Entretenimento

O grande artista das árvores e das flores

23/11/2018, 07h52

Muito bonito este filme sobre Roberto Burle Marx, nosso maior paisagista. Se o objetivo de Burle Marx era a beleza e a valorização da flora nacional, o documentário de João Vargas Penna amolda o filme à perspectiva do biografado. Passeia sua câmera pela infinidade de jardins desenhados pelo autor mundo afora e ressalta, sem qualquer estridência, as noções de paz e harmonia escritas com o verde das plantas e o colorido das flores.

Para construir sua arte, Burle Marx servia-se dos elementos vegetais como um pintor utiliza suas tintas e o compositor, as notas musicais. São seus materiais de construção. A “voz” de Burle Marx, contando sua vida e suas ideias, é entonada por Amir Haddad e, a par das imagens, e do som nunca óbvio do Grivo, compõe o perfil de um personagem fascinante.

A parte final de Filme Paisagem muda de tom e expressa a preocupação de Burle Marx com a destruição da natureza no Brasil. A predação ganha forma simbólica com a inauguração da Transamazônica, a estrada que era orgulho dos militares da ditadura. Para marcar a inauguração da estrada, cortaram uma árvore centenária de 60 metros de altura e afixaram no toco remanescente uma placa comemorativa em metal. Gesto simbólico do modelo predatório de desenvolvimento seguido pelos governos seguintes – militares ou civis.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Economia

Na Black Friday, 40% dos clientes devem ir a loja física

Não ter cartão de crédito também ajuda a explicar a escolha do consumidor pelo varejo físico.
23/11/2018, 08h33

Dos mais de 100 milhões de brasileiros que devem aproveitar as promoções da Black Friday, 40% pretendem comprar em lojas físicas, de acordo com pesquisa da empresa de informações financeiras Boa Vista SCPC.

O número de compradores no comércio de rua e nos shoppings durante essa data já é quase uma vez e meia maior que o registrado no “supersábado de Natal”, o que antecede o dia 25 de dezembro – segundo levantamento da ShopperTrak, empresa que trabalha com inteligência de tráfego de clientes.

Para 38% das pessoas que não utilizam e-commerce, a principal razão para se ir até as lojas físicas é poder ver o produto de perto e tomar a melhor decisão. Foi esse motivo que levou a dona de casa Cristina Rabelo ao comércio na edição do ano passado. Mas, dessa vez, ela diz que pode ser diferente. “Se você já tem o produto, a marca e o modelo, é mais fácil comprar pela internet”, argumenta.

Não ter cartão de crédito também ajuda a explicar a escolha do consumidor pelo varejo físico. No Brasil, de acordo com dados do IBGE, são cerca de 60 milhões de pessoas desbancarizadas – que não possuem conta em bancos. “Há um número considerável de consumidores que têm acesso à internet, mas não ao cartão”, diz Roberto Kanter, professor dos MBAs da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

De acordo com ele, o acesso restrito ao cartão, além de levar as pessoas ao comércio, também tem um papel importante na diminuição das compras por impulso. “Cerca de 30% das compras têm desistências no boleto”, acrescenta.

O professor explica que o fato de se ter um prazo para pagar a conta faz com que o consumidor reflita a respeito do gasto. Isso, muitas vezes, leva ao não pagamento do boleto, o que cancela a compra online.

Cristina conta que a maior parte das compras que fez na última Black Friday foi decidida à medida que ela e as filhas viam os produtos na prateleira. “A gente ia olhando o que queria enquanto uma ficava na fila.”. Para Kanter, essa característica de pronta entrega do varejo físico é o principal diferencial desse tipo de comércio. “Por esse serviço de estoque, o varejista cobra um preço. Quando a pronta entrega ficar frequente no e-commerce, a procura pelo varejo físico pode diminuir”, diz.

O maior trânsito nas lojas, no entanto, não significa conversão em vendas. O diretor da ShopperTrak, Marcelo Quaiatti, alerta que, caso o lojista não se prepare, o cliente sairá do estabelecimento sem gastar. “O lojista deve usar o fluxo de anos anteriores para determinar o número de vendedores disponíveis nas loja”, diz Quaiatti.

Segundo estudo do Ibevar/FIA, as menções digitais à data crescem de maneira contínua desde 2014, sendo que, nos últimos três anos, os números de citações no Facebook, Twitter, YouTube, comentários em notícias de jornais eletrônicos, além de sites como o Reclame Aqui e o JusBrasil, foram superiores a 52.500 mensagens, apresentando crescimento ano a ano.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Imagens: G1 Ceará 

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Goiás

Justiça determina que governo pague servidores de Goiás até o dia 10 de dezembro

Salários de outubro terminaram de ser pagos na última quinta-feira.
23/11/2018, 08h48

Por meio de liminar concedida na última quinta-feira (22/11), a Justiça determinou que o pagamento dos salários dos servidores públicos de Goiás seja feito até o dia 10 de dezembro.  A assinatura de um decreto do governador José Eliton (PSDB), no último dia (31/10) e publicado no dia (1/11), revogou o artigo 45 do Decreto nº 9.143, de 22 de janeiro de 2018, desobrigando o governo a pagar os salários nos meses trabalhados referentes a novembro e dezembro. Os vencimentos de outubro terminaram de ser quitados na última quinta-feira.

A decisão é do desembargador Alan Sebastião de Sena Conceição, que atendeu a um pedido do Sindicato dos Funcionários do Fisco. O desembargador levou em consideração o atraso nos pagamentos dos servidores, que atrapalhou os trabalhadores na manutenção da casa, principalmente na questão alimentar.

Mesmo concedendo a liminar, o magistrado não multo o Estado pelos atrasos, ao considerar que o caso não é uma conduta frequente ou abusiva e que os vencimentos atrasados são em decorrência da situação econômica que do governo de Goiás.

Em nota o governo do Estado de Goiás informou que ainda não foi notificado oficialmente sobre a decisão liminar para o pagamento dos salários dos servidores no próximo dia 10 de dezembro. Conforme a nota divulgada, a Procuradoria Geral do Estado de Goiás (PGE) vai tomar as medidas necessárias dentro do âmbito judiciário.

Confira a nota na íntegra

“O Governo de Goiás ainda não foi comunicado oficialmente da decisão do desembargador Alan Sebastião de Sena. A PGE tomará as medidas cabíveis no âmbito do Judiciário. O Governo de Goiás esclarece que quitou ontem a integralidade da folha de outubro, sendo que 70% dos servidores estaduais receberam dentro do mês trabalhado (ainda em outubro) e até o dia 10 deste mês havia pago mais de 85% da folha do Estado. O escalonamento de uma parcela da folha salarial se deve a problemas de fluxo de caixa do Tesouro Estadual, em decorrência de fatores macroeconômicos.”

Decreto liberava calote nos servidores de Goiás

No final do mês de outubro, o governador José Eliton (PSDB) assinou um decreto que liberava um calote nos servidores público do Estado, nos meses de novembro e dezembro de 2018. O documento foi publicado no Diário Oficial (D.O) no dia (1/11) e a atitude foi duramente criticada pelo governador eleito Ronaldo Caiado (DEM) através de suas redes sociais.

Via: G1 

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Economia

Brasileiros acreditam em inflação de 5,6% nos próximos 12 meses

A taxa é ligeiramente inferior à registrada na pesquisa de outubro.
23/11/2018, 08h56

A expectativa de inflação dos consumidores brasileiros para os 12 meses seguintes ficou em 5,6%, segundo pesquisa de novembro da Fundação Getulio Vargas (FGV). A taxa é ligeiramente inferior à registrada na pesquisa de outubro (5,7%).

O indicador é calculado com base em entrevista com consumidores, a quem é feita a seguinte pergunta: na sua opinião, de quanto será a inflação brasileira nos próximos 12 meses?

De acordo com a coordenadora da Sondagem do Consumidor da FGV, Viviane Seda Bittencourt, os consumidores têm mantido projeções para a inflação cada vez mais parecidas com as de especialistas de mercado. Isso pode ser explicado, pelo menos em parte, pela desaceleração da inflação de itens importantes da cesta de consumo, como os combustíveis e a energia elétrica.

Imagens: Agência Brasil 

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Economia

Proposta econômica de Caiado levanta críticas e gera polêmica

Em reunião, Caiado detalhou o projeto que estabelece redução de incentivos a 13 segmentos do setor industrial com impacto calculado em cerca de R$ 1 bilhão ao ano.

Por Ton Paulo
23/11/2018, 09h44

A recente proposta econômica apresentada pelo governador eleito de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), está causando polêmica e reações por parte do empresariado goiano. Em reunião na manhã de quarta-feira (21/11), o democrata detalhou o projeto que estabelece redução de incentivos a 13 segmentos com impacto calculado em cerca de R$ 1 bilhão ao ano.

Os setores automotivo, sucroalcooleiro, lácteo e de processamento de aves vão ser os mais atingidos na proposta de corte de benefícios fiscais apresentada ontem pelo governador eleito, e a medida parece ter pego de supresa o setor industrial de Goiás. O presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), Otavio Lage, chegou a afirmar, a um jornal local, que a categoria está “atordoada com as propostas feitas pelo governador eleito Ronaldo Caiado sobre incentivos fiscais”.

Segundo Lage, que declarou que os empresários estão reunidos para apresentar uma contraproposta, a nova medida anunciada por Caiado de corte de incentivos fiscais “vai ser muito ruim para o segmento”.

Daniel Vilela, derrotado nas eleições para Governador do Estado, também fez duras críticas à proposta de Caiado. Segundo ele, Caiado deve “apostar em empresas que vão gerar novas receitas e novos empregos para Goiás. O que o Caiado está querendo é implantar uma política de desenvolvimento atrasada”, diz.

“Governador está adotando uma postura de rever a política de benefícios fiscais”, diz especialista sobre a proposta de Caiado

Em contrapartida, há aqueles que veem na proposta de Caiado uma solução para o “pequeno e micro empresário”.

Em entrevista ao Dia Online, o economista, advogado e sociólogo Danilo Orsida, comentou o plano do governador eleito. Para Orsida, o grande empresário não precisa de tanto incentivo fiscal, e sim o pequeno. “Ao meu ver, o governador está adotando uma postura de rever a política de benefícios fiscais. Se houver uma definição clara de incentivo para o micro e pequeno empresário, a economia começa a girar”, explica.

O especialista, entretanto, afirma que, a longo prazo, a medida de redução de incentivos fiscais pode não ser um negócio vantajoso para o Estado. “A possibilidade de aumentar a arrecadação de forma imediata [com a redução de incentivos fiscais], a curto prazo pode ser uma solução, mas a longo prazo pode ser algo perverso”, comenta. Para o economista, em oposição à possibilidade de aumentar os benefícios fiscais para pequenos empresários, a redução de incentivos para os grandes empresários poderia gerar uma “debandada de empresas”.

Orsida sugere ainda o que seria um caminho viável para a retomada do crescimento da economia goiana. “Uma solução, e que seria o mais prudente, seria financiar o acesso desses pequenos empresários aos benefícios fiscais, possibilitando o crescimento deles e o giro da economia”, completa.

A reportagem do Dia Online entrou em contato com a assessoria do governador eleito Ronaldo Caiado, para comentar a proposta. Mas até o fechamento desta matéria, não obteve retorno.

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