Goiás

Operação investiga desvio de dinheiro público de obra gerenciada pela Codego, em Anápolis

O presidente da Codego, Júlio Vaz foi preso temporariamente na semana passada durante a Operação Confraria da Polícia Federal (PF).
13/12/2018, 07h58

A Operação Proprinoduto foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (13/12) pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado de Goiás (GAECO-MPGO), e investiga o desvio de dinheiro público da construção do anel viário do Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA). Um dos endereços investigados é a sede da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego) responsável pelas obras.

Segundo as informações do Ministério Público, a obra do anel viário que liga a BR-060 ao DAIA tem indícios de superfaturamento e fraudes no pagamento com propinas a favor de agentes públicos.

Um relatório feito pelo MPGO identificou que foram desviados o equivalente a R$ 3 milhões de reais. Além do Gaeco de Goiás também participam da operação a Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) o Gaeco de Campinas (SP) e a Coordenação de Apoio Técnico Pericial do MPGO (Catep – MPGO).

Durante a Operação foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas cidades de Goiânia, Anápolis e em Campinas (SP), nas sedes das empreiteiras e na sede da Codego.

Com a operação, a obra foi paralisada até o relatório da Catep com a avaliação estrutural do anel viário que liga a BR-060 ao DAIA.

Presidente da Codego preso na Operação Confraria

No último dia (6/12) a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Confraria, que é um desdobramento da Operação Cash Delivery, deflagrada uma semana antes das eleições e terminou com a prisão do ex-presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincón, além da prisão do ex-governador Marconi Perillo (PSDB). Durante a ação da PF, na semana passada, Jayme Rincón voltou a ser preso e também foi preso o presidente da Codego, Júlio Vaz.

As prisões de Jayme Rincón e Júlio Vaz eram temporárias e a meia noite da última terça-feira (11/12) tanto o presidente da Codego como o ex-presidente da Agetop foram liberados e agora respondem o processo em liberdade.

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Brasil

Polícia Civil de Campinas se prepara para ouvir testemunhas de ataque

Deverão ser ouvidos os dois agentes da Guarda Municipal que entraram na igreja no momento em que o atirador estava lá.
13/12/2018, 08h17

A Polícia Civil de Campinhas prepara a partir de hoje (13) as notificações para coletar os depoimentos das testemunhas sobre a tragédia na Catedral Metropolitana em que seis pessoas morreram, depois que Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, atirou nos fiéis e depois se matou.

Deverão ser ouvidos os dois agentes da Guarda Municipal que entraram na igreja no momento em que o atirador estava lá e as pessoas saíram desesperadas. Também serão coletados depoimentos de parentes e amigos de Grandolpho.

Os policiais buscam compreender as motivações de Grandolpho a partir da análise do notebook, um celular e um bloco de anotações, apreendidos na casa do atirador, em Valinhos, a 11 quilômetros de Campinas. Também serão observados os detalhes do trajeto feito pelo atirador desde que saiu de Valinhos rumo a Campinas.

Catedral Metropolitana de CampinasMissa é celebrada em homenagem às vítimasRovena Rosa/Agência Brasil

Armas

O delegado-chefe do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter 2), José Henrique Ventura, quer saber a origem das duas armas, cuja numeração estava apagada, e da munição utilizadas por Grandolpho.  O atirador fez 22 disparos, incluindo o que tirou a própria vida, e tinha cartuchos com mais de 50 munições.

Segundo o delegado, uma das armas é de uso exclusivo das Forças Armadas e Polícia Federal. Além da pistola 9 milímetros, no momento da tragédia, Grandolpho estava com um revólver. A polícia ainda quer esclarecer agora como ele conseguiu comprar o armamento.

Perfil

O atirador foi servidor concursado do Ministério Público do Estado de São Paulo, atuando como auxiliar de Promotoria I, na Comarca de Carapicuíba, região metropolitana de São Paulo. Mas desde 2014, no entanto, Grandolpho não trabalhava mais no órgão nem tinha renda própria.

Os policiais analisam o material coletado na casa de Grandolpho. Pelos registros escritos, segundo o delegado, o autor do ataque tinha pensamentos paranóicos e confusos. De acordo com ele, havia “certa mania de perseguição” e grande parte das anotações contém “coisas desconexas”.

Nas anotações, cuidadosamente escritas, como se fosse um diário, Grandolpho detalhava sua rotina: incluindo datas e horários, assim como números de placas de automóveis que via na rua e frases que escutava. Tudo escrito com letra de forma.

O atirador era uma pessoa recluso, de acordo com o delegado, pois não tinha amigos ou pessoas com quem mantivesse contato real ou virtual. Ele vivia praticamente isolado em um quarto na casa que morava com o pai em Valinhos.

Imagens: Agência Brasil 

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Goiás

Justiça de Abadiânia decidirá sobre pedido de prisão de João de Deus

MP de Goiás apresentou o pedido de prisão preventiva do médium.
13/12/2018, 08h32

Acusado de abuso sexual, o médium João de Deus corre o risco de ser preso. Após sua tentativa de continuar atendendo nesta quarta-feira (12), o Ministério Público de Goiás apresentou no final da tarde, segundo apurou a Agência Brasil, o pedido de prisão preventiva. Dois promotores responsáveis pela força-tarefa que investiga mais de 200 denúncias contra o médium estiveram no Fórum de Abadiânia. O pedido deve ser analisado pela comarca local.

O advogado de João de Deus, Alberto Toron, disse o seguinte à Agência Brasil: “A informação que nós temos é que efetivamente o MP fez um pedido à Justiça, mas nós não conhecemos o teor desse pedido. Sem conhecer, eu não tenho como me contrapor a ele. Vou para Abadiânia amanhã mesmo ver se eu consigo avaliar esse pedido.”

Toron disse ainda ter reafirmado oficialmente às autoridades que seu cliente segue à disposição da Justiça para quaisquer esclarecimentos.

João de Deus é suspeito de abuso sexual contra mulheres e também adolescentes. Ele nega as acusações e se diz inocente. O balanço mais recente do MP-GO é de 206 possíveis vítimas.

O médium goiano também disse nesta quarta-feira que está à disposição da Justiça brasileira. Ele esteve hoje por dez minutos na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO), onde realiza, há 42 anos,  consultas e aconselhamentos espirituais, além das chamadas cirurgias espirituais. Ele chegou e saiu sob aplausos, afirmando estar sem condições de trabalhar. Circularam informações de que o religioso chegou a voar para São Paulo a fim de se aconselhar com Toron. O advogado do médium nega essa informação. “O senhor João de Deus continua em Abadiânia à disposição das autoridades locais”, afirmou.

“Irmãos e minhas queridas irmãs, agradeço a Deus por estar aqui. Quero cumprir a lei brasileira. Estou nas mãos da Justiça. O João de Deus ainda está vivo”, declarou o médium.

Imagens: Agência Brasil 

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Economia

MP investiga vazamento de dados da Sky

O vazamento de dados pessoais foi de 32 milhões de clientes da Sky Brasil.
13/12/2018, 08h45

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) instaurou um Inquérito Civil Público para investigar um possível vazamento de dados pessoais de 32 milhões de clientes da Sky Brasil.

A investigação começou após um funcionário do MP encontrar na internet um banco de dados com informações pessoais de clientes da Sky.

Segundo o inquérito, entre os dados disponíveis havia nome completo, data de nascimento, endereço de e-mail, senha de login do serviço, endereço de IP, método de pagamento, número de telefone e endereço residencial dos clientes.

No protocolo, Frederico Meinberg, promotor de Justiça responsável pela ação, pede que a empresa apresente documentos que confirmem ou neguem a violação.

O jornal O Estado de S. Paulo tentou contato com a Sky por meio da assessoria de imprensa, mas até o fechamento da reportagem não obteve resposta.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Goiás

Atirador goiano preso no Tocantins por ter matado ex-companheiro chega a Goiânia

Jamilton Rodrigues da Silva, de 56 anos, chegou a ser considerado pela polícia um sniper.

Por Ton Paulo
13/12/2018, 09h18

Um homem considerado pela polícia de alta periculosidade, preso no dia 27 de novembro no estado do Tocantins após ter matado com um tiro de precisão seu ex-companheiro, foi recambiado e chegou a Goiânia na última quarta-feira (12/12). O atirador goiano, que chegou a ser comparado a um sniper, Jamilton Rodrigues da Silva, de 56 anos, estava foragido da capital e será apresentado hoje (13/12) pela Polícia Civil de Goiás (PC).

A prisão de Jamilton só foi possível após um trabalho de cooperação entre a Delegacia de Homicídios de Goiás, a Polícia Civil do Tocantins e a Polícia Civil do Ceará. Ele foi capturado na cidade de Colinas do Tocantins, e estava foragido desde setembro deste ano.

Segundo o Delegado da Homicídios de Goiás Danillo Proto, Jamilton é de extrema periculosidade, principalmente pela alta capacidade de manusear armas de fogo. Ele chegou a ser comparado a um sniper, que é um tipo de atirador de elite.

Na sua última ação criminosa, de acordo com o delegado, Jamilton executou seu ex-companheiro Thiago da Silva Leonardo com um tiro de precisão, utilizando um revólver calibre .38. O crime teria sido motivado pelo fim do relacionamento, uma vez que Jamilton não aceitou que Thiago rompesse com ele.

Após a prática deste homicídio, Jamilton fugiu para cidade de Aracati, no Ceará, onde se escondeu na casa de familiares, e no último mês foi para casa de um primo, morador da cidade de Colinas do Tocantins, onde foi preso pelos Policiais Civis daquela cidade.

Atirador goiano preso no Tocantins será apresentado hoje, pela polícia de Goiás

Jamilton Rodrigues da Silva foi recambiado para cidade de Goiânia, capital de Goiás, e agora está à disposição do Poder Judiciário.

“Este trabalho investigativo, bem como a prisão deste criminoso, só foi possível pelo compartilhamento de informações e um trabalho conjunto entre os policiais civis destes estados”, ressalta o Delegado Proto.

Ua coletiva de imprensa será realizada nesta quinta-feira, às 9h30, na Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH), em Goiânia, conduzida pelo delegado Dannilo Proto, onde o preso será apresentado, assim como o caso.

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