Brasil

Mais Médicos: 62% dos inscritos se apresentam na capital paulista

03/12/2018, 18h12

Quarenta e nove médicos se apresentaram à Secretaria Municipal de Saúde na manhã desta segunda-feira, 3, para trabalhar em Unidades Básicas de Saúde (UBS) da capital paulista pelo programa Mais Médicos. Do total, uma pessoa desistiu de preencher uma vaga, enquanto outros 29 precisam comparecer até 14 de dezembro.

Das vagas disponíveis, as primeiras a serem preenchidas ficam nas regiões centro-oeste e sudeste ou nas proximidades de estações de trem e Metrô. Caso as vagas não sejam ocupadas, um novo edital deverá ser aberto.

As vagas remanescentes ficam nas regiões periféricas da cidade. Na zona sul, por exemplo, foi preenchida apenas uma das 12 vagas de Capela do Socorro, enquanto restaram todas as seis disponíveis em Cidade Tiradentes e as duas de Itaim Paulista, na zona leste. Também aguardam a apresentação de médicos UBSs de Brasilândia, na zona norte, São Mateus, na zona leste, Colônia e Parelheiros, no extremo sul, e em MBoi Mirim, na parte sul.

Os profissionais de saúde preencherão as 72 vagas abertas pelo fim do convênio entre os governos brasileiro e cubano, além de seis extras disponibilizadas pelo Ministério da Saúde. Dentre eles, estão nove médicos estrangeiros que fizeram o Revalida. O contrato tem validade de três anos para jornada de 40 horas semanais, das quais 8 horas são de curso de capacitação à distância. O salário líquido é R$ 11.244,56, além de auxílios de alimentação, transporte e moradia, que somam R$ 3.230.

“A partir de hoje, eles podem já ir na unidade básica, se apresentar à coordenadoria regional para levar toda a documentação. Podem iniciar amanhã se toda a documentação estiver correta”, diz Edjane Torreão, coordenadora de Atenção Básica da secretaria.

Em evento nesta segunda, 48 médicos escolheram a UBS em que trabalharão durante três anos. Como a divulgação da lista de locais foi feita na hora, eles faziam consultas na internet, em mapas e a coordenadores de saúde para obter mais informações sobre as unidades.

O primeiro a escolher foi o paulistano Allan Mesquita Brito, de 30 anos, que trabalhará na UBS Santa Cecília, no centro expandido. “O ideal seria ter mais vagas alocadas na região central, seria mais fácil. Quem mora em São Paulo sabe da dificuldade em ir nessas regiões mais complicadas de transporte público e carro.”

Brito é formado há dois anos pela Faculdade de Medicina do ABC e trabalhou em uma empresa privada de transportes e nas Forças Armadas. Ele se inscreveu pouco depois das 8 horas do primeiro dia de preenchimento das vagas.

“Conheci cubanos em UBS que acabaram tendo que sair. As experiências que tive com eles foram boas. Tinham noções atualizadas, muito do esforço próprio deles, porque, na nossa profissão, precisa se atualizar sempre para não ficar para trás”, diz. “Ao mesmo tempo, (a saída dos cubanos) deu oportunidade para médicos novos que precisam também dessa experiência.”

Formada há um mês pela Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), Aline Marques Ribeiro, de 27 anos, terá no programa federal a primeira oportunidade de emprego na área em uma unidade na região do Jabaquara. Ela, assim como outros médicos, relata ter tido dificuldade para acessar o sistema do Ministério da Saúde, o que a fez acreditar que não conseguiria na capital.

“Foi correria (a inscrição). Mas tenho certeza que vai ser um belo início. Todo médico precisa conhecer a Atenção Básica. Fiz um estágio em Saúde da Família na faculdade por dois meses e foi um dos que mais gostei.”

A boliviana Karen Calle Poma, de 30 anos, é uma das estrangeiras que trabalhará em São Paulo, no distrito de Itaquera, na zona leste. Ela obteve em agosto a revalidação do diploma de Medicina, cursado em Santa Cruz de la Sierra após realizar um ano de estudos complementares pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), que aplicou em Ituverava, no interior de São Paulo. “Vai ser ótimo conhecer novas experiências. O sistema aqui a gente já conhece.”

Capixaba, Ricardo Martins, de 29 anos, conta que a abertura do edital foi uma oportunidade de acelerar o objetivo de se mudar para São Paulo para cursar uma especialização. Prestes a trabalhar na Vila Prudente, na zona leste, ele pretende se mudar na semana que vem e começar na UBS “o quanto antes”. Para ele, o salário do programa é “muito atrativo”.

Já a baiana Larissa Gusmak, de 29 anos, deixou um emprego em um posto de Indaiatuba, no interior, para trabalhar na capital pelo Mais Médicos. Ela conta que já pretendia participar do programa, mas ele não havia aberto vagas no ano em 2017, quando se formou. “É um programa federal, com verba, tem a garantia de receber o salário em dia, estabilidade”, conta.

Dentre os critérios de escolha, além de mobilidade, Vitor Dedoni, de 23 anos, priorizou uma UBS que já tivesse outro médico atendendo. “Me formei há pouco tempo, quero trabalhar com um colega mais experiente também”, diz ele, que trabalhará na Vila Progresso, zona leste.

De Brasília, Átila de Almeida Silveira, de 28 anos, conta que se identifica com a Atenção Básica desde a faculdade. “A medicina da família é uma medicina muito resolutiva, que resolve 80% dos casos com prevenção e cuidados básicos. É uma área de trabalho que atende todo tipo de pessoa, é uma oportunidade de amadurecimento profissional, de poder ajudar a população que precisa.”

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Saúde

Goiás mantém estabilidade de 3,6 mortes por Aids a cada 100 mil habitantes

Para a redução de casos e mortes, Ministério da Saúde ressalta a importância da ampliação do acesso ao teste e redução do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento.
03/12/2018, 19h00

Segundo dados do Ministério da Saúde, Goiás mantém, desde 2014, estabilidade no número de mortes por Aids; no estado, são registrados 3,6 óbitos a cada 100 mil habitantes. Também houve uma redução de 3,3% na taxa de detecção da doença, sendo 14,7 casos para cada 100 mil goianos. Além de Goiás, Piauí também manteve a mesma taxa de mortalidade entre 2014 e 2017.

Cinco estados brasileiros apresentaram aumento e os outros 21 reduziram os casos e mortalidade por Aids, de acordo com novo Boletim Epidemiológico de HIV/Aids, lançado no fim de novembro. Veja a relação abaixo:

Estados que apresentaram aumento 

  • Rondônia
  • Acre
  • Ceará
  • Rio Grande do Norte
  • Mato Grosso do Sul

Estados que apresentaram redução de casos 

  • Amazonas
  • Roraima
  • Pará
  • Amapá
  • Tocantins
  • Maranhão
  • Paraíba
  • Pernambuco
  • Alagoas
  • Sergipe
  • Bahia
  • Minas Gerais
  • Espirito Santo
  • Rio de Janeiro
  • São Paulo
  • Santa Catarina
  • Rio Grande do Sul
  • Mato Grosso
  • Distrito Federal

Aids no Brasil

No geral, o Brasil comemora os 30 anos de luta contra o HIV e Aids com queda no número de casos e mortes. Essa redução pode ser notada, de acordo com o Ministério da Saúde, graças a “garantia do tratamento para todos, lançada em 2013, além da ampliação do acesso à testagem e redução do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento.”

Em 2014, a taxa de mortalidade no país era de 5,7 por 100 mil habitantes, já em 2017, eram 4,8 óbitos pelo mesmo número de pessoas. Os novos dados revelam que, de 1980 a junho de 2018, foram identificados 926.742 casos de Aids no Brasil. São 40 mil novos casos por ano.

O Boletim mostra ainda que a taxa de detecção de HIV em bebês reduziu em 43% entre os anos de 2007 e 2017, caindo de 3,5 casos para 2 por cada 100 mil habitantes. Segundo o Ministério, “isso se deve ao aumento da testagem na Rege Cegonha, que contribuiu para a identificação de novos casos em gestantes.”

Cerca de 73% das novas infecções de HIV ocorrem entre os homens, sendo que em 70% dos casos eles têm de 15 a 39 anos.

Tratamento da contra a Aids

Até setembro de 2018, 585 mil pessoas com HIV/aids estavam em tratamento no país, que, segundo o MS, oferta um dos melhores remédios do mundo no combate à doença, o dolutegravir. O medicamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O Ministério da Saúde ressalta que o remédio “aumenta em 42% a chance de supressão viral (que é diminuição da carga viral do HIV no sangue) entre adultos quando comparado ao tratamento anterior, usando o efavirenz”. Hoje, 87% das pessoas com HIV já fazem uso da droga.

Imagens: MIG 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Esportes

Modric desbanca hegemonia de Messi e Ronaldo e conquista prêmio Bola de Ouro

Meia também foi o melhor jogador da Copa do Mundo da Rússia, após levar a Croácia ao vice-campeonato.
03/12/2018, 19h36

O croata Luka Modric conquistou nesta segunda-feira o prêmio Bola de Ouro, da revista francesa France Football. O jogador do Real Madrid coroa um 2018 praticamente perfeito com mais um troféu, este dado pela tradicional publicação ao melhor jogador do mundo no ano.

Modric já havia sido eleito o melhor jogador do mundo na temporada 2017/2018 pela Fifa, além de ganhar o prêmio de melhor da Europa neste mesmo período, em votação realizada pela Uefa. O meia também foi o melhor jogador da Copa do Mundo da Rússia, após levar a Croácia ao vice-campeonato.

Os prêmios foram consequência de uma temporada brilhante de Modric. Ao lado de Cristiano Ronaldo, Gareth Bale, entre outros, ele liderou o Real Madrid a mais um título da Liga dos Campeões, batendo o Liverpool na decisão. Não bastasse a nova conquista continental, conduziu uma surpreendente Croácia na campanha histórica na Rússia, que só parou na derrota para a França na decisão.

Modric acabou com a hegemonia de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi

Graças a esta incrível temporada, Modric acabou com a hegemonia de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, que há 10 anos dividiam o prêmio da France Football. De 2008 para cá, o português e o argentino haviam conquistado o troféu cinco vezes cada, com cinco vices de Messi e quatro de Ronaldo.

O português, aliás, somou seu quinto vice nesta segunda, afinal, ficou atrás apenas de Modric na eleição, após ser o destaque do Real Madrid em mais um título europeu, mas fazer uma Copa do Mundo abaixo do esperado, levando Portugal somente às oitavas de final do torneio.

Dois campeões mundiais, aliás, apareceram na terceira e na quarta colocações da votação. Em terceiro, ficou o atacante Antoine Griezmann, do Atlético de Madrid, um dos destaques da França na Copa ao lado de Kylian Mbappé, do Paris Saint-Germain, que ficou em quarto.

Só então apareceu Lionel Messi. Longe de suas melhores exibições pelo Barcelona neste ano e depois de decepcionar com a Argentina na Copa, o argentino ficou fora dos três primeiros colocados pela primeira vez desde 2006, quando, com apenas 19 anos, apareceu em 20.º.

Vice-campeão da Liga dos Campeões, com o Liverpool, Mohamed Salah foi o sexto colocado, seguido, respectivamente, do campeão mundial Raphael Varane, francês do Real Madrid, dos belgas Eden Hazard, do Chelsea, e Kevin De Bruyne, do Manchester City, e do inglês Harry Kane, do Tottenham, que fechou os 10 primeiros colocados.

O primeiro brasileiro a aparecer na lista foi Neymar, apenas em 12.º, após um ano em que sofreu com lesões e não jogou o que dele se esperava na campanha do Brasil que terminou nas quartas de final da Copa da Rússia. Roberto Firmino, do Liverpool, foi o 19.º, enquanto Marcelo, do Real Madrid, foi o 22.º, e Alisson, também do Liverpool, terminou em 25.º entre os 30 indicados.

Confira os 30 primeiros colocados do prêmio Bola de Ouro:

1º – Luka Modric (Real Madrid)

2º – Cristiano Ronaldo (Juventus)

3º – Antoine Griezmann (Atlético de Madrid)

4º – Kylian Mbappé (Paris Saint-Germain)

5º – Lionel Messi (Barcelona)

6º – Mohamed Salah (Liverpool)

7º – Raphael Varane (Real Madrid)

8º – Eden Hazard (Chelsea)

9º – Kevin De Bruyne (Manchester City)

10º – Harry Kane (Tottenham)

11º – N’Golo Kanté (Chelsea)

12º – Neymar (Paris Saint-Germain)

13º – Luis Suárez (Barcelona)

14º – Thibaut Courtois (Real Madrid)

15º – Paul Pogba (Manchester United)

16º – Sergio Agüero (Manchester City)

17º – Gareth Bale (Real Madrid) e Karim Benzema (Real Madrid)

19º – Roberto Firmino (Liverpool), Sergio Ramos (Real Madrid) e Ivan Rakitic (Barcelona).

22º – Marcelo (Real Madrid), Edinson Cavani (Paris Saint-Germain) e Sadio Mané (Liverpool).

25º – Alisson (Liverpool), Mario Mandzukic (Juventus) e Oblak (Atlético de Madrid).

28º – Diego Godín (Atlético de Madrid)

29º – Hugo Lloris (Tottenham) e Isco (Real Madrid)

Imagens: R7 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Política

Redução de incentivos ficais será rediscutida na Assembleia Legislativa de Goiás

Declaração foi feita pouco antes de reunião com parlamentares, ocorrida nesta segunda-feira (3/12).
03/12/2018, 20h20

O governador eleito Ronaldo Caiado (DEM) informou, durante coletiva de imprensa, que o texto que propõe redução de incentivos fiscais será rediscutido na Assembleia Legislativa de Goiás. Uma primeira proposta do governo democrata, que gerou polêmica, já havia sido apresentada na Casa pelo deputado estadual Lívio Luciano (Podemos), no qual prevê a redução de alguns índices de benefícios concedidos por meio dos programas Produzir e Fomentar.

Caiado afirmou também que “Goiás não perderá competitividade com o projeto de convalidação dos incentivos fiscais proposto pelo novo governo” e que chegará a um acordo com representantes do setor produtivo. A declaração foi dada após reunião com a Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), que contou com a presença de deputados estaduais e integrantes da equipe de transição.

“A restituição dos incentivos está convalidada. E nós vamos ter, também, dentro de uma análise criteriosa, que cada setor vai ter uma parcela, maior ou menor, de redução de acordo com aquilo que o Estado concedeu no decorrer desses anos. Goiás não vai deixar, de maneira alguma, de ser competitivo. Nem vai deixar de ser um dos estados que mais concedem incentivos do país. Essa é a realidade”, explicou o novo governador.

Para Caiado, no momento o estado precisa de uma recuperação fiscal, se referindo ao descumprimento das medidas firmadas junto ao governo federal em 2016, que permitiram uma renegociação da dívida de Goiás com a União.

“A situação fiscal de nosso Estado é calamitosa, extremamente preocupante. E neste momento a única saída que é apresentada ao Estado de Goiás é um novo regime de recuperação fiscal. Para isso nós temos que tomar algumas medidas e pretendo fazer reuniões no decorrer desta semana com o ministro da economia, Paulo Guedes, para buscar uma alternativa”, reafirmou.

Proposta visa reduzir incentivos fiscais às empresas em Goiás

A proposta econômica apresentada por Ronaldo Caiado está causando polêmica e reações por parte do empresariado goiano. Em reunião na manhã do dia 21/11, o democrata detalhou o projeto que estabelece redução de incentivos a 13 segmentos com impacto calculado em cerca de R$ 1 bilhão ao ano.

Os setores automotivo, sucroalcooleiro, lácteo e de processamento de aves vão ser os mais atingidos na proposta de corte de benefícios fiscais apresentada ontem pelo governador eleito, e a medida parece ter pego de supresa o setor industrial de Goiás.

O presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), Otavio Lage, chegou a afirmar, a um jornal local, que a categoria está “atordoada com as propostas feitas pelo governador eleito Ronaldo Caiado sobre incentivos fiscais”.

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.

Economia

Caiado cede e muda proposta econômica inicial para entrar em acordo com empresários goianos

Caiado se reuniu com empresários que estavam insatisfeitos com a proposta inicial apresentada, que reduz incentivos fiscais a setores produtivos do Estado.

Por Ton Paulo
04/12/2018, 08h16

O governador eleito de Goiás Ronaldo Caiado (DEM) decidiu, após reunião com empresários goianos, ceder e modificar a proposta de redução dos incentivos fiscais apresentada na Assembleia Legislativa (Alego). Caiado se reuniu com empresários no último domingo (2/12), e ontem (3/12) que estavam insatisfeitos com a proposta inicial apresentada, e um novo texto, após a reunião, deve ser apresentada ainda esta semana.

A proposta de Ronaldo Caiado, que, na prática, estabelece redução de incentivos a 13 segmentos com impacto calculado em cerca de R$ 1 bilhão ao ano, gerou polêmicas e reações por parte de setores produtivos do estado.

Uma das reuniões, com membros da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), foi feita na casa do senador e coordenador da transição democrata, Wilder Morais (DEM), no Setor Marista. No encontro, feito a portas fechadas, os empresários apresentaram uma contraproposta ao projeto que tramita na Assembleia.

Na última semana, o deputado Lívio Luciano (Podemos), líder da base caiadista na Alego, apresentou seu relatório a respeito do projeto de reinstituição dos incentivos fiscais, apresentado aos deputados pelo governador Zé Eliton (PSDB) com um substitutivo contendo as reduções dos benefícios.

Segundo informações do O Popular, um dos principais pontos discutidos por Caiado e os empresários foi a revisão dos cortes nos incentivos de setores como a indústria de veículos automotores, de frangos e carnes, de grãos (principalmente arroz, soja e feijão), laticínios e alcooleiro. Segundo os empresários, esses segmentos seriam mais penalizados que os demais na proposta apresentada.

O senador e governador eleito assegurou que Goiás não perderá competitividade com o projeto de convalidação dos incentivos fiscais proposto pelo novo governo. Em entrevista coletiva na última segunda-feira (3/12), o democrata confirmou que chegará a um acordo com representantes do setor produtivo.

Em sua conta no Facebook, Caiado disse garante “que a restituição dos incentivos está convalidada”, e que o “objetivo é apenas corrigir distorções para garantir a produção, o emprego dos goianos e a recuperação financeira do nosso Estado”.

Proposta de Caiado gerou reações por parte do empresariado goiano

A proposta econômica apresentada pelo governador eleito de Goiás foi apresentada em reunião na manhã de quarta-feira (21/11), onde democrata detalhou o projeto que estabelece redução de incentivos a 13 segmentos com impacto calculado em cerca de R$ 1 bilhão ao ano.

Os setores automotivo, sucroalcooleiro, lácteo e de processamento de aves vão ser os mais atingidos na proposta de corte de benefícios fiscais apresentada ontem pelo governador eleito, e a medida parece ter pego de supresa o setor industrial de Goiás. O presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), Otavio Lage, chegou a afirmar, a um jornal local, que a categoria está “atordoada com as propostas feitas pelo governador eleito Ronaldo Caiado sobre incentivos fiscais”.

Segundo Lage, que declarou que os empresários estão reunidos para apresentar uma contraproposta, a nova medida anunciada por Caiado de corte de incentivos fiscais “vai ser muito ruim para o segmento”.

Daniel Vilela, derrotado nas eleições para Governador do Estado, também fez duras críticas à proposta de Caiado. Segundo ele, Caiado deve “apostar em empresas que vão gerar novas receitas e novos empregos para Goiás. O que o Caiado está querendo é implantar uma política de desenvolvimento atrasada”, diz.

Via: O Popular 

COMENTÁRIOS

Os comentários publicados aqui não representam a opinião do portal e são de total responsabilidade de seus autores.