Economia

Brasileiros acreditam em inflação de 5,6% nos próximos 12 meses

A taxa é ligeiramente inferior à registrada na pesquisa de outubro.
23/11/2018, 08h56

A expectativa de inflação dos consumidores brasileiros para os 12 meses seguintes ficou em 5,6%, segundo pesquisa de novembro da Fundação Getulio Vargas (FGV). A taxa é ligeiramente inferior à registrada na pesquisa de outubro (5,7%).

O indicador é calculado com base em entrevista com consumidores, a quem é feita a seguinte pergunta: na sua opinião, de quanto será a inflação brasileira nos próximos 12 meses?

De acordo com a coordenadora da Sondagem do Consumidor da FGV, Viviane Seda Bittencourt, os consumidores têm mantido projeções para a inflação cada vez mais parecidas com as de especialistas de mercado. Isso pode ser explicado, pelo menos em parte, pela desaceleração da inflação de itens importantes da cesta de consumo, como os combustíveis e a energia elétrica.

Imagens: Agência Brasil 

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Economia

Proposta econômica de Caiado levanta críticas e gera polêmica

Em reunião, Caiado detalhou o projeto que estabelece redução de incentivos a 13 segmentos do setor industrial com impacto calculado em cerca de R$ 1 bilhão ao ano.

Por Ton Paulo
23/11/2018, 09h44

A recente proposta econômica apresentada pelo governador eleito de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), está causando polêmica e reações por parte do empresariado goiano. Em reunião na manhã de quarta-feira (21/11), o democrata detalhou o projeto que estabelece redução de incentivos a 13 segmentos com impacto calculado em cerca de R$ 1 bilhão ao ano.

Os setores automotivo, sucroalcooleiro, lácteo e de processamento de aves vão ser os mais atingidos na proposta de corte de benefícios fiscais apresentada ontem pelo governador eleito, e a medida parece ter pego de supresa o setor industrial de Goiás. O presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), Otavio Lage, chegou a afirmar, a um jornal local, que a categoria está “atordoada com as propostas feitas pelo governador eleito Ronaldo Caiado sobre incentivos fiscais”.

Segundo Lage, que declarou que os empresários estão reunidos para apresentar uma contraproposta, a nova medida anunciada por Caiado de corte de incentivos fiscais “vai ser muito ruim para o segmento”.

Daniel Vilela, derrotado nas eleições para Governador do Estado, também fez duras críticas à proposta de Caiado. Segundo ele, Caiado deve “apostar em empresas que vão gerar novas receitas e novos empregos para Goiás. O que o Caiado está querendo é implantar uma política de desenvolvimento atrasada”, diz.

“Governador está adotando uma postura de rever a política de benefícios fiscais”, diz especialista sobre a proposta de Caiado

Em contrapartida, há aqueles que veem na proposta de Caiado uma solução para o “pequeno e micro empresário”.

Em entrevista ao Dia Online, o economista, advogado e sociólogo Danilo Orsida, comentou o plano do governador eleito. Para Orsida, o grande empresário não precisa de tanto incentivo fiscal, e sim o pequeno. “Ao meu ver, o governador está adotando uma postura de rever a política de benefícios fiscais. Se houver uma definição clara de incentivo para o micro e pequeno empresário, a economia começa a girar”, explica.

O especialista, entretanto, afirma que, a longo prazo, a medida de redução de incentivos fiscais pode não ser um negócio vantajoso para o Estado. “A possibilidade de aumentar a arrecadação de forma imediata [com a redução de incentivos fiscais], a curto prazo pode ser uma solução, mas a longo prazo pode ser algo perverso”, comenta. Para o economista, em oposição à possibilidade de aumentar os benefícios fiscais para pequenos empresários, a redução de incentivos para os grandes empresários poderia gerar uma “debandada de empresas”.

Orsida sugere ainda o que seria um caminho viável para a retomada do crescimento da economia goiana. “Uma solução, e que seria o mais prudente, seria financiar o acesso desses pequenos empresários aos benefícios fiscais, possibilitando o crescimento deles e o giro da economia”, completa.

A reportagem do Dia Online entrou em contato com a assessoria do governador eleito Ronaldo Caiado, para comentar a proposta. Mas até o fechamento desta matéria, não obteve retorno.

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Educação

Prova do Enade será realizada no domingo para 550 mil estudantes

A avaliação se repete a cada três anos.
23/11/2018, 09h48

O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) acontece no próximo domingo (25/11) em todo o Brasil e será aplicado a 550 mil estudantes, para cursos de 27 áreas do conhecimento. A prova tem início às 13h30, horário de Brasília e encerra-se às 17h30, com duração total de 4 horas. A abertura dos portões será às 12h e seu fechamento às 13h.

A prova é voltada para estudantes que estão concluindo o curso de graduação. O exame é obrigatório e a situação de regularidade do estudante no Exame deve constar em seu histórico escolar.

A primeira aplicação do Enade ocorreu em 2004 e a periodicidade máxima da avaliação é a cada três anos para cada área do conhecimento.

O objetivo do exame é avaliar o desempenho dos estudantes concluintes dos cursos de graduação, com relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares. São avaliados, desenvolvimento de competências, habilidades necessárias na formação geral e profissional, e o nível de conhecimento dos estudantes com relação à realidade brasileira e mundial.

O Enade é o principal componente para calcular os indicadores de qualidade dos cursos de graduação e das instituições de ensino superior. A cada ano, o exame avalia um grupo diferente de cursos superiores. A avaliação se repete a cada três anos.

O Cartão de Confirmação de Inscrição do Enade 2018 está disponível no endereço enade.inep.gov.br , ou pelo Aplicativo Enade. Após preenchimento do CPF e senha cadastrada na inscrição o estudante será direcionado para informações sobre o local de prova, horários e atendimentos.

A prova é composta por 40 questões, sendo 10 questões de formação geral e 30 de formação específica da área, ambas contendo questões discursivas e de múltipla escolha.

Cursos avaliados pelo Enade em 2018

Em 2018, o Enade avaliará os estudantes dos cursos de bacharel nas áreas de:

Administração;

Administração Pública;

Ciências Contábeis;

Ciências Econômicas;

Jornalismo;

Publicidade e Propaganda;

Design;

Direito;

Psicologia;

Relações Internacionais;

Secretariado Executivo;

Serviço Social;

Teologia;

Turismo.

Imagens: Metrópoles - DF 

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Economia

Com dívida de R$ 674 milhões, Saraiva pede recuperação judicial

A Livraria Cultura está em recuperação judicial desde o mês passado.
23/11/2018, 09h50

A Livraria Saraiva, rede de varejo líder em venda de livros no País, pediu recuperação judicial nesta sexta-feira, 23. Com dívida de R$ 674 milhões, a companhia é a segunda empresa do setor em pouco mais de um mês a pedir proteção da Justiça para reestruturar débitos e tentar seguir em operação. A Livraria Cultura está em recuperação judicial desde o mês passado.

As dificuldades da Saraiva ficaram evidentes no início deste ano, quando a companhia atrasou pagamentos às editoras de livros – suas principais fornecedoras. A empresa voltou a ter dificuldades nos últimos meses, e foi iniciado um novo período de negociações. Após não conseguir fechar acordo, a companhia decidiu pela recuperação judicial.

No pedido feito à Justiça, a Saraiva lembrou que vem tentando reestruturar o próprio negócio – processo que está sendo tocado em conjunto com a consultoria Galeazzi & Associados. Recentemente, a companhia encerrou as atividades de 19 pontos de venda, sendo oito lojas tradicionais e 8 unidades iTown, que vendiam produtos de tecnologia da marca Apple. Neste processo, cortou 700 funcionários.

Outra medida tomada pela Saraiva foi a saída de categorias em que a rentabilidade é mais baixa – como a venda de produtos de tecnologia, na qual precisa bater de frente com pesos pesados como a Via Varejo (dona de marcas como Casas Bahia e Ponto Frio) e FastShop. A entrada no segmento foi decidida há alguns anos, como uma tentativa de “proteção” à perspectiva de queda nas vendas de livros.

“Neste movimento (a saída da área de tecnologia), a Saraiva diminuirá substancialmente a geração de créditos tributários, uma das principais razões de consumo de caixa nos últimos anos”, diz a empresa, no documento da recuperação judicial. Para continuar a ofertar eletrônicos e itens de tecnologia nas lojas, a companhia deverá buscar uma parceria com uma rede especializada no setor, apurou o jornal O Estado de S. Paulo.

Apesar de a venda de livros apresentar uma pequena alta em 2018 – de cerca de 5% em valores, segundo o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) -, a Saraiva lembrou que o preço do produto tem subido bem menos do que a inflação. Segundo a companhia, enquanto o IPCA – índice oficial de inflação – subiu 53,8% de 2000 a 2017, o valor unitário do livro avançou 8%, na mesma comparação.

Outro segmento que já foi a segunda maior fonte de receitas para a Saraiva – música e filmes – foi bastante afetado por avanços tecnológicos, segundo a companhia, que cita no documento de pedido de recuperação a emergência de serviços como Netflix e Spotify nessa área.

Hoje, a companhia se dedica somente à atividade de varejo. O pedido de recuperação lembra que a empresa vendeu seus ativos editoriais e de educação há três anos, por R$ 725 milhões. Após esse negócio e um período de enxugamento do varejo, o grupo hoje contabiliza cerca de 3 mil colaboradores, 85 lojas próprias e uma área de venda de quase 50 mil metros quadrados no País.

Fundada em 1947, a origem da Saraiva remonta, no entanto, a 1914, quando o livreiro Joaquim Ignácio da Fonseca Saraiva, um imigrante português, abriu uma pequeno sebo na rua do Ouvidor, em São Paulo, chamado Saraiva & Cia. A Saraiva é uma companhia aberta desde 1972. Em 2008, adquiriu a rival Siciliano.

Imagens: Saraiva 

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Esportes

Guerrero sofre nova derrota em tribunais na Suíça e segue suspenso por doping

A entidade máxima do futebol havia estabelecido uma suspensão de apenas seis meses ao jogador.
23/11/2018, 10h01

A Justiça da Suíça aplicou outra derrota contra o atacante peruano Paolo Guerrero, suspenso por doping. Nesta sexta-feira, o Tribunal Federal do país europeu anunciou que rejeitou um recurso apresentado pela Fifa que queria, assim como a defesa do atleta, uma redução em sua punição. A entidade máxima do futebol havia estabelecido uma suspensão de apenas seis meses ao jogador, o que foi revertido depois pela Corte Arbitral dos Esportes (CAS, na sigla em inglês), que ampliou a pena para 14 meses.

Agora, para defender a sua posição, a Fifa havia entrado com um recurso na esperança de ter a duração de sua punição mantida. Se isso ocorresse, Guerrero estaria liberado para jogar imediatamente. Mas o tribunal suíço considerou que a ação legal da entidade não poderia ser aceita e alertou que o caso se refere a uma disputa entre o jogador e o CAS.

Em outubro, a corte já havia emitido uma decisão em que negava o pedido para que a suspensão de Guerrero seja interrompida. O julgamento final, porém, ainda não foi anunciado. O atleta havia solicitado um efeito suspensivo para evitar a sua punição, o que lhe permitiria jogar pelo Internacional. Mas, com a recusa por parte do tribunal, foi mantido seu afastamento dos campos até abril de 2019.

Em agosto, o mesmo tribunal havia derrubado um efeito suspensivo que o Tribunal Federal do país europeu havia concedido à sua pena original e que acabou permitindo que o peruano pudesse disputar a Copa do Mundo na Rússia.

Guerrero tem vivido uma intensa batalha jurídica. O peruano respondia à investigação por ter testado positivo para uso de benzoilecgonina, um metabólito da cocaína, em exame realizado depois do empate em 0 a 0 entre Argentina e Peru, em Buenos Aires, pela 17.ª e penúltima rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018, no dia 5 de outubro. Por isso, foi suspenso preventivamente pela Fifa. A principal suspeita era justamente sobre o uso de cocaína, o que é negado pelo jogador.

A punição original por doping era de um ano, o que o deixava de fora do Mundial de 2018. Mas, depois de um recurso na própria Fifa, a pena caiu para seis meses e terminou em maio, permitindo que o jogador pudesse ir à Rússia.

Mas, em um recurso apresentado pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), a CAS reverteu a decisão da Fifa e aplicou uma suspensão de até 14 meses, que o tirava da Copa. Guerrero chegou a ir até a Fifa, em Zurique, para pedir uma intervenção do presidente da entidade, o suíço Gianni Infantino. Mas sem sucesso.

Sua última cartada era sair dos tribunais esportivos e levar à corte comum, na Suíça. Guerrero, assim, solicitou que o seu caso fosse tratado apenas depois do Mundial, o que acabou também sendo aceito pelo CAS.

Semanas antes da Copa, o presidente do Tribunal Federal da Suíça concedeu “efeito suspensivo a título provisório ao recurso apresentado por Paolo Guerrero contra a sentença da CAS”. “Como consequência, Guerrero poderá participar da Copa do Mundo na Rússia”, declarou a corte, na época. A lógica era a seguinte: se eventualmente Guerrero fosse inocentado ao final do processo, teria sido uma injustiça o impedir de ir ao Mundial. Um dano irreparável estaria sendo cometido.

Com o fim da Copa do Mundo e a volta da análise do caso, a Justiça derrubou esse efeito suspensivo e sua punição voltou a ser aplicada. De acordo com as informações da nova decisão do tribunal, a Wada foi consultada e considerou que o processo da CAS foi correto.

Imagens: Tribuna do Norte 

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