.

Com o atropelamento e morte da idosa, duas faixas do Eixão Norte ficaram interditadas até às 11h40 da manhã, para a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) fazer a perícia do local e decifrar o que causou o atropelamento.

Idosa morre após ser atropelada e motorista fugir, em Goiânia

No dia 24 de Maio de 2018, a idosa Maria Rosa da Silva, de 73 anos, morreu após ser atropelada na avenida nerópolis, no setor Gentil Meirelles, em Goiânia.

A idosa fazia uma caminhada matinal, quando o veículo atingiu Maria e a arrastou por aproximadamente 30 metros. Uma testemunha presenciou o acidente, e que o carro conduzido pelo motorista era um Hyndai I 30 de cor preta.

Segundo a testemunha, o condutor do veículo, apenas deu ré e fugiu do local, sem prestar socorro à idosa, que morreu no local.

Via: G1 
Imagens: G1 

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